Corrigindo os ditados populares

Recebi um email ótimo do meu amigo André Moraes.

No email, há a correção dos ditados populares. Como assim correção? Na verdade, muitos ditados populares são recitados (!!) de maneira errada. Como essas tradições foram orais por muito tempo, houve o chamado telefone sem fio e as frases foram um pouco modificadas.

Olhem que beleza esse ditado:

- “Batatinha quando nasce, esparrama pelo chão”. Certo? Errado. O correto é: Batatinha quando nasce, espalha a rama pelo chão.” Falando rápido, é fácil juntar as palavras e formar o esparrama.

Outro que é muito comum é o “Quem tem boca vai à Roma”. Na verdade, o original é Quem tem boca vaia Roma”. Uma simples separação da palavra muda tudo.

O próximo a ser corrigido é um pouco estranho, mas faz sentido: Cor de burro quando foge”. Ó raios… essa cor não existe! Claro que não.. porque o ditado correto é “Corro de burro quando foge”. Parece estranho, mas faz sentido.. Se um burro fugir eu sou o primeiro a sair correndo.. eu hein…

Faltam dois ainda….

Esse é muito interessante… Tem até significado cultural…

Lembra do “É a cara do pai.. Escarrado e cuspido“? Pois então.. está errado! Actually, o correto é: É a cara do pai, em Carrara esculpido. Carrara é uma espécie de mármore, encontrado na região de… Carrara, na Itália.

E agora.. um dos mais ditos erroneamente: “Quem não tem cão caça com gato“. O que? Esse está errado? Está sim caro leitor, querida leitora. Na verdade, o significado desse ditado é fazer as coisas sozinho, para tanto, era dito “Quem não tem caça como gato“. Os gatos, quando caçam no lixo, caçam sozinhos…

Pronto… mais um naco de cultura inútil aqui no Idéia Fix… Agora você pode sair por aí falando os ditados corretos e embasbacando os amigos… mas cuidado para não ser surpreendido falando um ditado errado, afinal de contas: “Quem com ferro fere, com ferro será ferrado ferido”

UPDATE 14/08/08 – O Blog da Mary tem um artigo parecido com esse, entretando, ao invés de corrigir os ditados, ela os deixa cultos. Não… não é uma prosopopéia flácida para acalentar bovino… é verdade mesmo… veja lá!

17 thoughts on “Corrigindo os ditados populares

  1. Olá Regina: Segue abaixo a explicação que pediste….

    Retirado do Yahoo Respostas:

    “Diz-se do que permanece sempre na mesma, sem alteração.
    Respondia com esta frase o povo quando (em Portugal) perguntado sobre como iam as coisas, no tempo da primeira invasão francesa (1806). De fato, Junot instalara, calmamente, o seu quartel-general em Abrantes. Em Lisboa, nada se fazia com intenção de se opor ao avanço do general francês. Ninguém lhe ousava resistir. D. João VI, que era o regente, não fazia nada no sentido de evitar a progressão de Junnot para Lisboa. Daí que, quando alguém perguntava o que se passava, a resposta fosse tal frase.”

    • Ah… estranhas sempre são, já que vão na contramão (esse tem hífen?) do que estamos acostumados… Mesmo que não for verdade (apesar de acreditar que são) mostram como funciona um telefone sem fio…

  2. Sendo ditos populares, penso que devem permanecer como na tradição oral.
    Há casos em que o sentido original não se modifica, como ocorre na “batatinha quando nasce” ou do “chuchu na serra”.
    Nos demais casos, há ligeira modificação no sentido e na adequação do provérbio, o qual, porém, mesmo modificado, passou a ser usado pelos falantes da língua para ilustrar determinadas situações. É o caso do “Quem tem boca vai a Roma” (que pode ser entendido como ‘quem se comunica ou pede informações, chega a um determinado lugar’, ou que todos os caminhos levam a Roma), Cor de burro quando foge (sem buscar definir qual seria essa cor, parece ter a ver com uma sensação de estar ‘sem graça’, vergonha ou desconforto perceptível aos outros), quem não tem cão caça com gato (pessoa que se vira de qualquer jeito); enfim, novos sentidos e adequações que não podem ser agora negados pelos puristas.
    Buscar agora por novos e supostamente corretos sentidos não será útil aos falantes da língua portuguesa, e quem se utilizar desse sentido dito correto não conseguirá transmitir sua mensagem de forma eficaz. Tentando ser purista da língua, terminará cometendo o mais indesejável dos erros:
    – Não será compreendido!

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