Publicado por: Toogood | Sábado, 29 Março 2008

Vi o efeito do álcool

Quando uma cena engraçada torna-se deprimente?

Pude  perceber a tênue linha que separa o bizarro do deplorável. Gostaria de dividir esse momento com vocês, afinal, somos todos jovens ainda… amanhã velhos seremos, a menos que o coração sustente a juventude que nunca morrerá (filósofo mexicano)…

Estava esperando um ônibus quando reparei numa jovem de 18 a 23 anos (mais ou menos) er… horizontalmente avantajada, digamos. Ele estava em cima do canteiro central de uma avenida movimentada. O canteiro tem mais ou menos meio metro de altura e ela estava lá rindo e apontando para uns frentistas, do posto de gasolina em frente. Deduzi que ela era amiga de um dos frentistas.

Passado um tempo, uma menina que estava sentada ao meu lado no ponto de ônibus comentou com a amiga: “Olha o que a Jeh tá fazendo!”. E apontou. Instintivamente eu olhei na direção apontada e para minha surpresa, aquela menina descrita anteriormente, estava dançando funk no canteiro central. Como se não bastasse, a noite já estava em pleno curso. “Jeh” dançava e ria.

Achei a cena engraça, mas fiquei quieto, afinal, nunca a tinha visto antes.

Passado algum tempo, as meninas ao meu lado foram embora e eu continuei a esperar o maldito ônibus, que aliás, diga-se de passagem, estava novamente atrasado.
“Jeh” se mantinha lá no canteiro. Parecia que imitava um flanelinha. De fato estava imitando um flanelinha para os carros que passavam, e ria. Ria muito.
Após uma observação mais atenta, já que eu não tinha mais o que fazer, percebi que ninguém, absolutamente ninguém no posto sequer tinha o mínimo esforço de olhá-la. Ou seja, novamente deduzi: deduzi que ela estava era completamente manguaçada, bebaça. Em suma… trêbada. E os fatos que vieram a seguir comprovaram que dessa vez eu tinha deduzido certo, infelizmente.

Após mais uma dançadinha de funk (0_0) ela abaixou a alcinha da própria blusa. A partir daí deixou de ser engraçado e ficou deprimente.

Ela abaixou uma alcinha. Abaixou a outra alcinha. Eu pedia (silenciosamente) “pelamordedeus” para ela parar. Ela não parou. Baixou uma alça do sutiã. Eu não acreditei na mensagem que meus olhos insistiam em enviar para o cérebro. E depois baixou outra alça. Ficou com um “tomara que (não) caia” fajuto e absurdamente perigoso (no sentido de ser perigoso, justamente, que caísse…) .

Com esse “tomara que (não) caia”, ela dançava o que, em tese, deveria ser uma dança sensual. As vezes ela desistia de olhar para o posto de gasolina e olhava para mim. O pobre coitado aqui sozinho no posto de ônibus. Eu disfarçava e olhava no relógio. Definitivamente eu não queria confusão naquela altura, confusão, que aliás, tendia a aumentar já que a qualquer momento ela poderia se esborrachar na avenida.

Pelo jeito Murphy estava de férias. Ou resolveu dar uma trégua dessa vez. Talvez as duas coisas. O fato é que ela se recompôs, na medida do possível, e voltou as roupas no estado original. E justamente nessa hora meu ônibus chegou.

É criançada do meu Barsil (sic) varonil. Se dirigir, não beba e se beber, por tudo o que é mais sagrado: NÃO DANCE FUNK NUM CANTEIRO DE AVENIDA USANDO UM TOMARA QUE (NÃO) CAIA.

E tenho dito.


Respostas

  1. E viva o Barsil.. ou não, vai saber…

  2. meu deus, como vc pode ser tão bunda mole?

  3. Eeeeeeeeeuuuuu???
    Bunda mole?
    Com qual propriedade você fala sobre a minha nádega?

    Mas falando sério:
    Não entendi o comentário. Por que “bunda mole”? O que eu fiz de errado?

  4. Creio que ele se guiou pela premissa:

    * de bêbado não tem dono.

    Porém, não se incomode. Não há mérito algum em arrebanhar uma mulher nestas condições.

    Abraços,

    Gustavo.


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