Uma entrevista é um momento no qual temos a oportunidade de aprender com alguem mais sábio. Se o mundo só é o que é em função de algum dia um ser ter se perguntado por que não fazer diferente, as entrevitas são o momento de potencializar essa virtude. O Idéia Fix, ciente dessa importância, vem trazendo nomes que tem algo a dividir. A bola da vez é Juca Kfouri
Apesar de um pouco atarefado, Juca foi firme nas respostas e expôs sua opinião sobre assuntos relacionados à Copa de 2014, no Brasil
Antes das perguntas e respostas, vamos à um rápido profile de Juca Kfouri, só para corroborar a credibilidade e experiência do nosso ilustre entrevistado: O polêmico jornalista, nascido em São Paulo, formou-se em Ciências Sociais pela USP. Foi diretor das revistas Placar e Playboy, comentarista de futebol no SBT, Globo, RedeTV! e “Cartão Verde” (TV Cultura) além de escrever para “O Globo”. Atualmente escreve para a Folha de São Paulo, comanda o “CBN Esporte Clube” (CBN) e o “Juca Entrevista” (ESPN) além de membro integrante do “Linha de Passe: Mesa Redonda”, da ESPN Brasil
Sem mais delongas, vamos à entrevista:
IF: Quem ganhará com a Copa de 2014: empresários ou o povo brasileiro?
Juca: Empreiteiros, publicitários e cartolas brasileiros. O povo povo mesmo verá pela TV, como quando é na Europa…
IF: A crise política na China ameaça o brilho olímpico. Países já declararam que podem boicotar a abertura dos Jogos. Aqui no Brasil, a violência urbana e doenças como a dengue, têm peso suficiente para provocar uma reação semelhante?
Juca: Acho que não, são problemas diferentes e, sejamos otimistas, esperamos já resolvidos daqui a sete anos…
IF: “Existe muita corrupção, infelizmente. Já aconteceu de a CBF não aceitar uma proposta nossa (da Pelé Sports & Marketing) melhor do que a que acabou aceitando por causa de conchavos com outros grupos. Propostas menores acabam sendo aceitas, só para não tirar outros grupos” – Pelé, à revista Playboy, sobre a tentativa de compra dos direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro. A “politicagem” nua e crua, presente no esporte brasileiro, coloca em risco a credibilidade dos contratos que serão firmados entre CBF e empresas?
Juca: É claro que sim, como também a do próprio Pelé, que esqueceu tudo que já disse.
IF: O Brasil corre o risco do vermelho que dá cor ao 4 (de 2014) significar o estado das contas públicas no fim da Copa?
Juca: Corre o risco, não! Tem a certeza do vermelho.
IF: Quais candidatas à cidades-cede serão escolhidas, ou pelo menos, tem mais chance de ser? Haverá uma preferência pelo eixo Sul/Sudeste?
Juca: Honestamente não sei, embora me pareça possível e uma tremenda (preferência) se o nordeste não for bem contemplado.
IF: O projeto original da Copa de 2014 no Brasil prevê investimentos públicos em infra-estrutura e privados, na questão dos estádios. Este projeto te agrada ou há considerações a fazer?
Juca: Só uma: duvido que não entre dinheiro público nos estádios na hora “H”, quando tudo começar a atrasar, a exemplo do que deu no Pan.
IF: Finalmente um pouco de futebol: Olhando para as atuais categorias de base das seleções mais tradicionais, é possível perceber alguma que se destaque? Poderá esta categoria de base desenvolver-se e tornar-se a seleção principal (ou pelo menos a base dela?)?
Juca: Daqui a sete anos, certamente, teremos muitos jogadores que são meninos hoje.
IF: Em suma, qual a sua opinião sobre o Brasil sediar a Copa de 2014?
Juca: O Brasil pode, mas não com essa gente que aí está.









