Vitrolix: Touradas em Madri

Quando eu disse que essa série Vitrolix priorizaria músicas não tão atuais, eu não estava brincando… Dessa vez vou ressuscitar uma das maiores cantoras que esse país já viu. Maiores no sentido figurado, já que a “Pequena Notável” media apenas 1,53m. Isso mesmo… falo da pizza meia portuguesa, meia brasileira Carmem Miranda.
Nascida em 9 de fevereiro de 1909 em Beira Mar, Portugal, perdeu seu primeiro emprego como vendedora de gravatas porque os colegas paravam de trabalhar para ouvi-la cantar. O sucesso era questão de tempo.

“Tenho pena dos gagos, mas não resisto: morro de rir quando ouço algum! E também não tenho saco para levar um papo muito longo com eles” – Carmem Miranda

Carmem Miranda gravou músicas dos mais célebres compositores desse país. Assis Valente, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Braguinha… Os shows estavam sempre lotados e, numa dessas apresentações, Lee Schubert levou-a para a Brodway. Não tardou para que estrelasse em Hollywoody – foram 20 filmes na carreira – e deixase suas marcas na “calçada da fama”. Sucesso meteórico e eterno.

Todo mundo me pergunta como venci na minha carreira. Acho que foi pura sorte adotar um estilo diferente de sambista e depois Hollywoody. Meu Deus… que loucura pensar estar no plano de estrelismo de Betty Grable, Alice Faye e todas essas estrelas que eu admirava na tela!

Ganhou o mundo com a imagem da brasileira que equilibrava frutas na cabeça e dançava de um jeito que yakee nenhum estava acostumado. A vida frenética, regada a remédios estimulantes, levou-a a um enfarto fulminante, na madrugada de 5 de agosto de 1955, com somente 46 anos.

O legado da cantora é um dos mais conhecidos desse país. Seu nome está intimamente ligado à músicas como “O que é que a baiana tem?“, “…E o mundo não se acabou“, “Alô… alô” e o foco do texto hoje: Touradas em Madri. Veja a letra:

Eu fui as touradas em Madri
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum

E quase não volto mais aqui
Para ver Peri beijar Ceci
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum

Eu conheci uma espanhola natural da Catalunha
Queria que eu tocasse castanhola
E pegasse o touro à unha
Caramba, caracoles, sou do samba
Não me amoles
Pro Brasil eu vou fugir
Que é isso é conversa mole para boi dormir
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum

Para ouvir, clique aqui

Úma parte que achei interessantíssima nessa música é o ritmo, já que, originalmente, ela é uma marchinha de carnaval.
Quanto a letra, Carmem Miranda é pressionada a “mudar” de cultura, aderir aos costumes espanhóis, contudo, reafirma seu coração verde-amarelo para aqueles que duvidavam que a “Pequena Notável” abandonaria a pátria que a acolheu e a tornou estrela.

Mas informações sobre Carmem Miranda? Você pode ler aqui na Wikipédia, no site oficial da cantora e nesse texto da MPBnet
Prtonto… agora você já pode sair rebolando por aí…

Um pensamento sobre “Vitrolix: Touradas em Madri

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