Tanti auguri per me! 19 anni!

Prometi e cumpri. Fui “em busca dos 19″  e aqui estou. É uma felicidade sem tamanho poder comemorar meu 2° aniversário à frente do Idéia Fix (que esse mês já me deu 2 presentes: o milésimo comentário e a visita número 100.000).
Prometo que não serei “melonostálgico” como há 365 dias. Em vez disso, selecionei 2 causos da minha infância que exemplificam minha relação nem tão amistosa assim com as bicicletas. E olha que em nenhum dos dois casos fui traído pela minha coordenação motora.

Itatiba, algum dia, de algum ano que eu não vou me recordar agora: Tinha chegado de São Paulo, louco para aproveitar tudo o que uma chácara no interior tem a oferecer: Sol, verde, árvores para subir, ar puro, frutas do vizinho para roubar pegar emprestado e… bicicleta.
Subi a rua e fui à casa de um amigo, o Antonio Carlos (manifeste-se se estiver lendo isso!). Depois um agradável futebolzinho, resolvemos andar de bicicleta. Não era lá muito habilidoso ao guidão (já que no edifícil que eu morava era difícil (hã-hã, pegaram?) pilotar esse veículo de 2 rodas) , contudo, isso não foi empecilho para que ele me emprestasse a bike. Com uma condição: eu teria que descer um morro de, mais ou menos, 100 metros.

Aceitei.

Subi na bicicleta e dei aquela equilibrada. Após um pequeno empurrão para pegar o embalo, comecei a descer o morro. O vento na cara e aquela sensação de liberdade eram maravilhosas! Como é bom ser criança e poder brincar sem responsabilidades e aproveit… epa… cadê o freio?
Eu apertava as duas alavanquinhas e a velocidade não diminuía. Ao longe, era possível ouvir aquele grandecíssimo filho da mãe amigo gritar na maior cara de pau: “Aperta o freio Frank, aperta o freio!”. Eu respondia em pânico vão: “Não dá! Não dá!
Tive que pensar rápido e ter presença de espírito. A idéia era dar leves toque com o pneu na guia da calçada, diminuindo a velocidade, permitindo, assim, que eu saltasse na grama. Brilhante idéia, não é? Bom, foi a única que eu tive na hora.
Aproximei a bike da guia e virei o guidão. Forte demais. Em vez do lado do pneu tocar a guia, o que trombou com o concreto foi a parte da frente. Resultado: fui atirado para frente, já que a bicicleta não subiu na calçada. Ralei mãos, joelho, rosto. Apesar disso estava vivo. E a bicicleta também, para alívio do meu amigo.

Anos depois, fui dar uma volta com uns amigos num bairro próximo, chamado Recanto dos Pássaros. Em geral, os malucos desciam os morros primeiro e eu ia por último, um pouco mais devagar (resquício da história anterior?).
Neste dia, subimos um morro de uns 200 metros e, na volta, teríamos que descer por ele. Chegada a hora, os doidos foram primeiro, PEDALANDO, e eu “só na manha”, um pouco atrás. Comecei a descer o morro sem grandes problemas, até que um carro apareceu, vindo na minha direção. Desviei um pouco pra direita e continuei. O problema é que tinha um buraco, bem no meu caminho.
O que eu fiz? Parei? Não! Pra que fazer o óbvio e seguro? Eu resolvi arriscar na único espaço que ficaria entre o carro e o buraco, já que o veículo passaria pela cratera no exato momento que eu. Sim, caro leitor, querida leitora… da esquerda para a direita: carro, eu + bicicleta e buraco.
Mirei, ajeitei a bike e fui… o pneu entrou certinho no espaço milimétrico à minha disposição e eu mantive a linha, firme. O carro passou e toda a rua ficou livre pra mim.
Passei ileso? Não! Claro que não! Quando vi a rua vazia, minha primeira reação foi virar o guidão para a esquerda, fazendo com que a traseira da bike fosse um pouco para a direita… bem no buraco.
Nem preciso dizer que tomei um capote histórico, ralando tudo o que tem direito. Foi complicado tomar banho aquele dia. Feridas demais para arder…

Espero que tenham gostado dessa seção gratuita de auto-micagem. Veremos o que esse ano me espera, já que, ultimamente, minha vida tem mudado a cada 6 meses.

Rumo aos 20!

3 pensamentos sobre “Tanti auguri per me! 19 anni!

  1. Apenas corrigindo-te:
    Tua vida, assim como a de todos nós, muda a cada segundo.
    Parabéns por todos os segundos de vida que possui. Que muitos outros venham!
    Coordenação motora de menos, acrescida de lei da gravidade, tudo isto em cim de um meio de locomoçõ de duas rodas, resulta em cotato físico com asfalto ou qualquer elemento que componha o solo.
    Abraços,

    Gustavo.

  2. Pingback: Confissões de um acidentado « Ideia Fix

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