Rémi Gaillard: O Verdadeiro Impostor

Daniel Zuckerman tem se destacado como O Impostor, no Pânico na TV. O cidadão invade locais VIP sem autorização alguma (supostamente) e realiza missões predeterminadas, como se fosse um agente secreto. Recentemente tirou fotos com Sylvester Stallone, dentro da área exclusiva para a equipe do filme, se fazendo passar por um gringo funcionário do eterno Rocky/Rambo. Veja o quadro no Youtube.

Como de costume, a ideia de se tornar um bicão profissional não é original. Na França, Rémi Gaillard realizou façanhas difíceis de acreditar quando contadas.  Entretanto, nem o cético São Tomé resiste aos vídeos – que não são amadores – que registram as burladas na segurança. Dois casos chamaram muito a atenção, principalmente pela demora na identificação do cidadão. Ah se fosse um homem bomba!

Impostor no Volley
Num jogo pela Liga Mundial de Volley, no ano de 2002, Remi vestiu um uniforme muito parecido com o da seleção nacional, entrou em quadra COM a equipe, cantou perfilado La Marseillaise (Tremblez tyrans, et vous perfides!) com todo o fervor, cumprimentou os adversários como manda o fair play e… foi expulso. É inacreditável que só tenham percebido a presença do intruso muito depois. Repare que ele é o único que não tem número na camisa, mas mesmo assim ninguém se atreve a perguntar o que ele está fazendo lá.

Antes que você me pergunte: Não.. ele NÃO foi preso.

Impostor na Copa da França
Essa é difícil de acreditar, porém é verdadeira. O juiz apitou o final do jogo decisivo da Copa da França (similar a Copa do Brasil). Os campeões – alguem sabe quem foi? Não consegui identificar o uniforme –  foram receber o troféu na tribuna do Stade de France e adivinhe quem estava lá? Ele mesmo: Gaillard. Abraçou os “companheiros de time”, conseguiu entrar no gramado, comemorou em frente às câmeras e, como não podia deixar de ser, ainda conseguiu trocar vibrações com a tão cobiçada taça. Na verdade ele conseguiu erguer a taça e aparecer em muitas fotos agarrado a ela.
Antes de ser expulso, deu autógrafos e recebeu os cumprimentos do Primeiro Ministro francês – na época Jaques Chirac – como se fosse um jogador de verdade.

Eu sinceramente duvido que a versão brasileira consiga chegar nesse ponto. Claro que nunca podemos duvidar da magia da televisão e nem esquecer que o Silveira (ou o Silveirinha, sei lá) já conseguiu participar do aniversário de meio milênio da Hebe e do José Dirceu, além de surrupiar uma bola oficial da seleção autografada pelo Dunga. É bem capaz do Sr. Zuckerman acabar recebendo um trato todo especial do pessoal da segurança. Como disse o @lapena, algo como o serviço de bordo dos trens cariocas, que distribuem bolachas aos passageiros.

Aqui não é a Europa. Muito pelo contrário.

2 pensamentos sobre “Rémi Gaillard: O Verdadeiro Impostor

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