1% Evolução

“Acabo de analisar a combinação de genes dessa espécie bípede, de telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor. Em apenas 1 por cento ela se difere dos seres que tiram piolho da cabeça de seus pares como gesto de carinho.

Se Darwin estava certo, 1% faz toda a diferença. Ou nenhuma. Os seres bípedes seguem suas vidinhas cheia de preocupações, alegrias, tristezas, dramas, exacerbações, chorumelas, euforias…

Os símios também tem suas preocupações. Analisando o modo de vida dessas espécies podemos ver que elas tentam superar a barreira do 1%. Alguns limpam suas residências. Outros participam de atrações em aparelhos chamados de televisores, em programas chamados novelas.

Aquele 1% quebrado uma vez parece que vem diminuindo. Ambos são irracionais quando podem. Ambos comem banana quando sentem fome. Ambos matém relações sexuais quando sentem desejo. Sentem frio. Sentem sono. Pregam peças. Praticam crimes de furto e roubo quando a oportunidade surge.

1% que parece 0,5.

evolucao

Créditos da Foto: Octavio Ocampo é italiano. Foi presidente da academia de Belas Artes, da cidade de Messico.É especialista em imagens com efeito óptico, usando e abusando, muito bem, diga-se de passagem, das sobreposições.

Resenha: Condenado a Falar

Com Jorge Kajuru não tem meio termo. Ou você gosta, ou você odeia, ou você não conhece. Este que vos escreve se encaixa facilmente no primeiro grupo. Não porque ele é autêntico, verdadeiro e todos os elogios que os amigos costumam fazer. Ele simplesmente é divertido, alguém que sabe fazer rir, seja falando verdades ou baboseiras astronômicas.

Seu livro é uma biografia comentada e recheada de brechas para processos. Condenado a Falar é um livro surpreendente. Em primeiro lugar pelo preço: 1 real. Sim… o frente (R$ 2,00) e a taxa de boleto (R$ 2,00) custam mais caro que a própria publicação. Gastei irrisórios 5 reais para ter em casa uma obra prima da comédia politico-esportiva.

Em segundo lugar porque houve momentos em que ri alto  com certas passagens. Posso citar (sem estragar a surpresa) a pseudo conversa entre Galvão Bueno e Kajuru durante uma transmissão de futebol ao vivo. As definições dadas para as pessoas também são hilárias e muitas delas absolutamente verdadeiras, ainda que ácidas. Exemplo: “Paulo Maluf: nenhuma mulher me proporcionou tanto orgasmo quanto ver o Maluf preso e comendo a quentinha“. Vai entender a mente labiríntica de Jorge Kajuru!

Sim, você pode levar a sério o que Kajuru fala. Muitas das denúncias fazem completo sentido, mas outras são meras especulações aumentadas pela lente do ego ferido. Denunciar, aliás, está no sangue de Kajuru: aos 10 anos de idade ousou criticar o prefeito na rádio local e foi demitido. Uma das primeiras de tantas outras que viriam e que são contadas, com detalhes, nas 190 páginas que compõe a edição, muito bem acabada por sinal.

Os depoimentos contidos neles revelam um Kajuru paladino da Justiça, defensor dos oprimidos, mártir da verdade, alguém que sacrificou a própria saúde em prol do jornalismo sério, sem rabo preso. Não é exatamente a minha opinião sobre ele. Particularmente, acho que a melhor definição de Kajuru foi dada por Alexandre Goulart (e devidamente registrada no livro):  “O homem e o profissional caminham juntos, sem ambiguidades. Tal condição aprisiona o jornalista ao homem e vice-versa“. A isenção, tantas vezes pregada por Kajuru, é justamente a primeira a ser ferida por ele. Ele pode ser isento de acordos políticos e dinheiro vindo de propagandas, mas não consegue ser separar a vida profissional da pessoal. Ele está certo? Deixo a você, leitor, esse julgamento.

Ao contrário do que diz o livro (em muitas das declarações que você lerá), Kajuru não tem o “defeito de falar a verdade”. O que ocorre é que ele não sabe COMO falar a verdade. O homem Kajuru tem todo o direito de achar que Fulano é um ladrão calhorda. Agora, enquanto jornalista, a função restringe-se (ou deveria restringir-se) a provar que o mesmo Fulano agiu fora da Lei e deixar que o leitor/ ouvinte decida o que acha. E é aí que entra a definição de Alexandre Goulart. Não há essa desambiguação. Kajuru prova e condena. Por conseqüência, é condenado.

Em suma (anotação mental: nunca mais usar em suma): Se você quer um livro divertido, de ótimo custo-benefício, que lhe proporcione bons momentos quando você não está afim de coçar o saco roer as unhas COMPRE O LIVRO SEM PENSAR DUAS VEZES. Acesse o site da editora Escala e faça seu pedido agora.

Se você não gosta do Kajuru, passe longe. Algumas verdades doem. E a verdade é que ele soube fazer um livro muito bem feito. Palmas para ele.

Só tomem cuidado com a pólvora.

Condenado_a_falar

F1 2009: Especial

Acho que pouco importa o resultado final do GP da Hungria com Hamilton em primeiro (voltando a vencer, após 11 etapas de jejum), Raikkonen em segundo (bom ver McLaren e Ferrari de volta na frente) e Webber em terceiro (olha a Red Bull ganhando Asas).

O povo brasileiro é engraçado, “desce a lenha” sem dó nos pilotos brasileiros estejam eles certos ou não (o que é perfeitamente aceitável e democrático), mas quando um compatriota seu, que trouxe e trará muitas alegrias, sofre um acidenre como sofreu Felipe Massa, o povo brasileiro  é extremamente solidário.

É claro que há sempre trouxas fazendo graça com o que não tem graça nenhuma, mas esses são minoria. Um cara como Felipe que é sincero e traz uma das poucas alegrias ao Brasil de Sarneys e Lulas passa por um momomento grave, o povo passa a desejar sorte ao rapaz, independente de gostar de F1 ou não e de torcer por ele ou não, isso é muito bonito de se ver.

Tenha certeza Felipe que o susto foi grande, pois somos um povo traumatizado, contudo temos certeza que você estará de volta com toda sua paixão pelo automobilismo.

FORÇA FELIPE!!!

A Publicidade já foi assim – 3

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Larga-me… Deixa-me gritar!…

“O Xarope São João é o melhor para tosse, bronquites e constipações.

As pessoas que tossem… As pessoas que se Resfriam e Constipam facilmente – As que temem o frio e a humidade – As que por uma ligeira mudança de tempo ficam logo com a Voz rouca e a Garganta inflamada – As que sofrem de uma velha Bronquite – Os Asthmaticos e, finalmente, as creanças que são acommettidas de Coqueluche poderão ter a certeza de que seu único remédio é o Xarope São João. É a única garantia da sua saúde.

O Xarope São João é o remédio scientífico apresentado sob a forma de um saboroso licor. É o único que não ataca o estomago, nem os rins. Age como Tônico Calmante e faz expectorar sem tossir. Evita graves Affecções do Peito e da Garganta. Facilita a respiração, tornando-a mais ampla, limpa e fortalece os bronchios, evitando as inflamações e impedindo os Pulmões da invasão de Perigosos Micróbios.

Ao publico recomendamos o Xarope São João para curar Tosses, Bronquites, Asthma, Gripe, Coqueluche, Catarros, Defluxos, Constipações e todas as Doenças do Peito.

MUITA ATENÇÃO: Somente os bons remedios são imitados; por isso pedimos com empenho ao Publico que não acceite imitações grosseiras e exija sempre o verdadeiro Xarope São João. PEDIDOS …”

Essa propaganda vem de 1900 (!) e, como vocês puderam notar, não importa-se com longos textos. A grafia está mantida no original. Resolvi cortar o escrito, pois estava impossível de exergar.

Texto da propaganda extraído do site do Professor Doutorando Marcelo Serpa

Opinix: Wilson Simonal

A OPINIX músical está de volta e com um cantor “rei da malandregem” – o polêmico, Wilson Simonal.

Nascido em 26 de Fevereiro de 1939, no Rio de Janeiro, Simonal foi talvez o primeiro cantor negro a fazer grande sucesso no cenário musical brasileiro.

Ele começou a cantar em bailes e em 1963 lança seu primeiro disco  “Tem algo mais”.

O seu jeito cheio de swing e uma voz potente logo o levaram para as “paradas de sucesso” nas décadas de 60 e 70. Foi na década de 70 que ficou amigo da seleção brasileira tricampeã do mundo de futebol, no México na copa de 70, e assim, acabou ficando companheiro dos jogadores, do rei Pelé, principalmente.

Em 1972, a sua brilhante carreira iria sofrer um duro golpe. O cantor foi denunciado ao DOPS-orgão de repressão da ditadura militar como um suposto informante dos militares.

A partir dai, sua carreira marcada de sucessos como “País tropical”- música de Jorge Ben Jor, “Meu limão, Meu limoeiro” e “Sá Marina”- canção que depois foi regravada por Ivete Sangalo, nunca mais foi a mesma.

Wilson Simonal nunca conseguiu se livrar da fama de “dedo duro ” em vida e morreu esquecido pela mídia em 25 de Junho de 2000, no Rio.

Em 2003, concluído o processo, o cantor foi moralmente reabilitado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em 2009, foi lançado “Ninguém sabe o duro que dei”, documentário sobre a vida do cantor co-dirigido por Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal.

Wilson_simonal

OBS:ele é pai dos competentes musicos Simoninha e Max de Castro

Fonte: Dicionário MPB

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Top 6 músicas-clichê de Karaokê

KARAOKÊ – Assim nos diz a mãe dos burros digitalmente incluídos – a Wikipédia: “Trata-se de um hobby de origem japonesa no qual as pessoas cantam versões instrumentais de músicas (MID).”

No Brasil, os aparelhos de DVD difundiram a prática de transformar cantores amadores em… cantores amadores odiados (ou vergonhosamente marcados). Essa verdadeira praga assombra festas, churrascos de final de semana, reuniões familiares e qualquer lugar que abrigue mais de 1 pessoa e um microfone, levando diversão e aquela pitada de crueldade que só um timbre bem desafinado pode proporcionar.

Mesmo com trilhões de opções, algumas canções são “figurinha carimbada” (irc) nas escolhas. Listo algumas delas, com os respectivos comentários pertinentes.

1 – Pintura Íntima
Essa é aquela música no qual há a versão oficial, cantada nos shows e gravada nos CD’s e a popular, que sempre aparece nos shows e que ninguem resiste quando ouve. Ei-la: “Fazer amor de madrugada (em cima da cama, embaixo da escada). Amor com jeito de virada (primeiro a patroa, depois a empregada). Ela é um clássico dos karaokês. A parte em itálico sempre é cantada por aqueles primos mais animados ou o pessoal do escritório que já entortou algumas. OU mesmo por você, sóbrio leitor.

2 – Mamonas Assassinas (em geral)
Os Mamonas Assassinas gravaram apenas 1 CD. Talvez em função disso, quase todas as músicas são muito conhecidas e cantadas à exaustão. Nos karaokês então nem se fala. É Pelados em Santos pra cá, Chopis Centis pra cá, Sabão Crá-Crá acolá… indispensável. Isso sem contar Robocopy Gay, na qual há sempre alguém mais exaltado que se veste de mulher. E dá gritinhos, claro.

3 – Ilariê
Xuxa, sempre Xuxa. A Rainha (?) dos Baixinhos (coroada por quem? Pela… Globo?) é cult. Basta ver na parte do “Pula pula, bole, bole”. Até aquele tio mais ranzinza esboça alguma reação. Nem que seja mais um resmungo.
Aliás, músicas infantis sempre fazem sucesso. Bastas ver a energia com que todo mundo canta Balão Mágico.

4- É o amor
Fim de festa. Quando você quer mandar os convidados embora, é só tomar um fôlego maior no refrão. É batata.

5 – Galopeira
Idem item 4. Usado, na verdade, para os convidados chatos, muito chatos. Também usado em situação de desespero, sempre acompanhado de uma boa garrafa de pinga. Nessa altura vazia.

6 – Garçom
Reginaldo Rossi é o brega no Karaokê. A letra todo mundo conhece. Um homem, já fora de suas faculdades mentais ideais, chora a perda da mulher. Como não tem amigos, ele recorre ao único ser na face da Terra que não é pago para escutar – como um analista – mas mesmo assim cede seu ombro para os beberrões de plantão: o garçom.
O mais interessante é a emoção com que essa musica é cantada. Há empatia demais. DEMAIS.

E você, lembra de mais músicas tradicionais de karaokê? Dê sua contribuição na Junkebox que é a caixinha de comentários!

A rima no título desse post foi meramente ilustrativa

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