1% Evolução

“Acabo de analisar a combinação de genes dessa espécie bípede, de telencéfalo altamente desenvolvido e polegar opositor. Em apenas 1 por cento ela se difere dos seres que tiram piolho da cabeça de seus pares como gesto de carinho.

Se Darwin estava certo, 1% faz toda a diferença. Ou nenhuma. Os seres bípedes seguem suas vidinhas cheia de preocupações, alegrias, tristezas, dramas, exacerbações, chorumelas, euforias…

Os símios também tem suas preocupações. Analisando o modo de vida dessas espécies podemos ver que elas tentam superar a barreira do 1%. Alguns limpam suas residências. Outros participam de atrações em aparelhos chamados de televisores, em programas chamados novelas.

Aquele 1% quebrado uma vez parece que vem diminuindo. Ambos são irracionais quando podem. Ambos comem banana quando sentem fome. Ambos matém relações sexuais quando sentem desejo. Sentem frio. Sentem sono. Pregam peças. Praticam crimes de furto e roubo quando a oportunidade surge.

1% que parece 0,5.

evolucao

Créditos da Foto: Octavio Ocampo é italiano. Foi presidente da academia de Belas Artes, da cidade de Messico.É especialista em imagens com efeito óptico, usando e abusando, muito bem, diga-se de passagem, das sobreposições.

Resenha: Condenado a Falar

Com Jorge Kajuru não tem meio termo. Ou você gosta, ou você odeia, ou você não conhece. Este que vos escreve se encaixa facilmente no primeiro grupo. Não porque ele é autêntico, verdadeiro e todos os elogios que os amigos costumam fazer. Ele simplesmente é divertido, alguém que sabe fazer rir, seja falando verdades ou baboseiras astronômicas.

Seu livro é uma biografia comentada e recheada de brechas para processos. Condenado a Falar é um livro surpreendente. Em primeiro lugar pelo preço: 1 real. Sim… o frente (R$ 2,00) e a taxa de boleto (R$ 2,00) custam mais caro que a própria publicação. Gastei irrisórios 5 reais para ter em casa uma obra prima da comédia politico-esportiva.

Em segundo lugar porque houve momentos em que ri alto  com certas passagens. Posso citar (sem estragar a surpresa) a pseudo conversa entre Galvão Bueno e Kajuru durante uma transmissão de futebol ao vivo. As definições dadas para as pessoas também são hilárias e muitas delas absolutamente verdadeiras, ainda que ácidas. Exemplo: “Paulo Maluf: nenhuma mulher me proporcionou tanto orgasmo quanto ver o Maluf preso e comendo a quentinha“. Vai entender a mente labiríntica de Jorge Kajuru!

Sim, você pode levar a sério o que Kajuru fala. Muitas das denúncias fazem completo sentido, mas outras são meras especulações aumentadas pela lente do ego ferido. Denunciar, aliás, está no sangue de Kajuru: aos 10 anos de idade ousou criticar o prefeito na rádio local e foi demitido. Uma das primeiras de tantas outras que viriam e que são contadas, com detalhes, nas 190 páginas que compõe a edição, muito bem acabada por sinal.

Os depoimentos contidos neles revelam um Kajuru paladino da Justiça, defensor dos oprimidos, mártir da verdade, alguém que sacrificou a própria saúde em prol do jornalismo sério, sem rabo preso. Não é exatamente a minha opinião sobre ele. Particularmente, acho que a melhor definição de Kajuru foi dada por Alexandre Goulart (e devidamente registrada no livro):  “O homem e o profissional caminham juntos, sem ambiguidades. Tal condição aprisiona o jornalista ao homem e vice-versa“. A isenção, tantas vezes pregada por Kajuru, é justamente a primeira a ser ferida por ele. Ele pode ser isento de acordos políticos e dinheiro vindo de propagandas, mas não consegue ser separar a vida profissional da pessoal. Ele está certo? Deixo a você, leitor, esse julgamento.

Ao contrário do que diz o livro (em muitas das declarações que você lerá), Kajuru não tem o “defeito de falar a verdade”. O que ocorre é que ele não sabe COMO falar a verdade. O homem Kajuru tem todo o direito de achar que Fulano é um ladrão calhorda. Agora, enquanto jornalista, a função restringe-se (ou deveria restringir-se) a provar que o mesmo Fulano agiu fora da Lei e deixar que o leitor/ ouvinte decida o que acha. E é aí que entra a definição de Alexandre Goulart. Não há essa desambiguação. Kajuru prova e condena. Por conseqüência, é condenado.

Em suma (anotação mental: nunca mais usar em suma): Se você quer um livro divertido, de ótimo custo-benefício, que lhe proporcione bons momentos quando você não está afim de coçar o saco roer as unhas COMPRE O LIVRO SEM PENSAR DUAS VEZES. Acesse o site da editora Escala e faça seu pedido agora.

Se você não gosta do Kajuru, passe longe. Algumas verdades doem. E a verdade é que ele soube fazer um livro muito bem feito. Palmas para ele.

Só tomem cuidado com a pólvora.

Condenado_a_falar

F1 2009: Especial

Acho que pouco importa o resultado final do GP da Hungria com Hamilton em primeiro (voltando a vencer, após 11 etapas de jejum), Raikkonen em segundo (bom ver McLaren e Ferrari de volta na frente) e Webber em terceiro (olha a Red Bull ganhando Asas).

O povo brasileiro é engraçado, “desce a lenha” sem dó nos pilotos brasileiros estejam eles certos ou não (o que é perfeitamente aceitável e democrático), mas quando um compatriota seu, que trouxe e trará muitas alegrias, sofre um acidenre como sofreu Felipe Massa, o povo brasileiro  é extremamente solidário.

É claro que há sempre trouxas fazendo graça com o que não tem graça nenhuma, mas esses são minoria. Um cara como Felipe que é sincero e traz uma das poucas alegrias ao Brasil de Sarneys e Lulas passa por um momomento grave, o povo passa a desejar sorte ao rapaz, independente de gostar de F1 ou não e de torcer por ele ou não, isso é muito bonito de se ver.

Tenha certeza Felipe que o susto foi grande, pois somos um povo traumatizado, contudo temos certeza que você estará de volta com toda sua paixão pelo automobilismo.

FORÇA FELIPE!!!

A Publicidade já foi assim – 3

propaganda_xarope_saojoao

Larga-me… Deixa-me gritar!…

“O Xarope São João é o melhor para tosse, bronquites e constipações.

As pessoas que tossem… As pessoas que se Resfriam e Constipam facilmente – As que temem o frio e a humidade – As que por uma ligeira mudança de tempo ficam logo com a Voz rouca e a Garganta inflamada – As que sofrem de uma velha Bronquite – Os Asthmaticos e, finalmente, as creanças que são acommettidas de Coqueluche poderão ter a certeza de que seu único remédio é o Xarope São João. É a única garantia da sua saúde.

O Xarope São João é o remédio scientífico apresentado sob a forma de um saboroso licor. É o único que não ataca o estomago, nem os rins. Age como Tônico Calmante e faz expectorar sem tossir. Evita graves Affecções do Peito e da Garganta. Facilita a respiração, tornando-a mais ampla, limpa e fortalece os bronchios, evitando as inflamações e impedindo os Pulmões da invasão de Perigosos Micróbios.

Ao publico recomendamos o Xarope São João para curar Tosses, Bronquites, Asthma, Gripe, Coqueluche, Catarros, Defluxos, Constipações e todas as Doenças do Peito.

MUITA ATENÇÃO: Somente os bons remedios são imitados; por isso pedimos com empenho ao Publico que não acceite imitações grosseiras e exija sempre o verdadeiro Xarope São João. PEDIDOS …”

Essa propaganda vem de 1900 (!) e, como vocês puderam notar, não importa-se com longos textos. A grafia está mantida no original. Resolvi cortar o escrito, pois estava impossível de exergar.

Texto da propaganda extraído do site do Professor Doutorando Marcelo Serpa

Opinix: Wilson Simonal

A OPINIX músical está de volta e com um cantor “rei da malandregem” – o polêmico, Wilson Simonal.

Nascido em 26 de Fevereiro de 1939, no Rio de Janeiro, Simonal foi talvez o primeiro cantor negro a fazer grande sucesso no cenário musical brasileiro.

Ele começou a cantar em bailes e em 1963 lança seu primeiro disco  “Tem algo mais”.

O seu jeito cheio de swing e uma voz potente logo o levaram para as “paradas de sucesso” nas décadas de 60 e 70. Foi na década de 70 que ficou amigo da seleção brasileira tricampeã do mundo de futebol, no México na copa de 70, e assim, acabou ficando companheiro dos jogadores, do rei Pelé, principalmente.

Em 1972, a sua brilhante carreira iria sofrer um duro golpe. O cantor foi denunciado ao DOPS-orgão de repressão da ditadura militar como um suposto informante dos militares.

A partir dai, sua carreira marcada de sucessos como “País tropical”- música de Jorge Ben Jor, “Meu limão, Meu limoeiro” e “Sá Marina”- canção que depois foi regravada por Ivete Sangalo, nunca mais foi a mesma.

Wilson Simonal nunca conseguiu se livrar da fama de “dedo duro ” em vida e morreu esquecido pela mídia em 25 de Junho de 2000, no Rio.

Em 2003, concluído o processo, o cantor foi moralmente reabilitado pela Comissão Nacional de Direitos Humanos da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB).

Em 2009, foi lançado “Ninguém sabe o duro que dei”, documentário sobre a vida do cantor co-dirigido por Claudio Manoel, Micael Langer e Calvito Leal.

Wilson_simonal

OBS:ele é pai dos competentes musicos Simoninha e Max de Castro

Fonte: Dicionário MPB

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Top 6 músicas-clichê de Karaokê

KARAOKÊ – Assim nos diz a mãe dos burros digitalmente incluídos – a Wikipédia: “Trata-se de um hobby de origem japonesa no qual as pessoas cantam versões instrumentais de músicas (MID).”

No Brasil, os aparelhos de DVD difundiram a prática de transformar cantores amadores em… cantores amadores odiados (ou vergonhosamente marcados). Essa verdadeira praga assombra festas, churrascos de final de semana, reuniões familiares e qualquer lugar que abrigue mais de 1 pessoa e um microfone, levando diversão e aquela pitada de crueldade que só um timbre bem desafinado pode proporcionar.

Mesmo com trilhões de opções, algumas canções são “figurinha carimbada” (irc) nas escolhas. Listo algumas delas, com os respectivos comentários pertinentes.

1 – Pintura Íntima
Essa é aquela música no qual há a versão oficial, cantada nos shows e gravada nos CD’s e a popular, que sempre aparece nos shows e que ninguem resiste quando ouve. Ei-la: “Fazer amor de madrugada (em cima da cama, embaixo da escada). Amor com jeito de virada (primeiro a patroa, depois a empregada). Ela é um clássico dos karaokês. A parte em itálico sempre é cantada por aqueles primos mais animados ou o pessoal do escritório que já entortou algumas. OU mesmo por você, sóbrio leitor.

2 – Mamonas Assassinas (em geral)
Os Mamonas Assassinas gravaram apenas 1 CD. Talvez em função disso, quase todas as músicas são muito conhecidas e cantadas à exaustão. Nos karaokês então nem se fala. É Pelados em Santos pra cá, Chopis Centis pra cá, Sabão Crá-Crá acolá… indispensável. Isso sem contar Robocopy Gay, na qual há sempre alguém mais exaltado que se veste de mulher. E dá gritinhos, claro.

3 – Ilariê
Xuxa, sempre Xuxa. A Rainha (?) dos Baixinhos (coroada por quem? Pela… Globo?) é cult. Basta ver na parte do “Pula pula, bole, bole”. Até aquele tio mais ranzinza esboça alguma reação. Nem que seja mais um resmungo.
Aliás, músicas infantis sempre fazem sucesso. Bastas ver a energia com que todo mundo canta Balão Mágico.

4- É o amor
Fim de festa. Quando você quer mandar os convidados embora, é só tomar um fôlego maior no refrão. É batata.

5 – Galopeira
Idem item 4. Usado, na verdade, para os convidados chatos, muito chatos. Também usado em situação de desespero, sempre acompanhado de uma boa garrafa de pinga. Nessa altura vazia.

6 – Garçom
Reginaldo Rossi é o brega no Karaokê. A letra todo mundo conhece. Um homem, já fora de suas faculdades mentais ideais, chora a perda da mulher. Como não tem amigos, ele recorre ao único ser na face da Terra que não é pago para escutar – como um analista – mas mesmo assim cede seu ombro para os beberrões de plantão: o garçom.
O mais interessante é a emoção com que essa musica é cantada. Há empatia demais. DEMAIS.

E você, lembra de mais músicas tradicionais de karaokê? Dê sua contribuição na Junkebox que é a caixinha de comentários!

A rima no título desse post foi meramente ilustrativa

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Máfia do SMS

Imagine você, caro leitor, que um hacker (obrigatoriamente com várias espinhas e usando óculos com lentes absurdamente grossas, como manda o esteriótipo) invada o sistema de segurança de qualquer banco. Imagine também que o gatuno cibernético consiga surrupiar 10 centavos de cada conta, de cada cliente desse banco. Com 25 anos ele já poderá aproveitar a vida, vendo mulheres de biquíni passeando com copos de sucos exóticos. E o famoso guarda-chuvinha, claro.

O mesmo – ou quase isso – ocorre com as empresas que oferecem serviços via SMS, o famoso torpedão. Serviços absolutamente dispensáveis, mas que estão a todo momento nos comerciais. O custo gira em torno de 31 centavos, mais imposto por mensagem. Parece pouco, mas se considerar o número de assinantes, verá que os magnatas da comunicação podem estar ganhando fortunas, apoiando-se em 160 caracteres, nem sempre relevantes.

sms

Esses “serviços” giram em torno de compras e comportamento. “Saiba como é o beijo daquele gatinho! Envie beijo + NOME para 45970 e descubra hoje mesmo!”. O energúmeno do cliente, achando que encontrará a resposta para todas as suas indagações (tolos… é claro que é 42), envia o torpedo e recebe uma mensagem sorteada de um banco de dados. Nada mais profético, não é mesmo?

Outro serviço bem comum de se ver por aí é o de piadas. Tanta piada de graça – no sentido enconômico da palavra – na internet (muitas delas de gosto e qualidade bem duvidosos) e a pessoa ainda paga pra descobrir porque raios o Joãozinho entrou na Igreja. Muito me surpreende que até Chico Anísio tenha envolvido seu nome com isso. O mesmo aplica-se a horóscopo, notícias sobre times de futebol e o famoso jogo Quiz. Esse último, aliás, rende mais que caça níquel. Perguntinhas fáceis (Qual jogador é chamado de Animal? A)Nakajima, B)Zubizarreta C)Edmundo D)Valderrama) estimulam o cliente a continuar enviando respostas… e seus centavos.

Quando a pessoa percebe que seu crédito está se esvaindo mais rápido do que o previsto, ela tenta descadastrar. Aí vem uma bela dor de cabeça. As letrinhas nos comerciais são MUITO miúdas. Pior que comercial das Casas Bahia. A maneira mais comum é enviar a palavra “sair” ou “cancelar” para o mesmo número de cadastro, mas nem sempre funciona. As vezes há um número específico e, portanto, você deve ficar BEM atento ao comercial. Se possível grave e dê um pause.

Chega a ser vergonhoso pensar que seres (símios) humanos com um telencéfalo altamente desenvolvido e com polegar opositor se sujeitem à esses serviços. Obviamente, eles só são oferecidos porque há mercado para tal. Mercado que deveria colocar em prática uma espécie de seleção natural. Pena que, por enquanto, eles estejam no topo da cadeia alimentar.

Mas há esperança. Alguém lembra das histórias da Turma da Mônica por telefone e do “carne de panela” leilão a contrário?

Foto: GuyBamboe Flickr

Momento poético

Escombros

Eu tento sair desses escombros
que estão em cima dos meus ombros
para tentar ver a luz que a você me conduz

Esse grito preso na garganta
ninguém arranca
Não saio da estaca zero
Já nem sei mais o que de você
Eu espero.

Isso já me cutuca, machuca
Muito.
A cada minuto
O mundo cai na minha cabeça
E não há nada que floresça
Deixando apenas escombros….

Eu vou ver você…
Pôr tudo em pratos limpos
Irei atrás da minha felicidade
Nem que seja no Monte Olimpo
E andar, andar por toda a cidade.
A felicidade está no seu rosto
E assim, finalmente,
Tirar esse peso da minha alma

Sem levar nenhum tombo…

 

Não cante para seu filho. É perigoso!

Numa época em que o “politicamente correto” é (erroneamente) tomado como lema de vida, fico pensando nas cantigas infantis. Sim, não é um assunto novo, outras pessoas já exploraram esse tema e, provavelmente, repetirei raciocínios já antes analisados. Mesmo assim faço questão de colocar minhas poderações, afinal, o futuro do Brasil é moldado desse jeito.

Comecemos pela mais tradicional. Tão tradicional que até Rafael Bastos já usou como tema para seu espetáculo de Standup. “Nana nenêm/ que a Cuca vem pegar“. Será mesmo que os pais são tão irresponsáveis a ponto de SABER que a Cuca vem e largar a criança, pobre e indefesa, cercada pelas grades do berço, à mercê de um jacaré faminto e terrivelmente feio?
O mesmo se aplica ao “boi da cara preta”. Nesse caso é até pior, pois os pais são sádicos ao ponto de incitar o boi a atacar a criança. Só não sei se o boi é mais ou menos feio que a Cuca. Talvez ele seja algum rival descohecido do Caprichoso e do Garantido, mas isso ainda necessita melhores averiguações.

Depois temos “O Cravo e a Rosa”. Logo de cara o cravo pode ser enquadrado pela Lei Maria da Penha, já que deixou a Rosa despedaçada após uma briga. Mesmo assim a Rosa age como “mulher de malandro”, pois quando seu parceiro violento desmaia, ela põe-se a chorar. Cadê as autoridades da Flora que não fazem nada para impedir essa violência gratuita contra uma pobre e indefesa flor? Isso é uma vergonha…

A barbárie não acontece só com humanos. Já analisaram a letra de “Atirei o pau no gato”? O que o gato fez, afinal, para merecer uma paulada? Sinto um toque de frustação na frase “mas o gato não morreu-reu-reu“. Já a tal da Dona Chica, proprietária do felino, ao invés de correr atrás dos pestes que atazanaram seu animal de estimação, limita-se a ficar admirada, como se o gato fosse mudo e a paulada tivesse consertado as cordas vocais. Pobre Tom…

ciranda

“Ciranda Cirandinha” é um drama. Pior que novela mexicana. Todo o amor dito na letra, pelo jeito, era puramente material. Tudo bem, o anel não deveria ser barato (em tempos de crise então nem se fala), mas acabar um relacionamento, mesmo que já abalado, por causa da quebra da peça é demais.
“Nesta rua”, outro drama,  tem um sério problema de cleptomania. Veja o trecho em destaque:

Se eu roubei, se eu roubei seu coração

É porque tu roubastes o meu também

Se eu roubei, se eu roubei teu coração

É porque eu te quero tanto bem

Sim… foi com a melhor das intenções, mas mesmo assim a velha máxima do “ladrão que rouba ladrão tem 100 anos de perdão” impera aqui. Além é claro, de citar a incomopetência das autoridades públicas que não propiciam asfalto para as estradas. O ator deixa claro seu gosto extravagante – é um exagero ladrilhar a rua com pedras de brilhante. Nem a Vera Loyola seria tão perua – mas bem que a Prefeitura podia ceder alguns paralelepípedos, não é?

Terezinha de Jesus é outro clássico… Ou a tal da Terezinha é muito carente ou é safada mesmo. Ao cair, foi ajudada por três cavalheiros, sendo dois da família. O detalhe do chapéu na mão é puramente dispensável, mas dá um toque anos 20 para a música.
O terceiro cavalheiro, responsável por erguer a moça do chão, já era noivo, mas pelo jeito o casamento era arranjado (bem anos 20, hein). Depois desse gesto de autruísmo, ela finalmente cede e dá o coração… por causa de uma mãozinha após um estabaco?

Há uma letra que não faz O MENOR SENTIDO. A impressão que dá é que o autor começou a escrever uma coisa, desistiu, não apagou, começou outro texto e juntou tudo numa mesma canção.

Borboletinha
Tá na cozinha
Fazendo chocolate
Para a vizinha
Poti, poti
Perna de pau
Olho de vidro
Nariz de pica pau

Por fim, o pobre sapo. Ele mora na lagoa. Ele não lava o pé. Ele tem chulé. O dia que explicarem pro sapo que ele tem que lavar o pé e o sapo entender que tem que lavar o pé, seremos mais felizes. Aprendam: o sapo não é autodidata.

As cantigas infantis merecem uma repaginação. Qualquer dia eu invento outras versões, mais atuais. E juro… não serei exatamente politicamente correto.

“O Guia” existe e tem nome: Wikipédia

classroom

“É bom lembrar ainda que, em muitas civilizações da borda mais tranqüilonas da Borda Oriental da Galxáia esse livro já substitui a Enciclopédia Galática como repositório-padrão de todo o conhecimento e sabedoria, pois, apesar de conter muitas omissões e textos apócrifos, ou pelo menos terrivelmente incorretos, ele é superior à obra mais antiga e mais prosaica em dois aspectos importantes. Em primeiro lugar é ligeiramente mais barato; em segundo lugar, traz impressa na capa, em letras garrafais e amigáveis, a frase NÃO ENTRE EM PÂNICO.

O trecho acima foi retirado do livro “O Guia do Mochilero das Galáxias”, de autoria do imortal Douglas Adams. Trata-se, é claro, de um livro de ficcção escrito há muito tempo. Coloque aí umas duas décadas. Apesar desse tempo consideravlemente grande  – quantas coisas já acontecerem em 20 anos? – esse parágrafo permance absurdamente atual.

O Guia do Michileiro das Galáxias existe de verdade, mas com outro nome: Wikipédia. Para mim, esse trecho é a descrição exata do site criado por Jimmy Wales e Larry Sanger. Se considerarmos que a Wikipédia pode ser acessada de BlackBerrys®, Iphones® e outros SmartPhones, temos aí o legítimo “repositório padrão de conhecimento e sabedoria”.

Gostaria de saber, no entanto, se é possível reunir todo o conhecimento do universo, pelo menos do universo terrestre, em um só lugar. Tornar as descobertas de quintilhões de pessoas através de milênios, acessíveis com alguns cliques. Atingiremos o bárbaro estágio de não haver mais escolas, não essas dos modelos tradicionais, no qual o professor é o “amado mestre” que fica em pé (ou sentado, se for escola pública) transmitindo matérias que o querido discente nunca mais se lembrará?

O Twitter, por sua vez, é o “Guia” versão fórum. Nunca na história desse planetinha tantas pessoas falaram o que estavam fazendo, pensando, criando, revolucionando. Com a vantagem de só ter que suportar 140 caracteres de cada vez, já que as pessoas continuam sendo pessoas.

Em uma coisa, pelo menos, a Wikipédia e o Twitter perdem para o Guia. Ainda não tem as letras garrafais e amigáveis com tão sábia frase.

Aconteceu em Junho

Mais de 10 dias após o término do mês, eu me lembrei que tinha que escrever resolvi que já era hora de tirar da gaveta mais uma retrospectiva. O mês foi de Santo Antonio e São João (e mais algum santo menos prestigiado).

Os principais assuntos foram, com certeza, a morte (não completamente, mas quase, não esclarecida) de Michael Jackson, da volta da Gripe Suína (ou H1N1 ou Gripe A ou qualquer outro nome que queiram dar) aos noticiários e o fim das buscas ao vôo 815 da Oceanic 447 da Air France – já que alguns destroços e corpos foram resgatados. Outros assuntos, no entanto, NÃO movimentaram os noticiários (ou noticiosos, como diz o tio da barbearia), mas merecem destaque aqui. Assim que eu descobrir porque, eu conto para vocês.

Cada um por si?
Com certeza vocês se lembram daquele casal que chorou para o Fantástico dizendo que era inocente, certo? Pois bem, segundo a Veja, os dois não trocam mais cartas desde janeiro e a separação parece definitiva. Nada está confirmado (óbvio, veja a fonte), mas é certo que se a informação se confirmar, novidades deverão surgir. Desmembrar a defesa do casal pode resultar numa troca de acusações muito divertida. Quem vai lucrar com o tiroteio, é claro, será a mídia, principalmente televisiva.
Ah sim… o casal em questão é Alexandre Nardoni e Ana Carolina (10 mil nomes depois) Jatobá Nardoni. Ou ex-Nardoni, sei lá.

Transformando 0,03 em 7.000
O que é ganhar na loteria, para você? Para mim é ter uma dívida de 3 centavos, acionar a Justiça e receber 7 mil. Duvida? Foi exatamente o que aconteceu. Vamos à história: um cliente pagou uma dívida para o banco feito para você. Sobraram 3 centavos (eu disse centavos) para que tudo fosse pago e quitado. Tecnicamente falando o cliente ainda devia, portanto, seu nome foi colocado na lista de inadimplentes. Inconformado com a falta de bom-senso do banco, o cidadão chamado Nazareno Duarte da Silva pediu a protenção da mulher vendada, ganhou a causa e receberá 3 mil. E onde foram me parar os outros 4 mil? Calma… eles vieram da correção da sentença. Segundo o desembargador: “Apesar de bem fundamentada, a sentença merece pequeno reparo porque o quantum indenizatório é insuficiente para atender ao caráter punitivo-pedagógico que deve estar ínsito nas indenizações por dano moral”. Ou seja: Estavam pagando pouco. Mereciam mais chibatadas. No meu modo de ver, os dois estão certos: O banco, por cobrar a dívida,  e o cliente, por reclamar do modo como isso foi feito. Não vai fazer falta para o banco e, creio, fará enorme diferença para o sortudo.

Schwarzenegger Visionário
Thomas Beatie vai dar a luz ao seu segundo filho. Ele pode ser considerado um “homem grávido” já que, legalmente, joga no time dos cuecas. Ele tem barba, bigode, pêlos sob as axilas e… vagina. O que ocorre é que elE, originalmente, era elA. Quando tinha 24 anos decidiu trocar de sexo, mas manteve os órgãos reprodutores. Adicione isso à uma inseminação artificial e voia là, tens aí um legítimo homem grávido.
Que tipo de comentário se faz numa situação dessas?

Patrimônio
Kaká vale 65 milhões de euros. Cristiano Ronaldo vale 80 milhões de euros. Florentin Perez, presidente do Real Madri, fez dos cofres meregues uma represa sem barreias e escoou todo o dinheiro – ou, pelo visto, apenas parte dele – que o mundo inteiro necessitava. Florentin edividou o já endividado Real Madrid. Está montando um time invejável, pelo menos no papel. Será que valerá a pena? Os primeiros galáticos foram um sucesso de vendas, mas um fracasso nas críticas. Tal qual um filme de suspense, você não sabe o que sairá de trás daquela porta que range ao fundo do corredor. Uma coisa é certa. Cada um dos nomes citados vale a mais que a sua casa. E que a minha. Juntas. Patrimônio assim está em falta nesses dias.
Só mais uma observação: alguém deveria avisar ao nobre presidente que os ataques ganham jogos. As defesas campeonatos.

140 caracteres. 140 chances de falar. Ou ficar quieto.
Eu estou no Twitter. Você já está me seguindo? Não? Pois dê um follw agora e se você não ficar satisfeito, devolvo todos os caracteres lidos com juros e correção twittária. Mas não sou só eu que estou no Twitter. Além das celebridades, agora é moda os programas das celebridades aderirem ao passarinho. Jornalismo, entretenimento, esporte… todas as vertentes querem tirar uma casquinha da popularidade que um dia murchará.
O Twitter mudou uma opressão. No Irã, muita notícia vazou porque foi posta nesse telegrama de 140 caracteres. O Twitter mudou uma notícia. A morte de MJ foi assunto e fez a baleia tremer e dar as caras. O Twitter mudou a gozação. Ashton Kutcher cutucou os brasileiros e tomou um #chupa no Treanding Topics.
O Twitter só não mudará o fato de que temos que aprender a a falar – no mundo real –  tanto quanto escrever – o popular falar na internet. 140 caracteres é fácil. Encarar os próprios colegas de faculdade SEM ler é que pode ser difícil. Quero ver se todo mundo tem coragem de gravar frases de 20 segundos e postar em algum serviço como o Twitter.

Encerra-se aqui mais uma edição de retrospectivas. Julho tem férias, frio, folhas e mais algumas coisas que começam com F. Espero que eu tenha material para escrever algo minimamente interessante.

* A título de curiosidade, a mulher vendada descrita mais acima é, na verdade, a Deusa Temis, da Mitologia Grega. Diz a lenda que Zeus (também conhecido como Lugo) a perseguiu desesperadamente até desposá-la e engravidá-la. Isso nos leva à fácil dedução que a Justiça é cega, mas não resiste aos inebriantes chamados do poder.

F1 2009: GP da Inglaterra

Pessoal, devido a minha viagem e a problemas com o PC, aqui vai o texto do GP da Inglaterra, com atraso, e com a cortesia do blog do Téo José.

Red Bull sobra

A Red Bull sobrou hoje no GP da Alemanha. Mark Webber, com todos os méritos, venceu. Mesmo depois de uma punição justa, devido a atitude anti-desportiva na largada – quando jogou seu carro para cima de Rubens Barrichello. Teve o melhor carro, a tática certa e não cometeu erros. Deu um banho em cima de seu companheiro Sebastian Vettel.

A Red Bull é o único fator que pode ainda dar graça a esta temporada. Os dois pilotos estão na briga. E a disputa pelo titulo de construtores ficou totalmente aberta, apenas nove pontos e meio separam os dois times.

Rubens Barrichello deu impressão que poderia vencer. Apenas impressão. Chegaria, no máximo, em terceiro lugar. Foi o sexto devido a tática de três paradas da Brawn GP. Para eles, a única forma de ser competitivos. Tenho dúvidas se com duas não poderiam (pelo menos o Button) chegar em terceiro ou quarto.

Barrichello chegou atrás do inglês devido um erro no seu segundo reabastecimento. Ficou cerca de cinco segundos a mais nos boxes do que Button. No fim deu impressão que poderia passar Jenson. Ele estava com pneus duros e o companheiro com macios, mas também ficou só a impressão. É cada vez mais clara sua posição de segundo piloto. Agora é o quarto na temporada.

Felipe Massa fez uma grande prova, resultado que deu a ele o quinto lugar na pontução – atrás apenas dos quatro das duas melhores escuderias. Foi um resultado mais dele, do que do carro e da equipe. A fase que vive é muito boa. Talvez sua melhor. Pena não ter um carro competitivo.

Nelsinho fez  uma corrida como as outras. Agora é esperar para saber se sua saída vai acontecer ou não.

Resultado final na Alemanha:

1. Mark Webber – Red Bull, 60 voltas
2. Sebastian Vettel – Red Bull
3. Felipe Massa – Ferrari
4. Nico Rosberg – Williams
5. Jenson Button – Brawn GP
6. Rubens Barrichello – Brawn GP
7. Fernando Alonso – Renault
8. Heikki Kövalainen – McLaren
9. Timo Glock – Toyota
10. Nick Heidfeld – BMW
11. Giancarlo Fisichella – Force India
12. Kazuki Nakajima – Williams
13. Nelsinho Piquet – Renault
14. Robert Kubica – BMW
15. Adrian Sutil – Force India
16. Sébastien Buemi – Toro Rosso
17. Jarno Trulli – Toyota
18. Lewis Hamilton – McLaren

Abandonaram:

19. Kimi Räikkönen – Ferrari
20. Sébastien Bourdais – Toro Rosso

A Publicidade já foi assim – 1

propaganda_hering

“Leia, nas malhas Hering, o que pensa a juventude brasileira.
A Hering começou a fazer malha com a mais séria das intenções. E continua a assim até hoje. Fazendo a malha mais perfeita, mais confortável. E mais bonita também.
E no seio da juventude brasileira, as malhas Hering mostram a sua mais nova qualidade: estão se tornando um excelente meio de expressão. O que também não deixa de ser muito sério.
Hering, a malha jovem”

Todo sábado, aqui no Ideia Fix, as melhores propagandas de antigamente. Como era nossa publicidade, ontem? Você terá as respostas e, garanto, se surpreenderá com ela.