Rock in Rio de sofá

O Rock in Rio tem uma premissa das mais bacanudas: reunir 100 mil pessoas (ou mais) para prestigiar as melhores bandas do mundo, em grandes shows. Você pode ter a oportunidade de assistir seus artistas favoritos, um atrás do outro (com ou sem sacanagem, sei lá), pagando apenas 1 real ingresso.

Já eu tenho o privilégio de acompanhar tudo isso do conforto do meu sofá velho, jogando amendoim pra cima e tentando acertar goela abaixo. E, como você bem sabe, não sou lá grande admirador de música. Deste modo, imagino que vejo o Rock in Rio da mesma forma que uma pessoa que não gosta de futebol assiste a Copa do Mundo: no caso do ludopédio, perguntam quem é aquele senhor com o uniforme diferente dos outros e com um apito na boca. Seria o mestre de bateria? Não… é simplesmente o Pierluigi Collina.

No caso do Rock in Rio, eu não sei a importância do Metallica para a história da música, não sei dizer se o Guns N’ Roses atual é melhor ou pior do que o de anos passados e, principalmente, não sei dizer o que a Claudia Leite fazia lá. Se alguém souber, me avisa.

Entretanto, gostaria de comentar algumas impressões que tive durante esse primeiro final de semana. Depois vocês vão me dizer se estou errado, muito errado ou se eu devo ir lá no cantinho me afogar no próprio vômito.

Não pude passar o final de semana todo acompanhando as apresentações, por isso, vou falar de apenas 4, as quais pude prestar mais atenção e formular algumas breves linhas.

Katy Perry: A moça é, obviamente, muito simpática e bonita – principalmente se você considerar o olhar. Acontece que fiz um esforço e consegui me concentrar (também) em outros aspectos. Algo que me impressionou foi perceber que ela compõe as músicas que canta. Acho muito positivo o artista participar também da criação e não apenas da execução. Nada contra os intérpretes (ou crooners), mas acho muito mais legal botar a mão na massa do que somente vender o pão.

Outra coisa que chamou minha atenção foi a leve sacaneada nos argentinos em determinado momento. Das duas, uma: ou ela estudou direitinho público que teria ou tem uma produção competente. Ponto para ela.

Rihanna: Não gostei e explico: começou o show com um enorme atraso. Se não havia nenhum problema técnico aparente, é, no mínimo, falta de responsabilidade. 100 mil pessoas em pé, outras milhões pela televisão, transmissão ao vivo, patrocinadores… Assim fica difícil. Outra coisa que me incomodou foram os insistentes movimentos com a mão na.. no.. bem… na pelve. Não julguei sensual (que deveria ser a intenção). Estava mais para partes íntimas mal lavadas e coçando. Blegh.

Motorhead: Não entendi nada. O vocalista parecia uma mistura dos caras do American Chopper com cantores de country music americana. Se eles entrassem cantando “I Walk the Line” do Johnny Cash eu não estranharia. Outra coisa a ser comentada: não senti lá muita diferença entre uma musica e outra. Parecia que estavam cantando sempre a mesma coisa. Destaque para a entrevista pós-show. Alguém perguntou qual a inspiração para a música “Going to Brazil”. O cidadão não teve dúvidas e mandou na lata: “Going to Brasil”. Xeque-mate.

Slipknot: Entendi menos ainda. Além de repetir o artifício de cantar sempre a mesma música, mas colocar nomes diferentes em cada trecho, os caras usavam máscaras nada… convidativas. Como é tradição, incitaram o público a uma “violência organizada e respeitosa”, se é que isso existe. Ao menos acredito que tenham se divertido, já que até o famoso mosh fizeram algumas vezes (literalmente, nos braços do povo). Se o meu inglês ainda presta para alguma coisa, deu para sacar que eles tentavam mostrar ao público que todos ali fariam parte de algo inesquecível, que entraria para a história da música. Entãtá. Ah sim… impressão minha ou eles se emocionaram no final? Metaleiro tem coração?

Semana que vem tem mais. Não dá para imaginar quais as surpresas que estão reservadas para o palco Sunset e para palco Mundo, mas de uma coisa eu sei: estarei com meu pijama surrado, brindando à saúde dos corajosos que estarão espremidos no meio do povo, pelo simples prazer de ver miniaturas de cantores desfilando seu talento.

6 thoughts on “Rock in Rio de sofá

  1. Frank,

    Concordo com você plenamente, acho que este evento do Rock In Rio deveria já ter sido abolido, pois todo ano tem acontecimentos desagradaveis, como furtos, arrastão, drogas, bebedeiras insanas etc… so o que não presta e que não trás nada de positivo para nossa junventudo, so os leva a caminhar por caminhos erroneos, e lamento muito que existão empresas de renome que patrocinão este tipo de evento insano.
    Eu tambem curto o bom Rock and Roll, porem o verdadeiro não este tipo de barulho que não diz nada com nada.
    Shalom
    Salmista

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