Rolando Boldrin

Volto com a OPINIX musical para falar, não só, de um cantor, compositor, escritor e apresentador de TV. Mas, talvez um dos poucos ‘showman’ existentes no Brasil, hoje em dia: Rolando Boldrin.  

Lançou seu primeiro disco em 1974. O disco se chamava ‘O Cantadô’. São maiores sucessos são: Vide Vida Marvada  e Eu, a Viola e Deus.

Sempre tendo como temática a vida da roça, Boldrin é um dos grandes defensores do folclore brasileiro e das coisas do campo. Outra grande característica sua são os ‘causos’ contados por ele, e que muitas vezes, são escritos pelo próprio.

Idealizador do programa ‘Som Brasil’ exibido pela Globo, até os anos 90, Boldrin pode ser visto no ‘Sr. Brasil’ na Sesc TV e na Rede Pública de Televisão

E vamos tirar o Brasil da Gaveta, sô!

Discografia

  • (2006) Senhor Brasil-Rolando Boldrin e convidados – Ao Vivo • Intercd e Cultura Marcas • CD
  • (2000) Rolando e Boldrin-O disco da moda • Kuarup • CD
  • (1999) Esquentai vossos pandeiros • LP
  • (1994) Grandes sucessos de Rolando Boldrin • RGE • CD
  • (1994) Rolando Boldrin • Continental/Warner • CD
  • (1993) Disco da moda • RGE • CD
  • (1991) Perto de casa • LP
  • (1990) Empório Brasil • RGE • LP
  • (1989) Resposta do Jeca Tatu • RGE • LP
  • (1985) Clássicos do poema caipira • Ariola/Barclay • LP
  • (1984) Empório brasileiro • Ariola/Barclay • LP
  • (1982) Poemas do Som Brasil • Som Brasil • LP
  • (1982) Violeiro • Som Brasil/RGE • LP
  • (1981) Caipira • Som Brasil • LP
  • (1980) Giro-o-giro • Continental • LP
  • (1980) Inventando moda • Continental • LP
  • (1979) Rio abaixo • Continental • LP
  • (1979) O melhor de Rolando Boldrin • Chantecler • LP
  • (1978) Longe de casa • Continental • LP
  • (1976) Êta mundo • Chantecler • LP
  • (1974) O cantadô • Continental • LP

Resenha: Gonzaguinha & Gonzagão

Intenso, emocionante.  Assim como os dois personagens de Gonzaguinha & Gonzagão: Uma história brasileira de Regina Echeverria.

O livro narra a história de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, em paralelo com a de Gonzaguinha, seu filho, um dos grandes nomes da MPB.

É interessante notar o tom de confissão dos cantores ao deporem sobre várias passagens de suas vidas, composições e brigas.

Tantos homens casam por amor e nascem filhos defeituosos, que não dão em nada. Eu sempre tive essa vida  desregrada, vivi na zona de prostituição no Mangue e me nasceu esse artista maravilhoso” (Pág. 194)

Nunca fui o Júnior, com o instrumento e a simpatia do pai e por isso há quem pense que nem sou filho dele.  O que fazer, não? Os rótulos nos são imposto e o importante é não vivê-los. Não é porque meu pai é quem é que eu deveria me dar bem com ele.” (Pág. 197)

Esses dois pequenos trechos acima, mostram a maior qualidade dessa obra: a pesquisa de dados e entrevistas feitas pela autora que afinal, é jornalista. No final das contas, os relatos, por si só, acabam guiando o leitor. A tal ponto que a autora só dá umas ‘pinceladas’ com informações históricas e não musicais.

Mas aí também pode morar o lado negativo do livro. Por se apoiar muito em relatos fornecidos pela família, a quem supor uma certa ‘preguiça’ da autora ao escrevê-lo.

O fato é que, quem se deparar com essas 300 páginas vai conhecer uma das mais belas histórias da música brasileira.

Gonzaguinha & Gonzagão, uma história brasileira

Autora: Regina Echeverria

Editora: LeYa

303 páginas (excetuando-se discografia dos artistas)

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Almir Sater

Talvez, ele seja um dos últimos remanescentes da ‘pura linhagem’ do sertanejo raiz. ‘Linhagem’ de Tonico&Tinoco, Sergio Reis e tantos outros. Ele é Almir Sater.

Nascido em Campo Grande-MS, Sater é um grande músico, instrumentista e compositor. Além de um grande estudioso das tradições e da música caipira.

Seu timbre é manso e seus shows são marcados pelos ‘causos’ que conta durante a apresentação. Suas influências vão desde Al-Jarreau, Beattles, e é claro, a música pantaneira.

Entre seus sucessos estão Tocando Em Frente (gravada por artistas como Maria Bethânia, Sergio Reis e outros) e Comitiva Esperança.

Mas, Almir Sater também ficou marcado como ator. Ele atuou em novelas como Ana Raio e Zé Trovão, na extinta Rede Manchete e O Rei Do Gado, na Globo.

Discografia

  • Estradeiro (1981)
  • Doma (1982)
  • Instrumental (1985)
  • Cria (1986)
  • Rasta Bonito (1989)
  • Instrumental 2 (1990)
  • Almir Sater Ao Vivo (1992)
  • Terra de Sonhos (1994)
  • Caminhos Me Levem (1997)
  • 7 Sinais (2006)

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Top 5 músicas de 2012

Olá! Voltei com meu ‘TOP 5′ de músicas. Esse pequeno ‘ranking’ é baseado na minha mais pura opinião. Vamos a elas:

5º lugar: Back for Good (Boyce Avenue)

Sucesso dos anos 90, na voz da banda ‘Take For That’ do polêmico Robbie Williams, essa é mais uma bela sacada dos rapazes. Os reis do acústico: Boyce Avenue

4º lugar: Você Existe em Mim (Claudia Leitte)

Bela versão para a composição de Carlinhos Brown e Josh Groban

3º lugar: Céu de Santo Amaro (Chitãozinho e Xororó)

http://www.youtube.com/watch?v=Yp5PW_Y-Xms

Destaque para o solo de piano do maestro João Carlos Martins na melodia de Bach.

2º lugar: Color Esperanza (Diego Torres)

Bela canção e mensagem do astro pop argentino. Com participação do Olodum

1º lugar: Ave Maria/Bachianas nº 5 (Jorge Aragão)

Um espetáculo!

Guilherme Arantes

Hoje, a OPINIX musical volta com um grande cantor, compositor e arranjador: Guilherme Arantes.

Nascido em 1953, em São Paulo, ele começou tocar piano aos 6 anos. Em 1969 fez parte da banda de rock progressivo ‘Moto Perpétuo’ com quem gravou um LP em 1974. Em 1976, lançou seu primeiro disco solo ‘Gulherme Arantes’ com destaque para a canção Meu Mundo e Nada Mais.

Mas, talvez o seu momento de grande destaque foi a música Planeta Água executada no Festival MPB-Shell em 1980. Dono de uma voz rouca para os padrões musicais ele não foge da temática romântica em seu repertório. Podemos ainda destacar canções como Cheia de Charme, Fã número 1 e Um Dia, Um Adeus (Que foi regravada pelo Belo. Sim, aquele pagodeiro!)

Discografia

 

  • (2007) Intimidade • Som Livre
  • (2003) Aprendiz • Som Livre • CD
  • (2001) Guilherme Arantes. Ao vivo • Epic Sony/Music • CD
  • (2000) Guilherme Arantes. Ao vivo • PlayArte Music • CD
  • (2000) New classic piano solos • Sony Music • CD
  • (1999) Guilherme Arantes • PlayArte • CD
  • (1997) Maioridade • Globo Polydor • CD
  • (1996) Outras cores • PolyGram • CD
  • (1994) Clássicos • PolyGram • CD
  • (1993) Castelos • Columbia/Sony Music • CD
  • (1992) Crescente • EMI-Odeon • CD
  • (1991) Meu mundo e tudo mais-Ao vivo • Sony Music • CD
  • (1990) Pão • CBS
  • (1989) Romances modernos • CBS
  • (1987) Guilherme Arantes • CBS • LP
  • (1986) Calor • CBS • LP
  • (1985) Despertar • CBS • LP
  • (1984) Pirlimpimpim 2 • Som Livre • LP
  • (1983) Ligação • Som Livre
  • (1982) Guilherme Arantes • WEA
  • (1980) Coração paulista • WEA
  • (1979) Guilherme Arantes • WEA • LP
  • (1978) A cara e a coragem • WEA
  • (1977) Ronda noturna • Som Livre • LP
  • (1976) Guilherme Arantes • Som Livre
  • (1974) Moto Perpétuo. Moto Perpétuo • Continental • LP

O cantor foi vítima de um câncer na garganta, por isso, suas aparições se tornaram mais raras.

     

Jorge Aragão

E hoje temos o samba desse cara que é, como diriam os antigos, o “fino”: Jorge Aragão.

Nascido no Rio de Janeiro ele começou em bandas de baile, e no final da década de 70, conheceu o Cacique de Ramos, tradicional encontro de sambistas no subúrbio carioca. Lá, Jorge Aragão se juntou ao Fundo de Quintal e começou a compôr. Desta época destacam-se músicas como “Coisinha do Pai”, grande sucesso na voz de Beth Carvalho.

De voz mansa e grave, Jorge também é um grande instrumentista, principalmente, no cavaquinho.

De suas parceiras destaca-se “Encontro das Águas” com Jorge Vercilo e “Lucidez” com o Fundo de Quintal.

Discografia

  • (2012) Samba Book – João Nogueira (participação) • Musikeria • CD
  • (2012) Samba Book – João Nogueira (participação) • Musikeria • DVD
  • (2012) Cristo Redentor 80 Anos Ao vivo (participação) • EMI • CD
  • (2012) Cristo Redentor 80 Anos Ao vivo (participação) • EMI • DVD
  • (2010) Disney Adventures in Samba (participação) • Walt Disney Records • CD
  • (2010) Disney Adventures in Samba (participação) • Walt Disney Records • DVD
  • (2007) Coisa de Jorge – Ao vivo na Praia de Copacabana • EMI Music
  • (2006) E aí • Indie Records • CD
  • (2005) Roda de samba com Jorge Aragão • Indie Records • CD
  • (2004) Da noite pro dia • Indie Records • CD
  • (2004) Jorge Aragão ao vivo 3 • Indie Records
  • (2002) Os melhores do ano III • Indie Records • CD
  • (2002) Jorge Aragão ao vivo convida • Indie Records
  • (2001) Todas • Indie Records • CD
  • (2000) Os melhores do ano II • Indie Records • CD
  • (2000) Casa de samba 4 • Universal Music • CD
  • (2000) Jorge Aragão ao vivo 2 • Indie Records • CD
  • (1999) Tocando o samba • Indie Records • CD
  • (1999) Jorge Aragão ao vivo 1 • Indie Records • CD
  • (1998) Sambaí • Indie Records • CD
  • (1997) Sambista a bordo • Indie Records • CD
  • (1994) Acena • RGE
  • (1993) Um Jorge • RGE
  • (1992) Chorando estrelas • RGE
  • (1990) A seu favor • RGE
  • (1988) Raiz e flor • RGE
  • (1986) Coisa de pele • RGE • LP
  • (1983) Verão • RGE • LP
  • (1981) Jorge Aragão • RGE • LP
  • (1980) Samba é no Fundo de Quintal volume I • RGE • LP

Mas, para encerrar, deixo vocês com uma interpretação desse “monstro” para Ave Maria e Bachianas de Villa Lobos.

Zeca Baleiro

E a OPINIX musical voltou! Ele, como 99% dos maranhenses, é José Ribamar ou se quiserem, Zeca Baleiro. Dono de uma extrema inteligência ao compôr, Zeca é um dos melhores nomes surgidos nos últimos 20 anos de MPB.

Com sua voz “mole” ele circula das letras melosas até a irreverência de maneira bem rápida. Entre seus sucessos destacam-se Lenha, Quase Nada e Telegrama. Isso sem falar nas participações e nas regravações como são os casos de Proibida para mim do Charlie Brown Jr e Vapor Barato, dueto com Gal Costa.

Outra característica interessante de suas letras é que elas são ritmadas parecidas com “repentes”, tradicional expressão nordestina. Eles possuem versos rimados e quem não fica esperto, se embola na hora de cantar.

 Site Oficial: http://www2.uol.com.br/zecabaleiro/

Discografia

  • (2012) O disco do ano • Som Livre • CD
  • (2010) Trilhas • Saravá Discos • CD
  • (2010) Concerto • Selo Saravá Discos • CD
  • (2008) Cubo – Trilha sonora • Saravá Discos • CD
  • (2008) O coração do Homem-Bomba volume 1 • Saravá Discos/MZA • CD
  • (2007) Geraldas e Avencas – Trilha sonora • Saravá Dsicos
  • (2006) Ode descontínua e remota para flauta e oboé – De Ariana para Dionísio • Saravá Discos •CD
  • (2005) Baladas do asfalto & outros blues • MZA/Universal • CD
  • (2005) Um pouco de mim – Sergio Natureza e amigos • Selo SescRio.Som • CD
  • (2005) Amorágio • Selo SescRio.Som • CD
  • (2005) Sérgio Godinho – O irmão do meio • Portugal • CD
  • (2005) Música • Coleção Ruptura Réptil/Poesia para ouvir • CD
  • (2003) Casa tudo azul • CD
  • (2003) Raimundo Fagner & Zeca Baleiro • CD
  • (2002) PetShopMundoCão • MZA/Abril Music • CD
  • (2001) Líricas • PolyGram • CD
  • (2000) XXI • Independente • CD
  • (1999) Vô Imbolá • PolyGram • CD
  • (1998) Balaio do Sampaio • MZA/PolyGram • CD
  • (1997) Por onde andará Stephen Fry • PolyGram • CD
  • (1995) XIII FAMPOP • (vários) • CD