Rolando Boldrin

Volto com a OPINIX musical para falar, não só, de um cantor, compositor, escritor e apresentador de TV. Mas, talvez um dos poucos ‘showman’ existentes no Brasil, hoje em dia: Rolando Boldrin.  

Lançou seu primeiro disco em 1974. O disco se chamava ‘O Cantadô’. São maiores sucessos são: Vide Vida Marvada  e Eu, a Viola e Deus.

Sempre tendo como temática a vida da roça, Boldrin é um dos grandes defensores do folclore brasileiro e das coisas do campo. Outra grande característica sua são os ‘causos’ contados por ele, e que muitas vezes, são escritos pelo próprio.

Idealizador do programa ‘Som Brasil’ exibido pela Globo, até os anos 90, Boldrin pode ser visto no ‘Sr. Brasil’ na Sesc TV e na Rede Pública de Televisão

E vamos tirar o Brasil da Gaveta, sô!

Discografia

  • (2006) Senhor Brasil-Rolando Boldrin e convidados – Ao Vivo • Intercd e Cultura Marcas • CD
  • (2000) Rolando e Boldrin-O disco da moda • Kuarup • CD
  • (1999) Esquentai vossos pandeiros • LP
  • (1994) Grandes sucessos de Rolando Boldrin • RGE • CD
  • (1994) Rolando Boldrin • Continental/Warner • CD
  • (1993) Disco da moda • RGE • CD
  • (1991) Perto de casa • LP
  • (1990) Empório Brasil • RGE • LP
  • (1989) Resposta do Jeca Tatu • RGE • LP
  • (1985) Clássicos do poema caipira • Ariola/Barclay • LP
  • (1984) Empório brasileiro • Ariola/Barclay • LP
  • (1982) Poemas do Som Brasil • Som Brasil • LP
  • (1982) Violeiro • Som Brasil/RGE • LP
  • (1981) Caipira • Som Brasil • LP
  • (1980) Giro-o-giro • Continental • LP
  • (1980) Inventando moda • Continental • LP
  • (1979) Rio abaixo • Continental • LP
  • (1979) O melhor de Rolando Boldrin • Chantecler • LP
  • (1978) Longe de casa • Continental • LP
  • (1976) Êta mundo • Chantecler • LP
  • (1974) O cantadô • Continental • LP

Resenha: Gonzaguinha & Gonzagão

Intenso, emocionante.  Assim como os dois personagens de Gonzaguinha & Gonzagão: Uma história brasileira de Regina Echeverria.

O livro narra a história de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, em paralelo com a de Gonzaguinha, seu filho, um dos grandes nomes da MPB.

É interessante notar o tom de confissão dos cantores ao deporem sobre várias passagens de suas vidas, composições e brigas.

Tantos homens casam por amor e nascem filhos defeituosos, que não dão em nada. Eu sempre tive essa vida  desregrada, vivi na zona de prostituição no Mangue e me nasceu esse artista maravilhoso” (Pág. 194)

Nunca fui o Júnior, com o instrumento e a simpatia do pai e por isso há quem pense que nem sou filho dele.  O que fazer, não? Os rótulos nos são imposto e o importante é não vivê-los. Não é porque meu pai é quem é que eu deveria me dar bem com ele.” (Pág. 197)

Esses dois pequenos trechos acima, mostram a maior qualidade dessa obra: a pesquisa de dados e entrevistas feitas pela autora que afinal, é jornalista. No final das contas, os relatos, por si só, acabam guiando o leitor. A tal ponto que a autora só dá umas ‘pinceladas’ com informações históricas e não musicais.

Mas aí também pode morar o lado negativo do livro. Por se apoiar muito em relatos fornecidos pela família, a quem supor uma certa ‘preguiça’ da autora ao escrevê-lo.

O fato é que, quem se deparar com essas 300 páginas vai conhecer uma das mais belas histórias da música brasileira.

Gonzaguinha & Gonzagão, uma história brasileira

Autora: Regina Echeverria

Editora: LeYa

303 páginas (excetuando-se discografia dos artistas)

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Almir Sater

Talvez, ele seja um dos últimos remanescentes da ‘pura linhagem’ do sertanejo raiz. ‘Linhagem’ de Tonico&Tinoco, Sergio Reis e tantos outros. Ele é Almir Sater.

Nascido em Campo Grande-MS, Sater é um grande músico, instrumentista e compositor. Além de um grande estudioso das tradições e da música caipira.

Seu timbre é manso e seus shows são marcados pelos ‘causos’ que conta durante a apresentação. Suas influências vão desde Al-Jarreau, Beattles, e é claro, a música pantaneira.

Entre seus sucessos estão Tocando Em Frente (gravada por artistas como Maria Bethânia, Sergio Reis e outros) e Comitiva Esperança.

Mas, Almir Sater também ficou marcado como ator. Ele atuou em novelas como Ana Raio e Zé Trovão, na extinta Rede Manchete e O Rei Do Gado, na Globo.

Discografia

  • Estradeiro (1981)
  • Doma (1982)
  • Instrumental (1985)
  • Cria (1986)
  • Rasta Bonito (1989)
  • Instrumental 2 (1990)
  • Almir Sater Ao Vivo (1992)
  • Terra de Sonhos (1994)
  • Caminhos Me Levem (1997)
  • 7 Sinais (2006)

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Top 5 músicas de 2012

Olá! Voltei com meu ‘TOP 5′ de músicas. Esse pequeno ‘ranking’ é baseado na minha mais pura opinião. Vamos a elas:

5º lugar: Back for Good (Boyce Avenue)

Sucesso dos anos 90, na voz da banda ‘Take For That’ do polêmico Robbie Williams, essa é mais uma bela sacada dos rapazes. Os reis do acústico: Boyce Avenue

4º lugar: Você Existe em Mim (Claudia Leitte)

Bela versão para a composição de Carlinhos Brown e Josh Groban

3º lugar: Céu de Santo Amaro (Chitãozinho e Xororó)

http://www.youtube.com/watch?v=Yp5PW_Y-Xms

Destaque para o solo de piano do maestro João Carlos Martins na melodia de Bach.

2º lugar: Color Esperanza (Diego Torres)

Bela canção e mensagem do astro pop argentino. Com participação do Olodum

1º lugar: Ave Maria/Bachianas nº 5 (Jorge Aragão)

Um espetáculo!

Guilherme Arantes

Hoje, a OPINIX musical volta com um grande cantor, compositor e arranjador: Guilherme Arantes.

Nascido em 1953, em São Paulo, ele começou tocar piano aos 6 anos. Em 1969 fez parte da banda de rock progressivo ‘Moto Perpétuo’ com quem gravou um LP em 1974. Em 1976, lançou seu primeiro disco solo ‘Gulherme Arantes’ com destaque para a canção Meu Mundo e Nada Mais.

Mas, talvez o seu momento de grande destaque foi a música Planeta Água executada no Festival MPB-Shell em 1980. Dono de uma voz rouca para os padrões musicais ele não foge da temática romântica em seu repertório. Podemos ainda destacar canções como Cheia de Charme, Fã número 1 e Um Dia, Um Adeus (Que foi regravada pelo Belo. Sim, aquele pagodeiro!)

Discografia

 

  • (2007) Intimidade • Som Livre
  • (2003) Aprendiz • Som Livre • CD
  • (2001) Guilherme Arantes. Ao vivo • Epic Sony/Music • CD
  • (2000) Guilherme Arantes. Ao vivo • PlayArte Music • CD
  • (2000) New classic piano solos • Sony Music • CD
  • (1999) Guilherme Arantes • PlayArte • CD
  • (1997) Maioridade • Globo Polydor • CD
  • (1996) Outras cores • PolyGram • CD
  • (1994) Clássicos • PolyGram • CD
  • (1993) Castelos • Columbia/Sony Music • CD
  • (1992) Crescente • EMI-Odeon • CD
  • (1991) Meu mundo e tudo mais-Ao vivo • Sony Music • CD
  • (1990) Pão • CBS
  • (1989) Romances modernos • CBS
  • (1987) Guilherme Arantes • CBS • LP
  • (1986) Calor • CBS • LP
  • (1985) Despertar • CBS • LP
  • (1984) Pirlimpimpim 2 • Som Livre • LP
  • (1983) Ligação • Som Livre
  • (1982) Guilherme Arantes • WEA
  • (1980) Coração paulista • WEA
  • (1979) Guilherme Arantes • WEA • LP
  • (1978) A cara e a coragem • WEA
  • (1977) Ronda noturna • Som Livre • LP
  • (1976) Guilherme Arantes • Som Livre
  • (1974) Moto Perpétuo. Moto Perpétuo • Continental • LP

O cantor foi vítima de um câncer na garganta, por isso, suas aparições se tornaram mais raras.

     

Jorge Aragão

E hoje temos o samba desse cara que é, como diriam os antigos, o “fino”: Jorge Aragão.

Nascido no Rio de Janeiro ele começou em bandas de baile, e no final da década de 70, conheceu o Cacique de Ramos, tradicional encontro de sambistas no subúrbio carioca. Lá, Jorge Aragão se juntou ao Fundo de Quintal e começou a compôr. Desta época destacam-se músicas como “Coisinha do Pai”, grande sucesso na voz de Beth Carvalho.

De voz mansa e grave, Jorge também é um grande instrumentista, principalmente, no cavaquinho.

De suas parceiras destaca-se “Encontro das Águas” com Jorge Vercilo e “Lucidez” com o Fundo de Quintal.

Discografia

  • (2012) Samba Book – João Nogueira (participação) • Musikeria • CD
  • (2012) Samba Book – João Nogueira (participação) • Musikeria • DVD
  • (2012) Cristo Redentor 80 Anos Ao vivo (participação) • EMI • CD
  • (2012) Cristo Redentor 80 Anos Ao vivo (participação) • EMI • DVD
  • (2010) Disney Adventures in Samba (participação) • Walt Disney Records • CD
  • (2010) Disney Adventures in Samba (participação) • Walt Disney Records • DVD
  • (2007) Coisa de Jorge – Ao vivo na Praia de Copacabana • EMI Music
  • (2006) E aí • Indie Records • CD
  • (2005) Roda de samba com Jorge Aragão • Indie Records • CD
  • (2004) Da noite pro dia • Indie Records • CD
  • (2004) Jorge Aragão ao vivo 3 • Indie Records
  • (2002) Os melhores do ano III • Indie Records • CD
  • (2002) Jorge Aragão ao vivo convida • Indie Records
  • (2001) Todas • Indie Records • CD
  • (2000) Os melhores do ano II • Indie Records • CD
  • (2000) Casa de samba 4 • Universal Music • CD
  • (2000) Jorge Aragão ao vivo 2 • Indie Records • CD
  • (1999) Tocando o samba • Indie Records • CD
  • (1999) Jorge Aragão ao vivo 1 • Indie Records • CD
  • (1998) Sambaí • Indie Records • CD
  • (1997) Sambista a bordo • Indie Records • CD
  • (1994) Acena • RGE
  • (1993) Um Jorge • RGE
  • (1992) Chorando estrelas • RGE
  • (1990) A seu favor • RGE
  • (1988) Raiz e flor • RGE
  • (1986) Coisa de pele • RGE • LP
  • (1983) Verão • RGE • LP
  • (1981) Jorge Aragão • RGE • LP
  • (1980) Samba é no Fundo de Quintal volume I • RGE • LP

Mas, para encerrar, deixo vocês com uma interpretação desse “monstro” para Ave Maria e Bachianas de Villa Lobos.

Zeca Baleiro

E a OPINIX musical voltou! Ele, como 99% dos maranhenses, é José Ribamar ou se quiserem, Zeca Baleiro. Dono de uma extrema inteligência ao compôr, Zeca é um dos melhores nomes surgidos nos últimos 20 anos de MPB.

Com sua voz “mole” ele circula das letras melosas até a irreverência de maneira bem rápida. Entre seus sucessos destacam-se Lenha, Quase Nada e Telegrama. Isso sem falar nas participações e nas regravações como são os casos de Proibida para mim do Charlie Brown Jr e Vapor Barato, dueto com Gal Costa.

Outra característica interessante de suas letras é que elas são ritmadas parecidas com “repentes”, tradicional expressão nordestina. Eles possuem versos rimados e quem não fica esperto, se embola na hora de cantar.

 Site Oficial: http://www2.uol.com.br/zecabaleiro/

Discografia

  • (2012) O disco do ano • Som Livre • CD
  • (2010) Trilhas • Saravá Discos • CD
  • (2010) Concerto • Selo Saravá Discos • CD
  • (2008) Cubo – Trilha sonora • Saravá Discos • CD
  • (2008) O coração do Homem-Bomba volume 1 • Saravá Discos/MZA • CD
  • (2007) Geraldas e Avencas – Trilha sonora • Saravá Dsicos
  • (2006) Ode descontínua e remota para flauta e oboé – De Ariana para Dionísio • Saravá Discos •CD
  • (2005) Baladas do asfalto & outros blues • MZA/Universal • CD
  • (2005) Um pouco de mim – Sergio Natureza e amigos • Selo SescRio.Som • CD
  • (2005) Amorágio • Selo SescRio.Som • CD
  • (2005) Sérgio Godinho – O irmão do meio • Portugal • CD
  • (2005) Música • Coleção Ruptura Réptil/Poesia para ouvir • CD
  • (2003) Casa tudo azul • CD
  • (2003) Raimundo Fagner & Zeca Baleiro • CD
  • (2002) PetShopMundoCão • MZA/Abril Music • CD
  • (2001) Líricas • PolyGram • CD
  • (2000) XXI • Independente • CD
  • (1999) Vô Imbolá • PolyGram • CD
  • (1998) Balaio do Sampaio • MZA/PolyGram • CD
  • (1997) Por onde andará Stephen Fry • PolyGram • CD
  • (1995) XIII FAMPOP • (vários) • CD

Meu velho amigo sul coreano

O rapaz simpático da foto acima não é o Jackie Chan. O cabelo dele pode não ser a última moda de Paris e o sorriso não ser o mais elogiado por 9 entre 10 dentistas. Mas eu garanto que ele tem algo a nos ensinar.

Oh Dae Su é o personagem principal de OldBoy, filme de 2003. Provavelmente é a primeira vez que você ouve falar nessa pérola do cinema sul coreano. Sim… não faça essa cara de… Oh Dae Su.

Lição número 1: Você não precisa ver a bandeira de um país para determinar se um filme é bom.

É claro que a primeira reação é “cê tá maluco? Cumé que eu vou ver um filme da Coreia? Que bosque! Coisa mais tosca…“. É estranho, é diferente, mas esse pequeno detalhe só torna o filme mais curioso. É um elemento preparatório perfeito: causa baixa (ou nenhuma) expectativa. Potencializa a explosão cerebral no desfexo da história.

Como você lerá em inúmeras resenhas, o Oh Dae Su é capturado e fica QUINZE ANOS preso num quarto de hotel. Quer dizer… numa espelunca capenga (que é o responsável pela decoração? O Geraldo Magela?). Ele não sabe por que está lá, quem o colocou ali e, o pior… por que o libertaram após esse looooongo período sabático.

Lição 2: A vingança numa é plena, mata a alma e a envenena. Que o diga o polvo.

Bom… você fica 15 anos trancafiado comendo rolinhos primavera de gosto duvidoso. Quando sai, só pode querer uma coisa: vingança. Mas a princípio se contenta com um polvo vivo, mesmo. Bom, lá na Coreia deve ser bastante normal jantar coisas que se mexem dentro da sua boca.

Vingança. Essa palavrinha que lhe acompanha desde a mais tenra idade. Vingança. Quando seu amiguinho quebra um brinquedo seu e então você vai lá e quebra o dele também. Vingança. O prato que se come frio.

Vingança. Você nunca mais verá esse conceito do mesmo modo.

Lição 3: Gritar faz parte da experiência. Mas não é o medo que o faz gritar. A surpresa também causa essas reações.

Esse é o plot. Agora você já tem nas mãos os elementos essenciais para ir buscar esse filme (disponível na locadora do Paulo Coelho e nas Lojas Estadunidenses, por um módico valor).

Mas fique ciente que não é um filme fácil de digerir. Vai ter sangue e mutilação, coisas nada agradáveis de ver com a avó, por exemplo.

Para a experiência OldBoy ficar completa, recomendo fortemente ouvir o episódio 20 do Jurassicast (que, aliás, foi quem me apresentou essa fantástica obra prima). Cuidado, contem spolier da trama nos comentários E durante o programa.

Você nunca mais verá o cinema coreano com os mesmos olhos.

Se é que já viu com algum.

Enquanto isso no céu…

- Ei, olha quem está vindo ali!

- Grande Chico!

- Meu caro Millôr, o que faz por aqui?

- O mesmo que você, vim descansar.

- É meu velho.. a coisa lá embaixo tá feia.. é “torcida” brigando e matando por causa de um simples jogo de futebol, senador que se fazia de ético que é igual a muitos outros..

- Ih… quem pegaram dessa vez?

- O Demóstenes!!

- Putz Grila!

- E a gente alertou tanto esse povo não é, Chico?

-Pois é… o Brasil está cada vez mais sem graça… e o salário continua ó!!!!

- É Francisco.. só nos resta esperar o Chaves do México… Você gosta de Tequila?

Atenção Yankees!

Esse recado vai para os velhinhos da acadêmia cinematográfica de Los Angeles:

-Não temos onças andando pelas ruas

-Nós, em sua grande maioria, não somos selvagens canibais

-Os índios, infelizmente, são poucos e muitos já são verdadeiros ” homens brancos”.

-Não sabemos quanto tempo vai durar, mas estamos mais estáveis no jogo capitalista que vocês.

- E temos condições de fazer um cinema decente

Ah… quer saber? tá na hora de apagar a luz e colocarem vocês para dormir em uma clínica de repouso, falou?

 

Elton John

Nascido como Reginald Dwight em 1947, Elton John é um verdadeiro “hit man” que soube se reinventar com o passar dos anos.

Ele começou a carreira na década de 60, como integrante da banda Bluesology, mas a década seguinte, os anos 70, foi a chamada “década de ouro” de Elton John.

Dentre os inumeros sucessos, podemos destacar: Your Song, Goodbye Yellow Brick Road- cujo albúm de mesmo nome é considerado por muitos, o melhor da carreira do cantor- e Rocket Man.

Depois de viver a década de 80 mergulhado em uma crise existencial profunda, o musico de de dedos curtos e dedilhadas rápidas ao piano, renasceu nos anos 90.

Desse período destam-se trabalhos como toda trilha sonorora do filme Rei Leão, que lhe um Oscar ao lado do compositor Tim Rice.

Atualmente, Elton John se dedica mais a shows ao vivo e a fazer parcerias com grandes nomes do cenário pop atual como Lady Gaga.

VIDA LONGA AO SIR!

 

 

 

Site Oficial: www.eltonjohn.com     

O filme do Liquidificador que fala. É isso mesmo!

Quando se fala em cinema nacional, é inevitável não lembrar de Tropa de Elite, Central do Brasil e Cidade dos Homens. São películas (linda expressão) com sucesso de público, crítica ou mesmo os dois. Fazem parte de uma fase relativamente recente, na qual os cineastas ganharam credibilidade – os filmes deixam de ser samba do crioulo doido, sem pé nem cabeça, para ter começo, meio fim… um roteiro confiável, resumindo.

Entretanto, ainda se pratica o cinema moleque, de ginga, com ziriguidum e sem compromisso. E é sobre isso que eu quero contar. Tal qual o Lobo Zagalo, fui surpreendido novamente.

Reflexões de um Liquidificador. Esse é o nome do longa metragem dirigido por André Klotzel. O título foi suficiente para me fazer parar de zapear e prestar atenção ao que estava sendo dito. Foi quando eu comecei a tuitar desesperadamente. A história me fisgou de uma tal forma que foi impossível parar.

Desista. Você só vai entender a imagem quando assistir o filme.

Começa que o Liquidificador pensa. Na voz de Selton Melo (quem mais poderia ser?), ele declara que nunca foi tão feliz quanto naqueles meses em que fazia vitaminas no bar da Dona Elvira (a excelente Ana Lucia Torres). Mas o bar fecha, sabe como são os empreendedores: as vezes não dá certo mesmo. O Liquidificador vai pra casa. Fica um tanto quanto temperamental e funciona quando quer. Lembre-se: estamos falando de um eletrodoméstico.

Nesse ponto eu já estava pirando. Mas ia piorar. Muito. Dona Elvira quebra a perna. Para se distrair, ela retoma uma antiga atividade, dos tempos de menina: taxidermia. Se você não ligou o nome a pessoa, ou melhor, ao animal, taxidermia é a arte (?) de empalhar cadáveres de seres vivos. Ou que eram vivos, né?

Imagine que sua mãe tenha um gato de estimação. O gato sobe no telhado vem a óbito. O que você, como bem filho, faz? Compra outro? Adota? Nada disso. Empalha o bichano e dá de presente àquela que te pariu. Presentão, hein? Não? Pois o carteiro do filme fez.

Taxidermia em filme nacional. Brilhante! Mas continua… continua…

O Liquidificador começa a falar. E Dona Elvira começa a responder. Sim… há um diálogo coerente entre a dona de casa e o eletrodoméstico. Divaga-se sobre o beleléu e a caduquice. É muito talento!

O enredo direciona-se para uma história policial. E daquelas de deixar Edgar Allan Poe, Ellery Queen e até o Archie orgulhosos. Se bem que a Agatha Christie acharia normalzinho… Bom, não vou contar mais para não estragar a surpresa. O que posso dizer é que, quando os créditos finais subiram, eu levantei do sofá e aplaudi. Obra de arte!

Eu preciso ver mais filmes desse tipo, conceituais. É excelente para abrir a cabeça e arejar as idéias. Essa padronização coxinha de Hollywood vai acabar com a 7ª arte… Quem sabe eu não escrevo aqui sobre um filme coreano, hein?

No Adoro Cinema tem a ficha técnica mais detalhada e alguns comentários sobre o filme. Tem fotos também, se você quiser julgar o livro pela capa.

Veja o trailer:

Profile dos fundos

Uh É Grace Kelly! Uh É Grace Kelly!

Em 1954, Alfredinho Braço de Pilão Alfred Hitchcock dirigiu um dos maiores injustiçados na história do Oscar: Janela Indiscreta não ganhou o prêmio dos “entendidos” da Academia mas merecia, bastante em função da simplicidade na construção do roteiro. Olha só que brilhante:

Nosso herói fotófrago quebrou a perna durante o serviço e como não havia nada melhor pra fazer em 1954 – nada melhor MESMO – passou os dias de molho observando a vizinhança, de uma posição privilegiada em seu apartamento. O calor de fazer o Capiroto implorar por ar condicionado facilitava o voyeurismo, já que as janelas, todas, viviam escancaradas. Não… ninguém se preocupava muito com ladrõezinhos pé de chinelo. Não vou contar mais para não estragar outras partes, até porque esse texto não é, necessariamente, uma resenha da película*.

Agora corta para 2011. Põe na tela, produção. Via de regra, vivemos fechados em nossos carros nem sempre blindados, em nossos apartamentos, casas, escritórios. Muros altos, cercas, persianas. Nosso mundinho particular, certo? Quase.

Ao mesmo tempo em que nos enclausuramos em lugares cada vez mais parecidos com o bunker do Paulo Coelho, arrombamos nossa intimidade nas redes sociais, (in)conscientemente. Essas são as janelas indiscretas do século XXI. Inclusive, o cidadão que não tem nada melhor pra fazer e fica vigiando o próximo (ainda que a perna esteja saudável) tem até nome: stalker.

É engraçado como, mesmo sem ver as brigas do casal, percebemos nitidamente que um relacionamento foi pro limbo. As fotos românticas desaparecem, as trocas de mensagem, quando muito, são… violentas e, principalmente, o status “relacionamento sério” muda para “livre, leve e a perigo na balada”.

Nada não. Eu só queria colocar a Grace Kelly novamente no texto

Sabemos como foi a viagem de férias, como estão as notas na escola, se o colega de trabalho tem bafo (informação relevantíssima, por sinal). Passamos a cuidar da vida do outro, num troca-troca quase promíscuo de informações. Nossos vizinhos já não olham exatamente para a nossa casa (ou o que daria para ver através de uma janela), mas para nossa vida. Não é demais?

Depois não adianta reclamar que programas como Big Brother Brasil são uma porcaria, perda de tempo, preguiça mental e outros argumentos utilizados até num poema (?). Todo mundo olha a grama do vizinho, a roupa do vizinho, a gordura da barriga do vizinho, se ele tem o carro do ano, se chega tarde em casa… Tudo isso é humano, irreversivelmente humano.

“Mas, tio Frank, se você está falando que é ruim e errado ficar se expondo assim nas redes sociais, porque tem blog, Twitter, Facebook, Skype..?” 

Não é bem isso. Não é errado e nem ruim. A minha opinião, que não vale nem uma cueca furada, é que as pessoas devem ter certeza do que estão expondo, para que nenhuma informação divulgada seja usada CONTRA elas – assim como no filme, diga-se de passagem.

De resto, meu querido leitor, minha nobre e especialmente cheirosa leitora… Tá tudo liberado! Inclusive me seguir no Twitter.

*Não adianta fazer resenha para Janela Indiscreta porque é um daqueles filmes que, se você ainda não assistiu, saiba que sua vida está bem menos completa. Falta um pedaço moral na sua existência de meia pataca.

O Pateta é meu herói

A Disney, hoje, não é nem sombra do que foi há algumas décadas. É claro que a magia ainda permanece, principalmente falando de seus parques temáticos. Já as novas obras não são exatamente a última bolacha do pacote, tanto é que se aliaram (ou compraram, como queiram) a Pixar. Se olhar o canal Disney Channel e Disney Channel XD, então…  todas aquelas séries com atores mirins que viram estrelas mundiais e motivo de choro das adolescentes tem, para mim, um lugar reservado na lata do lixo. Pra quem já viu “Fantasia” e seu icônico Aprendiz de Feiticeiro, não dá pra ficar contente com o que transmitem agora. Pobres jovens.

Mas eu perdôo. Não guardo rancor. Desculpo todas as falhas que os novos tempos podem causar. Simplesmente porque temos o Pateta. O cachorro que é bípede e fala como humano – ou quase isso –  tem a MELHOR série de desenhos entre o trio de ouro (sim… é melhor que Donald e Mickey). Os manuais, tutoriais ou sei lá como chamam esse tipo de história na qual o narrador descreve as situações e nosso amado Goofy as coloca em prática, são fantásticos.

Os desenhos antigos, com qualidade no roteiro e piadas na sintonia do quanto mais simples, melhor, não vão morrer jamais. Quer dizer, ao menos enquanto existir o Youtube.

Abaixo relaciono alguns “episódios” inesquecíveis. De fato, o Pateta é meu herói.

(Esse ultimo não é da mesma série, mas eu tinha essa fita cassete quando era pequeno. Quase escorreu uma lágrima revendo as cenas que eu AINDA tinha na memória. Foi nesse que eu aprendi o grito do Pateta, como saber se uma corda está esticada e como deitar na rede com estilo

Impressionante como, mais de 16 anos depois, eu ainda sabia o que ia acontecer em cada tomada de cena. Emocionante.)


Opinix: Jota Quest

E a música está de volta a esse espaço. O destaque são os mineiros do Jota Quest.

Formada em 1996, a banda é composta por: Rogério Flausino (vocal), Marco Túlio (guitarra), PJ (baixo),  Marcio Buzzelin (teclados) e Paulinho (bateria).

A banda lançou seu primeiro CD com o nome “Jay Quest”, mas por motivos jurídicos, acabou ficando “Jota”.

O grupo varia suas letras entre canções animadas, engajadas e românticas. Tudo na medida certa, sem exageros. Quanto ao ritmo, é claro a influência dos teclados e da guitarra.

Os sucessos são vários. Os caras são verdadeiros “emplacadores” de músicas em novelas. Alguns destaques: “Fácil”, “Na Moral”, entre muitos outros.

Agora, uma opinião contundente: Eles são donos de um dos melhores shows do Brasil, com muito improviso, o que mostra uma segurança musical que falta a muita gente por ai.

É isso ai Macacada!!

Site Oficial:  http://www.jotaquest.com.br/novo_site/index.php