Fazendo a notícia: Bombas em Boston

Chegar em casa após um cansativo dia de trabalho e relaxar na poltrona pensando no dever cumprido é o sonho de todo trabalhador. Não é diferente com os maratonistas, que após 42 quilômetros colocando pé a frente de pé, querem cruzar a linha de chegada, olhar para seus tempos e também sentir a sensação de dever cumprido.

Não foi o que ocorreu com os corredores da maratona de Boston, uma das mais tradicionais do mundo. Duas explosões aconteceram na reta de chegada, quando os anônimos terminavam a corrida.

Eu descobri através do Facebook. O sentimento de ataque terrorista é o primeiro que aparece, mas não necessariamente é o verdadeiro. Pela CNN, descobri que as explosões ocorreram em locais diferentes, o que é MUITO preocupante.

O caos estava instalado. Dois mortos, 23, 28 51 100 feridos – 06 em estado grave, pelos relatos –  e muita incerteza.

No Twitter pipocavam conjecturas. E mais sustos estariam por vir: além das 2 bombas detonadas – neste ponto noticia-se BOMBAS e não um mero botijão de gás – pelo menos outras 3 foram encontradas no trajeto dos maratonistas.

Pouco depois, descobriu-se que outra explosão havia acontecido, dessa vez na biblioteca de Boston, próximo ao memorial ao ex-presidente JFK. Entretanto, ainda não estava claro se os incidentes estavam relacionados ou não. Aliás, na biblioteca, poderia nem ser uma explosão, mas sim um incêndio (ou algo do tipo).

A coisa ficou séria. A Casa Branca foi cercada e devidamente protegida. O tráfego aéreo sobre a cidade foi interrompido. USA under attack again?

Até o começo da noite não se procuravam culpados. O fato é que em 15 de abril é comemorado o dia do “fundador” da Coréia do Norte, Kim Il-sung. Das duas uma: ou os norte coreanos ficaram malucos de vez ou alguém muito esperto aproveitou a data, uma vez que o dia “tradicional” para ataques terroristas é 11 e não 15.

(POST EM ATUALIZAÇÃO – SE OCORRER ALGO NOVO, CLARO).

Bombas em Boston

F1 2013: GP da China

Clima estremecido na Red Bull, tão estremecido que Webber ficou sem pneu. O dito cujo saiu rolando e foi fim de prova para o canguru boy. Pneus que realmente deram a tônica da corrida. Quem soube poupá-los, se deu bem. Caso de Raikkonen, que terminou em segundo com sua Lotus. Olho no Finlandês! que come (ou bebe) belas beiradas.

Já Felipe Massa, apesar de agressivo na prova, teve o pneu em frangalhos. A partir dai, não conseguiu fazer muita coisa. Terminou em 6º.

Enquanto isso, o Alonso foi o… Alonso! Tirou muito mais do que a Ferrari poderia oferecer. Resultado? Venceu a prova.

A Mercedes, pelo menos com o Hamilton, foi bem. O inglês fez outra corrida consistente e terminou em 3º. Ainda falta um ‘tchan’ para chegar na vitória.

O Rosberg, que abandonou, e o Vettel, apesar do 4º lugar, foram, de certa maneira, apagados. Medo de outro puxão de orelhas?

E a Mclaren? Ressurgiu, podemos dizer. Button voltou a ser um relógio na hora de conservar o equipamento. Chegou em 5º. E Sérgio Perez, apesar de algumas besteiras, foi bem. Terminou em 7º.

O fato é que o equilíbrio é grande neste começo de campeonato. Lotus, Red Bull e Ferrari, já venceram. No Bahrein, será a vez da Mercedes?

O campeonato

Vettel 52 pts

Raikkonen 49 pts

Alonso 43 pts

    Hamilton 40 pts

Massa 30 pts

Imagem

Massa não foi bem. Assim como Webber

Conclavão 2013: O Vaticano tá de Chico!

No segundo dia do Conclavão 2013 a fumaça preta subiu três vezes antes dos cardeais realizarem a inspeção veicular na chaminé da Capela Sistina. A fumaça branca (que tinha cara de ser proveniente de uma chuleta na brasa) indicava que o a disputa papal tinha se encerrado. Parecia gol do Vaticano!

Nada de pontos corridos. Pela rapidez da decisão o regulamento previa o mata-mata. A final prometia ser entre Dom Xuxa, vestindo a batina verde e amarela e, do outro lado, Dom Scola, vestindo a batina tricolor, com a aquela pitada clássica de manjericão. Mas, apesar de toda a expectativa, deu Vaticanazzo!

O novo Papa não é brasileiro, nem italiano e muito menos húngaro, como o amigo Henderson Bariani tinha previsto em seu blog e eu ratifiquei no meu programa na Rádio da Paz FM. O cardeal é Jorge Mário (que Mário?) Bergoglio, da ARGENTINA (!!!!), e escolheu a alcunha de Francisco. Pode ter vindo de Assis, de Xavier, de Paula, de Borja. Só temos uma certeza: que não vai gerar outro filme falando sobre a vida de seus filhos. Ainda bem.

O Papa Chico tem um perfil humilde. Anda de transporte coletivo como todo mundo, faz a própria refeição como todo e ainda, quando dá tempo, entra em conflito com a Família Kirchner. Como todo mundo, diga-se de passagem.

Agora resta esperar as explicações dos derrotados. Como um Conclave na mão pôde ser perdido dessa forma? Faltou treino? O esquema tático estava furado? Será que essa seleção de cardeais ainda aguenta mais um Conclavão?

O próximo Conclavão já está marcado: vai acontecer quando Francisco virar pomba e bater asas para a eternidade ou quando jogar tudo pro alto e se reunir a Joseph Ratzinger para uma partida de tranca.

Tranca com chave.

Papa MárioO Papa é Argentino. Vaticanazzo!

Conclavão 2013: Vale muito a sua torcida!

Bem amigos da Rede Ideia Fix! Falamos ao vivo e em definitivo para mais uma transmissão de um dos maiores eventos da humanidade, atrás, claro, das Olimpíadas, da Copa do Mundo e da macarronada da nonna aos domingos. O Conclavão 2013 chegou e com ele muitas emoções, disputas e rivalidades. Quem vai levar o Império construído em mais de 2012 anos de existência?

Tem brasileiro na disputa! Dom Odilo Scherer, o famoso Dom Xuxa, está entre os favoritos para levar o segundo anel mais cobiçado do mundo. O grande concorrente é Dom Angelo Scola, arcebispo de Milão. Esse cidadão, aliás, na época que ainda era “aspira”, foi reprovado na scola escola de padres e quase não pôde ser ordenado. Mas não se enganem! Não tem mais bobo na Cúria Romana.

Se ganhar dos italianos é bom, ganhar dos italianos, na casa deles, é muito mais gostoso. É bem verdade que os padres mais conhecidos do país não foram convocados para a eleição. Padre Marcelo Rossi, Padre Antônio Maria (que anda sumido, não é?) e Padre Fábio de Melo ficaram no Brasil. Não minha opinião, os cinco cardeais que já estão trancafiados no Vaticano são bem mais técnicos e vão dar conta do recado, representando a pátria de batinas com muita competência.

No primeiro dia foram encaminhadas as formalidades. Os 115 participantes, de todas as partes do mundo, entenderam as regras e juraram solenemente, em conjunto e depois individualmente, que não vão burlar o regulamento da Conmebol contando o candidato escolhido e nem vão desenhar o jogo da velha na cédula de votação. O Brasil poderia ter cedido as urnas eletrônicas, mas queimar o equipamento depois de cada votação com menos dos dois terços e um rosário necessário daria um trabalho danado e, convenhamos, a maioria dos votantes já está bem velhinha para conseguir carregar tudo.

Fontes internas, em Arial 11 e Times 12, como manda as normas da ABNT e da PQP, vazaram a notícia que Scola acertou um carrinho em Scherer, mas o Camerlengo mandou seguir a partida. Sorte dele que a torcida foi expulsa da Capela Sistina depois de pronunciado o extra omnes, senão ele ia ouvir muitos elogios carinhosos. Esse foi o lance mais importante da partida de hoje. Se esse fosse um blog maior, o lance seria patrocinado por uma marca de tinta, mas como não é…

Quando já era noite em Roma, na chaminé mais vigiada do mundo, fumaça preta foi avistada. Não… não era o monstro de Lost. Era só a constatação que, mesmo com dispositivos móveis, internet 4G, aparelhos de televisão em alta resolução e toda a sorte de equipamentos eletrônicos, uma das decisões mais aguardadas da década seja comunicada através de sinal de fumaça.

Imagina quando descobrirem os atabaques!

Anel-PescadorQuem leva o precioso meu precioso Anel do Pescador? 

Super Bowl XLVII: Os corvos voam alto ou 49 motivos para não desistir

Mais um Super Bowl! O jogo que pára um pais e boa parte do mundo colocou dois irmãos, lado a lado. Jim e John Harbaugh são os técnicos principais de, respectivamente, San Francisco 49ers, da Conferência Nacional e Baltimore Ravens, representando a Conferencia Americana. Era o Super Harbaugh Bowl! O palco era Nova Orleans, no mítico Superdome.

O primeiro tempo foi inteiro dos Ravens. Sem nenhum first down na primeira jogada (cometendo, inclusive, uma falta que barrou uma boa jogada de ataque), bola devolvida aos corvos, que não desperdiçaram. TD pelo meio, numa bela recepção aérea de Anquan Baldin.

O FG não aliviou muito a barra do 49ers, que continuaram inseguros no ataque e desatentos na defesa. Foi um custo para os vermelhos de San Francisco conseguirem um sack. Do outro lado, Joe Flacco mostrava tranqüilidade e precisão, de dar raiva nos adversários (e torcedores). Bolas aparentemente perdidas encontravam a mão dos receptores quase que milagrosamente. Pitta, sozinho na end zone, recebeu para o segundo TD da noite. 14 a 3.

O buraco estava tão grande que o lançamento de Kaepernick, que iria direto para um TD, encontrou os braços de Crabtree, do próprio 49ers, interceptando o passe. Que fase! E como se não bastasse, o QB dos Niners sofreu um interceptação. Bola torta e com força demais. Ridículo.

Na última pá de cal, faltando pouco pro fim do primeiro tempo, Flacco lançou uma bomba para Jacoby Jones. Lançou muito longe, mais de 55 jardas. A recepção foi milagrosa e, como ninguém encostou nele, cidadão levantou, fintou 2 e correu para mais um touchdown. Inacreditável 21 a 3. Lavada. Uma das jogadas da partida, com certeza.

Jacoby

Na ultima jogada do primeiro tempo, Kaerpenick não lançou para Crabtree e o FG convertido por Akers deixou o placar em 21 a 6.

Fim do primeiro tempo. Show do Ravens, defendendo com competência e vendo seu QB brilhar. Nos Niners, faltas, turnovers e nervos a flor da pele. O Harbowl vai sendo vencido pelo irmão mais velho.

Luciana Naomi, torcedora dos Niners, comentou: “Primeiro tempo em que o Ravens sambou na cara dos Niners. Foram ajudados pelos erros dos Niners“.

O massacre não parou. No retorno do kickoff, Jones correu 108 jardas para TD. Vou repetir, CENTO E OITO JARDAS. O campo tem 110. 28 a 6. Caixão fechado?

Ravens Jones runs for a touchdown against the 49ers during the NFL Super Bowl XLVII football game in New Orleans

E a agonia franciscana demoraria mais para acabar. Acabou a luz no Superdome. Jogo paralisado no começo do terceiro quarto. 36 minutos parados. Que vergonha, hein?

Kaepernick resolveu correr com a bola. 2 first downs com as pernas. Os lançamentos para Davis e Crabtree voltaram a ter força e este último quebrou 2 tackles antes de pisar na endzone. Touchdown e placar em 28 a 13.

Kickoff ridículo dos Ravens e o retorno direto para a red zone. Bola para Frank Gore e MAIS UM TOUCHDOWN. A luz voltou também para os 49ers? 28 a 20. Quem diria?

E na joga seguinte…. FUMBLE dos Ravens! Jogada recuperada. Lançamentos para endzone mal sucedidos. Akers no FG, sem sucesso! Mas tem falta nele! Mais 5 jardas e segunda tentativa. Lá dentro do Y. 28 a 23. E o Superdome assiste a passagem de mais um furacão, que dessa vez não traz mortes e sim nova vida aos Niners!

Depois do terremoto, excelente avanço dos Ravens. Bola na linha de uma jarda, mas a defesa do 49ers conseguiu segurar as 3 descidas. Tucker converte um FG fácil e certeiro. Placar em 31 a 23.

Avanço do 49ers, alternando corridas de Gore com lançamentos em media distancia. Kaepernick resolveu… resolver. O ligeirinho de SF acelerou e cruzou a linha bendita. Touchdown SF. Entretanto, falhou a tentativa de conversão para 2 pontos e assim, o placar fica em 31 a 29.

Jogada de ataque dos Ravens. Apesar das faltas do adversário, os corvos produziram apenas uma boa posição de campo para Tucker converter seu FG. 34 a 29.

Bola na mão de Kaepernick, faltando 4:19 para o fim da épica batalha. Excelente lançamento para Crabtree. Bom avanço. Jogada seguinte é na mão de Frank Gore, que correu como se não houvesse amanhã. Tackle Baltimore. E primeira para o gol na pausa do Two-Minute Warning.

NADA! Três bolas lançadas, três passes incompletos! O Baltimore Ravens está muito perto de vencer o SuperBowl 47! Ih rapaz… as zebras não viram a interferência!

Nada de avanço pros Ravens. Punt, não é? OU NÃO! Jogada genial do Ravens! Aceitaram o dois pontos contra (safety) e ganharam segundos preciosos. 4 segundos agora… Chute… corrida… escapa de um, dois tackles e mais nada!

BALTIMORE RAVENS CAMPEÃO DO SUPERBOWL XLVII!!! RAY LEWIS, O MELHOR LINEBACKER DA HISTÓRIA DÁ ADEUS AOS CAMPOS NO TOPO DO MUNDO! FLACCO PERFEITO NA PÓS TEMPORADA!

Que jogo amigos, que jogo! Mais uma vez a história foi escrita diante dos nossos olhos. Placar final: Baltimore Ravens 34 x 31 San Francisco 49ers. MVP do jogo? Joe Flacco, que agora figura entre os principais QBs em atividade. Só tem fera com ele…

E a minha segunda temporada acompanhando a NFL termina épica. Cada dia esse jogo me apaixona mais.

Flacco

Resenha: Marighella

Um homem que acreditou em suas convicções até o fim da vida. É disso que trata Marighella, o guerrilheiro que incendiou o mundo. Escrito no ano passado pelo jornalista Mário Magalhães, a biografia de Carlos Marighella não foi escrita por alguém apaixonado pelo personagem. Por isso, ela é sóbria.

A obra também é fruto de um extenso trabalho jornalístico que ‘joga’ o leitor para o passado e presente sem perder o ritmo narrativo. Destaca-se também que muitas vezes,durante a leitura, a vida do líder guerrilheiro é apenas um pano de fundo para o autor contar passagens de quem viveu os horrores da ditadura militar (1964-85).

“(…) Monitorado tanto pela CIA quanto pelo KGB, Marighella manteve-se ativo por quase quarenta anos de militância, da década de 1930 à de 1960. Viveu clandestino, articulou greves e conspirou por revoluções(…)” (Contracapa)

De ponto negativo, talvez, destaca-se para quem viveu a época In Loco a falta de emoção do autor ao contar a história.

Mariguella, o guerrilheiro que incendiou o mundo, é uma “explosão” que nos prende até a última página.

Autor: Mário Magalhães, 582 páginas.

Editora: Companhia das Letras, 2012.

   

Quem está com o anel do Eno?

Hoje é dia de falar de forró! Sempre busco assuntos diferentes para tratar aqui no blog e notei que nunca havia reservado linhas para falar de tão particular ritmo no cancioneiro popular brasileiro.

Tinha que ser épico. E será. Mas apesar dos grandes nomes como, Gonzaga, Genival Lacerda (que fixação por letras G, hein?) e Dominguinhos merecerem seu espaço, hoje eu quero falar da musa, da lenda, da figura carismática – tanto no pessoal quanto no profissional – de Cremilda Ferreira da Silva, a Rainha do Forró!

Nascida nas Alagoas, começou desde pequena no rádio e fez grande sucesso com shows em Sergipe. Mas se você acha que Clemilda não vale um tostão, saiba que ela era figurinha carimbada nos programas de mais alto grau de garbo e elegância da televisão brasileira, como o Clube do Bolinha e o Cassino de um tal de Abelardo Barbosa. Nesses programa ganhou seus dois discos de Ouro.

Vamos a três musicas de muito sucesso. Vejamos o que conseguimos extrair delas:

Talco no Salão

Talco no salão Talco no salão. Pro forró ficar cheiroso E ter mais animação O Zé comprou Duzentas latas de talco Pra jogar no meio da sala Na hora da suadeira De madrugada Quando o forró esquentou A moçada misturou Suor, talco e poeira. Talco no salão Talco no salão Pro forró ficar cheiroso E ter mais animação.

Nessa música claramente a cantora se refere ao grande arrasta pé nas imediações de sua morada. Como era de se esperar, o bailão estava animado e, claro, as glândulas sudoríparas exerciam sua função de manter a temperatura corporal em níveis humanos. Pena que, com ela, odores pouco agradáveis as nossas narinas também dão o ar da graça – com trocadilho.

Mas o Zé, que é um sujeito matuto, logo resolveu a pendência, adquirindo na venda do seu Arnaldo DUZENTAS latas de talco. É amigos… Não são duas latinhas mequetrefes, não. São DUZENTAS latas! É lata pra caramba! A ideia foi genial pois além de retirar a umidamente ar, fornece aquele cheirinho delicioso de bunda de nenê. Ou quase isso. Depende do estado da bunda do neném.

O coitado do Zé só não esperava que a faxineira tivesse faltado. Infelizmente o talco misturou-se com o suor e a poeira. Ainda bem que cerveja não faltou e, claro, ninguém ligou para o talco no salão.

O anel do Eno

Fui numa festa arretada seu moço/Comida, bebida, forró comendo/Derrepente a gritaria/Sumiu o anel do Eno;

Quem ficou com o anel do Eno/Quem esta com o anel do homem/Levanta logo o braço/Se agora o pau come;

Quem esta com o anel do Eno/Quem é este infeliz/Uma bicha atrevida/Bate na bunda e diz;

Eu estou com o anel do Eno/Pra que tanta confusão/Quem não esta com o anel do Eno/Por favor levante a mão.

Que situação desagradável, hein? Sujeito vai no forró e, na animação, perde o anel. Anel de casamento! O que a mulher do Eno vai dizer quando ele chegar em casa, sem o anel? Putz! Vai dar uma encrenca danada, só porque o Eno quis espairecer depois do happy hour da sexta feira.

Sério… Quero ver se tem algum macho que vai levantar a mão naquele salão e falar bem alto: ESTOU COM O ANEL DO ENO! Pode até pedir algo em troca, um resgate. Mas ficar com o anel do Eno não dá. Imagine se fosse o contrario? Imagine se o anel do Eno fosse, na verdade o seu, caro leitor. Você se sentira a vontade com o seu anel nas mão dos outros?

Bom… O que eu sei é que eu nao estou com anel do Eno. Espero que ele encontre. Boa sorte amigo.

A cantiga da doida

Kalú Honório é um cabra enganador
Namorou a Josefina e ate hoje não casou
A pobrezinha ficou desmiolada
Cantando pelas estradas
As letras do seu amor

Eu quero é KH
Eu quero é KH
Com KH eu vou me casar

Os muros da cidade estão cheios de KH
E no muro na casa dela o KH é fluorescente
Der repente ela assusta a vizinhança
Gritando desde criança que eu adoro é KH

Dizem que o amor é lindo, mas as vezes ele pode ser sua perdição. Esse tal de Kalú Honório, o famoso KH não vale o prato que come. Precisava fazer isso com a pobre Josefina?

A coitadinha espalhou o famoso KH pela cidade toda! A moça pirou de tal firma, que até pintou um KH FLUORESCENTE nos muros de casa. Imagine só um KH que brilha no escuro. Arte pura!

Cremilda vive há mais de 40 anos em Aracaju/SE e apresenta na TV Aperipê o programa “Forró no Asfalto”, revelando bandas locais. Com tanta vitalidade e energia, ninguém sequer desconfia que ela já sofreu dois derrames cerebrais. É mole?

SALVE CLEMILDA!

Saiba mais no Portal do Governo de Sergipe e, claro, na infalível Wikipedia

Consegui! Top 5 livros de 2012

2012, o ano que acaba de entrar na área de cobertura do Estatuto do Idoso (e, portanto, com direito a vaga preferencial, gratuidade no ônibus e empréstimo consignado ao INSS), foi PÍFIO no que se refere a leitura. Em quantidade, pelo menos, é coisa de chorar e se esconder embaixo da cama, não necessariamente nessa ordem. Mas necessariamente ao mesmo tempo.

Ao todo foram 7. Vou repetir… SETE. Mas eu peço que não parem por aqui. Superamos a marca necessária para construir um top 5. Não vou achar desculpas: é necessário tomar vergonha na cara e aprender com os erros.

Dessa forma, serei direto e reto:

5 – O Hobbit (J.R.R. Tolkien)

Nunca havia lido nada de Tolkien. Calma, não precisa segurar seu mouse tentando acertar esse pobre blogueiro. Eu apenas prefiro a realidade à fantasia, o que se nota pelas listas dos últimos anos. Como a primeira parte do filme baseado na obra se avizinhava, achei oportuno começar, principalmente porque dizem que este é de leitura mais fácil e é reconhecidamente mais infantil (tanto é que o Um Anel apenas deixa o usuário invisível, sem deturpar-lhe a mente).

Bom livro. Quem sabe eu não me animo para ler outros de tão aclamado autor?

4- Boni (José Bonifácio Oliveira Sobrinho)

A História se divide entre a minha versão, a sua versão e a verdadeira. José Bonifácio Oliveira Sobrinho, o Boni, conta a dele. Mesmo “revelando” um ou outro pecadinho, é evidente que talvez as coisas não tenham acontecido do jeito que ele conta. Não é uma biografia (como ele mesmo faz questão de ressaltar), mas um apanhado de histórias vividas (ou seja… uma biografia).

O livro se destaca, no entanto, por ser extremamente familiar. Nomes, locais, programas, emissoras de televisão, de rádios… tudo é muito próximo. Gente como a gente, que fala a nossa língua. Eu sou jovem e não vi muita coisa que ele conta, logo, acredito que os mais vividos terão uma sensação de proximidade ainda maior. Lembrarão onde estavam em cada um daqueles eventos, quando viram certa propaganda, os incêndios… uma viagem por mais de 50 anos na história do Brasil, na ótima da mídia de massa.

E é inegável que a história da comunicação do Brasil não passa apenas pelas mãos do seu Chatô. A conclusão é que TUDO TEM UM DEDO DO BONI.

3 – Mistério do Trem Azul (Agatha Christie)

Estava com saudades de ler alguma coisa da minha amiga Agatha. Sim… considero a velhinha, dona da mente mais cruelmente genial da historia da literatura, uma amiga querida. Muito do meu gosto por leitura veio dos clássicos livros dela.

Em mais um romance ambientado (se não em grande parte, mas nas cruciais) em um trem, Poirot prova não sua maestria em resolver crimes, mas seu tato com as damas. Uma aula de como cativar uma mulher, sem ter interesses sexuais envolvidos.

Mais uma vez descobri a pessoa responsável pelo assassinato, sem, contudo ter certeza de como, quando e porque.

2 – The Walking Dead (HQ de Robert Kirkman e Tony Moore)

A série sobre um mundo pós apocalíptico infestado por gente que está morta, mas estranhamente levanta, sai andando e deglutindo os outros está na lista por ser um estilo diferente de contar uma história: em quadrinhos. São 104 edições lidas em 2012, entretanto, para ser justo, contei tudo como um livro só. São mais fáceis de ler, são menores… não é justo contá-la individualmente.

E nessas 104 edições muita coisa aconteceu. É fantástico ver personagens crescendo, evoluindo, modificando gradativamente suas personalidades. Alguns fazem coisas que você julgaria impossível no início, mas a sequencia de acontecimentos os deixou aptos para tal.

A série tem viradas sensacionais e momentos de fazer cabeças rolarem ou explodirem. Literalmente. E fica a lição: o problema não são os mortos, afinal. Se preocupe com os vivos!

1 – No Teto do Mundo (Rodrigo Raineri e Diogo Schelp)

Uma boas história para contar. As vezes, tudo o que queremos de um livro é um bom  roteiro. O livro de Rodrigo Raineri faz um relato bastante pessoal de escaladas ao topo (mas para onde escalar, se não visando o cume, hein?) da montanha mais alta do planeta: Everest.

Perrengue é pouco. Subir a montanha é MUITO difícil, principalmente nas condições que os alpinistas definiram. Entretanto, é para isso que servem os desafios: para serem superados. Chegar ao topo é um detalhe. A subida é o que interessa. Isso não te lembra alguma coisa? Sei lá… a vida, talvez.

Após ler No Teto do Mundo, fiquei com vontade de visitar A Montanha. Não é necessário chegar ao cume. Nem mesmo nos acampamentos intermediários. Basta estar lá e contemplar tudo aquilo. Você vai entender.

Até porque… nunca se esqueça da volta.

2013 está aí e a meta traçada é um livro por mês. Quero chegar em 1º de janeiro de 2014 dizendo que li 12 livros. Já está bom. É preciso retomar aos poucos.

Um 2012 como nunca tivemos

Quando os Maias formataram o calendário no computador, decidiram que 2012 seria o último ano da existência terrestre. Já tinha dado muito trabalho pensar em tantos acontecimentos, tantas pessoas, tantos lugares… os bons nomes estavam rareando. Como encontrar alcunhas tão agradáveis como Sodoma e Gomorra, ou ainda criar ídolos aos moldes de Churchill, Irmãos Lumière e o Dr. Robert Rey?

Entretanto, os Maias reservaram o melhor para o final. Sim… o grand finale do mundo deveria ser surpreendente. Inesquecível. Coisa para contar aos netos. Se bem que.. ah, deixa pra lá.

Os sinais estavam claros. A literatura nos ensina que um comandante nunca abandona seu navio. Eh, bien… Ecoou, no Costa Concórdia, o brado retumbante e absolutamente sincero: Vada A Bordo, Cazzo!

Como pouca gente percebeu, os sinais se tornaram claros e límpidos… libertadores. O Corinthians realizou o que muitos, inclusive membros da própria torcida, julgavam impossível: matou uma piada. Levantou uma taça furreca (ou devo dizer fuleca?) e fez a noite de São Paulo parecer revellion. Ali a associação, óbvia, tomou força. Mas ainda faltavam algumas coisas.

O mundo ainda estaria nos eixos enquanto o pião girasse. E o nosso pião giratório, que não era o da casa própria, estava personificado em algumas celebridades que pareciam imortais.

Em setembro, Hebe Camargo foi sentar no sofá do Céu. Sinônimo de vitalidade, mesmo com mais de oito décadas de vida. Em dezembro, Oscar Niemeyer. O arquiteto que suavizou o concreto, morreu aos 104 anos, mas também… fumava! Queria o quê?

Não parece ser possível escapar de nosso destino. A season finale do mundo continua animada. A série, chamada “Planeta Terra: uma história de involução”, parece não ter sido renovada pelos produtores executivos. A coisa tá tão feia, que tem até político sendo julgado… E CONDENADO! No Brasil. NO BRASIL!!!

Acho que, para fechar o caixão e beijar a viúva, só falta o keynote da Apple anunciando a nova versão. Que, claro, só chegará ao Brasil meses mais tarde e custando o dobro do preço.

Eça-de-Queiros-retrato

Eça foi muito boa!

F1 2012: GP do Brasil

Interlagos foi Interlagos. E o campeonato acabou com chave de ouro.

O GP do Brasil é uma prova mesmo imprevisível. Tão imprevisível quanto o tempo pelos lados da represa de Guarapiranga. Com a pista já ‘melada’ de chuva na largada, a Red Bull de Vettel ‘engasgou’ e ele perdeu segundos preciosos.

Segundo esses que fizeram ele se encontrar com o Bruno Senna e ser acertado pelo brasileiro. Fim de prova para ele. Vettel? Foi para último. Aí o tempo começou a ficar realmente instável. Chovia pouco. Todo mundo para os boxes colocar pneus intermediários, por que todo mundo já escorregava. Neste momento, o título era de Alonso. O espanhol era terceiro.

Correria nos boxes. Engenheiros e chefes de equipes malucos. Bela prova!

Mas Vettel mostrou porque era bicampeão, e com nove voltas, já era sexto. Título para ele. Na ponta,  Hamilton com um surpreendente Hulkenberg, em segundo e Button em terceiro.

Aí a chuva veio de vez. E num lance de corrida, Hulkenberg, em primeiro aquela altura, deixou o carro escorregar e acertou Hamilton. Punição injusta para ele e fim de prova para o inglês.

Na disputa pelo título, a Red Bull chama Vettel para os boxes. Troca de pneus, de novo.

Massa vinha muito bem. Mostrando que tem algo especial com Interlagos. Ele em segundo e Alonso em terceiro. Hora de trocar posições, assim como fizeram as Red Bulls.

Mas não deu. Vettel chegou em sexto com Alonso em segundo e a vitória de Button com Safety car na pista. Di Resta resolveu dar um ‘pancadão’. O alemão é tricampeão mundial. Massa, terminou em um belo terceiro lugar.

Com a vitória, Vettel foi a 281 pontos. Alonso termina com 278. Segura a respiração!

Até 2013!

Ele tem a força tricampeã! Foto: UOL esporte

F1 2012: GP do Texas, EUA

O forasteiro Hamilton laça a taça no Texas e joga decisão do campeonato para o Brasil. Vettel tem boa vantagem, mas Alonso e seu cavalho empinado ainda estão no páreo. Excelente estréia do circuito de Austin!

O clima texano dos cowboys era perfeito para o embate final entre Vettel e Alonso. Sim, eu sei que ainda tem a corrida do Brasil, mas com o alemão saindo na pole, com o Canguru Boy na escolta e o espanhol lá para trás, a expectativa era, claro, de fim da festa. Expectativa mesmo era o Vettel ganhar essa corrida até de ré, mas tudo bem. Expectativas…

A largada de Vettel foi clássica: na dianteira e para a dianteira. Webber que saiu em terceiro, no lado bom da pista, passou Hamilton. Não por muito tempo, mas chegou a passar.

Nos lados do cavalinho empinado, horas antes da corrida, encontraram um “problema” na caixa de cambio do Massa, sabe, na rebimboca da parafuseta e, olha só, curiosamente, o lacre foi violado e Alonso ganhou posição para largar no lado mais limpo também. Deu certo, porque saltou para quarto colocado. A favor da Ferrari, diga-se, foram honestos ao afirmar que a ideia era maximizar a largada de Fernando Alonso. Ok. Espero que tenham pensado no campeonato por equipes também.

Senna largou bem e faz boas ultrapassagens em Grosjean (Romã Grojã, na perfeita dicção do narrador) e Schummacher colando em Perez, nas primeiras 10 voltas. Um carro melhorzinho na próxima temporada e a zona dos pontos vai se tornar rotina.  Schummacher, aliás, resolveu que nãoo ia ceder a posição para Button, fechou a porta e obrigou o inglês a trafegar na linha da saída dos boxes, quase indo pra grama. Cuidado aí vovô!

Volta 16 e imagem inédita: Vettel na ponta sendo pressionando por Hamilton. Diferença flutuando na casa do 1s.  Enquanto o inglês volta e meia colocava o bico do carro às vistas do retrovisor da Red Bull, algumas dezenas de metros atrás Webber abandonava, vítima de problemas mecânicos com o KERS. O tal do alternador. Eu acho que foi culpa do olhar maligno do Alonso, mas é só uma teoria.

A pressão de Lewis durou apenas até a entrada nos boxes. O que não faz um desgastes nos pneus, hein?

Na parada do Alonso, o mecânico cochilou, esqueceu de tirar o pneu traseiro (?!?!?!) e complicou o espanhol. Fogo amigo! Falando em fogo, Kimi também teve problemas com seu mecânico da roda traseira e, na volta, quase atravessou pelo meio a Ferrari de Alonso, na curva pós boxe. Quase.

E olha as rodas da McLaren do Button dando uma bitola nas rodas da Williams do Senna! O inglês acertou um sempre muito polido e educado sai pra lá e partiu pra cima de Alonso. E passou. Esse é o lord eu conheço!

Quando os novos pneus esquentaram, Hamilton recomeçou a caça ao líder. Quase meio segundo por volta, escapando dos retardatários. Volta mais rápida atrás de volta mais rápida. Alonso é todo Hamilton nesse instante!

Enquanto isso, Raikkonen fazendo a tomada de curva numa boa e, do nada, surge um carro vermelho do lado. Se não fosse o homens de gelo guiando, arriscaria dizer que o piloto tinha tomado um baita susto. Massa passou bem, limpo.

E passou! Depois de flertar com a ultrapassagem durante MUITAS voltas, Hamilton passou usando assa, posicionou o carro e defendeu bem na freada. Certinho! Por debaixo do capacete, Alonso sorri e vê a diferença diminuir. Hola Brasil.

O que foi que tomou o Button? Mitopassol? O inglês dividiu milimetricamente a curva com Raikkonen. Dois campeões mundiais dividindo curva, sem chance de título? Coisa linda!

VEM GAROTO! VEM LEWIS HAMILTON, TRAZ A MCLAREN PRA CASA EVENCE O GP DOS ESTADOS UNIDOS!

Vettel cruza em segundo, Alonso em terceiro, Massa em quarto. Tudo vai se decidir em São Paulo, contra as expectativas!

Próxima corrida é no Patropi. Sebastian Vettel lidera com 273 pts contra 260 de Fernando Alonso. Não basta o príncipe das Astúrias chegar na frente. Precisa tirar 14 pontos de vantagem.

Falo logo! Torço pelo Alonso. Vai ser a prova definitiva da supremacia de um piloto sobre seu carro. Soube tirar da carroça vermelha muito mais do que ela daria a princípio.

Uma pena um campeonato tão bom ter que terminar.

Se bem que 2013 ta aí…

Taça no laço! Bang!

Forward Obama, Forward

Eu vou, eu vou, pra casa (Branca) agora eu vou…

A caixinha de correio da Casa Branca vai continuar estampando o nome dos Obama pelos próximos 4 anos. O democrata foi reeleito com 303 delegados no colégio eleitoral, enquanto seu adversário, o republicano Mitt Romney, conquistou modestos 206.

A campanha foi bastante acirrada. A grave crise econômica e sua retomada foram argumentos tanto de um lado quanto de outro. As projeções durante os meses de debates e comícios não arriscavam um vencedor. A igualdade manteve-se nos três debates realizados. Terminaram com o placar de 1 x 1 x 1. Romney venceu esmagadoramente o primeiro. Obama retomou com classe e venceu o segundo. No terceiro, claro empate.

Romney foi um adversário competente, tanto por ele mesmo quanto pelas circunstâncias. Partiu para o ataque com sede ao pote. Cometeu algumas gafes, é verdade: apontou a Rússia (?) como grande adversária e não deu lá muita importância para fontes alternativas de energia, prometendo, inclusive, investir nos combustíveis fósseis, na contra-mão do resto do mundo. Entretanto, obteve um desempenho nas urnas melhor do que John McCain, em 2008.

Obama, por outro lado, continuou abusando da oratória mais do que conhecida e reverenciada, entretanto, contou com um aliado importantíssimo: Bill Clinton encantou as plateias com ataques ácidos às propostas e ao candidato republicano e, muitas vezes foi considerado a estrela da noite. O senso de humor do ex-presidente continua intacto.

Pesquisas realizadas ao redor do mundo eram claramente favoráveis a Barack Obama. Todo mundo gosta dele. Todavia, aonde mais interessa, ou seja, dentro dos EUA, a coisa foi é bem dividida. No voto popular, foi 50% x 48%, pouco menos de 3 milhões de votos de diferença. O novo-velho presidente vai ter que unir o país e continuar a retomada de sua economia, o estímulo a criação de postos de trabalho e olhar com mais carinho para saúde (lembre-se que lá não tem SUS. E sim, isso é um problema, por mais incrível que pareça).

Esse último ponto, aliás, ficou bem claro durante a campanha. Enquanto Obama pregava a manutenção do Medicare (um plano de saúde para idosos, por assim dizer) e um Medicaid (o mesmo, mas para famílias de baixa renda), Romney apontava que o jocoso “ObamaCare” causaria um rombo financeiro, o que de fato tem preocupado especialistas financeiros. Do UOL: “Segundo Don Berwick, ex-administrador dos centros de serviços do programa, o desafio pela frente é muito mais complicado do que simplesmente mudar a estrutura de financiamento do Medicare. Segundo ele, o sistema de saúde inteiro precisa de mudanças”.

Para cumprir o que o próprio slogan da campanha reafirmava – Forward – o tio Barack vai ter que lidar com a maioria Republicana na Câmara dos Deputados contra uma maioria apertada de Democratas no Senado (fora os 30 governadores Republicanos x 17 Democratas).

A dobradinha Obama-Biden tem mais quatro anos. Com o mundo inteiro de olho e a vigilância em casa bastante pesada, não serão dias tranquilos. Principalmente porque agora não será possível gastar a carta na manga que foi a captura de Osama bin Laden. Vão ter que achar outro trunfo.

Não há nada melhor do que terminar com as palavras do próprio reeleito, em mensagem aos apoiadores antes do discurso em Chicago. Tradução minha, portanto, peço desculpas adiantadas:

“(…) Eu quero que vocês saibam que este não era o destino, e não foi um acidente. Vocês fizeram isso acontecer. (…) Hoje é a mais clara prova, que contra todas as probabilidades, os americanos comuns podem superar os interesses dos poderosos. Há muito mais trabalho a fazer, mas, por hora, obrigado”.

F1 2012: GP de Abu Dhabi

Sabe aquela corrida chata que eu previ semana passada? Esqueça..

Esqueça por que a Red Bull pôs menos gasolina do que devia no carro de Vettel. Ele teve que largar em último.

Esqueça por que dai, ele teve que tirar o prejuízo parando para o pit stop cedo e colocou pneu macio. Só que o pneu não aguentou e ele teve que parar de novo. Mas, isso não impediu ele de fazer uma prova de bicampeão. E com uma ultrapassagem no Button (por fora!) para chegar em terceiro.

Esqueça, por que o Alonso deu outro show, visto a situação que ele tinha na corrida. Ultrapassagens “no braço”. Destaque para uma em cima do Webber com a Ferrari sendo espremida no muro. Chegou em segundo.

Esqueça Hamilton que foi pole, mas a Mclaren o deixou na mão, de novo.

E quem venceu? o ‘Ice Man’ Raikkonen e sua Lotus preta. O finlandês ‘vibrou muito’.

Os brasileiros fizeram prova digna. Massa foi o sétimo e Senna o oitavo.

Com o resultado, a diferença de Vettel para Alonso caiu de 13 para 10 pontos: 255 a 245. Raikkonen tem 198.

Próxima prova: GP dos EUA, em Austin, no Texas dia 18 de novembro. Se Vettel vencer e Alonso chegar em quinto, o alemão é campeão.

Foto: UOL Esporte

A devassa do Furacão Sandy

A palavra tragédia já nos traz um sentimento de que algo deu muito errado. Quando esta tragédia é causada pela natureza, a sensação de que somos suscetíveis a mecanismos tão bestas como o vento ou a água aumenta muito.

O furacão Sandy assustou pelo tamanho e pela direção. Grande e lento (o que causaria mais tempo de destruição) dirigia-se para a costa leste dos EUA, bem na rota de New Jersey e New York. O impacto aconteceria na noite dessa segunda feira.

E aconteceu. Até o momento que escrevo, 40 pessoas morreram, mais de 2,2 milhões ficaram sem luz e sabe-se lá quantas ficaram ilhadas na proteção de seus lares.

Assisti o passo a passo do Sandy através da CNN. E muita coisa me impressionou.

A repórter Erin Burnett (bela repórter, se me permitem elogiar) começou sua cobertura ancorando seu programa ao lado de um píer famoso, no NY Harbor e Long Island Sound. O boné ameaçava fugir da cabeça, mas ainda sim ela se mantinha firme e forte, entrevistando e perguntando detalhes ao almofadinhas sequinhos dos estúdios. Foi “empurrada” pra cima do policial, mas não se abateu. A medida que o tempo foi passando, o boné foi pras cucuias e o espaço entre a beirada do píer e a repórter aumentou consideravelmente, assim como o volume de água nas canelas. Em determinado momento, temeu-se que ficariam presos ali.

Enquanto isso, Ali Velshi foi colocado no meio de um mar urbano, em Atlantic City. Eu não tenho ideia de como aquele cidadão conseguiu se manter ali. O vento fortíssimo o fazia cambalear. O spray de água tapava a visão e as ondas de água gelada não deviam deixá-lo confortável. Situação de merlin. Eu estava vendo bater um sudoeste no repórter careca e nunca mais acharem o casaco vermelho que ele vestia naquela correnteza impressionante. Muita gente, inclusive, questiona se era realmente necessário expor o repórter daquela forma. Aqui você pode ler algumas reações sobre o caso. A sequencia de imagens acaba mostrando, também, como a água subiu.

O cidadão é âncora de economia e negócios. O que diabos ele estava fazendo lá? Fora o pequeno detalhe: Segundo a Wikipédia, dia 29 de outubro, foi ANIVERSARIO DELE. Só pode ser sacanagem ou de quem editou a Wikipédia ou da CNN. Passa o furacão (ou a super tempestade, como acabaram por chamá-la mais tarde) e o presente que dão é uma cobertura que podia acabar com a vida do cara. Muito sensíveis…

Como se não bastasse o vento, a água, a falta de energia, as arvores caídas e tubarões, ainda havia o… OPA, espera aí! TUBARÕES?

Como eu dizia, ainda tinha o problema do guindastes que podia cair a qualquer momento. E podia cair no prédio, o que causaria muito mais dano.

Anderson Cooper foi outro a ser mandado para o campo de batalha. Eu vi o link externo no qual ele estava escorado por uma van, talvez para quebrar um pouco o vento e a chuva, mas isso não significa que o topete, que faria o ex-presidente Itamar Franco dar seu carimbo de aprovação, ficou inteiro. Justiça seja feita, eu um rápido trecho no qual ele ia mostrar como a água estava agitada e bem… tomou um banho de água fria. Literalmente.

O prefeito de NY foi à televisão implorar – e não é força de expressão – que as pessoas parassem de ligar para o 911. Que só ligassem os que realmente estavam com risco de vida.  O pedido foi motivado pelas 10.000 ligações que a polícia recebeu. POR HORA. Você não leu errado. 10 mil ligações por hora.

O caos causado pela natureza ainda terá desdobramentos. A super tempestade pode ter passado, mas os estragos vão ficar por um tempo. Inclusive terão ecos na eleição americana marcada para daqui alguns dias, apesar da negativa dos dois candidatos. Como lá o voto não é obrigatório, o fato de ter sua cidade embaixo da água pode ser um argumento razoável para não querer sair de casa.

Até porque algumas das vítimas acabaram morrendo justamente porque deram o azar (e é azar mesmo ou destino? Vocês decidem) de botar os pés pra fora da residência bem quando a árvore do quintal tombaria.

As fotos da destruição, bem como os vídeos ficaram para a posteridade. Neve, fogo, escombros, postes, árvores… gente precisando de ajuda. Mas, mesmo vendo a muitos e muitos quilômetros de distância, foi assustador.

A droga da opinião alheia

Paradoxalmente – e eu sempre quis começar um texto com a palavra paradoxal – vivemos em tempos com enorme liberdade e intolerância. Temos livre opção sexual, de relacionamento amoroso com pessoas de cor de pele diferente, entre pessoas idosas e jovens. Podemos vestir calças, saias, mostras os ombros (e a até a polpa da bunda em alguns casos).

Mas as opiniões… bem.. essas é melhor deixar escondidas em uma caixinha secreta, trancadas com cadeado e arames farpados. Se alguém descobrir nossas opiniões, é certeza de intolerância.

Hoje em dia não se pode declarar que é petista, por exemplo. Logo o cidadão é taxado de corrupto, bandido, petralha vendido e sei lá quantos outros adjetivos. Se a opção é pelo PSDB, é um tucano elitizado, corrompido pela privataria tucana, aliado de exterminadores…

Isso se reflete no julgamento do Mensalão. Como escrevi no Facebook tempos atrás, o que está acontecendo no STF é um JULGAMENTO, logo, se pressupõe que o réu pode ser condenado OU absolvido. Se não houver duas opções, o julgamento por si só não existe. Os Ministros, entretanto, não tem a liberdade de defender seu voto. Se condenam fulano, é herói da nação ou se corrompeu. Se absolve, fez justiça ou… se corrompeu. O resultado é mais importante que o caminho. Poucos buscam os motivos. Preferem metralhar o resultado.

Da mesma forma se é intolerante com o futebol, a coisa mais importante dentre as menos importantes. Se um time tem um impedimento não marcado, o juiz logo é taxado como “décimo terceiro jogador”. Ele não pode, sei lá, apenas ter errado? É fato que o nível técnico da arbitragem no Brasil é uma desgraça, bem abaixo do esperado. Se há manipulação de resultados, que se denuncie formalmente, oras bolas. Botar a culpa do outro é sempre mais fácil. E o coitado que defende que foi pênalti (ou não), toma na cabeça e é escrotizado pelos demais.

O caso mais recente é com a novela. Há muita intolerância quando se fala que se gosta dos folhetins. Nem todo mundo que asiste novela é limitado intelectualmente e nem todo mundo que não assiste deve ser considerado cult. Faz parte do “social”, de ter assunto entre as conversas informais. Como bem disse a amiga Aline Fassina, não assisti a nenhum capítulo, mas mesmo assim fiquei sabendo de tudo o que aconteceu, pelos comentários nas redes sociais virtuais, nos bares, na faculdade, do trabalho.

É claro que não se deseja que a novela seja a única forma de entretenimento de uma população (estão aí os livros, o teatro e os cinemas, só para dar três exemplos). Sempre defendo que o grande problema (por assim dizer) não é o produto, a a forma que se utiliza.

E não é que o mesmo vale com a opinião? É possível ser CONTRA e A FAVOR de qualquer coisa, desde que se tenha bom senso ao emitir e, principalmente, ao escutar e interpretar essa opinião.

E assim caminhamos. Na música, na moda, nas artes… Hoje, expressar a opinião é um convite para dizerem que estamos errados. Não há debate, troca de argumentos. Há dedo na fuça, ameças, violência.

Como diabos vamos pensar e construir rum futuro crítico, se somos intolerantes com algo tão inofensivo quanto uma opinião?