Despachos de Domingo

Seu Alcindo – o barbeiro – seria o terror das mulheres, caso ele cortasse cabelo feminino. Quando fui lá pela ultima vez, ele cortou meu cabelo e perguntou se o comprimento estava bom. Eu passei meus dedos pela cabeleira e constatei que estava ótimo. Deixei bem claro pra ele.

Aí ele foi lá e cortou mais um pouco. É um mito esse seu Alcindo…

Em tempos de Copa do Mundo o futebol fica chato. Todo mundo fala de futebol como se realmente entendesse e fosse a última coisa que o mundo verá. Paciência. Mesmo dando raiva observar marcas que não tem a mínima intimidade com o esporte se aproveitarem do clima pra faturar em cima, temos que aturar… faz parte do business…

Por falar em Copa, estava recordando outro dia de um jogador com um nome muito curioso e que mesmo assim pouca gente lembra. Aquele zagueiro dos Estados Unidos chamado Alexi Lalas. O Lalas é uma espécie de mistura de Kid Vinil com Bee Gees da zaga. Não sei se teremos um jogador tão estiloso em campo quanto ele.

Isso me lembrou o narrador Luiz Roberto, da Globo. Por algum motivo ele não consegue falar “Alex”. Sempre sai “Alexi”. E aí dá-lhe Alexi Dias, Alexi Alves…

O cidadão resolveu estacionar como quis e acabou lendo o que não queria…

Toma!

#EuFotógrafo

Sempre tive curiosidade para entender o que significam os adjetivos que vem logo após as cores. Azul-turquesa, por exemplo. Turquesa? Turquesa? E quanto a verde-água? Por um acaso a água é verde? Que eu saiba, ela só parece verde… Se bem que, dependendo da água…

Na minha modesta e humilde opinião, nem Lost, nem 24 horas, nem ER, nem NCIS, nem CSI, nem (insira aqui sua série favorita) é a melhor série para televisão. Pra mim, Criminal Minds é descaradamente melhor. Tenso, engraçado, tem ação e conteúdo.

A análise de perfil é coisa de crânio. Entender como funciona a mente de um assassino (serial killer ou não) é coisa pra poucos. Será que a ABIN trabalha com uma unidade assim, tipo a BAU (Behavioral Analysis Unit)?

O @hbariani sempre tem ideias muito boas. Ainda bem que ele não direcionou suas faculdades mentais para o mal.

Dessa vez é  A Sala das Ideias. Nela é quase tudo permitido. Deixe correr sua imaginação e veja o que acontece.

Uma experiência única e fascinante. Participe! É de graça! (Agora você clicou no link, né?). E eu já estou lá! (Ok… agora você fechou o link)

O site do FBI é bem interessante. Lá eu aprendi que o nome correto do terrorista que quer acabar com a comunidade judaico-cristã ocidental é USAMA Bin Laden e não Osama Bin Laden, como imaginamos aqui no Brasil…

Indicações Twitteiras:

Está infeliz com a rotina no seu emprego? Everyday the same dream não é um jogo pra se divertir. É um jogo pra você pensar. A mensagem é pesadíssima. [via @haznos]

Veja o agora comentarista Junior cantando “Voa Canarinho”, em 82. Praticamente um Rubinho Barrichello na sambadinha [via @Marque_Neto]

A relação da Globo com a galerinha jovem e maneira sempre foi meio estranha. Eles nunca conseguem colocar de forma natural gírias e trejeitos de qualquer estereótipo moderno. A tentativa abaixo aconteceu na Malhação.com, de 1998. O vídeo explica direitinho o que ocorreu e o resultado é muito engraçado:

Captado e upado no Youtube pelo @russ0

Primeira reportagem sobre “Correio Eletrônico” no Brasil. [via @rslonik]

Muito curiosa a reportagem. Naquela época, o modess “módem” funcionava 24 horas. Quem é usuário de banda larga as vezes não consegue contar com o serviço durante tanto tempo. Fora que você tinha que ligar pro tal do “Correio Eletrônico” para se cadastrar. “Alô? É… por favor… quero me cadastrar nesse tar de Carteiro Eletrônico. Só que aqui em casa não tem CEP. Tem pobrema?

Outra coisa que você deve reparar é que o Paulo Cesar Brein meio que faz uma apologia à pirataria, dizendo que “o usuário pode enviar programas ou retirar programas a custo zero”. Pessoal já era espertão naquela época.

Por fim e não menos importante, em 1990 o povo era corajoso. Se casava via Correio Eletrônico sem foto, Orkut, Twitter, Webcam…

Até Tio Patinhas compraria

Vender é parte do ser humano. Talvez a mais difícil das profissões. Todos nós somos obrigados a vender alguma coisa, desde cedo: alguns vendem simpatia, para que aquela tia compre aquela barra de chocolate deliciosa. Outros vendem uma dor de cabeça alucinante, que impede de ir na escola, mas não de jogar videogame. Acho que vocês já pegaram o espírito da coisa.

Contudo, um cidadão da Praia do Futuro, em Fortaleza, faz do ato de vender um simples picolé uma arte. Ele consegue ser mais engraçado que muitos stand ups por aí. Mais que Zorra Total com certeza. Se bem que até EU sou mais engraçado que o programa globífero.

Mas ele tem um defeito: As falas são ditas rápido demais. Tudo bem, é uma característica geo-social do lugar, mas mesmo assim tem horas que fica difícil de entender. Quem assite o vídeo só uma vez perde metade da graça desse simpático vendedor. Por isso, fiz um exaustivo trabalho de tradução e legenda, que vocês podem acompanhar abaixo.

Peço desculpas desde já, mas alguns trechos são simplesmente impossíveis de entender. Se você for ninja o bastante, coloque aí nos comentários que eu completo. [EDIT] O leitor Juliano Magalhães, que é de Fortaleza, fez o favor de traduzir. Como ele é nativo, ficou facinho! Menção honrosa ao leitor Daniel, que deu uma primeira melhorada na tradução, antes da versão definitiva do Juliano. Obrigado! [/EDIT]

Vendedor: Gente tenham calma que eu vou já atender vocês. “Perainda”! Pra que esses vexames? Eu vou atender primeiro quem tá chamando, os clientes especiais.

Cliente Masculino: Diga aí meu irmão. Tem de que aí meu velho?

Vendedor: Ó, o de “QUE” infelizmente eu não tenho mais. Mas por enquanto, eu estou com a promoção: “Quem compra um tem direito a comprar outro”. Não querendo a promoção, tem a liquidação 1 é 1, 2 são 2. Não querendo a promoção, nem a liquidação, achando que só eu levo vantagem, tem as formas de pagamento em 30, 60, 90 segundos. Quem escolhe é você. Pra vocês ficarem mais à vontade, faço até 120 sem entrada e sem juros. E caso vocês não queiram as 3 opções, eu trabalho com: cartão, vale-transporte, faço troca pra agradar clientes especiais iguais a vocês.

Vendedor: Querendo, como eu falei que o de “QUE” não tinha, mas eu tinha ainda os sabores de castanha, coco, morango, biscoito, cajá, chocolate, leite “condenado”, milho verde, tangerina, tamarindo, acerola, “coco.com” coalhada, jaca, uva, limão, abacate, ameixa, flocos e brigadeiro. E é bom aproveitar que estão acabando! Só falta vender os que tem. Agora, na realidade, estão acabando não é o picolé, é a força e a coragem. Picolé dá quase mesmo pro Gabriel, pra Isabele, pra você da sociedade, pro Gustavo da ostra já ajuda.
E vocês estão numa vantagem que esse picolé quanto mais vende mais abaixa. Eu trouxe 100, vendi 2, só tem 98. Já não gasta mais com os 100, e a qualidade é especial: você confunde com a concorrência.

Cliente Feminina: (Risos)

Vendedor: Você lê Pardal quando vai degustar, diz: “Humm… que bom!” Até eu que sou vendedor da Pardal fico confuso se é Pardal ou se é Kibon. E também, gente, ainda tem mais. É bom também aproveitar que está secando. Mas não é o carrinho. São minhas pernas, de tanto andar.

Cliente: (Risos estridentes)

Vendedor: Ainda tem mais também! É bom aproveitar porque eu só passo aqui agora quando eu vier outra vez. Mas é bom agora, talvez outra vez eu não tenha mais. E vocês estejam a degustar e eu perco a venda. E ainda tem mais também! É bom aproveitar porque eu vou lá onde eu vou e eu só volto quando eu vier. Agora é bom também lembrar que você, se vocês chamarem eu volto se eu vier.

Cliente Feminina: (Mais risos estridentes que cobrem a piada do vendedor… humpf)

Cliente Masculino: Traga um de morango pra mim. A-GO-RA

Vendedor: Ó, caso alguém peça algum que eu não tenha, eu peço desculpas, como eu falei, o de morango eu não tenho mais. Agora eu só tenho goiaba, castanha, brigadeiro, flocos, tapioca, biscoito…

Isso já foi sucesso

A moda é tão pasageira quanto um resfriado. A velocidade com que algo entra em moda e depois é jogado para o limbo da memória equivale a fama de um Ex-Sem Saída (ninguém lembra desse programa com o Márcio Garcia, né?). Num sexta-feira a noite, sem nada de mais útil para fazer, comecei a revirar o grande baú de naftalina que é o Youtube e pesquei alguns clipes que, vocês vão ter que acreditar, já foram febre, sucesso entre a molecada (já posso ser redator do Jornal Hoje, não é?).

Começaremos por uma banda de um só sucesso. O P.O. Box SÓ teve Papo de Jacaré. Tem que ser MUITO fã para lembrar qualquer outra música dos caras. BTW, o vocalista, na foto do clipe abaixo, é a cara do Zeca Pimenteira, do Zorra Total. No mais, eu vou bater uma real. Essa música tem uma poesia só dela. Suburbana, latino-americana.

Se você tiver estômago para continuar, saiba que o próximo clipe é uma bomba. Uma não. Várias bombas. O movimento é sensual, mas o cabelo do integrante do grupo BragaBoys não é. Até o Cumpadi Washington consegue ser mais sensual que isso.
Um detalhe que eu só reparei na terceira vez que ouvi essa, hã… produção. O vocalista tem um probleminha de dicção e canta: “e os MAMANJOS se joga, bomba” (1:46). Nada que estrague a obra-prima. Tem até comunidade para o ” uma mão vai na cabeça” (dica da @larifantazzini)

Pelo menos o clipe termina (sim, ele termina!) com o apelo de todos os que o assistem: ” E acaba, e acaba, e acaba, acaba acaba logo“. Ah, alguem pode me explicar o que são so momentos 1:13 e 1:27?

Depois de um monte de marmanjo suado e sem camisa (e com os cabelos cuidados pela Paulo Bonfá Ringling Brothers Capillar Consultants), vamos mudar de gênero, mostrando uma pérola de As Meninas. Afinal de contas, o que significa a expressão ” Bomxibom bombom”? Independente disso, as músicas continham letras com uma conotação bastante politico-social, o que é difícil de imaginar num grupo de axé. Geralmente, esse gênero prioriza a bunda e não o cérebro. Claro que As Meninas também rebolavam, e muito, diga-se de passagem, mas uma letra com “O rico cada vez fica mais rico e o pobre, cada vez fica mais pobre” é pra se pensar. Talvez o charme esteja em criticar o situação e balanaçar a busanfa ao mesmo tempo. Antagonismo que rendeu algumas milhares de cópias vendidas.

Note que o clipe contém algumas cenas da mais alta bizarrice. Freiras dançando e alunos com falta de sincronia na sala de aula. Além da beleza das integrantes do grupo, que deve ser notada. Genial. Onde elas foram parar?

Pata terminar esse texto, um sertanejo. Sandro e Gustavo fizeram bastante sucesso há alguns anos, até que um deles acabou falecendo devido a um câncer. A dupla se desfez, mas deixou em seu legado uma jóia que é a música Garagem da Viznha. Talvez seja a canção com mais “duplo sentido” da história da música.

Não achei o clipe original, portanto, serei obrigado a postar aqui uma versão alternativa, lá de Portugal. Ela não muda em nada a essência da música. O carro continua dentro e cocos de fora. Se não der pra usar a garagem da frente, usaremos a do fundo. E assim por diante:

O que todos esses clipes tem em comum? O refrão. Os quatro clipes que eu mostrei logo acima tem um refrão de fácil repetição (rima involuntária) e que é cantado várias vezes. O refrão gruda no subconsciente e você acaba compelido a travar o botão repeat do cérebro. Disse no Twitter que, na manhã de sábado, acordei com ressaca cultural, já que fui obrigado pelos ossos do ofício a assistir essas pérolas mais de uma vez.

Tocando em rádios e em programas de televisão, essa minha ressaca cultural acaba disseminada para as massas, causando sucessos meteóricos, mas que no fim não se sustentam. Todos os grupos acima sumiram, se desfizeram…. É difícil de crer, mas isso já foi sucesso.

PS: O rapaz do último clipe é um talento nato. Cidadão corajoso. Não e fácil pagar um mico desses e saber que já foi visto 893.440 vezes

Teleton 2009: Você Lembra?

Pouca gente sabe ou lembra que o Teleton Brasil tem 12 anos de exibição. Começou em 1998, com a mesma proposta dos Teletons da América Latina, tendo no Chile e no México seus maiores exemplos. Naquela época, não foi possível formar um pool de emissoras, ou seja, todas as redes de televisão importantes transmitirem o programa ao mesmo tempo, com as mesmas imagens. Minha memória diz que havia uma coluna no fim do palco, no lado direito de quem assiste, com os logos dos participantes: Globo, SBT, Bandeirantes (ainda com o vermelhinho), Record (com o dourado clássico) e, se não estiver enganado, Cultura e a saudosa Manchete.

Ironicamente, são raras as imagens desse pool, que acabou sendo formado em 1999. Vasculhei o Youtube e ainda recorri ao mago das pérolas e vídeos antigos da televisão brasileira, o Neto e nem ele tem. Talvez o SBT guarde essas imagens em algum canto, entre um Aqui Agora e um Programa do Ratinho.

O registro mais antigo que encontrei foi a abertura do Teleton 1998, com o discurso sempre cativante e motivador de Silvio Santos, que vocês tem a oportunidade de acompanhar agora:

Note que a meta, mais de 10 anos atrás, era 9 milhões de reais. Hoje a meta supera o dobro disso, sinal de que o Teleton firmou-se como compromisso sério e tem sua credibilidade atestada pelas maiores empresas do país e pelo povo brasileiro.

Também é curioso notar os problemas sociais enumerados por Silvio Santos. Infelizmente ainda não foram superados, prova de que caminhamos, contudo ainda temos uma longa estrada para percorrer.

Já que estamos falando de memória, selecionei alguns momentos clássicos e inusitados dos Teletons. Clique no título de cada um para assistir.

1 – O gol que valeu 1 milhão
Se você assistiu o vídeo acima até o fim, viu que Silvio Santos afirmou que quem ligasse doando, concorreria a 1 milhão de reais no Gol Show. E não é que aconteceu? A bola sai do canhão direto para o ângulo esquerdo do goleiro, que nada pôde fazer. A impressão é que nem ele acreditou. Curioso também é a reação da galera, ao fundo. Nem todo mundo percebeu aonde a bola tinha entrado. Boa Eliseu!

2- Hebe e Silvio na Dança do Siri
Em 2007, Hebe ofereceu para Daniela Mercury – a dona da cidade e do amor de Julieta e Romeu – 5 mil reais para que ela convencesse Silvio Santos a dançar uma dança angolana de nome impublicável, diga-se de passagem. O patrão topa e ainda faz Hebe dançar. Aliás, Silvio dança bem melhor que a Hebe, verdade seja dita.
Mas esse momento bizarramente antológico da televisão não poderia terminar sem as cornetas e os passinhos pros lados da Dança do Siri. Para completar, Silvão tirou uma casquinha da baiana. Nem o pessoal da bancada conseguiu ficar sério…

3 – Marília pêra e Leo Jaime sapateando (?)
Essa é imperdível. Claro, não pela competente Marília Pêra, que já sapateava em seus espetáculos Brasil afora, mas pela inusitada aparição de Léo Jaime, já com uma pancinha saliente. Obviamente ele não foi chamado por acaso e é surpreendente descobrir que no an0 de 2009 ele fazia parte da peça, a sugestiva Victor ou Victória. (Contribuição do Neto)

4 – O Selinho de Gil e Silvio
Foi no Teleton 2001 e, infelizmente, não achei registros em vídeo. O que fica para a posteridade é a foto do momento que foi, inclusive, argumento para Hebe Camargo conseguir também beijar o patrão. Ainda bem que é a Hebe, certo, dona Íris?

Silvio e Gil

UPTADE: Graças ao @lucasribeiroflr consegui organizar a ordem cronológica dos acontecimentos. O primeiro Teleton realizado no Brasil foi mesmo em 1998, apenas no SBT. Em 1999, aconteceu o pool, mas a transmissão foi gerada a partir dos estúdios da TV Cultura. O único vídeo que achamos foi o da fafá de Belém e Silvio Santos cantando a música tema do Teleton.
Em 2000, o show foi realizado no via Funchal e desse aí nem o Lucas tem imagens em breve eu posto as imagens aqui, fornecidas por ele… e o Lucas conseguiu de novo. A imagem abaixo é do palco e o telão mostra a parcial de arrecadação da época…

teleton00pl - Cópia

TELETON 2009: EU TAMBÉM ME MOVO.

Jogando com a Lei – O Vídeo

As vezes as palavras não são suficientes para descrever um fato. As vezes é necessário uma imagem, um som para que assim se torne indubitável que o fato realmente aconteçeu.

Num esforço hercúleo, reuni tuda a minha coragem que estava espalhada por todos os cantos da sala (achei até alguns pedaços no quintal, tentando uam fuga em desabalada carreira) e saí às ruas para filmar o bingo, que felizmente já foi fechado. Sim… aquele mesmo que denunciei em fevereiro e obtive resultados me junho. Essa filmagem estava comigo ha muito tempo, mas não conseguia converter para jogar no Youtube.

Como presente de aniversário, no entanto, consegui deixar o vídeo próprio para upload e aqui está, em primeira mão, o Bingo da Av. dos Expedicionários funcionando numa sexta-feira, por volta das 22 horas.

Não sou insano ao ponto de arriscar minha vida tentando imagens internas. Os seguranças na porta eram suficientemente grandes para me manter afastado a uma distância segura. A missão, no entanto, foi cumprida. É bem visível a movimentação na porta, e, em dado momento, é possível observar uma televisão na parte interna e a voz feminina dizendo: “RODADA AINDA SEM DONO”… ou algo assim.

Espero que tenham apreciado esse trabalho investigativo. Infelizmente ainda não foi possível descobrir mais sobre os donos ou chefes. Um dia ainda teremos os nomes.

E não é que esse terceiro ano começou fenomenal?

Não assista

Nos áureos tempos da MTV, Marcos Mion usava seu pé-de-pano para demonstrar, no Chroma Key, as falhas e bizarrices dos clipes. Pérolas que você nunca tinha notado ficam tão claras quanto o mar das Bahamas. Mion até tentou levar o quadro para Bandeirantes, mas seu “Sob Controle” – com o Repórter Vesgo no papel de Corvo – foi um fracasso.

Não sei se o clipe abaixo já foi explorado nesses moldes, mas vale a pena uma análise. O nome do conjunto é Underdog Project e a música é Saturday Night:

Recuperou-se? Ótimo! Vamos por partes, pois há muita coisa a se falar sobre essa aberração.

Comecemos pela cabeça giratória. Acho que nem nos clipes do Rodney Di encontramos algo tão horroroso. Repare que a mesma cabeça faz as vezes de ponto-guia no karaokê. Por que alguem tem a brilhante idéia de colocar uma cabeça? Por quê? Por que?

Passemos agora para aquele Chroma mostrando uma estrela. Deviam prevenir contra um possível ataque de epilepsia antes de exibirem o vdeoclip. Dói a vista ficar olhando por muito tempo. Agora juntemos a cabeça giratória com o Background de estrela (aproximadamente aos 2:22) e temos uma tosquice sem tamanho. Não podiam simplesmente deixar os dois monstrinhos quietos, separados?

Esqueçamos isso. Concentremo-nos, pois, na sequencia a partir do instante 0:35. O diretor desse clipe deve ser muito fanfarrão. O Joselito com a camisa de basquete do Flamengo simplesmente dá aquela conferida na validade do desodorante e percebe que.. bem… a cara do sujeito diz tudo. Logo em seguida uma mulher dá aquela ajeitada na comissão de frete, como se fizesse alguma diferença no resultado final. O take não acaba sem antes a moçoila se virar para ir embora (ou de vergonha, sei lá…)

Já no próximo take, todos os figurantes contratados para o clipe aparecem pulando e festejando sei lá o que para a câmera aérea. E sim.. lá está ele… o rapaz do desodorante vencido! Genial! Para onde você vai quando seu desodorante vence? Para uma balada pular de braços erguidos com as gatinhas, claro…

A coreografia é um show a parte. Vou ser sincero. Não consegui identificar se as dançarinas no instante 2:53 são trigêmeas ou simplesmente parecidas. Há a hipótese de serem a mesma pessoa mas eu não acredito que eles economizariam a tal ponto. Pensando bem eu acredito. Aliás… parece bem plausível.

Vestuário: Gostei da uniformidade. O corpo da cabeça sem dono veste-se de pagodeiro. Outro dos cantores está fantasiado de rapper  e um terceiro usa uma camisa da Roma (creio eu) com o patrocínio da US Angles, que nunca existiu nos mais de 80 anos do clube italiano. Um grupo unido, sem dúvidas.

Uma última observação. Se eles falam quase todos os dias da Semana (Monday, Tuesday, Wednesday, Thursday, Friday), aonde está a explicação lógica para separar a palavra Saturday? Algum trocadilho que eu não peguei? Tem haver com a pequena pausa na pronúncia? Algo a se pensar.

Por fim, a cena mais emblemática desse clipe. DJ Frank (sim, esse é o nome dele) joga o disco bolachão para bem longe. Definitivamente Underdog.

As Esquetes de Courtemanche

Os franceses estão em alta nesse blog. Depois das invasões nada convencionais de Remi Gaillard, agora é a vez de um ator que mistura a insanidade de Jim Carry, o modus operandi de Mr. Bean e a habilidade dos Barbixas.

O nome desse franco-canadense é Michael Courtemanche e o vídeo abaixo mostra o que ele faz:

Não… não é uma miragem. Ele está sozinho nessa cena. Michael tem uma habilidade fora do comum quando o assunto é mímica e suas esquetes são verdadeiras obras primas do solo. Os elementos que ele usa são puramente visuais: Mudanças de velocidade e onomatopéias. O mais interessante desses efeitos é que ele consegue reproduzir aqueles utilizados em desenhos. Parece que é possível enxergar os passarinhos em volta da cabeça de quem leva uma cacetada ou a fumacinha saindo da cabeça dos mais enfezadinhos..

Ele nasceu em 11 de dezembro de 1964 e já se apresentou em países como França, Bélgica e Suiça. Além de centenas de espetáculos solo, participou de filme como Nuit des Noces, Karmina II, e Le Ballade de Titus. Não faço idéia do nome em português, já que extraí direto de um site gringo. Também teve programas próprios, como o The World of Courtemanche.

Conheci o comediante numa das intermináveis reprises do Just for Laugh (traduzido para Só Rindo), do MultiShow. Esse espetáculo, na verdade, é realizado no Canadá, como parte de uma feira de humor. Os artistas se apresentam nas ruas de Montreal e os melhores acabam se apresentando no palco central. Só para se ter uma ideia, o prório Rowan Atkinson já participou do festival, considerado um dos mais importantes do mundo.

Desde 2002, Michael Courtemanche passou a produzir um sitcom chamado Camera Café. Calma. O Câmera Café francês é mais engraçado do que a versão produzida pelo SBT, que foi ao ar no final de 2007. Durou só 4 meses. Aliás, os atores da versão brasileira só descobriram que estavam demitidos quando chegaram para gravar. Muito feio, seu Silvio!

Assistir a apenas 1 quadro é pouca coisa. Quase como comer amendoim. Portanto, é IMPRECINDÍVEL  que você confira:

>> A Paternidade (parte 1)
>> A Paternidade (parte 2)
>> O Samurai

No Youtube você pode encontrar muito mais. Quer coisa melhor para alegrar essa quarta feira pós feriado?

Rémi Gaillard: O Verdadeiro Impostor

Daniel Zuckerman tem se destacado como O Impostor, no Pânico na TV. O cidadão invade locais VIP sem autorização alguma (supostamente) e realiza missões predeterminadas, como se fosse um agente secreto. Recentemente tirou fotos com Sylvester Stallone, dentro da área exclusiva para a equipe do filme, se fazendo passar por um gringo funcionário do eterno Rocky/Rambo. Veja o quadro no Youtube.

Como de costume, a ideia de se tornar um bicão profissional não é original. Na França, Rémi Gaillard realizou façanhas difíceis de acreditar quando contadas.  Entretanto, nem o cético São Tomé resiste aos vídeos – que não são amadores – que registram as burladas na segurança. Dois casos chamaram muito a atenção, principalmente pela demora na identificação do cidadão. Ah se fosse um homem bomba!

Impostor no Volley
Num jogo pela Liga Mundial de Volley, no ano de 2002, Remi vestiu um uniforme muito parecido com o da seleção nacional, entrou em quadra COM a equipe, cantou perfilado La Marseillaise (Tremblez tyrans, et vous perfides!) com todo o fervor, cumprimentou os adversários como manda o fair play e… foi expulso. É inacreditável que só tenham percebido a presença do intruso muito depois. Repare que ele é o único que não tem número na camisa, mas mesmo assim ninguém se atreve a perguntar o que ele está fazendo lá.

Antes que você me pergunte: Não.. ele NÃO foi preso.

Impostor na Copa da França
Essa é difícil de acreditar, porém é verdadeira. O juiz apitou o final do jogo decisivo da Copa da França (similar a Copa do Brasil). Os campeões – alguem sabe quem foi? Não consegui identificar o uniforme -  foram receber o troféu na tribuna do Stade de France e adivinhe quem estava lá? Ele mesmo: Gaillard. Abraçou os “companheiros de time”, conseguiu entrar no gramado, comemorou em frente às câmeras e, como não podia deixar de ser, ainda conseguiu trocar vibrações com a tão cobiçada taça. Na verdade ele conseguiu erguer a taça e aparecer em muitas fotos agarrado a ela.
Antes de ser expulso, deu autógrafos e recebeu os cumprimentos do Primeiro Ministro francês – na época Jaques Chirac – como se fosse um jogador de verdade.

Eu sinceramente duvido que a versão brasileira consiga chegar nesse ponto. Claro que nunca podemos duvidar da magia da televisão e nem esquecer que o Silveira (ou o Silveirinha, sei lá) já conseguiu participar do aniversário de meio milênio da Hebe e do José Dirceu, além de surrupiar uma bola oficial da seleção autografada pelo Dunga. É bem capaz do Sr. Zuckerman acabar recebendo um trato todo especial do pessoal da segurança. Como disse o @lapena, algo como o serviço de bordo dos trens cariocas, que distribuem bolachas aos passageiros.

Aqui não é a Europa. Muito pelo contrário.

O emocionante mundo dos Debates

Na época eleitoral do ano passado, cheguei a escrever um texto no qual me dizia fã do horário político. Está certo. Sou realmente fã daqueles 20 minutos nos quais os candidatos tornam-se perfeitos e afirmam que, dessa vez, vão trabalhar.
Contudo, não tive o insigh de escrever especificamente sobre os Debates. Essa, sem dúvida, é a melhor parte da longa caminhada que o eleitor e o candidato são obrigados a fazer, a cada 2 anos. Antes tarde do que nunca, quero me redimir dessa falha.

Antigamente os debates podiam ser comparados com os espetáculos do Coliseu. Não raro eram dedos em riste, acusações pesadas, gritos… um verdadeiro circo. Veja alguns cizânias eleitorais:

Paulo Maluf X Leonel Brizola (participação especial de Gabi)
Esse embate diante das câmeras aconteceu no 1° turno das eleições para presidente em 1989, portanto, a primeira com participação popular após a ditadura. Em cena Maluf e Brizola tem seu momento de troca de farpas. Transcrevo o trecho mais exaltado:

M: Quem é desequilibrado não pode ser Presidente da República (risos da platéia).
B: Dá licença senhor deputado
M: Não lhe dou a palavra. NÃO LHE DOU A PALAVRA!
B: (Algo inteligível, aos risos).
M: (Com o dedo em riste) NÃO LHE DOU A PARTE! NÃO DOU!
B: Um filhote da ditadura!
M: DESEQUILIBRADO! DESEQUILIBRADO!
B: Um filhote da ditadura!
M: DESEQUILIBRADO. Passou 15 anos no estrangeiro e não aprendeu nada! (risos da platéia) E o pior… não esqueceu nada! (risos e aplausos (?) da platéia) Continua o mesmo de quando foi…
B: (rindo) Ele está é de Malufismo nesse debate. MALUFISTA! (aplausos da catita platéia) MALUFISTA!

Então segue-se uma discussão que não deixa ninguém entender lhufas. Ao fundo, a voz de Marília Gabriela chamando o intervalo comercial.

Na volta, um pequeno editorial pedindo para a platéia parar de se manifestar. Era melhor que a platéia obedecesse, caso contrário… bom, veja você mesmo:


Evacuar… a platéia!

Franco Montoro X Jânio Quadros
Como não lembrar do embate entre Franco Montoro e Jânio Quadros? Nesse debate, um dos primeiros realizados na televisão, Montoro faz uma citação sobre o Jânio, que pergunta “mas onde está escrita essa informação?” e o Montoro: “está aqui o livro” e, num passe de mágica, tira-o debaixo da bancada.

Jânio pergunta quem é o autor do livro. Montoro pára, olha e diz: “Depoimentos de Carlos Lacerda” (leia-se inimigo ferrenho de Quadros). “Ahhhhhhhhhhh sim, mas está dispensado da citação! Refere-se a Asmodeu ou Satanás”, responde o suado velhinho. E a platéia cai na gargalhada, aplaudindo. O próprio Montoro não aguenta e ri também..

É quase como se alguem começasse a atacar o Juca Kfouri e dissesse que a fonte das acusações é o Milton Neves. Ou vice-versa.

O vídeo abaixo traz a compilação de vários bons momentos em debates. Vale a pena ver:

História brasileira… SEMPRE vale a péna relembrar.

Seu Madruga casa-se com Dona Clotilde!

O título não podia ser mais autoexplicativo. Depois do texto sobre a América, volto a falar de Chaves, mas em caráter explosivo. Nitroglicerina pura.

Quem conhece o seriado sabe que a Dona Clotilde insinua-se constantemente ao seu Madruga (e isso não tem nada a ver com a repetição de episódios). Mandando colônias, bolos, tortas e frangos assados, espera ganhar o coração de Don Ramón, pescando-o pelo estômago. Aqui no Brasil as tentativas são totalmente frustadas, mas no México não foi bem assim.

O vídeo abaixo é espetacular. Uma raridade encontrada somente com São Youtube. A cena que todos um dia já se perguntaram se podia acontecer foi gravada e exibida. O Casamento de Seu Madruga com Dona Clotilde!

Vamos explicar essa história direito:

Esse episódio é um dos ditos “Episódios Perdidos”. Creio que apenas o México pôde assisti-lo, já que no Brasil, no Panamá, Chile, Bolívia e em muitos lugares não há registro de exibição.
Tudo não passa de um sonho do Chaves. Na versão completa (que pode ser vista aqui), uma confusão se estabelece quando a Pops deseja que  Don Ramón case-se com Clotilde. Todo mundo leva a sério, inclusive a Bruxa do Setenta e Um. Aí o pobre órfão tem mais uma de suas alucinações.

Confesso que ri alto quando o NhoNho apareceu de coroinha. Confesso também que não consegui identificar o que Dona Florinda levava nas maõs… parece um terço. Também não consegui entender porque há um convidado vestindo a camisa do Palmeiras…

É interessante notar a mudança na qualidade da imagem, da vila e na caracterização dos personagens. Repare também que o Quico não aparece, mostrando ser um episódio recente (ou o que se pode chamar de recente em termos de Chaves).

E o primeiro episódio? Não consegui encontrar a cena na qual o menino entra na vila com roupas largas, mas o de baixo é, certamente, da primeira fornada. A camiseta amarelo-gema e a localização da casa são o charme dos episódios dessa época.

Mas e o último? Para muitos, o último episódio foi o de Acapulco, quando Quico despediu-se da série. Para outros foi o quadro exibido em 1992, no programa Chesperito (Roberto Bolaños tem muitos outros personagens) Mais uma escolinha e com com um Professor de Cabelos Brancos.

E chega de vídeos por hoje. Isso, isso, isso!

E pro Carlão, nada?

Nem todo mundo sabe, mas hoje aniversaria o amigo Carlos Lemes Júnior.
Estamos juntos aqui blog há uns bons meses, mas nossa amizade começou em meados de 2003, quando estudamos por algum tempo no mesmo colégio. Nós, na época jovens que sonhavam com um futuro no jornalismo, não poderíamos imaginar que 6 anos depois estaríamos a frente de blogs, ambos em faculdades (eu em Administração e ele em… Jornalismo, claro.) e, melhor de tudo… ainda amigos!

Este humilde espaço na internet só tem a parabenizar o Carlão pela coragem, pela inteligência e informar que centenas de pessoas já leram o que o Carlão tem a dizer, inclusive em Angola, nos Estados Unidos e no Japão….

Como presente de aniversário, vai um vídeo inédito. É uma rápida entrevista com o ministro da Comunicação Social Franklin Martins. Ela foi realizada em uma sala reservada à impresa. O único aluno que conseguiu acesso à essa sala foi o nosso Carlão. 

Parabéns Carlão!

Elefante no Fusca

Há uma velha piada que diz o seguinte: “Como você faz para colocar 5 elefantes dentro de um Fusca?”
A resposta é: “Fácil! Abra a porta, coloque 3 elefantes no banco de trás e 2 nos bancos da frente!”

(Claque de risadas do Chaves)

O vídeo abaixo visa demonstrar a técnica, mas, ao invés de elefantes, são singelas cobaias humanas.

“Vai! Isso… só mais um passinho pra trás!”

E você achando que seu ônibus das 5:15 é que era lotado, né?

Visto lá no Fail Blog

Barquinho flutuante

Esse vídeo é digno de Mundo Gump (se o Philip já postou, perdão). Pelo que dá para perceber, a experiência foi feita em sala de aula, creio que de uma universidade.
Um professor coloca um gás dentro de um aquário tapado com uma fina folha de isopor. Depois, retira o isopor e coloca um barquinho feito de folha de alumínio….

O que acontece em seguida você vê no vídeo abaixo:

Impressionante, não?

Pesquisei um pouco sobre o assunto e descobri que o gás usado é o exafluoreto de enxofre . Segundo o blog Ensino Física Química esse gás é mais de 5 vezes mais denso do que o ar à pressão de 1 atmosfera e à temperatura de 25 ºC (a famosa CNTP).
O nome exafluoreto de enxofre não está te lembrando nada? Talvez você não saiba, mas é ele o responsável por engrossar vozes quando inalado. A Eliana adora brincar disso em seu programa…
Ainda segundo o blog, é o gás de efeito de estufa mais potente, utilizado fundamentalmente na indústria eléctrica como um dieléctrico isolador – seja lá o que isso signifique….

PS: Esse post tirou do ostracismo a categoria vídeo… prometo postar mais dessas coisas daqui para frente.

Vitrolix: Eduardo Dussek em “Nostradamus”

Em comemoração ao estupendo (ha!) resultado obtido com o funcionamento do acelerador de hádrons – o tão comentado LHC – resolvi estrear mais uma seção aqui no Idéia Fix. Ela juntar-se-á (uhhhh… mesóclese) com o Opinix, o Grandes Quadros, Ídolos do Brasil e outras séries que eu já inicie.

Vitrolix vai relembrar músicas que, se não fizeram grande sucesso, pelo menos tenham alguma mensagem irônica, curiosa ou que tenham a ver com algum tema em debate na mídia, mesas de bar e até em blogs….
Como a seção chama-se Vitrolix e não MP3mix, darei prioridade para músicas antigas…. e nacionais (antes que algum fã de RBD me venha com chorumelas….).

Hoje, tiro do baú uma música do grande Eduardo Dussek, que fala justamente do fim do mundo. A letra é um misto de sonho com ironia e foi escrita na época do brega-rock. É interessante imaginar um clip para essa música com base nas informações que ele dá.
Note também que ele usa palavras pouco comuns: fumê, carcomer, vodoo, Carlota….
Queria também dar um destaque para as estrofes 2 e 4.

Sem mais enrolação, Eduardo Dusek, cantando Nostradamus no Rock in Rio (no Rio!), lá no longínquo ano de 1985:

A letra está aqui, para cantar e encantar (urgh):

“Naquela manhã
Eu acordei tarde, de bode
Com tudo que sei
Acendi uma vela
Abri a janela
E pasmei

Alguns edifícios explodiam
Pessoas corriam
Eu disse bom dia
E ignorei

Telefonei
Pr’um toque tenha qualquer
E não tinha
Ninguém respondeu
Eu disse: “Deus, Nostradamus
Forças do bem e da maldade
Vudoo, calamidade, juízo final
Então és tu?”

De repente na minha frente
A esquadria de alumínio caiu
Junto com vidro fumê
O que fazer? Tudo ruiu
Começou tudo a carcomer
Gritei, ninguém ouviu
E olha que eu ainda fiz psiu!

O dia ficou noite
O sol foi pro além
Eu preciso de alguém
Vou até a cozinha
Encontro Carlota, a cozinheira, morta
Diante do meu pé, Zé
Eu falei, eu gritei, eu implorei:
“Levanta e serve um café
Que o mundo acabou!”

Dussek também tem site oficial. Lá você encontra links para o MySpace, o perfil dele no Orkut (pode acreditar, é o verdadeiro…) e ainda pode baixar algumas músicas…. Bem bacana.