Momento poético

Escombros

Eu tento sair desses escombros
que estão em cima dos meus ombros
para tentar ver a luz que a você me conduz

Esse grito preso na garganta
ninguém arranca
Não saio da estaca zero
Já nem sei mais o que de você
Eu espero.

Isso já me cutuca, machuca
Muito.
A cada minuto
O mundo cai na minha cabeça
E não há nada que floresça
Deixando apenas escombros….

Eu vou ver você…
Pôr tudo em pratos limpos
Irei atrás da minha felicidade
Nem que seja no Monte Olimpo
E andar, andar por toda a cidade.
A felicidade está no seu rosto
E assim, finalmente,
Tirar esse peso da minha alma

Sem levar nenhum tombo…

 

E com 5 retas é fácil fazer uma bandeira…

Bem vindos visitantes da Galeria Idéia Fix de Arte! Nas salas anteriores, vocês puderam apreciar os Nenúfares de Monet e a Grande Onda de Kanagawa (não… Kanagawa não é o pintor). Agora vocês terão a oportunidade de observar uma obra única da história da arte brasileira:

Bandeirinhas - Alfredo Volpi

Sim.

Bandeirinhas.

Alfredo Volpi, autor do quadro, teve a manha de criá-lo com 20 míseras bandeirinhas de festa junina croata e ser aclamado gênio da arte plástica brasileira. 20 MÍSERAS BANDEIRINHAS!

Por incrível que pareça, esse não foi o único quadro em que Volpi exercitava toda a sua criatividade. Ele também criou Bandeirinha (sim.. no singular) – dessa vez com apenas 12 delas.
Se você acha que acabou, está errado. Mais bandeirinhas aqui, aqui, aqui e aqui. Surpreendentemente ainda tem mais. É só escolher sua bandeirinha favorita

Os intelectuais metidos a besta críticos de arte interpretam essa fase como “abstraccionismo geométrico.” Segundo a Wikipédia, “o Abstraccionismo geométrico, ao contrário do Abstraccionismo lírico, foca-se na racionalização que depende da análise intelectual e científica. Foi influenciado pelo Cubismo e pelo Futurismo”.

Em função disso, recebeu o prêmio de melhor pintor nacional na segunda Bienal de São Paulo, em 1953.

Pronto.. pode parar de se contorcer agora.

Obviamente, o pintor ítalo-brasileiro não fez só isso. Ele também pintou fachadas.

Ok, elas são um pouco mais elaboradas que bandeirinhas, mas ainda sim são fachadas.

Alfredo Volpi, apesar do tom crítico desse texto, merece um espaço de destaque no seleto time de ótimos pintores brasileiros. Não é para qualquer um pintar bandeiras – coisa que qualquer criança da 5ª série consegue – vender esses quadros e ainda ganhar dinheiro com isso. Fora o fato de ser autodidata em relação à arte.

Simplicidade, as vezes, faz toda a diferença… Van Gogh que o diga.

O blog Isso é Bossa Nova fala com mais propriedade do que eu sobre a obra de Volpi:

“Sobre a importância de Volpi para a arte brasileira não há vozes discordantes. Historiadores, críticos, artistas (de várias gerações e escolas) e apreciadores da arte caracterizam Volpi pela sua singularidade, independência e originalidade.
Volpi não participava da roda dos intelectuais da época.
Afinal, veio de uma classe social menos favorecida e excluída, frente aos modernistas…(esses detalhes na arte me fascinam ).
Era um imigrante. “

E fim de texto.

Opinix: Roupa Nova

Se você minha cara se acha… TÍMIDA e um pouco SENSUAL, com a FELICIDADE de fazer A VIAGEM SEGUINDO NO TREM AZUL, numa CANÇÃO DE VERÃO, sentindo o SAL DA TERRA que é LINDA DEMAIS, esperando CLAREAR para ver o BEM MAIOR dizendo DEIXA O AMOR ACONTECER, usando um lindo SAPATO VELHO fazendo TUDO BEM SIMPLES como um ANJO com um sorriso aberto e uma ROUPA NOVA.

Eu sou o COMEÇO MEIO E FIM, que sempre está DE VOLTA PRO FUTURO em UM LUGAR NO MUNDO, sonhando um VÔO LIVRE pra entender que OS CORAÇÕES NÃO SÃO IGUAIS; querendo viver UM SONHO A DOIS pra ser A METADE DA MAÇÃ, com um CORAÇÃO PIRATA pedindo VOLTA PRA MIM porque ANDO MEIO DESLIGADO.

Clique na foto para acessar o site oficial

A banda é formada por Kiko, Feghali, Serginho, Paulinho, Nando e Cleberson com mais de 30 anos de estrada. Com certeza uma das maiores bandas vocais “terráqueas” de todos os tempos… (Sim, porque os “Beatles” são de outro planeta).

PS: Texto adaptado por mim e feito pela amiga Talita (hiperfã dos caras).

PS 2: Tudo que está com letras maiúsculas são títulos de músicas compostas e regravadas pelo grupo

Ninféias: do jardim de Monet para a história

Bem vindos à GIFA – Galeria Idéia Fix de Arte. Para retornar uma sala, favor clicar aqui. Para continuar nessa sala, é só ler o texto abaixo. Obrigado e boa estadia…

O cineasta Gláuber Rocha certa vez pronunciou uma frase que marcaria a história do cinema brasileiro, a famosa “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão“.
Comparar Gláuber com Monet seria uma idiotice, até porque falamos de áreas distintas, entretanto, o que eu quero demonstrar é que a idéia de Gláuber pode servir como interpretação para a série Ninféias, de Monet.

Explico:

Muitos artistas procuram inspiração no improvável, no inusitado, na idéia introspectiva da vida, no ideal de liberdade do ultra-realismo fantástico que acarreta desigualdades e nos torna acepipes da vã política sócio-idealista…. Já Claude Monet passou os últimos 30 anos de vida abrindo a porta de casa e pintando o próprio jardim. Simples assim… como uma idéia e uma câmera.

Desse ato banal nasceu a série Ninféias, que, entre as 8 outras obras, inclui “O Tanque de Nenúfares“. Só para efeito de constatação, nenúfar é uma planta aquática perene. Isso… uma vitória-régia.

Eis o famoso tanque:

Muitos entendidos no assunto ressaltam que a série Ninféias é a síntese da obra de Monet, que, por sua vez, é o mais importante representante do Impressionismo (o termo, inclusive, nasceu do título de um dos quadros de Monet, chamado de “Impressão – nascer do Sol”).

Um detalhe essencial (se é detalhe, não deveria fazer diferença, maaass…) para se apreciar os quadros de Monet – em especial os nenúfares – é contar com a presença de luz. Veja o relato de uma visitante do Museu L’Orangerie sobre isso:

Quando cheguei, o tempo estava nublado; de repente, o sol se abriu e… uau! Uma nova e esplendorosa visão! As ninféias adquiriram outros tons e cores, como eu jamais vira, quase que um milagre, instantaneamente! Parecia que eu olhava para outras obras! Elas pareciam estar acesas, em especial um dos painéis, no qual o amarelo predomina. Nunca pensei que a diferença seria tão grande – mas bem faziam os impressionistas que aclamavam o sol em suas pinturas!

Depois do relato acima, me reservo no direito de não comentar mais nada.

Quer ver os quadros dessa série? A recém inaugurada GIFA pode te ajudar:

Bônus Track: Recomendo vivamente que visitem o excelente blog “Com saudades de Paris?” – exatamente da onde eu tirei o comentários sobre a luminosidade. Garanto que vocês lerão textos muito bem escritos e fotos muito bem tiradas da Cidade Luz.

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Uma Grande Onda… de arte

2008 é recheado de datas marcantes: 50 anos da Bossa Nova, 50 ano da 1ª Copa do Mundo conquistada pelo Brasil e os 200 anos da chegada da Família Real Portuguesa.
Porém, a data que mais está mobilizando os meios de comunicação é a comemoração aos 100 anos da chegada do Kasato Maru ao porto de Santos. Junto com ele, nada mais, nada menos, que 781 imigrantes japoneses desembarcaram e iniciaram vida nova em terras brasileiras.

Entretanto, esse texto não falará sobre a imigração. Toda essa introdução, na verdade, não tem nada a ver com a série que inicia-se hoje, aqui no Idéia Fix.
GRANDES QUADROS mostrá exatamente o que promete: grandes quadros. Na verdade, não são quadros extensos ou famosos, mas sim aqueles que carregam alguma importância.
Agora eu retomo minha introdução para apresentar o 1° quadro:

A Grande de Kanagawa

Esse quadro faz parte da série 36 vistas do Monte Fuji – na verdade, a série tem 46 gravuras – e é a mais famosa de Katsushika Hokusai.
Essa obra é uma xilogravura. Segundo o blog Murro Diário: “A xilogravura é a arte de preço acessível: o artista entalha o desenho na madeira, passa as tintas e vai imprimindo as cópias, várias, seriadas ou não, limitadas ou não, enquanto a madeira resistir ao desgaste ou até a quantidade desejada pelo artista. Assim, Hokusai deve ter vendido dezenas, centenas ou milhares de reproduções da grande onda de Kanagawa.

Analisando a obra é possível perceber uma grande onda prestes a chocar-se contra o barco de pescadores. Ao longe, o Monte Fuji.
A onda, no caso, pode ser interpretada como as garras da Mãe Natureza (observe a espuma) agindo sobre a tecnologia e conhecimento humano. Quem vencerá essa batalha?

O quadro também foi usado para inspirar os jovens japoneses na II Grande Guerra. Naquela época, o quadro havia influenciado a arte Européia, servindo de inspiração para que artistas também pintassem suas ondas. O governo japonês utilizou-se disso para provar a superioridade da cultura japonesa em relação a do Ocidente.

Apesar de parecer, essa NÃO é a representação de um tsunami. São apenas ondas grandes (muito grandes!) em alto mar. Se toda onda grande for tsunami, então o Havaii está perdido!

Até hoje, a Grande Onda de Kanagawa é referência quando se fala em arte japonesa. Ela é, inclusive, a precursora dos mangás.
Se você tiver interesse, mas principalmente oportunidade e grana, visite o Metropolitan Museum of Art, em New York e tenha o prazer de ver pessoalmente uma cópia dessa obra de arte. Uma outra cópia está na cada de Claude Monet, na França

Em breve tem mais quadros. Garanto… NÃO FALAREI DE MONALISA!

Opinix: O clube da esquina

Olá! Voltei hoje com uma curiosidade. Uma curiosidade musical…

Você sabe o que é o Clube da Esquina?? Não?? Eu vou, nas minhas humildes palavras, tentar explicar.

O clube foi – e ainda é – um dos movimentos musicais mais influentes da história da MPB.

Nascido nos bares de Belo Horizonte nas décadas de 70 e 80, conta com cantores e compositores como Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges e compositores como Fernando Brant, Ronaldo Bastos e Wagner Tizo. Eles começaram a tocar, além dos bares tradicionais, em bailes nos clubes da capital mineira – isso antes da fama.

Com letras que vão da temática amorosa, passando pelo orgulho de ser mineiro, pelas belas paisagens de Minas, até letras com cunho de contestação política, o movimento ainda se renovou com a presença de bandas como, por exemplo, o “14 bis”.

Destacam-se canções como Amor de índio, Caçador de mim e “Trem azul” – todas com um profundo que prosaico e intelectual.

Vale a pena conferir essas e muitas outras canções!!

Até sexta que vem!!

Obs: O “Bituca“, na foto, é justamente o Milton Nascimento.

Um quadro de personalidade

Um dos quadros mais legais que eu já vi é o que apresento abaixo. Talvez seja porque eu sou fã de caricaturas, ou porque o achei muito curioso, mas o fato é que esse quadro reúne as maiores personalidades do mundo segundo algum critério que eu não sei qual é…

Personalidades como Pelé, Bin Laden, Arafat, Madre Tereza de Calcutá, Bush, Sadam pintados de forma caricata fazendo exatamente nada. Quantos você consegue reconhecer? Eu reconheci pouquíssimos (tá… nem tão poucos assim…mas é difícil, principalmente os que estão de túnica. Desconfio de haja um Abraão ou um Moisés aí no meio). Há também a versão legendada, mas não é muito confiável…

O que você vê abaixo é só um pedaço da obra… o WordPress me impediu de postar a versão completa, então clique na imagem para ver tudo…

 

quadro_famosos_mundo_sem_legenda1.jpg

(13/01/2008) UPDATE – A Carol do comentário abaixo tem razão… Eu vi o quadro no Veja Isso, meu amigo secreto da blogosfera, e estava aguardado uma oportunidade de postá-lo aqui. Esqueci a fonte. Perdão. Agora.. o pintor do quadro eu não sei dizer quem é. Pesquisa-lo-ei.