Demorei algum tempo para decidir se faria ou não este post. Da última vez que alguém decidiu criticar cientistas, tomou alguns posts nada agradáveis como feedback. Mas a intenção dessas humildes linhas não é depreciar o árduo trabalho dos pesquisadores, mas, ao contrário, divulgar as descobertas fantásticas que só eles são capazes de fazer.
Quando nos deparamos com estudos um tanto quanto excêntricos, a probabilidade de terem sido executados por ingleses é muito grande. Não se sabe porque, mas os estudiosos da terra da Rainha (vida longa à Elizabeth II) descobrem fatos que não parecem muito importantes à uma primeira vista ou à uma segunda vista. Nem à uma terceira vista. Não estou dizendo que saber que usar chapéu esquenta a cabeça não é importante, mas, pelo menos nesse caso, é algo totalmente empírico.
Na mesma matéria da BBC linkada acima, os cientistas desmistificam a cura da ressaca. Parece claro para a maioria das pessoas que a melhor forma de evitar a ressaca é mantendo-se bêbado. Ou dormindo.
Alguns estudos são realmente interessantes. Quando os pais acham que os filhos consumiram açúcar demais, consideram-os hiperativos, mesmo que as pobres crianças não tenham colocado um grão do doce pó branco na boca. Engraçado…. é justamente esse o efeito dos medicamentos placebos.
Mas temos que admitir que alguns fazem sentido. Depois da invasão dos EUA por patinhos de borracha, é bom estar alerta quanto ao surgimento de piolhos super-resistentes. Quatro de cada cinco piolhos são resistentes aos compostos químicos normalmente utilizados para sua eliminação, portanto, nada de Klabin, Kwell, Escabin e derivados. Corte (logo) o cabelo do seu rebento, antes que um piolho mutante brote da cabeça da catita infante (adorei essa expressão) e aterrorize a população do seu bairro. A menos que você queria aparecer no Praça TV.
Se você tem cachorro, já sabe o que fazer nas tardes frias e chuvosas. Brinque de bocejar. Isso mesmo! Graças aos pesquisadores britânicos sabemos que o bocejo humano é contagioso… também aos cães. A parte mais estranha é imaginar homens e mulheres sentados em frente aos cachorro. Bocejando. E anotando os resultados! Duvida? Eis um trecho da matéria da BBC (por coincidência, emissora estatal… inglesa): “No experimento, uma pessoa estranha ao cão sentava em frente ao animal e o chamava pelo nome. Só após um primeiro contato visual o estranho bocejava.”

Falando em cães, ficou provado que esses animaizinhos são melhor tratados que muitos humanos. Um estudo com 1.337 donos de cachorros apurou que 18 por cento deles dão alimentos frescos a seus bichinhos, em vez de comida em lata. O pior vem agora: 21 por cento dos cães apreciam queijo, 15 por cento comem peixe e 9 por cento, vegetais. Ok… sejamos honestos: Não tenho autoridade moral para tripudiar de uma pesquisa dessas, já que esse ser retratado na foto acima é uma apreciadora de cebola, alface, rúcula, biscoito de polvilho (?) e frutas em gral, exceto pêra. Vai entender.
O grande problema é que grades descobertas ficarem encobertas por essas pesquisas que aparentemente não servem para nada. É a história do pedro e do Lobo acontecendo na vida real. Os cientistas ingleses já perderak bastante credibilidade devido à divulgação, por vezes irônica, da imprensa. Tudo bem que elas não fazem os comentários sarcásticos que eu fiz, mas também não propõe uma reflexão sobre o tema. Um dia ainda iremos parar e perceber que devíamos ter dado ouvidos às pequisas inglesas. Um dia elas serão de vital importância para a manutenção na vida na Terra, e então a Inglaterra será o único pedaço de terra livre e com um próspero futuro.
Ou não.
Em tempo: Quantos aqui bocejaram ao verem a foto da cachorrinha? Eu perdia a conta de quantas, já que eu vizualizei a foto diversas vezes enquanto ediatva esse post.

