Confesso: Sou Numismata

Muitas pessoas escondem segredos. Aliás, eu diria mais: TODAS as pessoas escondem algum segredo. Até você que nesse momento está balançando a cabeça negativamente. Vamos lá… confesse! Você tem sim algum segredo. Pois bem… eu também tenho e é óbvio que não vou revelá-los aqui. Mas essa introdução lotada de lenga-lenga (vixi) foi para poder dizer a plenos teclados-pulmões: SOU NUMISMATA!

Antes que você feche essa humilde página achando que enlouqueci ou pior, que estou xingando sua mãe, aqui vai um aviso: Um cidadão que se diz numismata é só alguém que tem por diversão colecionar moedas. Não… o tio Patinhas não é numismata (se bem que naquele cofre deve ter uma ou outra espécie rara). Numismata é quem coleciona moedas, em especial as que já não valem mais. Isso… exatamente… que não servem mais para porcaria nenhuma, não compram nem caráter…

Mas porque alguém teria saco para colecionar moedas que não valem mais? Há muitas explicações, geralmente pessoais. Eu coleciono moedas antigas porque acho muito interessante ter um pedaço da História nas mãos. Veja… tenho moedas de 1950 que podem muito bem ter sido utilizadas para comprar um doce depois da final da Copa do Mundo daquele ano. Tenho moedas de 1994, que, ao contrário do que geralmente lhe vem à cabeça, não são de Real. Moedas da década de 70, 80… década de 30! Veja… o seu avô usou uma moeda igualzinha para pagar a passagem do bonde. Ou não. Aí é que está a graça.

Ao todo são 8 quilogramas de moedas. Infelizmente a maioria esmagadora delas é repetida e, portanto, só servem para que eu realize trocas – nem sempre justas -  e consiga aqueles exemplares que eu não tenho.

O mundo numismata é pouco divulgado, mas muito interessante. Isso sem falar na grana, de verdade, que movimenta. Para você, leitor, ter uma ideia, o Banco Central lança moedas comemorativas somente para satisfazer a ânsia dos colecionadores por novas aquisições. E essas moedas especiais não custam barato. Sente só a tensão: Uma moeda de 2 reais pode custar 50, 70, 150 reais. Exagero? Uma moeda de 20 reais pode custar até R$ 1.200

Todavia, sou um colecionador amador e pouco abastado para me dar ao luxo de comprar exemplares desse tipo. Vou mostrar duas peças da minha humilde coleção. A primeira é a moeda mais antiga que possuo. É  ainda da época do Império, datada de 1871. Legal, né?

Por outro lado, tenho uma moeda de 50 centavos, de 1976. Comparado com a de cima é bastante nova, entretanto, ela tem uma particularidade: Defeito de fabricação. Acredite ou não, pessoas pagam fortunas para ter uma moeda com um pedaço faltando. Defeitos desse tipo são raros de acontecer, o que justifica a procura. Todo colecionador que se preze procura ter alguma coisa rara em seu portfólio e talvez essa moeda seja meu diferencial:

No momento estou procurando algum álbum no qual eu possa alocar (atenção: essa palavra não vem da expressão “a loka!”) de forma adequada tudo o que eu tenho. Desejo também expandir minha coleção, completando as séries que eu já comecei e, quem sabe, adquirindo um ou outro exemplar bem mais antigo. Sabia que tem maluco que consegue moedas do Império Romano?

Agora é a hora de perguntar aos leitores: Vocês fazem alguma coleção? Selos, tampinhas de garrafa, figurinha, latinhas e cerveja… Mas tem que ser sério e não só um amontoado de coisas chafurdadas (!!!!) no fundo da gaveta…