Despachos de Domingo

Assim como o Criança Esperança, nosso Despachos de Domingo chega ao número 25. Essa informação só é relevante porque introduz o tema que eu quero abordar: foi o show mais trash dos últimos anos.

Cebolinha soltando a franga e dançando Rebolation, Suzana Vieira desfilando como miss/rainha, os humoristas do Zorra Total tentando alguma graça. Tudo isso é aceitável, mas trash. Geralmente o populacho (credo, que palavra ofensiva) gosta.

Em relação a Turma da Mônica digital interagindo ao vivo com Sandra Annemberg e Evaristo Costa (a dupla mais risonha do jornalismo brasileiro), digo que foi mais uma ousadia da Mauricio de Sousa Produções. Respeito demais essa atitude. Pode ter sido meio bizarro, mas são experiências assim que vão moldando as novas tendências. Se ninguém experimenta, como podremos avançar?

O ápice negativo da noite: Bandas cometa estragando Beatles.Ver televisão nunca me deu tanto nojo quanto naquela atrocidade protagonizada por Hori, Cine e Hevo 84. Lamentável.

Depois eu fico estigmatizado como fan-boy do Teleton. Vocês tem mais é que me dar razão!

O jogo do Brasil pelo Grand Prix de vôlei feminino foi adiado. Aconteceria hoje, as 4:30 da manhã. O motivo do adiamento foi um luto nacional pelos mortos nas enchentes que vem destruindo muitas cidades da China. Até aí tudo bem. Não é uma maneira eficaz de combater o problema, mas já é alguma coisa.

O que me deixa puto da vida é a hipocrisia nessa atitude. E quanto as bebês-meninas que são assassinadas – ou ao menos foram – em função do controle de natalidade imposto pelo governo? Pra elas não tem homenagem?

Depois de mais de 1 ano de buscas, finalmente poderei assistir a minissérie “Incidente em Antares”, baseada no livro homônimo de Érico Veríssimo. Elenco de primeira: Fernandoca Montenegro, Marília Pêra, Elias Gleizer e Gianfrancesco Guarnieri, só pra citar alguns.

O que me preocupou demais foi a saúde do ator e diretor Paulo José (foto abaixo). No making-off de 1994 ele estava muito bem, fisicamente e mentalmente falando (mesmo doente). Já na entrevista de 2005, as palavras não fluíam com naturalidade, além de me parecer mais pálido e magro. Lembrando que ele sofre de mal de Parkinson.

Alguém tem notícias dele?

Sarah Sheeva, que pra quem não conhece é uma das filhas da Baby do Brasil (ou Consuelo, como queiram), estrelou uma Twitcam na noite de sábado. Cerca de 80 pessoas acompanharam a transmissão, que tinha o propósito de falar de religião.

Foi curto, já que o demônio deve ter se instalado na conexão, derubando-a. Algumas frases de efeito, no entanto, puderam ser registradas. Dentre elas, “eu tenho inglês, o francês e o crentês“. e “Nosso papo é doido. Crente é muito louco mesmo“.

Quem sabe numa próxima vez?

Sou só eu que fico com muita vontade de comprar aquelas coleções que vem num papelão enorme, sempre com uma miniatura de brinde? Já vi réplicas egípcias, carros do James Bond, bonecas, aviões e tantas outras coisas.

Geralmente o ítem número 1 vem com preço promocional. Os demais acabam dobrando de valor e fica inviável comprar tudo.

Algo me diz, entretanto, que essas coleções não chegam a ter um fim. Simplesmente desaparecem das bancas. Alguém conseguiu reunir todos os fascículos (!) de alguma?

Nessa época eleitoral, os políticos bebem café em todo bar que encontram e comem toda a espécie de porcaria em qualquer buteco fuleiro no trajeto do corpo-a-corpo. Acho que essa dieta pré-eleição eu não encararia. Deve dar uma caganeira monstruosa no fim do dia.

A cena mais bizarra, por enquanto, foi do Alckmin jogando Dominó numa mesinha de praça. Uma atividade trivial que ele pratica sempre que pode, né? Já a cena mais engraçada, por enquanto, é a cabeçada do Mercadante ao subir numa caçamba de caminhonete. Meteu o cucuruto no ferro, apesar dos avisos do cabo eleitoral. De brinde, ensacou o dedo do correligionário….

E você pensando que vida de político era mole…

Manhã de sábado em Itatiba. Centro da cidade praticamente vazio. Mas sempre há a presença de um incansável trabalhador e seu fiel escudeiro, o cavalo:

Confesso: Sou Numismata

Muitas pessoas escondem segredos. Aliás, eu diria mais: TODAS as pessoas escondem algum segredo. Até você que nesse momento está balançando a cabeça negativamente. Vamos lá… confesse! Você tem sim algum segredo. Pois bem… eu também tenho e é óbvio que não vou revelá-los aqui. Mas essa introdução lotada de lenga-lenga (vixi) foi para poder dizer a plenos teclados-pulmões: SOU NUMISMATA!

Antes que você feche essa humilde página achando que enlouqueci ou pior, que estou xingando sua mãe, aqui vai um aviso: Um cidadão que se diz numismata é só alguém que tem por diversão colecionar moedas. Não… o tio Patinhas não é numismata (se bem que naquele cofre deve ter uma ou outra espécie rara). Numismata é quem coleciona moedas, em especial as que já não valem mais. Isso… exatamente… que não servem mais para porcaria nenhuma, não compram nem caráter…

Mas porque alguém teria saco para colecionar moedas que não valem mais? Há muitas explicações, geralmente pessoais. Eu coleciono moedas antigas porque acho muito interessante ter um pedaço da História nas mãos. Veja… tenho moedas de 1950 que podem muito bem ter sido utilizadas para comprar um doce depois da final da Copa do Mundo daquele ano. Tenho moedas de 1994, que, ao contrário do que geralmente lhe vem à cabeça, não são de Real. Moedas da década de 70, 80… década de 30! Veja… o seu avô usou uma moeda igualzinha para pagar a passagem do bonde. Ou não. Aí é que está a graça.

Ao todo são 8 quilogramas de moedas. Infelizmente a maioria esmagadora delas é repetida e, portanto, só servem para que eu realize trocas – nem sempre justas –  e consiga aqueles exemplares que eu não tenho.

O mundo numismata é pouco divulgado, mas muito interessante. Isso sem falar na grana, de verdade, que movimenta. Para você, leitor, ter uma ideia, o Banco Central lança moedas comemorativas somente para satisfazer a ânsia dos colecionadores por novas aquisições. E essas moedas especiais não custam barato. Sente só a tensão: Uma moeda de 2 reais pode custar 50, 70, 150 reais. Exagero? Uma moeda de 20 reais pode custar até R$ 1.200

Todavia, sou um colecionador amador e pouco abastado para me dar ao luxo de comprar exemplares desse tipo. Vou mostrar duas peças da minha humilde coleção. A primeira é a moeda mais antiga que possuo. É  ainda da época do Império, datada de 1871. Legal, né?

Por outro lado, tenho uma moeda de 50 centavos, de 1976. Comparado com a de cima é bastante nova, entretanto, ela tem uma particularidade: Defeito de fabricação. Acredite ou não, pessoas pagam fortunas para ter uma moeda com um pedaço faltando. Defeitos desse tipo são raros de acontecer, o que justifica a procura. Todo colecionador que se preze procura ter alguma coisa rara em seu portfólio e talvez essa moeda seja meu diferencial:

No momento estou procurando algum álbum no qual eu possa alocar (atenção: essa palavra não vem da expressão “a loka!”) de forma adequada tudo o que eu tenho. Desejo também expandir minha coleção, completando as séries que eu já comecei e, quem sabe, adquirindo um ou outro exemplar bem mais antigo. Sabia que tem maluco que consegue moedas do Império Romano?

Agora é a hora de perguntar aos leitores: Vocês fazem alguma coleção? Selos, tampinhas de garrafa, figurinha, latinhas e cerveja… Mas tem que ser sério e não só um amontoado de coisas chafurdadas (!!!!) no fundo da gaveta…