Vim, vi e venci – A América é do Corinthians!

George Mallory, alpinista, certa vez respondeu quando o questionaram sobre porque querer escalar o Monte Everest. Ele simplismente respondeu: “Porque está lá”.

Eu vi o Corinthians ser rebaixado para a série B do campeonato brasileiro, após envolver-se numa parceria muito suspeita, para dizer o mínimo. Vi um time sem organização, talento, força… Trapos em campo.

Vivi o calvário da Segunda Divisão. Vi a humildade na montagem de um time com nomes, se não desconhecidos, sem destaque nacional. Quem era Willian? Chicão? Alessandro? Jucilei? Herrera? Mas sobrevivemos.

Eu vi o Corinthians chegar a uma decisão de Copa do Brasil e ser derrotado pelo Sport. Passou-se um ano e vi Ronaldo, o maior artilheiro das Copas, três vezes melhor do mundo, derrubar um alambrado por causa de um gol… de empate. Eu vi a taça da Copa do Brasil ser erguida em pleno estádio do Internacional.

Vi também aquela bola do Chicão procurar o ângulo direito do goleiro Bruno, do Flamengo, no ultimo minuto da partida. Vivi mais uma eliminação. Ouvi que Libertadores só no Playstation. Mas não vi cabeças baixas.

Em vi 2011. Vi o time com Ronaldo e Roberto Carlos ser eliminado pelo desconhecido Tolima. Vi a feijoada salgando de uma maneira que não se podia acreditar. Mas eu, novamente, não vi a cabeça baixando. Eu vi, na verdade, um time seguindo seu – por vezes contestado – líder rumo a um objetivo.

Eu vi Dr. Sócrates morrer. Vi jogadores e torcedores erguendo o braço direito lembrando do jogador que jogou pela democracia no Brasil. No mesmo dia eu vi o Corinthians ser campeão Brasileiro pela quinta vez.

Eu vi Ralf empatando o jogo contra o Deportivo Táchira no último minuto. Eu vi o sofrimento pela Libertadores recomeçar, a tensão, o medo, a pressão.

Eu vi Diego Souza correr meio campo sozinho. Ficar de frente com Cássio. Vi pontas de luvas tocando na bola. Vi a redonda caprichosamente tirar tinta da trave. Vi Paulinho pulando no octagésimo nono andar e cabeceando pro fundo das redes. Eu vi Tite comemorando no meio da galera.

Eu também vi Neymar e Ganso sendo encaixotados pela sistema defensivo do Corinthians. Vi Danilo ter uma frieza ímpar para empatar um jogo sofrido. Minha visão não me enganou e eu vi o Boca Junior marcar um gol na final. Mas, quase não creio, vi um Romarinho (?) surgir do nada, entrar na Bombonera ensandecida e, com seu primeiro toque na bola, empatar a partida.

Eu vivi uma semana tensa esperando o Pacaembu. Sofri. Mas vi Danilo lembrar Sócrates e usar seu calcanhar para deixar Emerson Sheik na fuça do goleiro. Vi o Pacaembu explodir como nunca antes, apenas porque uma bola balançou as redes.

Eu vi o mesmo Emerson ter fôlego para correr meio campo e decretar o fim de uma longa espera.

Eu vi o Corinthians escalar a montanha. Apenas porque ela lá estava.

Eu vi o Corinthians campeão da Libertadores da América.

Obrigado, Ronaldo!

1994. Eu descobria o futebol. Ele descobria o que era ser campeão do mundo.

Eu queria brincar na pré-escola e ele com a bola.

E ele brincou. Primeiro no Cruzeiro, na Holanda, Espanha, Itália, Seleção e depois voltou ao Brasil. Para os braços de uma Fiel.

Sujeito que foi além das fronteiras dentro e fora de campo. Das fronteiras do corpo e da superação, ídolo da minha geração.

Um exemplo para mim ao ver a sua luta para voltar a jogar bola com o mínimo de dignidade.

Admito: O chamei de “gordo”, mas chamei assim, por carinho como se ele fosse aquele parente, de quem a gente só quer o bem.

Não ligue para a imprensa maldosa e nem para os “torcedores” que te xingam. Os gênios, vez por outra, são incompreendidos.

Hoje,  ele, aos 34, dá o apito final em sua carreira.

Daqui eu vou ficando com as lembranças dos gols que vi e não pude fazer.

Que São Cristovão te proteja.

OBRIGADO, RONALDO!

Cruzeiro, 5 gols contra o Bahia em 1993

NO PSV

Barcelona

Inter de Milão

Real Madrid

Milan

Corinthians, segundo gol contra o Santos( Final-Paulista/2009)

Seleção brasileira(Final-Copa-2002)

Meu site: http://ideiafix.wordpress.com/opinix/

twitter: http://twitter.com/carlaojr

 

 

Corinthians, Campeão do Centenário

Corinthians_Centenario

Independente do time que você torçe, a foto acima merece uma análise mais detalhado do que um “Ah, é do Corinthains…”. É um documento histórico conseguido com exclusividade pelo Ideia Fix (isso não tem a menor importância na verdade, mas serve para elevar a auto-estima).

A primeira coisa que chama a atenção nessa foto é o tamanho do distintivo na camisa do goleiro. Se ele fosse um ursinho carinhoso, certamente sairiam raios lumisos assim que ele colocasse a barriga para frente. Hoje em dia a marca do patrocinador é tão grande quanto o escudo do time.

O estádio parece ser o Paulo Machado de Carvalho, apesar de eu não ter certeza. Pelo menos o estilo da arquibancada é o mesmo. Existe ainda a possibilidade de que seja o Palestra Itália, mas aposto mesmo no Pacaembu. Quem gosta de decifrar charadas ao estilo “que estádio é esse?” pode tentar a sorte nos comentários.

Interessante notar um detalhe que passa despercebido aos menos atentos. Dos 11 jogadores perfilados, 8 usam bigodinho. Note também que não há ninguém de cabelo comprido.

Procurei na nos Googles da vida qual o campeonato referido na legenda da foto. Lá diz “Campeão do Centenário. Corinthians Paulista“. A data escrita perto da assinatura é ilegível, infelizmente. Gostaria de saber mais informações sobre esse time, sobre o campeonato. O registro histórico fotográfico está aí, resta-nos agora esperar pelos dados.

PS: Alguem tem contato com o Paulo Vinícius Coelho? Ele deve saber de onde vem essa foto.

[EDIT 10/02/2010] E não é que o leitor Douglas Nascimento nos cedeu a ficha completa? Segundo ele, a foto é de 1922, e o Centenário em questão é da Independência do Brasil. A foto é do estúdio Viotti (está esclarecido de quem é a assinatura), especializado em registros fotográficos do futebol nas primeiras décadas do século XX. Ficava localizado no bairro do Bom Retiro.

Já em relação ao estádio, errei feio. Segundo ele, o campo era o da Floresta, que pertencia ao AA das Palmeiras (sem relação com o Palmeiras atual)

Deixo aqui meus agradecimentos públicos ao Douglas… bastante esclarecedor e detalhado. Obrigado!

O Brasileirão vem ai..

E o Brasileirão 2009 começa neste final de semana.

Este ano teremos como grande atrativo GRANDES JOGADORES em alguns clubes. Devemos prestar muita atenção em:
>> Ronaldo no Corinthians;
>> Fred no Fluminense;
>> Adriano no Flamengo;

Esses três artilheiros passaram por grandes clubes na Europa e foram campeões nacionais. Estiveram na última Copa do Mundo, na Alemanha. Ronaldo já ganhou 2 Copas. Adriano faturou Copa das Confederações e Copa América. Fred era artilheiro no heptacampeão Lyon. Há cerca de 6 meses era inimaginável contar com algumas dessas estrelas atuando em território brasileiro.

Esse repatriamento foi mais casual do que qualquer outra coisa, mas tudo bem… tá valendo.

Ainda temos Nilmar e D´Alessandro no Inter, Keirisson e Cleiton Xavier no Palmeiras, Neymar e Kléber Pereira no Santos, Tardelli no Atlético Mineiro, Maxi Lopez no Grêmio e porque não, Neto Baiano e Rafael Moura.  E as jovens promessas como Hernanes e Ramires, enfim.. esse campeonato promete!! Digo sem medo de errar: será o melhor campeonato dos últimos 5 anos, pelo menos.

A BOLA VAI ROLAR. Até dezembro..

FAÇAM SUAS APOSTAS aí nos comentários..

Erguem-se as taças!

Fim de semana de duas faces. Por um lado, multidões pulando, gritando, sacaneando os rivais. A alegria do campeão. Por outro, o choro daqueles que ficaram pelo caminho, pararam no último passo, morreram na praia. Diante de tantos campeonatos, se faz necessária uma análise breve de Norte a Sul desse Brasilzão sem fronteiras esportivas!

Rio Grande do Sul – INTER CAMPEÃO! 100 anos de clube mereciam um título. Pelo menos um título. Nada melhor do que vencer o maior rival no dia do centenário, eliminá-lo e de quebra poder decidir o campeonato com um time relativamente mais frágil. O Internacional, na final, não teve piedade do pobre Caxias e sapecou 8 a 1. De novo. Pra ficar pra história dos colorados.
PS: Time entre os favoritos para ganhar o Brasileirão.

Rio de JaneiroFLAMENGO TRICAMPEÃO! – No jogo que decidiria quem é o maior pé frio do Rio de Janeiro – Botafogo ou Cuca – o empate foi soberano. Tanto na primeira quanto na segunda partida, empate por 2 a 2. Na disputa por penaltis, Bruno pegou duas cobranças e deu a taça pro rubro-negro carioca.  Ao Botafogo resta lamentar a zica, mais uma vez.

Minas Gerais – CRUZEIRO BICAMPEÃO! – Se alguem apostou no Atlético, depois dos 5 a 1, ou queria perder dinheiro ou esperava um milagre. Como ele não veio, restou a humilhação, pelo segundo ano consecutivo. O time da Toca da Raposa ganhou o campeonato invicto, provou a qualidade do seu elenco e, de quebra, mostrou que um Kléber de cabeça quente ainda é melhor que um time sem Kléber.
PS: Aposto que o Cruzeiro consegue, pelo menos, uma vaga na Libertadores de 2010. Se não brigar pelo título.

Paraná – FURACÃO CAMPEÃO! – Pouco divulgado no Sudeste, o Campeonato Paranaense foi emocionente. Até semana retrasada, o desconhecido J. Malluceli era o virtual campeão. No fim pesou a camisa. O Coritiba bem que tentou estragar a festa no ano do seu centenário, mas só conseguiu adiá-la. Ao Atlético Paranaense restou a paciência e com um convincente 2 a 0 no Cianorte, levou a taça de campeão. O Jotinha, vice-campeão, conquistou uma importante vaga na série D.

BahiaVITÓRIA TRICAMPEÃO! – Pra variar, o campeonato Baiano foi decidido em um Ba-Vi. Carpegiane foi iluminado e levou o arrumado time do Vitória ao tricampeonato. Neto Baiano foi o destaque.
A nota triste coube aos jogadores derrotados, que de fato foram perdedores ao trocar sopapos e catiripapos com os legítimos vencedores. O Bahia, que já foi campeão brasileiro, encontra-se numa péssima fase. Melhor as “mães” e “pais” baianos lavarem o clube com sal grosso, porque a coisa está mesmo feia para os lados da Fonte Nova.

São Paulo - CORINTHIANS CAMPEÃO INVICTO! – Do inferno ao céu. O Corinthians de Felipe, Chicão, Elias e Ronaldo superou-se. Um começo complicado: o empate com o bom time do Barueri veio nos últimos minutos, assim como empate histórico contra o Palmeiras e a vitória igualmente histórica contra o São Paulo,  mostravam que algo estava pra acontecer. Sorte de campeão? Talvez. Nesse momento a Praça Campos de Bagatelli está lotada pelo povo. Pelo povo que voltou a sorrir. Um Ronaldo que voltou a sorrir. Um Mano nos braços dos manos…

PARABÉNS AOS CAMPEÕES!

Agora a parte séria. Campeonato estadual não é medida para Campeonato Brasileiro. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa. Palmeiras, São Paulo, Grêmio não ergueram taças, mas já começam na dianteira. Cruzeiro e Inter tem bons times e impuseram seu jogo.

Aos campeões, resta festejar e trabalhar. A primeira coroa já foi ganha. Agora ela precisa ser mantida….

Luz sobre uma bilheteria fantasma

Hollywood sempre notabilizou-se por expor, na tela grande, o desejo íntimo dos americanos. Pode notar que os filmes de maior sucesso sempre detonam alguma cidade (com alguma catástrofe, monstro e alienígenas, não necessariamente nessa ordem) ou tem uma trama relacionada com o assassinato do presidente.

Se transportarmos essa linha de raciocínio para o Brasil, poderíamos supor que os maiores sucessos de bilheteria estariam relacionados com algum personagem ou conquista esportiva. Infelizmente não é isso que acontece, já que os filmes relacionados à esporte geralmente são um fracasso de bilheteria. Inúmeros fatores – entre eles a falta de hábito de ir ao cinema, o alto preço dos ingressos e, porque não, a falta de qualidade de muitos filmes – podem ser atribuídos para esse déficit de público.

Mas parece que essa realidade vai mudar.

Antes de falar do futuro, creio que seja melhor pegar um De Lorean e regressar algumas décadas. Em 1962 foi lançado o documentário Garrincha – A alegria do povo. Foi o primeiro do gênero a retratar um esportista. Em 2003 um outro filme foi rodado, mostrando, também, o lado trágico do querubim das pernas tortas. Não parece ter sido digno da grande estrela que foi Garrincha. A bilheteria? Não se tem idéia.

Boleiros – Era uma vez o futebol” parece ter sido exceção no quesito qualidade. Profissionais ligados ao cinema e ao esporte elogiam a pelicula que retrata a visão do futebol de várzea, dos pequenos craques esquecidos e subaproveitados. Destaque para Rogério Cardoso como ex-árbitro. Para Marcelo Janot “O grande trunfo de Boleiro á a abordagem reflexiva de alguém que entende de bola e é apaixonado pelo assunto”. Novamente esbarramos com a questão da bilheteria, que foi regra.

Ainda temos Pelé Eterno, filme biográfico sobre o maior jogador de futebol de todos os tempos. Fiori Gigliotti e Orlando Duarte comentam a vida de Édson Arantes, entre (muitos) gols, vitórias, marcos históricos. Não posso afirmar com certeza, mas acredito que tenha sido a maior bilheteria se tratando de filmes esportivos. E ela não está nem entre as 50 maiores do cinema nacional (recheada de pornochanchadas, Trapalhões e Xuxas da vida).

Se o passado nos condena, o futuro parece promissor. Corinthians e São Paulo já anunciaram a filmagem de longas-metragem sobre seus respectivos clubes. O alvinegro de Parque São Jorge lançará, em breve, um filme dedicado à sua torcida: Fiel, roteirizado por Serginho Groisman e Marcelo Rubens Paiva. Coincidente corinthianos. A temática? Morte e vida severina. Queda e ascenção. O drama vivido pela Fiel entre 2007 e 2008.
Além desse, já está programada uma trilogia que contará a conquista do Campeonto Paulista de 1977 e a saída do loooongo jejum, a conquista do Mundial de 2000 e outro sobre os 4 títulos brasileiros. A Fiel promete invadir os cinemas, assim como fez com o Maracanã em 76.

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Já o São Paulo também aposta no cinema, com o lançamento de “Soberano – Seis Vezes São Paulo”. O time do Morumbi tem história pra contar, já que serão 6 títulos brasileiros  retratados. Carlos Nader, cineasta premiado no Brasil e no exterior, Maurício Arruda, atual diretor do programa “Altas Horas”, da TV Globo, e o músico Nando Reis, ex-Titãs e compositor, ao lado de Samuel Rosa, do clássico “É uma partida de futebol”, integram a equipe que conduzirá esse longa. Obviamente os são-paulinos não vão querer ficar atrás e lotarão os cinemas.

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Um clássico paulista dentro das salas de projeção. Pelo histórico desde 1962, ninguem poderia imagnar. Mas parece que tem tudo para dar certo. Quem sabe o Palmeiras não se empolga e faz algo em relação a Academia de Futebol? Flamengo, Vasco, Grêmio e Internacioanl também tem história para contar e público para assistir. Pode ser mais uma alternativa para os tão judiados – administrativamente falando – clubes de futebol.

Isso é Corinthians

Faz tempo que não causo uma certa polêmica nesse blog. Estou com saudades de ler gente me xingando de todos os nomes possível e imagináveis. Como o blog é meu e não tenho obrigação nenhuma de ser imparcial, vou falar sobre o Corinthians. Creio que quem é corintiano dará seu parecer ao final do texto. Quem não é também dará. Aposto.

O Corinthians é um time exagerado. A intensidade dos momentos bons é diretamente proporcional a dos momentos ruins. Glórias e fracassos vivem lado a lado, separados por uma tênue linha.
Não há momentos de estabilidade no Corinthians. Ou time e torcida estão em plena sintonia ou estão brigando mais que marido e mulher 25 anos depois de casados. Para piorar a situação, todo momento de glória vem seguido por um fracasso. E vice e versa. Uma montanha russa apaixonante.

Por exemplo: Dezembro. Campeonato Brasileiro de 2005. Corinthians tetracampeão. Euforia, festa… Dezembro de 2007. Corinthians rebaixado. Choro. Desespero. 3 anos, do céu ao inferno.

Outro exemplo: Campeonato Paulista de 74. 20 anos sem um título, qualquer que seja ele. A final foi contra o arquirrival Palmeiras. O gol do título palmeirense, ao 24 do segundo tempo, acabou com a esperança corintiana. O time, naquela época, era apelidado de “faz-me-rir”.
Contudo, em 76, A Fiel lotou o Maracanã, espremendo a torcida do Fluminense, num episódio conhecido como a Invasão Corintiana. Apesar do insucesso na final – e mais um ano sem título – a torcida pôde gritar, em 77, o tão sonhado “É Campeão!”, num jogo contra a Ponte Preta.

A torcida, aliás, é a mais exigente. Não que a torcida do São Paulo (que já jogou pipocas no Kaká) ou a do Fluminense (que já jogou galinhas no Romário) não sejam, mas a cobrança da Gaviões, e dos mais de 35 milhões de alvinegros, assemelha-se à cobrança de um técnico de seleção. A Nação Corinthians segue seu caminho há 98 anos. Sem Libertadores. Sem estádio que possa abrigar jogos.

Sim! O Corinthians tem estádio, sim senhor! O Alfredo Schürig – mais conhecido como A Fazendinha – tem capacidade para 18.000 torcedores. O grande problema é que o estádio não tem condições de segurança para abrigar um jogo do time principal, além da localização (às margens do Rio Tietê) ser considerada ruim, para os padrões de trânsito de São Paulo.

Mas o que me levou, de fato, a escreve esse texto foi o derby de hoje, 8 de março. Ronaldo entrou as 19 minutos do segundo tempo. Nessa hora eu estava sentado no chão de um supermercado, na parte dedicada aos eletro-eletrônicos, cercado por umas 60 pessoas, 90% alvinegros. Um mini estádio, por assim dizer.
Ronaldo acerta um tirambaço. Na trave! A torcida grita “Uhuuuuuuuu”.

47 do segundo tempo. A torcida no supermercado estava apreensiva. Ninguém desgrudava o olho das 30 televisões ligadas. Douglas cobra o escanteio na cabeça de Ronaldo, que manda um “boa tarde” e acerta a rede alviverde. Era gol. Gol do Fenômeno. Gol de Ronaldo. Gol do Corinthians.

O Supermercado veio abaixo. A torcida explodiu num grito uníssono de gol. O Wall Mart parou para ver 45, 55 marmanjos, jovens e adultos, mulheres e crianças gritando gol. Eu fiquei rouco de tanto comemorar. Estava contido até então, mas a vibração da torcida não me permitiu ficar calado. O empate alla Corinthians tinha saído, no último minuto.

Qual time consegue esse tipo de comoção? Não vi uma alma viva assistindo o jogo do São Paulo, nos mesmos 30 televisores. É o poder do Corinthians. Que agrega e destroi. Não é um time perfeito, obviamente. Erros e mais erros podem ser contabilizados. Erros vergonhosos. Torcida que por vezes faz por merecer os apelidos e esteriotipos a ela relacionados.

Mas isso é Corinthians. Muito além de ser o primeiro.

Indo além de ser o primeiro

Esse texto deveria ser uma análise racional da queda, calvário e redenção do Sport Club Corinthians Paulista na Série B – de Brasil. Entretanto, considerem o fato do lado absolutamente passional desse blogueiro manifestar-se ao longo das linhas que vão traduzir minha visão sobre mais um momento histórico no futebol.

O natal do ano passado foi recheado de piadinhas vindas de Palmeirenses, Santistas, São Paulinos. Com toda a razão. A mistura de péssima administração, quadrilha mal intencionada, jogadores esforçados e ruins tecnicamente, fizeram com que o quase centenário clube paulista fosse o 17° colocado na série A.
Choro, tristeza, desespero, revolta. Emoções de uma nação que sentiu-se traída pelos próprios administradores. Nação que viu a razão de sua existência ser rebaixada para um outro patamar. O Estádio Olímpico foi palco um dia inesquecível e dolorido para os alvinegros.

O ano virou e com ele velhas oligarquias foram extintas. O clã das aves de rapina finalmente foi abatido do comando e em seu lugar, uma ave que diz ter se arrependido do passado com a corja assumiu. Já que a alta casta foi renovada, o plantel também deveria sofrer modificações. A sucata foi excluída e um novo time surgiu. Nomes que, no começo, causavam desconfiança. Quem eram Chicão, William (reserva no Grêmio), André Santos, Herrera? Alguns nomes estavam desacreditados, como os garotos Lulinha e Dentinho. Por outro lado, a chegada de Mano Menezes para comandar a equipe deu a primeira brisa de esperança.
Posteriormente algumas peças chegaram, deixando a equipe mais forte, consistente.

A perda da Copa do Brasil foi um golpe fundo, mas nada que abatesse definitivamente um time que ia bem na missão de voltar à elite. O Corinthians foi líder de ponta a ponta, não deixando dúvidas sobre quem deveria voltar para a série A.
A torcida, por sua vez, demonstrou e provou por A + B porque é chamada de FIEL. Para o coração alvinegro não há distinção entre uma terça-feira a noite, chuvosa, ou um sábado a tarde. A animação era a mesma, a paixão também; o estímulo, a garra, a garganta e o coração trabalhavam em uníssono, empurrando 11 atletas que tinham nas costas a responsabilidade de não desapontar milhões.

Por fim, hoje, dia 25 de outubro de 2008, Felipe, Alessandro, Chicão, William, André Santos, Cristian, Elias, Morais, Douglas Herrera e Dentinho entraram para a história. Entraram para a história não apenas por ser o time titular do jogo da subida. O registro vale, principalmente, porque jogaram sério, respeitando uma divisão teoricamente inferior e disputando cada jogo como se valesse o título.

A FIEL novamente experimentou o gosto da redenção e mais uma vez descobriu porque, segundo a letra de Toquinho, “ser corinthiano é ir além de ser ou não ser o primeiro“.

OBRIGADO CORINTHIANS! Estamos de volta!

Agora só falta o estádio… ah.. deixa pra lá.

A vitória das aves de rapina – Corinthians rebaixado

O Corinthians não foi rebaixado hoje. Foi rebaixado quando assinaram o contrato de venda do Timão à MSI.. ou seja lá qual foi o nome dos púlias que roubaram o time do povo…

Hoje, a desgraça anunciada se concretizou… Foi triste pra quem é corintiano, mas merecido.

Merecido por causa da péssima administração que só se fez aproveitar da baderna. Vender um clube inteiro de futebol, um clube que tem a torcida que tem, pelo preço de um jogador só (o William foi vendido pelo mesmo preço que o Corinthians, olha o absurdo!).

O time foi guerreiro até o fim. Não há o que se falar da vontade que o time demonstrou.

Na figura do goleiro Felipe, diga-se de passagem, foi macho ao afirmar que fica na equipe, mesmo na série B, quando sabe-se que, fácil fácil, estaria em qualquer time desse país, mostrou que um time pode ter uma torcida, mas sem uma diretoria consciente, responsável e séria, não se chega a lugar algum.

Só espero que, inspirando-se no algoz Grêmio, o Corinthians renasça das cinzas. Jogue a série B com a mesma dignidade que foi rebaixado, sem pensar que será fácil. Ainda acredito no timão. Mesmo com um presidente que fez parte da corja. Mesmo com um time tecnicamente ruim. Mesmo com meio país torcendo contra. Mesmo com problemas financeiros gravíssimos.

Mas ainda sim serei Corinthians.. Como diria aquela antiga música do Sílvio Santos: “Doutor, eu não me engano. Meu coração é corintiano!”

PARABÉNS AVES DE RAPINA. VOCÊS DEPENARAM MEU CORINTHIANS.

SATISFEITOS?

Pros Anti- corintianos, já que esse blog é imparcial:

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Pronto.. agora é só tirar sarro…. Aproveitem.. um rival cair pra outra divisão é uma chance única.. tem mais é que zoar e tirar sarro.. Afinal.. só tá nessa posição por que mereceu…

Mas sem violência…

UPTADE: Pai Frank ataca novamente.. foi só eu falar que o Corinthians devia se inspirar no algóz Grêmio, que a diretoria contratou Mano Menezes pra treinador. Já posso jogar na Mega Sena

 

Questão de Estilo

Engraçado como a beleza é questão de opinião. Muito se fala nos “padrões de beleza impostos pela sociedade”, principalmente quando um caso de morte por anorexia acontece. Nesses casos, além de programas de televisão se aproveitarem do drama da família (a Sra. Abrão que o diga), uma longa discussão se aquece, mas depois de uma semana, cai no esquecimento.

Mas a pergunta que fica é: Quem julga o que é bonito ou o que é feio?

Na verdade, somos nós mesmos que julgamos. Creio que há dois tipos de pensamento. O racional e o emocional.

o Racional diz: “Poatz… mas que mulher (ou homem, depende de quem vê) horrível. Mas onde que ela(e) está com a cabeça para andar assim?”

Já o emocional diz: “Caraca.. que estilo….Mas que mulher!”. O emocional não vem do cérebro, mas do coração (isso foi profundo). O coração, se é que a ciência explica, tem uma influência forte sobre o que pensamos. Por mais que uma pessoa se vista de maneira equivocada (para ser simpático) o coração muda completamente o que o racional veria. Ou seja, o coração comanda. (isso foi mais profundo)

Curiosamente, esses dois pensamentos podem ocorrer para a mesma pessoa, exatamente em função do que o coração acha.

Agora você me pergunta: Por que raios ele está falando sobre isso, se nenhuma menina morreu de anorexia ou coisa parecida?

O motivo é a foto abaixo. Qual o primeiro pensamento que te vem à cabeça quando você olha a figura a seguir:

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Perdigão Bethânia: Atentem ao biquinho....

Eu penso no racional.

Alguém se arrisca no emocional?

Gaviões X Porcos

É hoje! Corinthians X Palmeiras. Esse jogo é simplesmente imperdível.(Apesar de ser sábado, 18h10min, por causa do jogo de domingo. Avante canarinhos!).

Por pior que estejam as duas equipes, nunca se sabe o resultado, é uma caixinha de surpresas, ou, como diria um amigo meu, uma caixinha… de pandora.

Ok. Esse clássico já foi melhor. Muito melhor. Do tempo que o Viola (lembram dele?) imitou o porco (aliás, já conto porque o símbolo do Palmeiras é o porco). Lembro também de outras passagens: A semifinal da Libertadores de 1999, quando Marcos pegou aquele fatídico pênalti que acabou com o sonho corintiano de chegar a final da Libertadores (pegou, mas pegou adiantado mais de 1 metro, seu Marcos!).

Lembro da final do Paulistão de 2003 (?), quando Edílson faz aquelas embaixadas e levou uma chapuletada do Paulo Nunes (Esse deve estar junto com o Viola… ou não.) que desembocou em briga generalizada.

Mas essa rivalidade vem de anos, anos atrás. Ouvi um comentário do Juca Kfouri, em seu programa na CBN, explicando porque, afinal de contas, o porco é símbolo do Palmeiras.

Brasileiro de 19 e bolinha… Constava no regulamento, que após inscritos os atletas, os clubes não poderiam adicionar novos jogadores, a menos que houvesse unanimidade entre os outros clubes participantes. Trocando em miúdos, só se podia incluir novos jogadores com a permissão dos demais clubes do campeonato (devia rolar mala preta para todo lado…)

Assim sendo, durante a competição, dois atletas corintianos morreram em um acidente de carro, e, como naquela época, além de jogar sem muito descanso e com elencos resumidíssimos, era necessários que se contratassem substitutos. Isso até foi feito, porém, para inscreve-los, era necessária a tal da unanimidade. Quase todos concordaram. Até São Paulo e Santos. Em disse quase todos. Um único clube vetou. Ganha um doce quem adivinhar qual…

O Palmeiras foi contra (e tem lá suas razões… Pra que beneficiar o rival?) e o Corinthians não pôde inscrever os atletas. Estava armado o circo. Negociações foram feitas e nada. Não haveria jeito de se inscrever os atletas. E o dominó atingiu a torcida. Quando, finalmente, Palmeiras e Corinthians se enfrentaram, a torcida corintiana soltou um porco no gramado, e a partir de então, o time era chamado de forma pejorativa de porco. Anos mais tarde, o apelido foi incorporado, e há até coros exaltando o apelido. Meneira inteligente de escapar da gozação (assim como Flamengo é chamado de urubu, São Paulo de bambi, o próprio Corinthians de gambá). Procurei mais informações sobre isso, mas não encontrei. Acho que vou mandar um email pro Kfouri. Quem sabe ele responde.

Bons tempos…. Vamos torcer para que o jogo de hoje tenha paz nas arquibancadas, e futebol de verdade dentro das quatro linhas, já que jogos que dão gosto de assistir estão raros hoje em dia. Infelizmente.

Dica: Para saber mais sobre como era o futebol a uns tempos atrás, recomendo um livro do João Saldanha: Subterrâneos do Futebol. Lá ele conta como começou a carreira de técnico no Botafogo, bastidores de algumas partidas, enfim, como era o futebol na época de Pelé, Garrincha, Amarildo, Zagalo e cia.

Em tempo: O jogo acabou 1 a 0 para o Palmeiras. Muito balão, muita canelada, e futebol que é bom, quase nada…. Esse é o futebol pentacampeão?