Um brasileiro Rei da Inglaterra

A vida de um Rei absolutista era cercada de atos importantes: dar umas ordens aqui e outras ali, praticar caça, fornicar quantas camareiras quisesse, declarar guerra quando se sentisse entediado. Veio a tal da República e acabou com a momice da Coroa. Hoje, em muitos lugares, Reis e Rainhas são apenas figuras políticas que, apesar de respeitadas, não tem lá muito o que fazer a não ser viajar ou mesmo postar vídeos no Youtube.

Há algumas décadas, no entanto, Eduardo VIII – que vocês já devem ter percebido se tratar de alguém importante só pelo numeral romano posterior ao nome – teve uma vida bastante divertida: uma infância cercada de babás reais, recebendo tratamentos reais e quando adulto, um Reino inteiro para chamar de seu.

Quando criança recebeu inúmeros nomes, costume que, pelo jeito, era bastante apreciado pela nobreza. Quem aqui nunca fez troça com o nome de Dom Pedro I? Já mocinho, ingressou na carreira militar, ficando dois anos na Marinha. Em 1914 meteu-se  a participar de uma Guerra sem lá muita importância que aconteceu até 1918 e voltou vivo. Tudo bem que não foi autorizado a estar na linha de frente, mas sempre que pôde participou dos combates. Ganhou o respeito dos soldados.

Essa passagem, apesar de meio besta, demonstra um traço de sua personalidade. Quando Rei, criticava a miséria do povo, não se conformando com a situação, por exemplo, de mineradores de carvão. Imagine só a tensão entre o Rei, que não mandava nada e criticava a situação da sociedade e o Primeiro Ministro e demais políticos…

A parte que nos interessa, contudo, não está na Wikipédia nem nos livros de História britânico. Os parágrafos acima são uma introdução (um pouco detalhada demais) de quem era o personagem principal de uma história sem registro e que para muitos de vocês leitores soará apenas como lenda urbana.

Edward, além das características mencionadas acima, tinha como traço algo que faltava aos Imperadores Romanos ou aos sábios atenienses: gostava de mulher. E isso é a mais absoluta verdade. No dia de sua coroação, apresentou na sacada do palácio sua amante e desconhecida- advogada-americana-divorciada Wallis Simpson. Para casar-se com ela*, um ano depois, abdicou ao trono recebendo posteriormente o título de Conde de Windsor.

Voltando a história principal, Edward gostava de mulher. E essa passagem desconhecida conta que, na década de 30, o ainda Príncipe Edward veio ao Brasil do samba, do carnaval e do futebol numa viagem extra oficial. E, como todos sabem, além dessas coisas e da caipirinha também há um item sobrando: mulher. Well…. não é difícil imaginar o que aconteceu: A amante brasileira do Príncipe Edward ficou grávida, nascendo nove meses depois, um filho macho e legítimo herdeiro.

Veja agora o resultado dessa história: Edward abdica ao troco, cabendo a honra a seu irmão Jorge. O Rei Jorge VI tem apenas uma filha chamada Elizabeth, e esta em 1952, justamente por não haver nenhum outro homem na linha sucessória, assume o trono real.

Concluímos então que se o filho brasileiro do Conde de Windsor fosse, na época, legitimado, teríamos um BRASILEIRO COROADO REI DA INGLATERRA!!!!!

Depois do choque inicial, vamos às ponderações: Não sei dizer QUEM é esse filho, ONDE ele nasceu ou mesmo se continua vivo. A única informação que disponho é de que esse cidadão recebia uma mesada vinda diretamente da Embaixada Britânica no Brasil, o que, cá entre nós, é bastante suspeito. Entretanto, essa mesada vai ao encontro da personalidade de Edward, principalmente a descrita naquele trecho do 4º parágrafo. Viu? Aquela introdução detalhada não foi escrita pra encher o post. Foi feita pra encher o post também.

Essa é uma história que circula entre  antigos membros da comunidade inglesa em São Paulo. Apesar de não haver muitas provas, é deliciosamente irônico imaginar que houve a possibilidade de um brasileiro ser reconhecido como dono da Coroa do Reino Unido, além de anfitrião do Palácio de Buckingham.

*Post Scriptum: Só para deixar claro, O Rei Eduardo VIII também foi acusado de traidor e simpatizante dos nazistas. De fato, não há como negar que, após a abdicação ao trono, Edward tenha visitado a Alemanha de Hitler, tendo encontro reservado com o próprio Fuher. Segundo esse texto do Opera Mundi, Eduardo VIII seria capturado pelos nazistas, que o levariam de volta ao trono da Inglaterra para servir apenas como marionete. Leia a história completa (que daria enredo de filme), diretamente no site.