F1 2011: Interlagos, Brasil

Pessoal, devido a um domingo atribulado, teremos aqui a análise do Fábio Seixas, sobre o último GP do ano e, após, o Pitaco do Frank:

Webber, vitória com cheiro de marmelo

O australiano só chegou à liderança do GP porque Vettel supostamente sofria com um “problema sério de câmbio”. O curioso é que, depois da ultrapassagem, o alemão voltou a andar em ritmo forte. Tanto que cruzou em segundo.

Ok, a Red Bull tem um carro sensacional, mas não a ponto de um piloto perder segunda e terceira marchas e permanecer à frente de McLaren e Ferrari.

Estranho, sim. Condenável? À esta altura do campeonato, não acho. O Mundial já estava decidido. Antes de criticar, lembrem-se de Senna dando a vitória a Berger em Suzuka-91 e das reverências ao brasileiro na ocasião.

Button completou o pódio e sagrou-se vice-campeão mundial. Merecido.

A prova começou com sol forte, 26ºC no ar, 44ºC no asfalto e previsão de chuva nos instantes finais.

Na largada, Vettel acelerou forte, manteve a linha e a primeira posição.

Alonso passou Hamilton no S. Massa deixou Sutil para trás. Bruno ficou em nono. Barrichello despencou para 20º e teve de fazer uma corrida de recuperação.

O top 10 na primeira volta, Vettel, Webber, Button, Alonso, Hamilton, Massa, Rosberg, Sutil, Bruno e Di Resta.

As dez primeiras voltas foram protocolares, sem grandes emoções. Mas logo o cenário ficou mais agitado.

Schumacher foi o primeiro a mudar isso, na 10ª volta.

Ele partiu para ultrapassar Bruno no final da Reta dos Boxes, o brasileiro não aliviou, os dois se tocaram. Pior para o heptacampeão, que teve um pneu furado. Bruno perdeu algum pedaço do carro, que aparentemente não fez falta.

Minha opinião: incidente normal de corrida. Quando nenhum piloto levanta o pé, dá nisso. Acontece. Pena que os comissários da FIA, cada vez mais ridículos, não pensem assim. Bruno levou um drive through.

Na 11ª volta, mais emoção, num show de categoria de Alonso. O espanhol passou Button no Laranjinha, por fora. Demais.

Instantes depois, foi a vez de Vettel adicionar imprevisibilidade à corrida. Pelo rádio, ele foi informado de que havia um problema na sua segunda marcha.

Simultaneamente, começava o corre-corre nos boxes. Button parou na 16ª volta. Alonso, Rosberg e Hamilton, na seguinte. Vettel, na 18ª. Webber entrou na 19ª.

Na 23ª, o primeiro abandono: o pneu traseiro esquerdo de Glock saiu voando após seu pit. Que várzea, essa Virgin…

Três voltas depois, Vettel recebeu mais uma péssima notícia. “Problemas sérios na caixa de câmbio”, disse o engenheiro. Não por coincidência, Webber estreitava a diferença.

Na 30ª volta, veio a ultrapassagem. Webber líder do GP. E a suspeita. Marmelada? O irônico da situação é que foi a Ferrari, pelo Twitter, que lançou o mau cheiro no ar…

Duas voltas depois, Button, de novo, foi o primeiro dos ponteiros a parar. Colocou os pneus mais duros, dando toda a pinta de que iria até o final assim. Ou seja, apostava em tempo seco. Hamilton parou na 34ª e continiuou com pneus macios: ou seja, apostando em ter de colocar os compostos de chuva mais à frente.

Alonso parou na 36ª. Webber, na 39ª. Vettel, na 40ª, instantes depois de Button ultrapassar Massa e faturar a quarta posição.

Na 40ª volta, o top 10 tinha Webber, Vettel, Alonso, Button, Massa, Hamilton, Rosberg, Sutil, Di Resta e Kobayashi.

E, como a chuva não veio, Hamilton teve de parar na 44ª volta e colocar os pneus duros. Logo depois, sua corrida foi pro espaço. Com problemas de câmbio, encostou e abandonou o GP.

Na 53ª, uma surpresa, Button foi para os boxes e colocou novo jogo de pneus duros. Alonso parou na 55ª.

“Você pode dar voltas em ritmo de classificação”, disse o engenheiro de Button. E ele obededeceu. Começou a chinelar, a cravar voltas mais rápidas, caçando Alonso volta a volta.

Líder, Webber fez seu terceiro pit na 59ª. Vettel, na seguinte.

Na 60ª, Button chegou em Alonso. Duas voltas depois, ultrapassou no fim da Reta Oposta, acelerando com muita força e, claro, usando a asa traseira.

Na linha de chegada, Webber tinha 16s9 sobre Vettel e 27s6 sobre Button. Completando o top 10, Alonso, Massa, Sutil, Rosberg, Di Resta, Kobayashi e Petrov. Barrichello foi o 14º. Bruno, o 17º.

Pelo rádio, comemoração tímida da Red Bull e de Webber. Um quê de constrangimento, talvez.

Com o resultado, Vettel fecha o ano do bicampeonato com 392 pontos. Button ficou com 270. Webber pulou para terceiro, com 258, um a mais que Alonso. Hamilton ficou em quinto, com 227. Massa foi o sexto, com 118.

No Mundial de Construtores, 650 pontos para a Red Bull contra 497 de McLaren e 375 de Ferrari.

E terminou. Que venha 2012. Faltam 111 dias para o GP da Austrália.

Pitaco do Frank: Por mais superior que o carro da Red Bull pareça e seja, temos também que creditar o destruidor campeonato de Vettel à incompetência das outras equipes.

Ofereço meu ombro amigo ao camarada e xará Frank Williams. Que ano terrível para sua escuderia. Um carro lixo para quem costuma se superar na montagem das máquinas. Tem que honrar os 9 títulos mundiais, pô!

A Ferrari tem que ficar mais vermelha, mas dessa vez de vergonha. Ô carrinho sem vergonha, que obrigou Alonso a fazer milagres. Já a McLaren não achou seu diferencial competitivo, faltou aquele sopro de inspiração.

Renault e Mercedes vão quer que sambar miúdo para projetar carros mais criativos e aerodinamicamente mais inteligentes. Vejo uma luz no fim do túnel – de Mônaco – para elas. Quem sabe não dão trabalho asno que vem?

E faço um apelo, uma súplica, por fim: que as novas equipes façam o que as lamentáveis STR, Hispania, Virgin e a mequetrefe Lotus não conseguiram. Não precia ser top de linha. Sejam apenas… carros de F1.

Alô Marussia e Caterham! É com vocês que eu estou falando!

Piquet e a Brabham BT49C: carro campeão, piloto tricampeão

Foto: Grande Prêmio

F1 2011: Abu Dhabi, Emirados Árabes

Abu Dhabi poderia ser o nome completo do macaco amigo do Aladdin, mas é apenas mais um circuito no qual os pilotos mais famosos do planeta tentariam acabar com o paradigma de correr atrás do Vettel a temporada toda.

E tiveram que contar com a ajuda de entidades divinas.

Vettel largou bem, mas inexplicavelmente o pneu estourou. Ele não tocou em ninguém, não saiu no traçado…. não fez nada diferente daquilo que sempre fez. Arrastou-se pela pista e, ao chegar ao box, ficou bem visível que a suspensão traseira estava em frangalhos. Como disse, só a força divina para fazê-lo abandonar.

Sem o alemão, Hamilton assumiu a liderança. Deve ter aberto um sorriso gigante dentro do capacete. Button e Webber disputaram posições, com direito a duas ultrapassagens entre eles. Melhor para o inglês.

Alonso também pareceu ganhar uma injeção de ânimo com a saída de Vettel. Em segundo, iniciou a perseguição ao inglês líder. Pressão, claro, nos critérios de Abu Dhabi.

Bruno Senna merece apenas esse parágrafo se não fizer nada melhor. Foi MUITO mal na largada e foi obrigado a se esforçar pra passar Timo Glock e sua poderosa Virgin. A que ponto chegamos?

Enquanto o Buemi e o DiResta ficam brincando de ultrapassar um ao outro, vou ali tomar meu café da manhã, caso contrário vou babar no teclado. Emoções.

Então, né…

Opa, agora sim. Button e Webber mais uma vez travaram briga por posição. Contou, inclusive, com um toque entre eles, com o inglês se dando bem novamente.

Fato rápido: Na volta 26, Pastor Maldonado tinha ganhado 12 posições em relação a largada. Só que o cidadão estava meio fora de suas faculdades mentais ideais. Ignorou 2 bandeiras azuis, quase bateu, sozinho, na saída dos boxes e por pouco não atropelou a placa que indica o DRS. Tá danado!

Volta 31. Felipe errou o traçado e permitiu a ultrapassagem do Webber (o australiano tinha perdido tempo e a posição no box algumas voltas antes). Na curva seguinte, Massa tomou a posição de volta. Bonito de ver, já que ficaram lado a lado.

Rubinho, por outro lado, largou em 24º. Pior posição na (longa) carreira. Com a limitadíssima Williams, no entanto, foi pacientemente passando um a um, até chegar, na volta 35, a posição de número 10, DENTRO DA ZONA DE PONTUAÇÃO. Excelente Rubinho! Terminou em 12º.

Massa rodou. Sozinho. Dai-me paciência.

No ultimo pitstop, Hamilton entrou primeiro. Alonso tinha por obrigação jogar todo o peso do corpo no acelerador e correr como se fosse seu último GP. Mas na hora de entrar no box, tinha uma Hispania no meio do caminho. Some isso ao fato de que a parada não foi exatamente ligeira e…

COMEMORA LEWIS HAMILTON! VOCÊ E SUA MCLAREN VENCERAM O GP DE ABU DHABI! SAI ZICA!

Fernando Alonso chega em segundo e Button completa o pódio.

Chegaremos a última corrida do campeonato com a disputa pelo vice dessa forma: Button (255 pts), Alonso (245 pts), Webber (233 pts), Hamilton (227 pts).

E a última corrida é em casa. Dia 27 de novembro nos vemos no Grande Prêmio do Brasil, pra terminar a temporada 2011.

F1 2011: Nova Delhi, Índia

E a cada vez mais globalizada F1 chegou a milenar Índia.

O circuito tem um traçado bem bacana, mas a sujeira vinda das obras inacabadas acabou atrapalhando a corrida.

Na largada Massa pulou para quinto, ficou atrás de Alonso e com um bom ritmo de corrida.

O brasileiro vinha bem até encontrar seu grande rival nesta temporada: Lewis Hamilton, em sexto. Ai o inglês “dançou” para cá, para lá, até que mergulhou, mas Massa não cedeu e os dois acabaram se tocando e ficando com os bicos quebrados.

Minha opinião? Sem patriotada: Massa foi muito bem. É isso que se espera de um piloto de uma Ferrari. Esse lance foi como voltar a F1 “das antigas” como em um Senna X Prost. Tudo normal. Pena que os comissários de prova não pensaram assim e o ferrarista foi punido.

E a zebra com “degrau”? Vocês viram? Pois é, circuito novo tem dessas coisas. E Felipe também foi vitíma dela com uma suspensão dianteira quebrada. A vaca sagrada foi para o brejo.

Bruno Senna vinha em nono, na zona de pontuação, com uma parada só, mas teve que colocar pneus duros e perdeu posições. Chegou em décimo segundo, mas boa corrida do garoto.

Rubinho, como em toda temporada, foi apagado e ainda bateu na largada. Décimo quinto lugar para ele.

E QUEM VENCEU? Precisa dizer? Acho que não… você, meu caro leitor, é inteligente. Basta dizer que o sobrenome dele começa com V. Ele tá brincando na pista.

Button, o lorde, chegou em segundo e Alonso em terceiro com Webber no cangote.

Classificação do campeonato: 1 Vettel- 374 pts; 2- Button-240 pts; 3- Alonso-227 pts; 4 Webber- 221 pts; 5- Hamilton 202 pts; 6 Massa 98 pts

Próxima corrida: Dia 13 de Novembro em Abu Dabi, nos Emirados Árabes.

Foto: EFE

F1 2011: Singapura

Corrida chata. Pilotos pouco inspirados. Ultrapassagens minguadas e burocráticas. Um sonolento Grande Prêmio, à luz dos refletores…

A noite de Singapura poderia render mais do que algumas biritas do oriente para Sebastian Vettel. Dessa vez, a noite de Singapura poderia trazer mais um título mundial para o jovem alemão. Era só chegar na frente e torcer para uma combinação – nem tão difícil – de resultados.

Na largada, Webber largou mal (de novo) e atrapalhou Hamilton. Com isso, Alonso e Massa mergulharam e ganharam algumas posições – outra vez boas largadas. Button também se deu bem. Já Vettel… bem… basta dizer que em apenas 5 voltas, o cidadão abriu 7 segundos. Devia estar pouco afim de liquidar a fatura logo, hein?

Hamilton continua na sua saga de bater com o carro em todos os pilotos da F1, Nascar, Moto GP e Indy, vivos ou mortos. Dessa vez foi Massa. Manobra um pouco infeliz por parte do inglês e mais um pneu furado para a conta do brasileiro. Massa, aliás, está meio com complexo de Rubinho depois que virou papai: os resultados não aparecem e, para completar, o carro quebra sem que se tenha culpa.

E Hamilton? Punido. Eu recomendaria que o inglês passasse as férias da temporada em algum rincão afastado, olhando a natureza e pensando na vida. Vai fazer bem pro rapaz.

Bruno Senna – que sempre é bom repetir: não é o tio – não teve um fim de semana lá muito feliz. Foi obrigado a fazer alguns pit stops além do previsto e ficou brincando de correr lá nas posições inferiores. Por um lado é bom. Vai pegando cancha.

Paul di Resta e uma valente Force India chegaram a ficar em terceiro. Carro rápido? Não exatamente. Estava mais para uma economia de pneus. Com 19 voltas, nenhuma parada. Só que nessas de segurar pneu, começou a andar lento e segurou também Alonso. O espanhol, que estava até perto de Button, perdeu contato para disputar a liderança – dos carros que não são o de Vettel.

Na volta 30, Rosberg foi ultrapassado por Perez, tentou dar o troco e os dois se tocaram. Até aí nada demais. O mexicano saiu da pista e voltou atrás do filho do Keke. A briga mudou de piloto, mas não de país: Schummacher aproximou, tentou ultrapassar, mas acertou em cheio a traseira de Perez. A Mercedes do alemão empinou e voaram faíscas e pedaços de pneu para todos os lados. Bonito. Schummacher no muro, destruindo o carro.

A grande discussão desse acidente é saber se Perez freou antes que o normal ou se Schummacher tentou passar pelo meio da Sauber. Schumacher assumiu a culpa. Segue o jogo!

Falamos de Alonso nesse texto? Não? Então você já sabe como foi a corrida dele.

Faltando algumas voltas para o final da prova, uma cena bastante significativa: Massa e Barrichello brigando entre eles por posição. A 10ª posição. 1 mísero pontinho. É… Ganhou Massa. Fico me perguntando se depois que o cidadão tem um filho, fica com mais medo de morrer. Isso deve explicar alguma coisa. Ou não.

Rádio da McLaren: “Pisa fundo Button. Vai par cima!”. Faltando 6 voltas para o final, resolveram tentar tirar a diferença de uma semana para Vettel. Botar pressão, mostrar que a equipe esta viva… Qualquer coisa nesse sentido. Preciso dizer que não funcionou?

PASSA A BANDEIRA QUADRICULADA! SEBASTIAN VETTEL E SUA RED BULL VENCEM O GP DE SINGAPURA!

E o segundo é… é… Vamos esperar um pouco…

Agora sim. Button passa em segundo. Webber (!) em terceiro. Assim, nada de título para Vettel nessa corrida! Quer dizer… agora Vettel vai precisar de um milagre para NÃO perder o campeonato. Será que ele consegue mais… 1 ponto?

Destaque para a Force India. Terminou em 6º com di Resta e em 8º com Sutil. Boa corrida.

A classificação do campeonato ficou assim:

Vettel (284 pts), volta ao mundo em oitenta dias + 5 semanas em um balão, Alonso (172 pts), Button (167 pts), Webber (167 pts), Hamilton 158 (pts), Massa (82 pts).

O que ver nas próximas corridas? Já que o campeonato está decidido, aqui vai algumas coisas (sérias) que você pode se concentrar nos próximos GP’s: Hamilton vai bater em mais alguem? Webber vai conseguir salvar o pescoço para a próxima temporada? Senna conseguirá mais algum ponto? Alonso desistiu da temporada? Massa não tem mais a vitalidade de alguns anos atrás?

Próximo GP: 9 de outubro, no Japão. Estava com saudades das corridas noturnas. Mas ao contrário.

UPTADE: Tuitada do @vitonez: “Digamos que Massa tenha ido tirar satisfação com Hamilton. Partiu pra cima”. Ih rapaz… que loucura… que loucura…

F1 2011: Spa-Francorchamps, Bélgica

Spa… Circuito das antigas, curvas de altas e bons pontos de ultrapassagem. Diferente do treino, a chuva não veio, houve ultrapassagens, mas a corrida ficou abaixo do esperado.

Na largada houve um pancadão geral e muita gente saiu da pista. Massa pulou para terceiro, mas Alonso foi ainda melhor e saiu de oitavo para quinto.

Webber ficou parado e perdeu muitas posições. Já Rosberg, com a sua Mercedes, foi a grande surpresa, pulou para primeiro, mas logo foi superado por Vettel.

As Red Bulls tinham melhor ritmo de corrida, apesar do brilhareco de Alonso com a Ferrari, que ele só conseguiu, por ser Alonso.

Os grandes destaques da corrida foram Button e o ótimo (e voltando a ser o velho) Schumacher.

Enquanto Hamilton sofria com os desgaste de pneus e vendo sua corrida terminar após uma batida com Kobayashi – o que provocou o Safety Car – Button provou que correr no limite, mas com prudência, é com ele mesmo.

Ele largou em décimo terceiro, mas, popupando equipamento como ninguém, chegou em terceiro.

Schumacher, completando 20 anos de F1, deu show. Largou em último e com a velha competência, fez ultrapassagens “cerebrais” para chegar em quinto, a frente do companheiro Rosberg.

Massa, mais uma vez, não foi competitivo e ainda deu azar com um pneu furado. Chegou em oitavo. Será que a paciência da Ferrari vai até o final de 2012??

Rubinho, dentro das possibilidades do carro, chegou em décimo sexto.

Já o estreante brasilero Bruno Senna, pela Renault, merece um capítulo especial.

Fez um belo treino, coisa de gente grande. ÇLargou em sétimo e para quem não andava em um carro de verdade, ótimo resultado. Na largada pecou pela falta de ritmo, foi afoito e deu um pancadão. Foi punido.

Apesar disso, levou o carro até o final. Melhor sorte em Monza.

Atenção: Não crucifiquem o garoto, pelas razões expostas acima. E ELE NÃO É O TIO, TÁ BOM?

Quem venceu? Vettel em primeiro com Webber em segundo.

O campeonato:

Vettel 269 pts; floresta negra… Webber 167 pts; Alonso 157 pts; Button 149 pts; Hamilton 146 pts; Massa 74 pts.

Próxima corrida: GP da Itália, dia 11 de Setembro

Tom Gandolfini/AFP Crédito: UOL Esporte

F1 2011: Hungaroring, Hungria

Em corrida “melada,” Button vence na estratégia.

O GP da Hungria é normalmente chato. Sorte que dessa vez teve chuva para dar mais emoção. Não foi um temporal, mas o suficiente para Hamilton pular na frente de Vettel já na largada e Button também tomar a segunda posição do alemão.

Alonso e Massa trocaram posições, já que o brasileiro não é muito fã de água, ao contrário do espanhol.

A partir dai, a corrida se tornou estratégica. Sempre contando contando com o imponderável da chuva, levava vantagem quem escolhesse os pneus certos para usar na hora certa…

Massa foi o primeiro a rodar, caindo para nono. Button escolheu pneus duros, enquanto Hamilton escolheu pneu super moles, que duram menos.

E como Button sabe poupar muito bem pneus e adora esse tempo de garoa, acabou levando vantagem sobre o seu companheiro que acabou rodando. Esse fato gerou uma punição para Hamilton por direção perigosa, digamos.

Vettel fazia uma corrida discreta, até a Red Bull errar na conta dos pits stops. O mesmo aconteceu com Hamilton e com a Mclaren.

Quem se deu bem com isso foi Alonso, que assumiu a terceira posição e não a largou mais. Já Button continuava na frente poupando equipamento e usando o cerébro, além da velocidade.  Ele foi assim até o final com Vettel em segundo.

Massa, fora a rodada, foi bem na prova. O brasileiro foi combativo, só não teve a mesma sorte de seu companheiro para chegar ao pódio. Terminou em sexto.

Rubinho com sua carroça vestida de Williams terminou em 13o.

Citação: Heidfeld saia do seu pit com a Renault quando começou a vazar combústivel, e ai se deu o fogaréu para espantar o frio.  Aí foi fiscal se atrapalhando com o extintor e na hora de puxar o carro para um lugar seguro. Uma beleza!

O campeonato:  Vettel 234 pts;  Webber 149 pts; Hamilton 146 pts; Alonso 145 pts; Button 134 pts; Massa 70 pts

Próxima corrida: GP da Bélgica, dia 28 de Agosto 

Foto: UOL Esporte

F1 2011: Nürburgring, Alemanha

Com Hamilton reencontrando a técnica e Vettel administrando sua dificuldade, o campeonato caminha para a definição. Mas as coisas poderiam ser diferentes…

A largada do GP da Alemanha foi bem sintomática. Hamilton pulou na ponta, Vettel ficou encaixotado pelas duas Ferrari – e dos dois cavalinhos empinados, quem se deu melhor foi Alonso. Um retrato do momento atual da temporada.

Vettel não quer se esforçar na adversidade. E nem precisa. Por que raios vai se desgastar no trânsito, tendo um.. paddock de pontos na frente? Vai administrar quando não tiver uma boa posição no grid e vai pulverizar tempos quando largar na pole. Simples. Tem o campeonato na mão.

Já Felipe Massa tem algum problema –  que pote ser motivação ou mesmo falta de talento – para dar aquele passo que diferencia os bons pilotos dos pilotos médios. Nessa corrida isso fica bastante claro, uma vez que demorou uma eternidade para ultrapassar Rosberg e rodou sozinho ao frear errado numa chicane. E não adianta reclamar da troca de pneus desastrada da Ferrari na última volta: “A porca saiu voando na minha frente” Não precisava ter chegado a esse ponto.

Vislumbres do gênio Schummacher. O alemão explora tudo o que pode da pista e do seu carro. Ultrapassa, defende posição, roda. Ele realmente gosta do que faz. E vai levar essa brincadeira até onde pode. Duvido que desista antes de realmente não conseguir mais correr. Por mais que os resultados sejam pífios, que a pontuação seja lamentável, é comovente vê-lo correr. Ainda é.

Mas vamos pro fim da corrida, que é o que interessa:

Hamilton ultrapassou todo mundo que precisava, quantas vezes foi preciso. Quando Alonso saiu na frente depois de uma troca de pneus, o inglês aproveitou o pneu frio do espanhol e contornou a curva na técnica, no braço. Alonso fez o de sempre. Fez o que sabe fazer. Também agressivo e incisivo, só não foi melhor que Hamilton.

Vendo as duas últimas corridas de Hamilton e de Alonso, fica a sensação que o campeonato poderia ter sido diferente. Os ajustes aerodinâmicos – geniais, sem dúvida – da Red Bull deram a vantagem que Vettel precisava nas classificações. E daí foi um abraço. Agora as coisas parecem equilibradas e o talento dos pilotos me parece mais decisivo, logo, as duas corridaças de El Fodón e Sir Negón.

Quem venceu a corrida? Lewis Hamilton, com justiça. Alonso em segundo, também muito justo. Webber aproveitou um fim de semana de muita luz pra faturar o troféu de terceiro colocado. Vettel administrou e ainda faturou um quarto lugar.

Destaque para Adrian Sutil. Sexto lugar com uma Force India tem que ser comemorado. Rubinho abandonou com vazamento de óleo (ao menos ele “vareia” nas desculpas) e Button vinha discretíssimo, quase sumido, até abandonar. Vale lembrar da bonita decolagem de Heidfeld. Acho que vi 3 rodas fora do asfalto.

Classificação do campeonato: Vettel (216 pts), Deserto do Saara, Webber (139 pts), Hamilton (134 pts), Alonso (130 pts), Button (109 pts).

Próxima corrida: 31 de julho, Budapeste, no tradicional Hungaroring. (O belo retão vai resultar em muitas ultrapassagens, pode apostar)

Foto: Ag. Reuters