F1 2013: GP da Hungria

Muito calor e algumas ultrapassagens em Budapeste.

A Mercerdes parece ter resolvido seus problemas com o consumo de pneus. O que levou Hamilton a primeira vitória na nova casa. Palmas para o tio Ross, tio Niki e sua turma. Parece que eles vão bagunçar o campeonato.

O Rosberg, não teve muita sorte: levou um ‘totó’ do Massa na largada e desapareceu na corrida. O motor ‘fumou’ e ele parou.

A Red Bull fez uma prova correta, apesar de Vettel colocar em risco sua 3ª posição partindo para cima do Raikkonen perigosamente e Webber ter sido mantido na 4ª posição por um ‘fica queto ai, velho’ pelo rádio, será?

A Lotus foi muito bem. Raikkonen fazendo uma parada a menos, conseguiu uma bela 2ª posição, mas o grande destaque foi o Grosejan, e pasmen! Ele não fez besteira! Aliás, o franco/suiçinho fez belas ultrapassagens! Não.. não você não leu errado. Com destaque para um ‘passão’ por fora no Webber. A punição para o francês foi injusta. Acho que ele paga pelo passado recente.

Já a Ferrari.. bem.. Alonso chegou em uma ruim 5ª posição. O campeonato, que já está ruim, vai ficando pior e Massa com o carro ruim e com o bico quebrado, não teve como fazer muita coisa. Chegou em 8º. É.. Luca Di Montezemolo, algo está errado no reino de Maranello. Vê isso ai, hein!

O campeonato: Vettel 172 pts; Raikkonen 134 pts; Alonso 133 pts; Hamilton 124 pts; Webber 105 pts; Rosberg 84 pts; Massa 61 pts

Próxima prova: Spa-Francorchamps, 25 de Agosto.

F1 2012; GP da Hungria

Devido ao clima olímpico, fiquei zapeando com o controle remoto na TV e vi partes da “procissão” de hoje. Deixo aqui, excepcionalmente, um relato mais confiável.

do Blog do Fábio Seixas:

Hamilton, vitória num GP de pit stops

Grande Prêmio da Hungria de Pit Stops. Porque F-1, que é bom, não houve.

Pelo menos F-1 da maneira como a concebo. Como esporte. Com disputas. Com pilotos buscando a superação. Com homens indo ao limite. Com trocas de posição. Com indefinição.

O que houve foi uma procissão de poucas emoções, vencida por Hamilton, seguido por Raikkonen e Grosjean.

Foi a segunda vitória do inglês nesta temporada, a 19ª na carreira.

Um resultado, como imaginado após um grid tão mexido, que mudou um pouco a cara da tabela; Porque líder do Mundial, Alonso foi o quinto no GP. Vice-líder, Webber não passou de oitavo. Isso aumentou ainda mais a folga do espanhol na ponta do campeonato, é verdade. Mas aumentou também o bolo do segundo ao quinto colocados.

Foi um domingo de muito calor na Hungria.

No início da prova, 30ºC no ar, 46ºC na pista.

E uma confusão, tudo indica, causada pela direção de prova. A largada foi abortada, e Schumacher apareceu com o carro parado no grid.

O motivo teria sido falha na sinalização. Ele alega que desligou o motor quando percebeu o diretor do GP mexendo os braços, indicando problemas na largada. Ou seja, não teria sido ele o motivo do cancelamento. Enfim, tanto faz agora. Mas o alemão acabou se dando mal: teve de sair dos boxes.

Hamilton largou bem. Vettel tentou atacar Grosjean e dançou: perdeu a posição para Button. Massa foi outro com largada ruim: caiu de sétimo para nono.

O top 10 ao fim da primeira volta, Hamilton, Grosjean, Button, Vettel, Alonso, Raikkonen, Webber, Bruno, Massa e Hulkenberg.

Para Hamilton, não poderia haver cenário melhor. Na sétima volta, ele tinha 2s3 para Grosjean. Tenho certeza de que trabalho seria mais complicado se fosse outro o segundo colocado.

E virou procissão, como quase sempre na Hungria. Ninguém passando ninguém.

Agito, só nos boxes.

Button, Hulkenberg e Maldonado pararam na 16ª volta, abrindo a janela de pits. Na 17ª, Bruno, Di Resta e Rosberg pararam. Na 18ª, Alonso e Vettel. Na 19ª, Hamilton e Massa. Duas voltas depois, pit para Raikkonen e Webber.

Ao fim da primeira janela de pits, na 22ª volta, o top 10 tinha Hamilton, Grosjean, Button, Vettel, Raikkonen, Alonso, Webber, Bruno, Massa e Rosberg.

Com um ótimo desempenho, irreconhecível até, Grosjean passou então a virar voltas muito rápidas e encostou em Hamilton. Mas nossa esperança de ver um duelo durou pouco. O inglês respondeu e conseguiu abrir de novo.

Sem briga. Procissão de novo. Bocejei, admito.

Na 35ª, Button inaugurou a segunda janela de pits. Vettel e Grosjean entraram na 39ª. Na 40ª, Webber. Na 41ª, Hamilton. Bruno parou na 43ª. Alonso e Massa, na 44ª.

Raikkonen parou só na 45ª, o que proporcionou pelo menos um momento bacana na prova: disputa roda a roda com Grosjean na saída dos boxes, com o finlandês prevalecendo.

O top 10 na 48ª volta, com a janela de pits encerrada: Hamilton, Raikkonen, Grosjean, Vettel, Webber, Alonso, Button. Bruno, Massa e Rosberg.

(Nesse meio tempo, mais uma absurda punição dos comissários da F-1. Desta vez, a vítima do mimimi foi Maldonado, considerado culpado por tocar em Di Resta. De novo, não houve nada. De novo, a FIA passa a mensagem errada aos pilotos, de que “ultrapassar é feio, não faça mais isso, menino”.)

Sem mais pits pela frente, a nova esperança de duelo passou a ser Raikkonen se aproximando de Hamilton. Em vão. O finlandês até conseguiu reduzir sua desvantagem para 0s8, mas em nenhum momento teve abertura para tentar o bote.

Na chegada, Hamilton cruzou com 1s de vantagem para Raikkonen, que passou com 9s4 de folga para Grosjean. Completando a zona de pontos, Vettel, Alonso, Button, Bruno, Webber, Massa e Rosberg.

Uma boa prova de Bruno, diga-se, cumprindo sua antiga profecia de que as coisas começariam a melhorar a partir da Hungria, circuitos nos quais andou com a Renault no ano passado.

Uma prova apagada de Massa, diga-se também. Caiu para nono na largada e não tentou nada diferente para sair de lá. Assim fica difícil negociar contrato com quem quer que seja.

Com o resultado, Alonso aumentou sua folga para Webber no Mundial. Eram 34 pontos, agora são 40: 164 a 124.

De Webber para trás, porém, o grupo está mais próximo. Vettel foi para 122 e encostou no companheiro. Hamilton tem 117. E Raikkonen caiu para quinto, mas com um ponto a menos que o vencedor de hoje.

Lá atrás, Bruno ameaça Massa. Está em 15º, com 24 pontos, só um a menos que o ferrarista.

No Mundial de Construtores, a Red Bull tem agora 246 pontos, contra 193 da McLaren, nova vice-líder. A Lotus é a nova terceira colocada, com 192. A Ferrari despencou de segundo para quarto _e taí a pior notícia que Massa poderia carregar para essas férias da F-1.

“A corrida foi decidida para mim na largada. Meu carro patinou, o que não é normal. Não tinha um ritmo forte, mas aquelas posições eu perdi na largada”, disse Massa, ao fim da prova.

GP, agora, só em setembro, na Bélgica. Mas serão férias pouco relaxantes, imagino.

   

F1 2012: Montreal, Canadá

Quando as luzes se apagaram, os bravos pilotos das bigas do terceiro milênio começaram sua batalha. Vettel manteve a ponta, com Hamilton e Alonso atrás. Pairava duvida: será Hamilton capaz de usurpar a dianteira e sagrar-se o sétimo vencedor diferente nessa temporada?

Quem surpreendeu duas vezes nas primeiras voltas foi Felipe Massa, ultrapassando Rosberg de maneira muito bonita. Empolgação! Mas daí a empolgação foi demais e, tentando alcançar Webber, acabou lambendo o Wall of Champions e rodando. Bom… eu prefiro um Massa (com molho) ácido do que um passivo, só assistindo a corrida de dentro da pista, gastando gasolina.

Nos boxes, a surpresa: Alonso fez excelentes voltas e parou rápido, aparecendo na frente de todo mundo. Só que o pneu frio permitiu a passagem de Hamilton. Vettel em terceiro, na cola. Aliás, é bem curioso da diferença de velocidade das Ferraris nas retas. Pelas minhas contas, deu quase 20 km/h a menos do que a McLaren do inglês. Assim fica difícil, principalmente em Montreal, com uma reta de chegada (ou largada, depende do ponto de vista) looooonga…

Ainda sobre a Ferrari, vale lembrar que nas ultimas corridas eles vem incorporando pequenos updates no carro. Escapamento, radiador em posição levemente diferente. O mais importante, no entanto, foi o fluxo de ar atrás do carro. Ao contrário das carroças, uma escuderia importante não pára e nem desiste no meio da temporada, amigo.

Em quarto, Raikkonen insistia em não parar, ainda que metade da prova tenha passado. Além dele, só Perez tinha – inicialmente –  a mesma estratégia de apenas 1 pitstop. Eu gosto bastante quando alguém ousa e experimenta uma estratégia diferente.

Reservo esse parágrafo para informar que o mito, a lenda Kobayashi passou Schummacher na volta 42. Pô, tio! Falando em tio, a asa móvel traseira do Schummacher abriu e não queria fechar de jeito nenhum. Para as retas era  ótimo, mas nas curvas é um desastre. Os mecânicos até tentaram forçar, mas sem condições. Empacou. Fim de prova para ele.

Webber perdeu sozinho o ponto da frenagem e quase deu uma passeada na grama. Só para constar.

Senna chegou a ocupar o vergonhésimo lugar. Terminou em 17º. Ah não… pára isso aí, vai. Coitado do Frank Williams. Puta sacanagem com um senhor distinto como ele. E continuando com as vergonhas, Button terminou em 16º. Que houve? Deve estar com problema em casa, se é que me entendem…

Final da prova tendia a ser espetacular. Existia a duvida se Alonso resolveria fazer apenas um pitstop, apesar de ter feito a primeira parada cedo. Hamilton parou a segunda e pisou fundo, fazendo a melhor volta assim que saiu dos boxes e tirando de 1 a 2 segundos por volta. Vettel ali em segundo, esperando a melhor hora para parar novamente, se é que pararia. Um dos três levaria o GP pra casa.

Massa até segurou bem a quinta posição, defendendo-se dos ataques de Perez, Rosberg e Webber. Não dá pra dizer que ele não tentou. Mas é evidente a perda de rendimento nas retas. Foi pro box faltando 12 voltas e caiu lá pra trás…

Olha o Grosjean na quarta posição!

Volta 62 de 70. Hamilton abre a asa, põe de lado e passa Vettel. Tranquilidade. O alemão não arriscou, torcendo para um toque entre o espanhol e o inglês. Volta 63. Primeira tentativa. Pôs de lado, mostrou o bico no retrovisor no Alonso e avisou “tô aqui!”.

VOLTA 64. É EM CAIXA ALTA MESMO! ABRE HAMILTON, FECHA ALONSO. SAMBA HAMILTON, TRANCA ALONSO! NA CURVA, COLADOS… BELEZA DE VOLTA. NA RETA, AGORA, ABRIU A ASA, GUINOU PRA ESQUERDA, RODA A RODA…. E… PASSA LEWIS HAMILTON!!! SEEEEEENSACIONAL AMIGOS!

Na volta 66, um Alonso sem pneus não resistiu a um jovem e empolgado Grosjean. Olha o garoto francês aí! Na sequência, o mexicano Perez chegou, encostou e passou passando. Vettel foi o próximo. É como se, após a ultrapassagem do comandante Hamilton, Alonso não mais estivesse na prova. Impressionante.

E COMEMORA MCLAREN! O COMANDANTE LEWIS HAMILTON VENCE O GP DO CANADÁ. O SETIMO VENCEDOR DIFERENTE NESSA TEMPORADA! GROSJEAN VEM EM SEGUNDO, PEREZ EM TERCEIRO! QUE PÓDIO AMIGOS!

O que se pode falar, amigos? 18ª vitória do inglês. Que pódio brilhante. Que temporada!

E o campeonato ficou assim: Hamilton 88 pts; Alonso 86, pts, Vettel, 85 pts Webber 79 pts. Pouca coisa embolado e emocionante, né?

Quem será o oitavo vencedor? Nós vamos descobrir dia 24 de junho, no GP da Europa, circuito de Valência.

F1 2011: Abu Dhabi, Emirados Árabes

Abu Dhabi poderia ser o nome completo do macaco amigo do Aladdin, mas é apenas mais um circuito no qual os pilotos mais famosos do planeta tentariam acabar com o paradigma de correr atrás do Vettel a temporada toda.

E tiveram que contar com a ajuda de entidades divinas.

Vettel largou bem, mas inexplicavelmente o pneu estourou. Ele não tocou em ninguém, não saiu no traçado…. não fez nada diferente daquilo que sempre fez. Arrastou-se pela pista e, ao chegar ao box, ficou bem visível que a suspensão traseira estava em frangalhos. Como disse, só a força divina para fazê-lo abandonar.

Sem o alemão, Hamilton assumiu a liderança. Deve ter aberto um sorriso gigante dentro do capacete. Button e Webber disputaram posições, com direito a duas ultrapassagens entre eles. Melhor para o inglês.

Alonso também pareceu ganhar uma injeção de ânimo com a saída de Vettel. Em segundo, iniciou a perseguição ao inglês líder. Pressão, claro, nos critérios de Abu Dhabi.

Bruno Senna merece apenas esse parágrafo se não fizer nada melhor. Foi MUITO mal na largada e foi obrigado a se esforçar pra passar Timo Glock e sua poderosa Virgin. A que ponto chegamos?

Enquanto o Buemi e o DiResta ficam brincando de ultrapassar um ao outro, vou ali tomar meu café da manhã, caso contrário vou babar no teclado. Emoções.

Então, né…

Opa, agora sim. Button e Webber mais uma vez travaram briga por posição. Contou, inclusive, com um toque entre eles, com o inglês se dando bem novamente.

Fato rápido: Na volta 26, Pastor Maldonado tinha ganhado 12 posições em relação a largada. Só que o cidadão estava meio fora de suas faculdades mentais ideais. Ignorou 2 bandeiras azuis, quase bateu, sozinho, na saída dos boxes e por pouco não atropelou a placa que indica o DRS. Tá danado!

Volta 31. Felipe errou o traçado e permitiu a ultrapassagem do Webber (o australiano tinha perdido tempo e a posição no box algumas voltas antes). Na curva seguinte, Massa tomou a posição de volta. Bonito de ver, já que ficaram lado a lado.

Rubinho, por outro lado, largou em 24º. Pior posição na (longa) carreira. Com a limitadíssima Williams, no entanto, foi pacientemente passando um a um, até chegar, na volta 35, a posição de número 10, DENTRO DA ZONA DE PONTUAÇÃO. Excelente Rubinho! Terminou em 12º.

Massa rodou. Sozinho. Dai-me paciência.

No ultimo pitstop, Hamilton entrou primeiro. Alonso tinha por obrigação jogar todo o peso do corpo no acelerador e correr como se fosse seu último GP. Mas na hora de entrar no box, tinha uma Hispania no meio do caminho. Some isso ao fato de que a parada não foi exatamente ligeira e…

COMEMORA LEWIS HAMILTON! VOCÊ E SUA MCLAREN VENCERAM O GP DE ABU DHABI! SAI ZICA!

Fernando Alonso chega em segundo e Button completa o pódio.

Chegaremos a última corrida do campeonato com a disputa pelo vice dessa forma: Button (255 pts), Alonso (245 pts), Webber (233 pts), Hamilton (227 pts).

E a última corrida é em casa. Dia 27 de novembro nos vemos no Grande Prêmio do Brasil, pra terminar a temporada 2011.

F1 2011: Nürburgring, Alemanha

Com Hamilton reencontrando a técnica e Vettel administrando sua dificuldade, o campeonato caminha para a definição. Mas as coisas poderiam ser diferentes…

A largada do GP da Alemanha foi bem sintomática. Hamilton pulou na ponta, Vettel ficou encaixotado pelas duas Ferrari – e dos dois cavalinhos empinados, quem se deu melhor foi Alonso. Um retrato do momento atual da temporada.

Vettel não quer se esforçar na adversidade. E nem precisa. Por que raios vai se desgastar no trânsito, tendo um.. paddock de pontos na frente? Vai administrar quando não tiver uma boa posição no grid e vai pulverizar tempos quando largar na pole. Simples. Tem o campeonato na mão.

Já Felipe Massa tem algum problema -  que pote ser motivação ou mesmo falta de talento – para dar aquele passo que diferencia os bons pilotos dos pilotos médios. Nessa corrida isso fica bastante claro, uma vez que demorou uma eternidade para ultrapassar Rosberg e rodou sozinho ao frear errado numa chicane. E não adianta reclamar da troca de pneus desastrada da Ferrari na última volta: “A porca saiu voando na minha frente” Não precisava ter chegado a esse ponto.

Vislumbres do gênio Schummacher. O alemão explora tudo o que pode da pista e do seu carro. Ultrapassa, defende posição, roda. Ele realmente gosta do que faz. E vai levar essa brincadeira até onde pode. Duvido que desista antes de realmente não conseguir mais correr. Por mais que os resultados sejam pífios, que a pontuação seja lamentável, é comovente vê-lo correr. Ainda é.

Mas vamos pro fim da corrida, que é o que interessa:

Hamilton ultrapassou todo mundo que precisava, quantas vezes foi preciso. Quando Alonso saiu na frente depois de uma troca de pneus, o inglês aproveitou o pneu frio do espanhol e contornou a curva na técnica, no braço. Alonso fez o de sempre. Fez o que sabe fazer. Também agressivo e incisivo, só não foi melhor que Hamilton.

Vendo as duas últimas corridas de Hamilton e de Alonso, fica a sensação que o campeonato poderia ter sido diferente. Os ajustes aerodinâmicos – geniais, sem dúvida – da Red Bull deram a vantagem que Vettel precisava nas classificações. E daí foi um abraço. Agora as coisas parecem equilibradas e o talento dos pilotos me parece mais decisivo, logo, as duas corridaças de El Fodón e Sir Negón.

Quem venceu a corrida? Lewis Hamilton, com justiça. Alonso em segundo, também muito justo. Webber aproveitou um fim de semana de muita luz pra faturar o troféu de terceiro colocado. Vettel administrou e ainda faturou um quarto lugar.

Destaque para Adrian Sutil. Sexto lugar com uma Force India tem que ser comemorado. Rubinho abandonou com vazamento de óleo (ao menos ele “vareia” nas desculpas) e Button vinha discretíssimo, quase sumido, até abandonar. Vale lembrar da bonita decolagem de Heidfeld. Acho que vi 3 rodas fora do asfalto.

Classificação do campeonato: Vettel (216 pts), Deserto do Saara, Webber (139 pts), Hamilton (134 pts), Alonso (130 pts), Button (109 pts).

Próxima corrida: 31 de julho, Budapeste, no tradicional Hungaroring. (O belo retão vai resultar em muitas ultrapassagens, pode apostar)

Foto: Ag. Reuters

F1 2011: Monte Carlo, Mônaco

Por Carlão

Ultrapassagens e batidas. Coisas que talvez, eu nunca tenha visto no principado, aconteceram hoje.

E que começaram logo na largada com Schumacher vindo para cima de Hamilton na curva do “grampo” e ultrapassando o inglês.

A segunda ultrapassagem: Massa passando o Rosberg na entrada do porto em um lance que o brasileiro perdeu uma das asas dianteiras.

Assim seguia o GP mais parado da temporada, em tese. Aí, um cidadão merece capítulo especial: Lewis Hamilton

O inglês colocou a “faca nos dentes” e foi para cima de todo mundo, até demais, eu diria.

Com Massa em oitavo e ele em nono, Hamilton jogou o carro para cima de Massa quebrando a Ferrari. Forçando, assim, o abandono do brasileiro. Esse fato obrigou a entrada do primeiro Safety Car. O fato também gerou uma punição a Hamilton

Lá na frente Vettel, com apenas uma parada, começava a ser pressionado por Alonso e Button que tinham pneus em melhores condições que o alemão.

Enquanto isso, lá atrás… outra grande batida com a ilustre participação de Hamilton: Alguesuari bateu na traseira do inglês e acabou sobrando para Petrov, que bateu feio. O russo precisou ser atendido pela equipe médica provocando a interrupção da prova.

E ai a grande polêmica: Carros parados esperando o reinicio da prova, Vettel e Alonso com pneus em um estado ruim. E não é que a Ferrari e a Red Bull foram autorizadas a trocar os pneus dos dois! Pode isso, Arnaldo?

Ai a graça da corrida acabou, mas ainda deu tempo de Hamilton encher a traseira do Maldonado pondo fim a bela corrida do venezuelano.

Precisa colocar quem venceu? Vettel em primeiro, com Alonso em segundo e Button em terceiro. Só sei que os comissários acabaram com a graça da disputa pela liderança com aquela troca de pneus relâmpago.

Por fim, a corrida foi muito mais legal do que imaginávamos, mas ela poderia ter um tempero mais especial.

O campeonato: Vettel 143 pts; monte Everest… Hamilton 85 pts; Webber 79; Button 76; Alonso 69; Massa 24

Ah o Rubinho.. avisa para ele que dessa vez, o jardineiro não cortou a grama.

Próxima corrida: GP do Canadá dia 12 de Junho.

F1 2011: Shanghai, China

Por Frank Toogood

Ao contrário do que eu havia previsto no ano passado, estamos juntos em mais uma madrugada, para acompanhar as emoções (ou não) de mais um Grande Prêmio da China. Prometo que, durante esse texto, não vou utilizar o clichê “negócio da China”, ok?

A largada foi do jeito que eu gostaria que fosse: Vettel, com a ajudinha atrasada do KERS, não conseguiu sustentar a ponta. Portanto, essa era a hora de testar minha teoria, que diz que sozinho o alemão é gênio. No trânsito, tem muito o que aprender. Na frente, as duas McLaren, com Button e Hamilton. Massa largou bem e foi para cima de Alonso, conseguindo a ultrapassagem. It’s alive! It’s alive! diria o Dr. Frankenstein

Webber, depois de uma classificação lamentável, começava a lenta e divertida escalada. Schummacher largou bem, sempre na companhia de Kobayashi. Alô sonoplastia! Solta aquela música do Roberto pro Erasmo, sobre os amigos….

As Lotus voltaram a frequentar o meio do grid. No começo da prova, Petrov, que era o melhor da equipe, estava em 11º. Na volta 09, Perez, o mexicano, lembrou onde escondeu o pote de pimenta e ultrapassou Barrichello e Webber. Só que volta 48 fez barberagem, bateu e grudou em Sutil, acompanhando a Force Índia num passeio pela terra. F1 off-road.

Alguersuari parou no box na volta 10. Pouco depois de sair, a roda traseira esquerda, muito temperamental, decidiu que não era digna de estar no mesmo patamar de suas companheiras e abandonou a STR. Quis dar um abraço nos fotógrafos, mas como todo mundo saiu correndo, teve que se contentar com a grade. Pobre roda…

Na parada dos ponteiros, cena inusitada. Vettel usa a asa e ultrapassa Hamilton. Imediatamente depois, entra no box, logo atrás de Button. O inglês “deu a seta”, fez a manobra para a direita, entrou no meio dos mecânicos e…. epa… Aqui é a Red Bull. Errou a equipe! Assim que percebeu a cagada, deu uma acelerada e encostou na equipe certa. Mas aí já era tarde e Vettel passou dando tchauzinho…

Sai panaca! Sai daí mané!”

Depois das paradas, uma surpresa: Rosberg assumiu a ponta, com 5 segundos de vantagem sobre Vettel, o segundo. Vai seu Keke, pode sorrir de novo… “Nico, Nico rá rá rá“.

Volta 24. Alonso X Schummacher. O primeiro atacando e o segundo defendendo. No retão, era asa + KERS x KERS. Mesmo com toda a ânsia do espanhol, Schummacher – que não precisa provar mais nada pra ninguém – segurou a onda e fechou a porta. Após muita paciência e posicionamento, El Fodon fez uma bela manobra e surrupiou a posição do alemão. Não dá para sustentar a posição com esse negócio de diminuir o “arrasto” abrindo a tal da asa. Você consegue defender uma vez, mas chega uma hora que fica impossível…

Enquanto isso, o @gustavo_coelho tuitava uma importante informação: “Sei que isso não é relevante, mas Karthikeyan é o único que ainda não fez seu pit stop. Hispania inovando na estratégia!“. Anotado.

Na 32º volta, a situação era absolutamente estratégica. Quem tomaria a decisão de fazer apenas 2 paradas ou quem tentaria 3? Dos líderes, as McLarens optaram por ir ao box 3 vezes, bem como Rosberg. As Ferraris e Vettel apenas 2 vezes. Só que Alonso e Vettel deveriam aguentar 24 voltas com a borracha Mercure…

Na saída dos boxes, Massa cruzou uma faixa branca de segurança e NÃO tomou punição. O sábio Galvão avisa que lá pode, pois faz ainda faz parte do pitlane. Tá bom, então. Hamilton por outro lado, botou sua flecha de prata ao lado da flecha de prata de Button. Passou no braço, contornando a curva no limite. Manobra arriscada, que demonstra que a equipe ainda mantém a ideia de deixar o pau comer direitinho entre os ingleses. Para a nossa sorte.

Rosberg, com problemas críticos no freio, abandona qualquer possibilidade de ganhar a prova. Hora de parar de sorrir, Mr. Keke, não foi dessa vez. Hamilton passou por ele e atacou Felipe Massa. Algumas voltas depois, botou de lado e passou pelo brasileiro. O alvo agora é Vettel.

Volta 51. Hamilton colado em Vettel. Botou de uma lado, Vettel defende. Curva, Hamilton no outro lado, Fecha a porta Vettel. Segurou o alemão! Começa a 52… Pressão do inglês! No miolo da pista, Hamilton gruda, faz uma uma curva mais fechada, e passa… Liderança a 5 voltas no fim da prova!

Quando Vettel não corre sozinho, tem problemas. Não teve liberdade para abrir e se complicou. Teoria confirmada. Isso significa que…

PODE ESTOURAR O MUMM E LEVANTAR O TROFÉU! LEWIS HAMILTON E SUA MCLAREN VENCEM O GP DA CHINA!

Vettel termina em segundo e Webber é o terceiro. Pera aí…. Webber? Exatamente. Eu falei que a escalda ia ser divertida. E se tivesse mais algumas voltas, passava o companheiro de equipe. Mais um que pode ouvir um it’s alive!

Prêmio Bandeira Quadriculada: Não tem como não ser do Webber. Humilhado nas duas primeiras corridas, fez um qualify ridículo. Largou em 17º e correu como se fosse seu último GP. Mas Hamilton merece uma menção honrosa, já que saiu dos boxes faltando 30” para que se fechasse. Algum problema no motor quase o impediu de largar. Corrida corajosa, como nos velhos tempos.

Prêmio Vai pro box: Alonso se perdeu. Parece desconcentrado e tem perdido seguidamente para Massa. Como campeão do mundo, tem que parar e repensar estratégias. A Ferrari também não colabora, diga-se de passagem.

E o campeonato ficou assim: Vettel (68), Hamilton (47), Button (38), Webber (37), Alonso (26), Massa (24).

Próxima corrida: GP da Turquia, em 08 de maio.