F1 2013: GP da Itália

Apesar do bom traçado, a prova foi bem modorrenta.

Que começou com uma largada animada: Vettel disparou mas, Massa foi astuto para passar Hulkenberg, dar um ‘totó’ no Alonso e, por fora, assumir a 2ª posição.

Alonso se estabeleceu em 4º com Webber em 3º. Mas, não demorou muito para o espanhol passar Webber em uma bela manobra. Enquanto isso, Massa vinha com um bom ritmo de corrida, até que ,claro, veio o ‘sinal’ dos boxes da Ferrari: Alonso chegou e passou Massa. Até que, dessa vez, fizeram de uma maneira mais decente.

Lá na frente, Vettel vinha enfrentando problemas com o pneu dianteiro esquerdo. Alonso foi diminuindo a diferença, até o pit-stop do alemão. Ai, nessa parte a Ferrari fez uma tática kamikaze obrigando o espanhol a esperar uma chuva, que não veio. Resultado: Vettel voltou para a ponta para vencer a prova e Alonso voltou do pit com Webber fungando no gangote.

Se enssaiou uma disputa entre os dois, entretanto, nada aconteceu e cruzaram a linha de chegada desse jeito mesmo.

Massa fez uma boa prova. Ele pode respirar um pouco, mas bem pouco, aliviado.

O campeonato: Vettel 222 pts; Alonso 169 pts; Hamilton 141 pts; Raikkonen 134 pts; Webber 130 pts; Rosberg 104 pts; Massa 79 pts.

Próxima prova: dia 22 de Setembro, em Cingapura

F1 2013: Albert Park, Austrália

Em uma corrida muito estratégica e pouco emocionante, Raikkonen vence e surpreende. Alonso aproveita tática da Ferrari e chega em segundo. E a McLaren? Foi realmente ela quem saiu dos boxes hoje? A temporada só está começando!

É bom demais iniciar mais uma temporada da F1, a quinta consecutiva com o relato e análise de todas as provas aqui no blog. Madrugadas de corrida formam caráter. Ou quase isso.

Na Austrália, o grid iniciou sem muitas novidades. Um alemão largo demais estava na pole. Seu companheiro de equipe logo ao lado. Podiam ser Schumacher e Rubinho, mas são Vettel e Webber. Em terceiro largou Hamilton, agora na Mercedes. O carro verde-prata tem um sistema diferente de suspensão (hidráulica, pelo que eu entendi) e promete bastante. Seu Keke já está esfregando as mãos. Sem alongar muito, Massa largou na frente de Alonso, que anda pensando demais em uma certa russa. Mas também… quem nunca?

Luzes vermelhas apagadas! COMEÇOU A BAGAÇA!

Nos primeiros metros Massa abriu e deixou Hamilton e Webber para trás. Com ele veio Alonso, assumindo a terceira posição. O cavalinho de Maranello fez o que quis! O australiano ficou olhando a torcida e largou muito mal. 6 carros deixaram o canguru comendo poeira.

Raikkonen largou em 7º e passou meio mundo nas primeiras voltas. Foi se posicionar em quarto colocado. As duas Mercedes se estabilizaram em 5º e 6º. Sérgio Perez, largando entre os últimos, encarou sua missão de levar a agora sua McLaren um pouco mais a frente. Passar Marussia é fácil, amigo.

Bottas, da Williams, inicia o GP como o melhor dos novatos. Ah Williams…. Assim você mata o xará. E já que esse parágrafo é para chorar as pitangas: Mito Kobayashi, você faz falta!

E depois que todo mundo parou, na volta 18, um nome se mantém a frente: Sutil. Sutil? Pois é. O moço da Force Índia, que não tem foto na transmissão oficial da FOM, aguentou muito bem com pneus médios e ignorou os campeões mundiais atrás dele. Na volta 20 tinha mais de 1″ de vantagem. Que coisa pouco… sutil.

E temos um vencedor! Pastor Maldonado roda sozinho e atola na areia verde. Palmas pra ele! Só não inaugurou a temporada de abandonos porque Hulkenberg nem largou, com problemas na gasolina.

Em mais uma dança dos boxes, Massa perdeu posições para Alonso e Sutil. A Ferrari tinha que fazer uma escolha (quem andaria por menos tempo com pneus desgastados) e apontou o dedo para o bicampeão mundial. Alguma dúvida? Eu faria o mesmo. Massa, por outro lado, está bem na corrida e pode ganhar posições. Se conseguisse passar Sutil.

McLarens andaram boa parte da corrida fora da zona de pontuação. Vai ser um looooooongo ano.

Briga boa pela segunda colocação. Volta 31 e Alonso coladinho em Hamilton. O espanhol abriu e o inglês travou e fritou pneu, ovo, coxinha e pastel para segurar a posição. Sem sucesso. É questão de honra. Alonso passa e Hamilton vai para os boxes trocar o famoso pneu quadrado. Mas já deu um gostinho de batalha de gigantes.

Rosberg abandona, com problemas eletrônicos. Pode parar de esfregar as mãos, seu Keke.

Com 13 voltas para o fim a corrida foi se definindo em uma batalha final entre Alonso e Raikkonen. O espanhol, com três paradas nas horas certas, foi mágico como habitual. O finlandês se aproveitou do equilíbrio de sua Lotus-Renault para ter a liderança da corrida com apenas duas paradas. O espanhol vem babando e espumando pela vitória. Vai dar?

Raikkonen vem segurando 7.8″ de vantagem. O malandro é gelado mesmo. Só tem Fernando Alonso com sangue nos olhos atras dele e o cidadão na boa. Nem a ameaça constante de chuva parece abalar a segurança do finlandês.

Faltando 2 voltas para o final, Alonso foi tentar passar um retardatário e por pouco não protagonizou o primeiro pancadão da temporada. Mas ia acertar no meio da traseira do cidadão e jogar no ralo uma bela corrida.

Última volta. Raikkonen passeia pela circuito, vem levando o carro pra casa…

BANDEIRA QUADRICULADA! KIMI RAIKKONEN E SUA LOTUS-RENAULT VENCEM O GRANDE PRÊMIO DA AUSTRÁLIA, contra todas as expectativas. Fernando Alonso é segundo, Sebastian Vettel completa o pódio. Massa é quarto colocado.

Para quem esperava o jovem alemão ganhando a prova com folga, uma baita surpresa. No GP da Austrália, a estratégia dos boxes falou mais alto. Quem apostou nos pneus intermediários se deu bem. Sutil já deu à Force India seus minutos de exposição da marca, liderando a corrida por várias voltas.

Massa vai ter que remar muito para ganhar respeito na equipe, mesmo tendo um bom final de semana. As Mercedes são promissoras, mas precisam ser mais testadas. Rosberguinho que o diga.

Nota negativa para a McLaren e Williams. Carros muito ruins. Carroças com grife?

Entre os estreantes na categoria, vale mencionar o mexicano Gutierrez, da Sauber, em 13º (melhor classificado na corrida) e o finalndês Bottas, da Williams (único a avançar ao P2 no treino de classificação). Um boa sorte também a Bianchi e Chilton, da Marussia e Garde, da Caterham. Se não vão pontuar, que pelo menos não se matem.

Próxima corrida é na Malásia, no horário da chuva. É a F1 flertando com o azar.

F1 2012: Montreal, Canadá

Quando as luzes se apagaram, os bravos pilotos das bigas do terceiro milênio começaram sua batalha. Vettel manteve a ponta, com Hamilton e Alonso atrás. Pairava duvida: será Hamilton capaz de usurpar a dianteira e sagrar-se o sétimo vencedor diferente nessa temporada?

Quem surpreendeu duas vezes nas primeiras voltas foi Felipe Massa, ultrapassando Rosberg de maneira muito bonita. Empolgação! Mas daí a empolgação foi demais e, tentando alcançar Webber, acabou lambendo o Wall of Champions e rodando. Bom… eu prefiro um Massa (com molho) ácido do que um passivo, só assistindo a corrida de dentro da pista, gastando gasolina.

Nos boxes, a surpresa: Alonso fez excelentes voltas e parou rápido, aparecendo na frente de todo mundo. Só que o pneu frio permitiu a passagem de Hamilton. Vettel em terceiro, na cola. Aliás, é bem curioso da diferença de velocidade das Ferraris nas retas. Pelas minhas contas, deu quase 20 km/h a menos do que a McLaren do inglês. Assim fica difícil, principalmente em Montreal, com uma reta de chegada (ou largada, depende do ponto de vista) looooonga…

Ainda sobre a Ferrari, vale lembrar que nas ultimas corridas eles vem incorporando pequenos updates no carro. Escapamento, radiador em posição levemente diferente. O mais importante, no entanto, foi o fluxo de ar atrás do carro. Ao contrário das carroças, uma escuderia importante não pára e nem desiste no meio da temporada, amigo.

Em quarto, Raikkonen insistia em não parar, ainda que metade da prova tenha passado. Além dele, só Perez tinha – inicialmente –  a mesma estratégia de apenas 1 pitstop. Eu gosto bastante quando alguém ousa e experimenta uma estratégia diferente.

Reservo esse parágrafo para informar que o mito, a lenda Kobayashi passou Schummacher na volta 42. Pô, tio! Falando em tio, a asa móvel traseira do Schummacher abriu e não queria fechar de jeito nenhum. Para as retas era  ótimo, mas nas curvas é um desastre. Os mecânicos até tentaram forçar, mas sem condições. Empacou. Fim de prova para ele.

Webber perdeu sozinho o ponto da frenagem e quase deu uma passeada na grama. Só para constar.

Senna chegou a ocupar o vergonhésimo lugar. Terminou em 17º. Ah não… pára isso aí, vai. Coitado do Frank Williams. Puta sacanagem com um senhor distinto como ele. E continuando com as vergonhas, Button terminou em 16º. Que houve? Deve estar com problema em casa, se é que me entendem…

Final da prova tendia a ser espetacular. Existia a duvida se Alonso resolveria fazer apenas um pitstop, apesar de ter feito a primeira parada cedo. Hamilton parou a segunda e pisou fundo, fazendo a melhor volta assim que saiu dos boxes e tirando de 1 a 2 segundos por volta. Vettel ali em segundo, esperando a melhor hora para parar novamente, se é que pararia. Um dos três levaria o GP pra casa.

Massa até segurou bem a quinta posição, defendendo-se dos ataques de Perez, Rosberg e Webber. Não dá pra dizer que ele não tentou. Mas é evidente a perda de rendimento nas retas. Foi pro box faltando 12 voltas e caiu lá pra trás…

Olha o Grosjean na quarta posição!

Volta 62 de 70. Hamilton abre a asa, põe de lado e passa Vettel. Tranquilidade. O alemão não arriscou, torcendo para um toque entre o espanhol e o inglês. Volta 63. Primeira tentativa. Pôs de lado, mostrou o bico no retrovisor no Alonso e avisou “tô aqui!”.

VOLTA 64. É EM CAIXA ALTA MESMO! ABRE HAMILTON, FECHA ALONSO. SAMBA HAMILTON, TRANCA ALONSO! NA CURVA, COLADOS… BELEZA DE VOLTA. NA RETA, AGORA, ABRIU A ASA, GUINOU PRA ESQUERDA, RODA A RODA…. E… PASSA LEWIS HAMILTON!!! SEEEEEENSACIONAL AMIGOS!

Na volta 66, um Alonso sem pneus não resistiu a um jovem e empolgado Grosjean. Olha o garoto francês aí! Na sequência, o mexicano Perez chegou, encostou e passou passando. Vettel foi o próximo. É como se, após a ultrapassagem do comandante Hamilton, Alonso não mais estivesse na prova. Impressionante.

E COMEMORA MCLAREN! O COMANDANTE LEWIS HAMILTON VENCE O GP DO CANADÁ. O SETIMO VENCEDOR DIFERENTE NESSA TEMPORADA! GROSJEAN VEM EM SEGUNDO, PEREZ EM TERCEIRO! QUE PÓDIO AMIGOS!

O que se pode falar, amigos? 18ª vitória do inglês. Que pódio brilhante. Que temporada!

E o campeonato ficou assim: Hamilton 88 pts; Alonso 86, pts, Vettel, 85 pts Webber 79 pts. Pouca coisa embolado e emocionante, né?

Quem será o oitavo vencedor? Nós vamos descobrir dia 24 de junho, no GP da Europa, circuito de Valência.

F1 2012: Albert Park, Austrália

O Parque Alberto estava com céu alberto aberto, muito sol e animação para receber os pilotos da Fórmula 1. Finalmente chegou a hora de voltar a assistir os malucos pilotando banheiras de combustível, em busca de um troféu. A cobertura completa, até a última corrida, você vai acompanhar aqui no blog!

Começo de temporada é uma draga. As previsões acabam se baseando nos primeiros testes, os pilotos ainda não estão com ritmo de jogo, o carro – com algumas novas configurações – ainda não está completamente dominado. Pilotos novos. Equipes novas. Porém, tem coisa que parece que não muda. Você já vai entender…

No apagar das luzes vermelhas, a primeira batalha entre os ingleses Hamilton, na pole e Button, coladinho atrás. Melhor para o Lord, que ultrapassou na primeira curva e mandou brasa no acelerador. Senna se deu mal, servindo de pino de boliche para Ricciardo. O brasileiro aproveitou e deu um passeio pela brita (foto abaixo).

Se F1 fosse futebol, diria que o francês Grosjean levou uma dura entrada do Pastor Maldonado. Lesionou a roda dianteira direita e deu adeus a um final de semana bastante promissor (ah se o toque é num brasileiro… o mundo desaba!). Já Raikkonen, reestreando, largou em 17º e na volta 11 já estava em 12º.

Massa e Alonso largaram bem, ganharam posições. Ferraristas agradecem ao sempre competente launch control. Falando no cavalinho, Schummacão velho de guerra mandou bem e agarrou com vontade a terceira posição. De campeão pra campeão, Vettel finalmente teve o teste que precisava. Ultrapassagem linda no Rosberguinho (olá, seu Keke!).

Foi só eu elogiar o Schummi para, na volta 12, ter problemas no cambio, sair da pista, aparar a grama e não voltar mais. Nem atrás até do Pic. É… Pic. Não é abreviação. O cara chama Pic. Eu mereço.

O Pic, aliás, é um privilegiado. Assiste a corrida DENTRO da pista. Camarote VIP é para os fracos.

O mito Kobayashi tentou passar Massa. Atacou demais e perdeu o traçado. Kimi vinha logo atrás e foi obrigado a dividir pista com o japonês. O toque entre os carros não deslocou ninguém, com vitória pro finlandês. Boa briga que pode se repetir ao longo da temporada. Em tempo: os dois passaram Felipe. Que faaaaase.

Na volta 37, a Caterham teve a melhor participação na corrida: estacionou na reta dos boxes e permitiu a entrada do safety car. Assim, a vantagem monstro que Button tinha foi pro espaço. Nada de interessante ocorreou após a saída do carro madrinha (ainda se usa essa expressão?)

Faltando poucas voltas pro fim, uma cena emblemática: Felipe espalha, Bruno fecha e os dois se enroscam bonito, detonando a carenagem e furando pneu. A briga era pela 14a posição. Massa, inclusive, saiu com um belo carimbo na lataria. Que situação. Que fase. Que desagradável. Um retrato do automobilismo brasileiro.

No fim, Alonso conseguiu manter a quinta posição muito bravamente, brigando absurdamente contra o carro. Pastor Maldonado, o destaque da prova, errou a entrada na chicane e foi pro muro. Nada grave, tanto é que chegou na frente da Marussia (!).

Ou seja, enquanto os brasileiros davam cabeçadas nas ultimas posições, seus companheiros de equipe destacavam-se lá na frente. Parabéns aos envolvidos!

Opa, já ia esquecendo. VAI JENSON BUTTON! RECEBE A BANDEIRA QUADRICULADA E VENCE O GP DA AUSTRÁLIA 2012! COMEMORA GAROTO!

Sebastian Vettel foi bem, encarou o trânsito e chegou em segundo lugar. Agora sim! Completando o pódio Lewis Hamilton cabeça de fósforo. Prova bem honesta pra começar a temporada, viu?

Sobre as carroças

Lembra que eu disse que algumas coisas nunca mudam? Pois bem. É vergonhoso que a organização da F1 aceite em seu grid três equipes sem a menor estrutura para figurar na principal categoria do automobilismo. O melhor que a Caterham fez na Austrália foi estacionar na reta dos boxes, forçando o SC. A Marussia conseguiu perder para um carro que bateu no muro.

Agora… a HRT NEM LARGOU. Não teve competência pra andar o mínimo exigido no qualify. O carro foi montado na quinta feira de testes. Como pode?

A partir de hoje não chamo mais essas três equipes de carroças. Tais veículo são modernos e uteis. De agora em diante, essas três equipes serão por mim chamadas de BIGAS: velhas e sem utilidade alguma. Não me surpreendo se algum dia algum dos coitados pilotos acabarem por dirigir em pé.

O CAMPEONATO COMEÇA ASSIM: Button, Vettel, Hamilton, Webber, Alonso, Kobayashi, Raikkonen, Perez, Ricciardo e Di Resta.

PRÓXIMA CORRIDA: Semana que vem, dia 25 de março, na Malasia. Piada prontíssima, embalada pra presente. Rá.

Queria uma do Button, mas essa é mais legal. Ondecevai Bruno Senna!?

F1 2011: Yeongam, Coréia do Sul

Com o campeonato decidido e a taça nas mãos de Sebastian Vettel, não parece muito normal acordar (ou não dormir) para ver uma corrida com largada as 4 da manhã. Mas assim são os apaixonados por F1. 

No ano passado fomos obrigados a acompanhar uma maratona em função da chuva. Quer dizer… as inúmeras voltas atrás do Safety Car foram mais em função da precariedade do circuito do que da chuva, mas tudo bem. Coisa inacabada normalmente é uma porcaria.

Dessa vez a chuva não deu as caras. E quem também não apareceu na primeira vaga na primeira fila foi Vettel. Isso é… até as luzes se apagarem e uma largada carnavalesca iniciar-se. Todo mundo passou todo mundo, uma beleza. Vamos (tentar) organizar:

Vettel passou Hamilton. Webber passou Massa e Button, que caiu para sexto. o inglês também perdeu posição para Alonso, que, contrariando as expectativas, não passou Massa na primeira curva. Assim, ficamos com VET/HAM/WEB/MAS/ALO/BUT.

A melhor briga nesse começo de prova foi do trio Massa, Alonso, Button. O brasileiro segurou bem a pressão do espanhol e conseguiu um alívio. Aí foi a vez do inglês colocar o bico do carro no retrovisor do adversário. Muita pressão e nenhuma ultrapassagem.

Dessa vez os boxes foram interessantes. Button e Rosberg entraram coladinhos. A Mercedes fez um trabalho melhor e o alemão percorreu boa parte do caminho de saída com meio carro de diferença. Assim que foi possível desligar o controlador de velocidade, Rosberg deu uma estilingada e perdeu o traçado. Button passou por dentro da faixa e poderia ser punido.

No pitstop de Massa alguma coisa aconteceu. O Twitter oficial da Ferrari informou que a causa foi “tráfego no pitlane“. Tá bom, a gente acredita. O fato é que demoraram mais que o normal para trocar os pneus e o brasileiro perdeu posições. O de Alonso foi normal, mas que ele tomou um susto na saída do box, tomou. E dos grandes. Mas, também, não pode dar coisa boa quando dois carros decidem preencher o mesmo espaço, ao mesmo tempo.

Petrov esqueceu de tomar o rebite de caminhoneiro e acertou em cheio a traseira de Schummacher. Enquanto a Renault soltava “estrelinhas” pela parte inferior do chassi, a Mercedes passeava com a asa traseira toda torta. Dá para classificar a manobra do russo como a mais pura… barbeiragem. Ele SÓ esqueceu de fazer a curva.

Webber em terceiro me pareceu mais animado que o normal. Talvez alguma conversa no meio da semana tenha deixado nosso canguru voador um pouco mais tranquilo para pilotar. Tanto é que tomou uma ultrapassagem de Button, mas logo devolveu a gentileza.

Barrichello largou em 18º e terminou em 12º. Evolução, sem dúvida. Uma lástima a Williams estar nesse estado. Se evolução para eles é chegar em 12º, tem coisa MUITO errada aí.

Rosberg podia trabalhar na lanchonete aqui perto de casa, porque fritou pneu lindamente na freada da curva 3 (a mesma da batida do Petrov). Com isso, Massa e Alonso ultrapassaram. O espanhol, aliás, aproveitou o ensejo para pressionar o brasileiro, que segurou firme e fez o traçado defensivo corretamente. Foi preciso, nos dois sentidos da palavra. Pena que, no fim, a ultrapassagem tenha acontecido, mas nos boxes. Alonso passou na estratégia, ajudado pelo tráfego das carroças.

Eu só gostaria de citar a ultrapassagem dupla do mito Kobayashi sobre Ricciardo e Glock. Veio quieto atrás e no primeiro buraco, passou sem tomar conhecimento dos adversário. Muito mito.

Hamilton, sem pneus, segurou uma baita pressão do Webber, até ser chamado para os boxes. O australiano não se fez de rogado e foi atrás, trocando também os seus. A pressão continuou, resultando numa fácil ultrapass… opa! Olha o Hamilton dando o X. E dá-lhe bico da Red Bull colado na traseira da Mclaren. Mas uma hora Webber cansou e resolveu esperar uma oportunidade melhor.

Alguersuari chegou a ficar em segundo, uma mosca na sopa dos líderes. Grata surpresa da prova. Um feito para quem tem uma Toro Rosso e largou em 11º. Terminou em sétimo. Excelente corrida, mesmo assim.

Lembra da briga há dois parágrafos? Na volta 49, Webber passou Hamilton. E tomou o troco novamente. Já estou perdendo as contas.

Oh, sim, quase ia me esqucendo:

COMEMORA SEBASTIAN VETTEL! VOCÊ E SUA RED BULL VENCERAM O GP DA CORÉIA DO SUL! MAIS UM TROFÉU PRA DECORAR A CASA! O DÉCIMO DA TEMPORADA!

Hamilton em segundo. Conseguiu não ser punido dessa vez. Boa! Webber finaliza em terceiro. Pressionou, martelou e mostrou que está vivo. Massa foi o sexto, logo atrás de Alonso. É amigo. Não tá fácil não.

E a briga pelo vice-campeonato ficou assim: Button (222 pts), Alonso (212 pts), Webber (209 pts), Hamilton (196 pts).

Próxima corrida: Vamos inaugurar o circuito da Índia, em Nova Delhi, no dia 30 de outubro. Vai dar bruxaria adiantada?

F1 2011: Suzuka, Japão

O inevitável era questão de tempo. Sebastian Vettel trucidou o campeonato, não tomou conhecimento dos oponentes e, com toda a justiça, é campeão mundial mais uma vez. Número 1!

Na largada, Vettel jogou o carro pra cima de Button. Não vi absolutamente nada que justificasse uma punição. Ele simplesmente fechou a porta, caso o inglês tentasse alguma coisa. Com isso Hamilton aproveitou e ultrapassou o companheiro de equipe. Massa manteve-se na frente de Alonso por algumas voltas, mas a asa móvel foi implacável.

Algo que ficou bem claro em 13 voltas é que os pneus macios desmancham rapidinho. Button, um mestre na arte de poupar borracha, fez bom uso dos seus e passou o companheiro de equipe. Troca-troca na Mclaren.

Rosberg brigava lá nas últimas posições. Hora era 19º, hora era 17º. Bom citar também  situação de Webber, preso atrás de Massa. Se o carro não é tão diferente (creio que não seja), como pode ficar preso atrás da fase horrível do brasileiro?

Buemi perdeu a roda. Uma linha pra ele, mastro Zezinho.

E com 2 paradas nas primeiras 21 voltas, houve inversão de líder. Button na frente de Vettel. Pena que essa briga não se estendeu ao longo do campeonato. Muita elegância e audácia em disputa.

Enquanto isso, Massa tentou a ultrapassagem no maluco do Hamilton, que não se deu por vencido e fechou a porta de forma meio agressiva. As rodas rasparam, saiu uma fumacinha e um pedaço de carro saiu voando. Porra Hamilton, comprou a carta aonde? Nos brinquedos do parque de diversão?

Bruno Senna e Barrichello não fizeram nada digno de nota. Pra não dizer que não falei de flores que estou de má vontade, vale anotar no caderninho que o Senna largou na frente, mas Rubinho reverteu a desvantagem.
A Lotus/Renault (ou Renault/Lotus? Espero que resolvam essa confusão de nomes pra próxima temporada) parecia promissora, mas ainda não deu um carro razoavelmente bom para Senna. Nem para Petrov (outro que fez uma corrida me mais ou menos).

A Force India vem surpreendendo nessa temporada. É, sem medo de errar, uma equipe mais preparada que a Williams do meu xará. Di Resta e Sutil vem rondando a zona de pontuação constantemente.

Vale a pena dar mais um parágrafo para a situação de Felipe Massa na Ferrari: Massa largou em quarto, esteve em sétimo. Alonso largou em quinto, esteve em segundo. Dessa vez não dá pra culpar a escuderia.

Nas ultimas voltas, Alonso tentou um último esforço, um suspiro de vida e sangue nos olhos para passar Button e ganhar a corrida. Mas o inglês soube administrar, deixou o espanhol esfolar o pneu no asfalto e, quando necessário, aumentou o ritmo. Logo…

COMEMORA JENSON BUTTON! ESTOURA O MUMM… VOCÊ E SUA MCLAREN VENCERAM O GP DO JAPÃO! 

O touro Alonso chegou em segundo, e o grande campeão da temporada chega em terceiro. Assim…

COMEMORA SEBASTIAN VETTEL! LEVANTA ESSE TROFÉU, PORQUE VOCÊ E SUA FANTÁSTICA RED BULL VENCERAM O CAMPEONATO MUNDIAL PELA SEGUNDA VEZ! A TEMPORADA 2011 É SUA MEU GAROTO!

Bem… o título tem dono, mas o vice-campeonato está aberto. A disputa paralela que agora continua está assim: Button (210 pts), Alonso (202 pts), Webber (194 pts), Hamilton (178 pts).  

Próxima corrida: 16 de outubro, Yeongam, Coréia do Sul

Sobre o campeão:

Falemos um pouco sobre o piloto. Não vou endeusar o alemão só porque ele é bicampeão do mundo. O segredo dele é simples: Vettel usa sua mais forte característica para não precisar encarar seus defeitos.  Ele é rápido e tem um carro rápido/equilibrado. Assim, passa brincando pelo qualify e durante a corrida vai passear de cara pro vento, apreciando a vista do circuito. Desta forma, não precisa se preocupar com um bico de carro no seu retrovisor ou logo a frente, bloqueando o caminho, fazendo pressão e ativando a ansiedade. Se continuar assim, tem tudo para se tornar uma lenda da F1. Se é que já não é.

Duvida do meu último parágrafo? Alguns números citados pelo @flaviogomes69: Vettel ganhou 15 de suas 19 corridas largando na pole. Liderou 582 de 839 voltas neste ano, 69%.

Eis a magia.

 

Informação do Carlão: Campeonato de F1 por nações: Grã Bretanha-15 títulos; Alemanha- com o bicampeonato de Vettel- 9 títulos; Brasil- 8 títulos; Argentina- 5 títulos; França e Finlândia 4 títulos; Aústria 3 títulos; Espanha 2 títulos;

F1 2011: Nürburgring, Alemanha

Com Hamilton reencontrando a técnica e Vettel administrando sua dificuldade, o campeonato caminha para a definição. Mas as coisas poderiam ser diferentes…

A largada do GP da Alemanha foi bem sintomática. Hamilton pulou na ponta, Vettel ficou encaixotado pelas duas Ferrari – e dos dois cavalinhos empinados, quem se deu melhor foi Alonso. Um retrato do momento atual da temporada.

Vettel não quer se esforçar na adversidade. E nem precisa. Por que raios vai se desgastar no trânsito, tendo um.. paddock de pontos na frente? Vai administrar quando não tiver uma boa posição no grid e vai pulverizar tempos quando largar na pole. Simples. Tem o campeonato na mão.

Já Felipe Massa tem algum problema -  que pote ser motivação ou mesmo falta de talento – para dar aquele passo que diferencia os bons pilotos dos pilotos médios. Nessa corrida isso fica bastante claro, uma vez que demorou uma eternidade para ultrapassar Rosberg e rodou sozinho ao frear errado numa chicane. E não adianta reclamar da troca de pneus desastrada da Ferrari na última volta: “A porca saiu voando na minha frente” Não precisava ter chegado a esse ponto.

Vislumbres do gênio Schummacher. O alemão explora tudo o que pode da pista e do seu carro. Ultrapassa, defende posição, roda. Ele realmente gosta do que faz. E vai levar essa brincadeira até onde pode. Duvido que desista antes de realmente não conseguir mais correr. Por mais que os resultados sejam pífios, que a pontuação seja lamentável, é comovente vê-lo correr. Ainda é.

Mas vamos pro fim da corrida, que é o que interessa:

Hamilton ultrapassou todo mundo que precisava, quantas vezes foi preciso. Quando Alonso saiu na frente depois de uma troca de pneus, o inglês aproveitou o pneu frio do espanhol e contornou a curva na técnica, no braço. Alonso fez o de sempre. Fez o que sabe fazer. Também agressivo e incisivo, só não foi melhor que Hamilton.

Vendo as duas últimas corridas de Hamilton e de Alonso, fica a sensação que o campeonato poderia ter sido diferente. Os ajustes aerodinâmicos – geniais, sem dúvida – da Red Bull deram a vantagem que Vettel precisava nas classificações. E daí foi um abraço. Agora as coisas parecem equilibradas e o talento dos pilotos me parece mais decisivo, logo, as duas corridaças de El Fodón e Sir Negón.

Quem venceu a corrida? Lewis Hamilton, com justiça. Alonso em segundo, também muito justo. Webber aproveitou um fim de semana de muita luz pra faturar o troféu de terceiro colocado. Vettel administrou e ainda faturou um quarto lugar.

Destaque para Adrian Sutil. Sexto lugar com uma Force India tem que ser comemorado. Rubinho abandonou com vazamento de óleo (ao menos ele “vareia” nas desculpas) e Button vinha discretíssimo, quase sumido, até abandonar. Vale lembrar da bonita decolagem de Heidfeld. Acho que vi 3 rodas fora do asfalto.

Classificação do campeonato: Vettel (216 pts), Deserto do Saara, Webber (139 pts), Hamilton (134 pts), Alonso (130 pts), Button (109 pts).

Próxima corrida: 31 de julho, Budapeste, no tradicional Hungaroring. (O belo retão vai resultar em muitas ultrapassagens, pode apostar)

Foto: Ag. Reuters

F1 2011: Montreal, Canadá

Por Frank Toogood

Tem certas corridas que você se pergunta: “Como diabos descrever o que aconteceu naquele circuito?“. É justamente o que me pergunto quando começo a digitar esse texto. Vamos tentar ser objetivos: Button venceu, Kobayashi foi sétimo e Schummacher terminou em quarto. Hummm… não. Não ficou bom. Ser objetivo nem de longe demonstra o que foi esse GP. Vamos então dividir por pilotos. Isso talvez ajude a organizar o que foram, de verdade, as 4 horas do GP do Canadá. O quê? Eu não mencionei que o GP durou tanto tempo?

A chuva já era prevista desde o treino classificatório. Previsão cumprida. Um aguaceiro caiu sobre o circuito e a largada foi atrás do Safety Car. Algumas voltas depois e a tartaruga foi para os boxes. Na 25ª volta, sem condições. Bandeira vermelha por duas horas. Voltemos, pois, para a ideia inicial. Eis os pilotos:

Michael Schummacher: Sem a menor sombra de dúvidas, a melhor corrida do alemão desde que resolveu largar o jornal e o roupão e abandonar a aposentadoria. Deve ter sido isso que imaginou quando teve a brilhante ideia. Veja: o cidadão foi melhor que Niko, seu companheiro de equipe. Tirou da sua Mercedes muito mais do que ela poderia oferecer, enquanto a pista esteve molhada. Ultrapassou Webber duas vezes, além de outros pilotos em melhor fase. Conseguiu passar Massa e Kobayashi AO MESMO TEMPO e ainda deu calor em Vettel.  É possível que ele não repita o que fez hoje. mas o que fez hoje já valeu todas aquelas corridas toscas que participou. Um monstro.

Felipe Massa: Quem diria, foi bem. Manteve-se um bom tempo na terceira colocação, brigou bastante com Kobayashi e… bateu na reta? Ahhh Massa, assim não amigo. Foi passar uma Hispania e deve ter beliscado uma poça d’água resistente. Deu uma bitoca no muro e perdeu muitas posições  No fim, pode abrir um vinho para comemorar, já que, inacreditavelmente, passou Kobayashi nos últimos metros/centímetros. Digno de fotosharp.

Kobayashi, o mito: Esse cara vai longe. Ou não. O que tem de mito tem de maluco. Piloto arrojado, deu sorte hoje. Com aquela confusão de chuva indo e vindo, o japonês apareceu no retorno após a bandeira vermelha em segundo lugar. Todos por um. Todos por Koba. Mas a Sauber não suportou a qualidade dos outros carros e nosso herói foi pererecando para trás. Pena que no finzinho o Massa fez o que fez, tirando pontinhos dO Cara.

Fernando Alonso: Vinha fazendo aquilo que a sua Ferrari permitia. Brigava com Hamilton, com Button, com a chuva, com o vento, com o comissário barrigudo. Enfim… brigou tanto que, na hora de passar Hamilton, um leve toque foi suficiente para uma rodada sem volta. Fim de corrida.

Lewis Hamilton: Está numa fase meio “dane-se e vamo que vamo. Aquela história de ser agressivo, arrojado, combativo, corajoso as vezes atrapalha o próprio piloto. Furou o pneu tentando passar o companheiro de equipe no começo? Precisava? Não sei…. Tocou em Webber também. O grande problema é que poderia conquistar resultados melhores se aprimorasse suas ultrapassagens. Muita garra e pouca técnica.

Mark Webber: Foi o primeiro a colocar pneus pra pista seca. Mais do que iniciar o troca-troca, no bom sentido. Mais do que isso, mostra que ele tenta se reerguer com estratégias diferentes. Terminou em terceiro. Pra quem vai deixar a equipe no fim da temporada (no fim?), está de bom tamanho.

E agora vem o principal:

Sebastian Vettel: Não dá pra falar absolutamente nada de Vettel até as ultimas 4 voltas. Até lá, fez o que está acostumado a fazer (e o faz com muita propriedade): correr sozinho, destruir tempos, disparar como um cavalo de corrida. E aí aconteceu aquilo que eu vivo repetindo, está até fiando chato: deixou de correr sozinho e passou a fazer as curvas com um bico de um campeão mundial no retrovisor. É amigo… a perna deve ter começado a tremer, o capacete ficou mais pesado do que de costume, a água pra molhar a boca deve ter acabado. Errou a tangência da curva, espalhou e deixou Button vencer a prova. Pode até culpar os pneus que se esfarelavam, a asa aberta do rival, o que mais quiser. Mas é FATO que não suportou a pressão.

Jenson Button: Aconteceu de tudo com o cidadão. Parou SEIS vezes nos boxes. Tocou em Hamilton. Tocou em Alonso. Foi punido com um drive through. Ultrapassou e foi ultrapassado. Esse tipo de coisa ia acabar com a corrida de qualquer um. Mas não hoje. Uma vitória, na última volta, para entrar para a história da F1. Vitória de campeão mundial.

Próxima corrida: 26 de junho, em Valência. Alonso vai correr (quase) no quintal e casa de novo. Agora vai?

F1 2011: Shanghai, China

Por Frank Toogood

Ao contrário do que eu havia previsto no ano passado, estamos juntos em mais uma madrugada, para acompanhar as emoções (ou não) de mais um Grande Prêmio da China. Prometo que, durante esse texto, não vou utilizar o clichê “negócio da China”, ok?

A largada foi do jeito que eu gostaria que fosse: Vettel, com a ajudinha atrasada do KERS, não conseguiu sustentar a ponta. Portanto, essa era a hora de testar minha teoria, que diz que sozinho o alemão é gênio. No trânsito, tem muito o que aprender. Na frente, as duas McLaren, com Button e Hamilton. Massa largou bem e foi para cima de Alonso, conseguindo a ultrapassagem. It’s alive! It’s alive! diria o Dr. Frankenstein

Webber, depois de uma classificação lamentável, começava a lenta e divertida escalada. Schummacher largou bem, sempre na companhia de Kobayashi. Alô sonoplastia! Solta aquela música do Roberto pro Erasmo, sobre os amigos….

As Lotus voltaram a frequentar o meio do grid. No começo da prova, Petrov, que era o melhor da equipe, estava em 11º. Na volta 09, Perez, o mexicano, lembrou onde escondeu o pote de pimenta e ultrapassou Barrichello e Webber. Só que volta 48 fez barberagem, bateu e grudou em Sutil, acompanhando a Force Índia num passeio pela terra. F1 off-road.

Alguersuari parou no box na volta 10. Pouco depois de sair, a roda traseira esquerda, muito temperamental, decidiu que não era digna de estar no mesmo patamar de suas companheiras e abandonou a STR. Quis dar um abraço nos fotógrafos, mas como todo mundo saiu correndo, teve que se contentar com a grade. Pobre roda…

Na parada dos ponteiros, cena inusitada. Vettel usa a asa e ultrapassa Hamilton. Imediatamente depois, entra no box, logo atrás de Button. O inglês “deu a seta”, fez a manobra para a direita, entrou no meio dos mecânicos e…. epa… Aqui é a Red Bull. Errou a equipe! Assim que percebeu a cagada, deu uma acelerada e encostou na equipe certa. Mas aí já era tarde e Vettel passou dando tchauzinho…

Sai panaca! Sai daí mané!”

Depois das paradas, uma surpresa: Rosberg assumiu a ponta, com 5 segundos de vantagem sobre Vettel, o segundo. Vai seu Keke, pode sorrir de novo… “Nico, Nico rá rá rá“.

Volta 24. Alonso X Schummacher. O primeiro atacando e o segundo defendendo. No retão, era asa + KERS x KERS. Mesmo com toda a ânsia do espanhol, Schummacher – que não precisa provar mais nada pra ninguém – segurou a onda e fechou a porta. Após muita paciência e posicionamento, El Fodon fez uma bela manobra e surrupiou a posição do alemão. Não dá para sustentar a posição com esse negócio de diminuir o “arrasto” abrindo a tal da asa. Você consegue defender uma vez, mas chega uma hora que fica impossível…

Enquanto isso, o @gustavo_coelho tuitava uma importante informação: “Sei que isso não é relevante, mas Karthikeyan é o único que ainda não fez seu pit stop. Hispania inovando na estratégia!“. Anotado.

Na 32º volta, a situação era absolutamente estratégica. Quem tomaria a decisão de fazer apenas 2 paradas ou quem tentaria 3? Dos líderes, as McLarens optaram por ir ao box 3 vezes, bem como Rosberg. As Ferraris e Vettel apenas 2 vezes. Só que Alonso e Vettel deveriam aguentar 24 voltas com a borracha Mercure…

Na saída dos boxes, Massa cruzou uma faixa branca de segurança e NÃO tomou punição. O sábio Galvão avisa que lá pode, pois faz ainda faz parte do pitlane. Tá bom, então. Hamilton por outro lado, botou sua flecha de prata ao lado da flecha de prata de Button. Passou no braço, contornando a curva no limite. Manobra arriscada, que demonstra que a equipe ainda mantém a ideia de deixar o pau comer direitinho entre os ingleses. Para a nossa sorte.

Rosberg, com problemas críticos no freio, abandona qualquer possibilidade de ganhar a prova. Hora de parar de sorrir, Mr. Keke, não foi dessa vez. Hamilton passou por ele e atacou Felipe Massa. Algumas voltas depois, botou de lado e passou pelo brasileiro. O alvo agora é Vettel.

Volta 51. Hamilton colado em Vettel. Botou de uma lado, Vettel defende. Curva, Hamilton no outro lado, Fecha a porta Vettel. Segurou o alemão! Começa a 52… Pressão do inglês! No miolo da pista, Hamilton gruda, faz uma uma curva mais fechada, e passa… Liderança a 5 voltas no fim da prova!

Quando Vettel não corre sozinho, tem problemas. Não teve liberdade para abrir e se complicou. Teoria confirmada. Isso significa que…

PODE ESTOURAR O MUMM E LEVANTAR O TROFÉU! LEWIS HAMILTON E SUA MCLAREN VENCEM O GP DA CHINA!

Vettel termina em segundo e Webber é o terceiro. Pera aí…. Webber? Exatamente. Eu falei que a escalda ia ser divertida. E se tivesse mais algumas voltas, passava o companheiro de equipe. Mais um que pode ouvir um it’s alive!

Prêmio Bandeira Quadriculada: Não tem como não ser do Webber. Humilhado nas duas primeiras corridas, fez um qualify ridículo. Largou em 17º e correu como se fosse seu último GP. Mas Hamilton merece uma menção honrosa, já que saiu dos boxes faltando 30” para que se fechasse. Algum problema no motor quase o impediu de largar. Corrida corajosa, como nos velhos tempos.

Prêmio Vai pro box: Alonso se perdeu. Parece desconcentrado e tem perdido seguidamente para Massa. Como campeão do mundo, tem que parar e repensar estratégias. A Ferrari também não colabora, diga-se de passagem.

E o campeonato ficou assim: Vettel (68), Hamilton (47), Button (38), Webber (37), Alonso (26), Massa (24).

Próxima corrida: GP da Turquia, em 08 de maio.

F1 2011: Melbourne, Austrália

Bem amigos do Ideia Fix. Agora são 2h59 da manhã do dia 27 de março 2011. Isso significa que, muito além do sono, estaremos juntos em mais uma temporada da Fórmula 1. Começa emoção sobre rodas que vem desde lá da antiguidade, quando os homens corriam sobre bigas e sacaneavam uns aos outros acertando as rodas primitivas – mas ainda circulares – com as pontas afiadas de suas lanças de estimação.

O belo circuito do Albert Park foi o primeiro a receber os bons pilotos e os pilotos endinheirados para daqui a alguns meses descobrirmos quem faz mais pontos. Nesse ano algumas coisas mudaram. A principal delas é a marca dos pneus e, consequentemente, sua qualidade. Ao que tudo indica, as Borrachas Mercur duram mais. Outra novidade (nem tão novidade) é o KERS, dispositivo que injeta potência. O famoso cogumelo do Mário Kart. As asas móveis prometem dar outra emoção nas retas, mas é bem relativo, viu.

As luzes vermelhas se apagam. Vettel dispara na frente acabando com a graça no começo da prova. Massa arrumou cantinhos estratégicos – atalhos -  e ganhou algumas posições, mas ficou com o bico de Jason Button fungando no retrovisor (?). Praticamente uma encoxada automobilística. Enquanto isso, lá atrás, a pista escapa de Barrichello, e não o contrário. Corrida de recuperação para ele. Alonso tentou um traçado aberto, sem sucesso. Fecharam a porta na cara dele sem nenhuma cerimônia. Ainda bem.

Até a oitava volta Petrov estava em quarto. Em determinada época, chegou a ficar em segundo. Essa vodka é da boa!

Na décima segunda volta a pressão do Lord Inglês deu resultado. Ficou roda a roda com Massa, fazendo o brasileiro espalhar um pouco. Há que diga que Button cortou caminho. Como saiu do traçado, o brasileiro perdeu potência e aerodinâmica, deixando tudo pronto e arrumadinho para El Fodon ultrapassar também. Algumas voltas depois, o “há quem diga” da linha acima personificou-se em punição. Uma passadinha pelo box.

Na parte de trás, uma disputa muito grande. 4 Lotus brigam para ver quem é a menos pior na pista e quem pode usar o nome de tanta história através dos tribunais. Ouso dizer que não importa o vencedor: em todas as opções a tradicional e verdadeira Lotus sai prejudicada.

Michael Schummacher começa a temporada muito bem. Abandonou antes da metade. Pode ter tocado em Alguersuari. Keke Rosberg – pai de Nico -  deve estar rolando de rir.

Barrichello News: Quem viu o brasileiro ultrapassar Koba Mito e Button na mesma curva, passando no meio dos dois (!!), levantou e aplaudiu. Só que algumas voltas depois acabou retardando demais a freada e delicadamente expulsou Nico Rosberg da corrida. Pode parar de rir Mr. Keke. E você que aplaudiu pode sentar no sofá porque Barrica também tomou um drive-thru sem fritas.

Mesmo fazendo suas paradas necessárias, Vettel é MUITO superior. Estava tão adiantado que arisco dizer que já tinha dado começado a correr o GP da Malásia, próximo da temporada.

Na volta 41, Sérgio Pérez, o mexicano estreante, fez a melhor volta da corrida. Estava em 8º com sua Sauber. Vai fazer dueto com Petrov: um com a vodka e o outro com a pimenta. Na volta 50, aproximou perigosamente de Massa. Coincidentemente, o brasileiro preferiu entrar nos boxes. Será que arregou?

Webber corria em casa e, portanto, tinha que fazer alguma coisa mais emocionante do que ficar dando voltas sem objetivo. Após se distrair com algum parente na platéia e sair do traçado, encostou em Alonso. O australiano tinha pneus mais aderentes após a parada do espanhol e mesmo abrindo a asa,  não conseguiu a ultrapassagem sobre El Fodon, que se defendia com o KERS. Patético.

E as 4h33 chegamos aos final da jornada. E tudo começa como havia terminado na temporada passada:

Webber, mesmo com um carro excelente, fez menos do que poderia;

Petrov foi herói e segurou Alonso. Cheers!

E Vettel provou minha teoria mais uma vez : é gênio quando corre sozinho – o que geralmente acontece. Portanto…

PODE ESTOURAR O MUMM E LEVANTAR O TROFÉU! SEBASTIAN VETTEL E SUA RED BULL VENCEM O GP DA AUSTRÁLIA!

Prêmio Bandeira Quadriculada: Sergio Perez, o apimentado. Se sua Sauber continuar firme, terá um bom ano.
Prêmio “Vai pro Box“: Michael Schummacher. Não começou a temporada. Nem sei se vai começar.

Os caras vem aí

 

Imagem: UOL Esporte

 

UPDATE: Os dois carros da Sauber foram desclassificados pela asa traseira estar fora de medida regulamentar. By Carlão

 

F1 2010: GP da Italia

Conjunção de fatores: Monza é, além de um carrão que mudou o conceito brasileiro de que “carro quatro portas é táxi“, uma pequena cidade na velha bota. A escuderia italiana, Ferrari, acabou não sendo punida administrativamente pelo jogo de equipe no GP da Alemanha . A comissão era compostas por ao menos 1 ex-membro graúdo de Maranello.  Em casa, fez seu piloto espanhol Fernandinho Alonso largar na pole position, com o brasileiro Felipe Massa em terceiro. Quem disse que o Dia da Pizza já aconteceu?

A corrida: Os dois pilotos ferraristas protagonizaram uma disputa de prender a respiração, logo na primeira volta. Andaram lado a lado durante metade do circuito, até Alonso tomar a frente e Massa engatar logo atrás. Hamilton, líder do campeonato, foi quem se deu MUITO mal – empolgado, tocou na roda traseira de Felipe, quebrou a suspensão e foi pra brita. Se pudesse tirar as mãos do volante, Webber bateria palminhas. Jason Button também. Nada como assumir a liderança logo na primeira curva, né?

A carroça de Bruno Senna empacou logo na volta 14. Sem mais.

Um pouco mais atrás, Webber em 8º e Vettel em 7º ensaiavam uma disputa de posição. A Red Bull torcia para que não fosse tão desastrada como na Turquia e a McLaren, em especial Hamilton, queria mais é que os dois fossem pra brita. Não aconteceu nem uma coisa nem outra. Vettel, na volta 21, comunicou a equipe que seu carro sofria de perda de potência no motor. Frustração geral. O australiano passa, agradece e parte pra cima de Hulkenberg. Nosso Ejaculação Precoce broxou.

E quando eu terminava de escrever o parágrafo acima, Vettel cruzava a linha de chegada, cravando sua melhor volta. A tendência de quem tem problema de perda de potência no motor não é fazer volta mais rápida, certo? Logo depois, Vettel bateu o tempo de Webber. Hummmmm… Estão sentindo esse cheiro? Familiar, né? Bom, não dá pra acusar ninguém. Se foi jogo de equipe, foi bem feito. Bastante sutil. Talvez a telemetria aponte uma falha momentânea e cale a minha boca. Mas que é estranho, é.

Os especialistas em F1 dão certeza que foi jogo de equipe. Trapaça na casa do adversário é muito ousado. Já Luciano Burti atribui o problema a um ajuste de motor equivocado. Essa ajuste pode ser alterada no volante do carro, a qualquer hora. Segundo o comentarista da Globo, Vettel mudou “o mapa” e corrigiu a falha. Aguardemos os desdobramentos, que, creio eu, vão dar em NADA.

Momento crucial: No pit stop a McLaren foi cagagésimos mais lenta que a Ferrari. Button e Alonso voltaram lado a lado, disputando cada centímetro de pista. Fernandinho foi um pouco mais ousado e tomou a frente. Mesmo com pneus frios, o espanhol abriu em relação a inglês, o suficiente para respirar. Com o pneu quente, fez volta mais rápida atrás de volta mais rápida. “Possuído”, nas palavras de Téo José.

Lembra que eu disse que o Webber tinha partido pra cima do Hulkenberg? Pois é… partiu pra cima, mas passou o resto da prova colado na traseira do alemão parceiro de Rubinho. Tentou bravamente, mas só foi ultrapassar a 4 voltas do final. Não foi por falta de tentativas. Em uma delas, inclusive, esbravejou impropérios contra o adversário. Coisas da F1.

Enquanto isso, Vettel se mantinha na pista, sem fazer sua parada. Pelo regulamento, ele é obrigado a fazer os mecânicos trabalhem ao menos uma vez em seu carro. Escolheu o momento justamente para a última volta e acabou se dando muito bem. Manteve-se em 4º colocado, voltando na frente de toda a tropa que tinha ultrapassado durante a prova.

Isso é que eu chamo de estratégia bem feita: fez o jogo de equipe de forma bem disfarçada, agradou a escuderia e ainda terminou a frente do companheiro. Se não fizesse tanta barbeiragem, estaria lutando pelo título.

No fim da prova, Alonso passou reto na chicane. Nada que atrapalhasse sua liderança, já que a distância era Geraldo Alckimínstica. Venceu na ponta dos dedos e voltou a brigar pelo título! Que pizza saborosa, hein?

Os brazucas: Massa, como eu havia previsto no GP da Bélgica, beliscou seu pódio. Terceiro lugar merecido. Barrichello em 10º fez uma corrida normal. Di Grassi completou a prova, sendo o último dos que receberam a bandeira quadriculada. Estou querendo inicar a campanha Um carro pra Di Grassi. Seria interessnate vê-lo correr com um Fórmula 1.

O campeonato ficou assim:

1 Mark Webber 187

2 Lewis Hamilton 182

3 Fernando Alonso 166

4 Jenson Button 165

5 Sebastian Vettel 163

6 Felipe Massa 124

7 Nico Rosberg 112

8 Robert Kubica 108

9 Michael Schumacher 46

10 Adrian Sutil 45

11 Rubens Barrichello 31

12 Kamui Kobayashi 21

13 Vitaly Petrov 19

14 Nico Hulkenberg 16

15 Vitantonio Liuzzi 13

Próxima corrida é em 26 de setembro, em Singapura. Será que eu acordo na hora da prova?

Fotos: UOL Esporte

Massa e Alonso juntos: Atritos?

E a Ferrari anunciou ontem, finalmente, o bicampeão mundial Fernando Alonso para a Scuderia em 2010. E como será o relacionamento do espanhol com Felipe Massa, seu novo companheiro?

Será que veremos a repetição da “briga de foices” vista entre Piquet X Mansell e Senna X Prost, ambas na década de 80, na Williams e Mclaren, respectivamente?

Eu não acredito nesta possibilidade porque, apesar do estrelismo do espanhol (com toda razão, diga-se), Massa é um cara que se não muito incomodado, não incomoda ninguém, em outras palavras, fica na dele.

E você, o que acha? Teremos atritos entre Massa e Alonso?

Me siga: www.twitter.com/carlaojr

F1 2009: GP da Espanha

Acho que o GP da Espanha foi nervoso.. principalmente para os torcedores brasileiros.

Vamos lá… na largada, Rubinho, largando em 3o lugar, pula na frente de seu companheiro Button, pole, e assume a ponta em uma manobra muito boa. Enquanto isso, lá atrás, uma verdadeira batida entre Buemi (Toro Rosso) Bourdais (também Toro Rosso) Trulli (Toyota) e Sutill (Force India) colocam o Safety Car na pista.

Na turma da frente, Rubinho “senta a bota” e tem uma liderança mansa até os pit stops.

Ah os pit stops! A Brawn muda a tática de Button de três para duas paradas e seu companheiro Rubinho se mantem nas 3 paradas. Foi ai que a falta de peito do piloto brasileiro apareceu: Em vez de exigir da equipe o mesmo tratamento de Button, o brasileiro FAZ AS 3 PARADAS E PERDE A CORRIDA.

Lamentável… isso não é atitude de um piloto que quer ser campeão. Acabou chegando em segundo.

Felipe Massa - ótimo fim de semana com o carro da Ferrari, que apresentou melhoras mas, está longe da Brawn E Red Bull. O piloto Ferrarista vinha com chances de pódio até ser surpreendido por Mark Webber que lhe rouba a terceira colocação e, para completar, a Ferrari o deixa sem combustível. Para chegar num humilde sexto lugar, o piloto brasileiro teve que se arrastar na pista. Pobre Felipe. Detalhe: Massa largou em quarto.

Nelsinho: sem comentários

O vencedor?? Ora, Button, mais uma vez! A quarta vitória em 5 corridas!!

O campeonato ficou assim:

1 Jenson Button British Brawn-Mercedes 41
2 Rubens Barrichello Brazilian Brawn-Mercedes 27
3 Sebastian Vettel German RBR-Renault 23
4 Mark Webber Australian RBR-Renault 15.5
5 Jarno Trulli Italian Toyota 14.5
6 Timo Glock German Toyota 12
7 Lewis Hamilton British McLaren-Mercedes 9
8 Fernando Alonso Spanish Renault 9
9 Nick Heidfeld German BMW Sauber 6
10 Nico Rosberg German Williams-Toyota 4.5
11 Heikki Kovalainen Finnish McLaren-Mercedes 4
12 Felipe Massa Brazilian Ferrari 3
13 Kimi Räikkönen Finnish Ferrari 3
14 Sebastien Buemi Swiss STR-Ferrari 3
15 Sebastien Bourdais French STR-Ferrari 1
16 Adrian Sutil German Force India-Mercedes 0
17 Nelsinho Piquet Brazilian Renault 0
18 Robert Kubica Polish BMW Sauber 0
19 Giancarlo Fisichella Italian Force India-Mercedes 0
20 Kazuki Nakajima Japanese Williams-Toyota 0

Próxima corrida (chatíssima) Mônaco 22, 23 e 24 de Maio

 

UPDATE: Rubinho se diz prejudicado pela equipe. Será??