Baladão do Toogood

Se você tem a ousadia e a falta de senso do ridículo para me seguir no Twitter (está esperando o que? Sou o @fwtoogood), sabe que volta e meia (ou meia volta, ultimamente) eu utilizo a hashtag #BaladãodoToogood.

Mas o que é o Baladão?

Como já disse em outras oportunidades, meu gosto musical é bastante limitado e excêntrico, ou seja, fora de qualquer padrão, de qualquer pessoa – seja jovem, adulto ou um senhor de idade avançada – em qualquer parte do globo terrestre. Aliás, nem sei porque repito essa característica tantas vezes aqui nesse humilde espaço cibernético.

Mesmo assim eu me arrisco, mostrando através da hashtag algumas canções que chamaram a minha atenção, principalmente pelo lado bizarro. Vocês já foam agraciados com a masculinidade de Doo Wah Diddy, do grupo Manfred Mann e com a moda do próximo verão, a Dança do Canguru do DJ Ötzi, só para citar dois exemplos que a minha memória permite recordar.

Agora nós vamos baixar elevar o nível. Vou criar minhas próprias músicas. O que você verá a seguir não está pronto, uma vez que é extremamente difícil fazer uma boa paródia de uma música que já existe. Se alguém tem talento para isso e gostar do humilde esforço de composição (o que acho extremamente paradoxal, já que quem entende de composição nunca vai gostar das minhas), está autorizado a dar sequência…

País Glacial
(Joca Sem Jó)

Moro / num país glacial
Abandonado por Deus
E coberto de geleiras (mas que beleza!)
Em Fevereiro
Aurora Boreal (é boreal)
Tenho um urso e um jaquetão
Sou esquimó e tenho uma rede pesca maneira…

Cidadela
(Farolzinho) 

Numa rua qualquer
eu desejo um carrão amarelo
E com 5 ou 6 retas
é fácil parar na “Castelo”

(…)

E o rodízio
É um artifício que devemos respeitar
Não tem jeito nem piedade
Mas tem hora, pra acabar
Sem pedir licença multa a nossa vinda
muda a rotina
É rir ou chorar.

Brincadeira de estudante
(Cotejo)

Acorda bicharada tá na hora da gente estudar (oba?)
Corre pega a cola, esconde a cola que a gente vai usar-ar-ar-ar
Nessa prova também tem a pegadinha pra quem gosta de chutar…

E as dissertativas pra enrolar…

É essa? Não! É essa? Não! É essa? Já falei que não!

Letra A, Letra B, letra C ou NDA?
NDA….
(Chuta! Chuta!)

Uh!

Eu não ligo para música

Todos nós temos manias e gostos estranhos. Alguns conseguem ver cenas de filmes ou jogos em momentos do cotidiano. Outros tem compulsão por arrancar o próprio cabelo. E há aqueles que não conseguem viver sem ouvir música. Já este humilde editor de blog tem o orgulho de informar, a quem interessar possa, que NÃO LIGA PARA MÚSICA.

É sério. Devo ser uma espécie de alienígena, pois além de ser verde, ter uma gosma na sola dos pés e torcer pro Corinthians, não tenho a menor necessidade de ouvir música. Atente ao fato que eu não disse NÃO GOSTO de música. Eu disse NÃO PRECISO de música para trabalhar, estudar, defecar, dormir ou abrir a janela num dia de sol. Se o ambiente está sonorizado, por mim tudo bem. Se não está, tudo bem também.

Imagem meramente ilustrativa

Quantas músicas você tem em seu iPod, celular, MP3, walkman ou whatever? Meu iTunes denuncia 160, das quais não devo escutar nem metade. Isto é… quando resolvo escutar alguma coisa. O número de horas também é ínfimo: se passei mais de 2 horas escutando ininterruptamente, já considero um exagero. Se tenho uma viagem um pouco mais longa, dispenso os fones de ouvido. Prefiro dormir.

Após refletir bastante sobre o tema (o que deu cerca de 15 minutos), cheguei a conclusão que a esmagadora maioria das músicas NO MUNDO não tem o menor significado para mim. Todas aquelas que entraram no seleto grupo das 160 me dizem algo, de alguma forma. Sinceramente, não importa o artista, o gênero, a duração, o ano… nada. O que me interessa verdadeiramente é que ela signifique algo para mim, recorde algum momento, tenha algum significado histórico. E acho que é só.

Esse significado não precisa ser profundo ou filosófico. “New York, New York“, por exemplo. Acredito que vez ou outra escuto porque a) eu e o cantor temos o mesmo nome e b) ela é o tema da virada do ano na Time Square. Parece besteira (e realmente é), mas o critério é exatamente esse. Outro exemplo: “Orora Analfabeta“. Motivo? A letra é engraçada. Só. Punto e basta. E virou até inspiração para um texto aqui no blog.

O que as duas músicas tem em comum? NADA. Absolutamente nada. Entretanto, estão lado a lado entre as 160 porcamente eleitas.

Agora vem a parte que eu peço a vocês para que escrevam nos comentários dizendo que TAMBÉM SOFREM DESSE MAL. Poxa… não é nada agradável não ter como responder convincentemente a pergunta fatídica: “Que tipo de música você gosta?“. As pessoas me olham com uma cara muito estranha. Exatamente ssa que você está fazendo agora.

Em tempo: Tenho uma teoria 100% falível para que uma música faça sucesso. O truque é encaixar na letra alguma palavra diferente, pouco usada em outras músicas. Vou citar alguns vocábulos desse tipo e tenho (quase) certeza que você identificará: meteoro, avassalador e ponderar, leilão, borboletas, táuba, laranja.

Alvarenga e Ranchinho: a simplicidade da crítica

Nada de Milionário e Zé Rico, Almir Sater ou ainda o napa avantajada do Sérgio Reis. Minha dupla caipira favorita atende – ou melhor, atendia – pelo nome de Alvarenga e Ranchinho. Provavelmente a inteligente leitora nunca ouviu falar nesses dois famosos anônimos. Não a culpo, no entanto. Essa dupla não tem o devido reconhecimento ou divulgação por alguns motivos (entre eles o fato de estarem mortos e terem feito sucesso algumas décadas atrás).

Nem eu sei bem como fui descobrir a inteligência e sagacidade desses dois. Acredito que tenha sido no programa do Rolando Boldrin na TV Cultura, mas não tenho lá muita certeza. O que importa, entretanto, é prestar uma homenagem a esses dois, que a seu modo construíram uma história de humor e crítica muito em falta nas músicas de hoje.

As críticas são em torno de acontecimentos incorretos do cotidiano, com pesado tom político. Talvez o maior exemplo seja a canção “Tá tudo subindo:”

Sobe arroz, sobe o feijão,
A batata e o macarrão
Dum jeito que não se atura
Tudo sobe inté a taxa
No entanto só o que baixa
Defunto na sepultura
(…)
Se recorre à greve, então
Veja a compensação
Baixa logo o cassetete
Sobe o preço da bagagem
Também sobe as passage
O pobre que aguente a cruz
(…)
Farta chuva no nordeste
Farta tudo que é uma peste
Deixando a coisa crítica
Engraçado no Brasil
Fartando tudo aos mil
O que não farta é política

Eu ainda cortei alguns trechos, para não ficar mais extenso do que já ficou :P. Como vocês puderam ver, eles não usavam nenhum recurso irônico ou mesmo metáfora para esconder/disfarçar aquilo que realmente queriam dizer. Com Alvarenga e Ranchinho era na lata. Outro exemplo é História de um Soldado (ou Palhaço, em algumas versões), numa clara alusão à burocracia e ao jogo de empurra que as autoridades adoram fazer, para, no fim, não fazer nada. Em relação a essa música, há uma curiosidade histórica: “[Com a] letra da autoria de Alvarenga, foram detidos pela polícia e levados por Alzira Vargas, filha de Getulio, à presença do presidente para que apresentassem a paródia. Embaraçados, cantaram a música até o fim (…) Getulio sorriu, afirmou não ver ofensa nos versos e liberou a dupla“. (Fonte)

Além de críticos, eles são tragicômicos. Entendendo por tragicômico aquilo que pode ser trágico e cômico (duh) ao mesmo tempo, temos os versos de Drama de Angélica. A história é triste (fala da morte de uma mulher em função do erro do estúpido farmacêutico), mas a inserção de detalhes descritivos que não tem nada a ver com a história principal acaba tornando a música leve e divertida. Eles não chegam a fazer troça da desgraça, mas a deixam num ponto que é possível dar risada. Leia a letra você mesmo no site de letras do Terra.

O pai de Angélica chefe do tráfego
Homem carnívoro ficou perplexo…
Por ser estrábico usava óculos:
Um vidro côncavo o outro convexo…

Qual a importância de saber que o óculos do cidadão tem um vidro côncavo e outro convexo? Há vários trechos com esse tipo de sacada durante a letra. Fora que eles inserem/infiltram palavras que você não está acostumado a ouvir ou mesmo ler por aí. Lúgubre, tísico e zéfiro, só pra citar algumas. Além do mais, não é todo mundo que tem peito de colocar “esôfago” numa música.

Mas não só de críticas e tragicomicidade vive a dupla.  Paradoxalmente, Alvarenga e Ranchinho demonstram uma simplicidade sem limites no teor de muitas músicas. Esse é um dos fatores que mais me encanta nos dois*. Podemos dizer que há um conjunto de crônicas sociais entre o repertório da dupla. Os assuntos mais atuais – na época – eram colocados em pauta nos repentes e modas de viola. Só para se ter uma ideia da gama variada de assuntos abordados, estão a aprovação do divórcio, a famosa relação com a sogra, o chamado do Exército para a 2ª guerra mundial, o namoro quase (veja bem… eu disse “quase“) puritano… a que eu mais gosto fala sobre a mudança da moeda e a consequente chegada do Cruzeiro. Entre outras passagens primorosas, a que eu considero o ápice da genialidade (ok, hipérbole detectada) é a seguinte:

Lá nos Estados Unidos a coisa é bem deferente
Dinheiro graúdo é dolar. Dinheiro miúdo é cent.
E quem não tem cent sente, que é triste viver sem nada
Mas quando a gente tem cent, já tem a vida assentada

Encerrando texto, deixo um vídeo de um dos poucos registros visuais da dupla. Quer dizer… poucos que foram postados no Youtube. Eu posso ficar horas discursando sobre o estilo, coragem e bom humor da dupla que não vou convencer vocês. Melhor deixar que eles mesmos o façam:

* Na verdade, o correto é falar UM Alvarenga e TRÊS Ranchinhos. Para efeito prático, resumi todo mundo numa só dupla e ignorei a ordem cronológica dos acontecimentos. Detalhes no excelente texto do Luciano Queiróz.

Minha Orora, a Analfabeta

sombra1

Cascadura é um bairro extraordinário. Viajei para lá no Carnaval e fui muito bem recebido na pensão que fiquei. Meus amigos insistiam para não ir: “Jards, camarada… vá pra Bahia!“. Insisti e minha teimosia valeu a pena. Ou não.

Entre matinês, boates, arrastões e o tradicional baile de máscaras, conheci uma dona toda boa e cheia da nota. De fato era uma grande criatura. Tudo na medida: Rosto perfeito, corpo escultural, mãos divinas e pés de princesa. Aquela era a minha chance de subir na vida sem usar banquinho.

Tudo ia muito bem, até que eu descobri que ela não podia abrir abrir a boca. Não… ela não era banguela. Era analfabeta. Não sabia ler nem tão pouco escrever. Achei que ela estava de sacanagem quando meu contou, mas de fato pude confirmar: ela escreve “gato” com jota e “saudades” com cê. Pra você ver…

Pra ter uma ideia de como a situação era complexa, um dia ela me ligou, lá na pousada mesmo, dizendo estar doente. Perguntei o motivo e ela soltou o diagnóstico: “Estou sofrendo do estrombo“. Estava sentado na cama e levei um tombo. Caí durinho pra trás. Isso sim já é demais! É.. mas ia piorar.

Numa das vezes que estivemos juntos, ela me mostrou o bando de “aribús” no céu, bem perto dos “ariopranos“. Mas pelo menos ela gostou da minha “motocicreta“. No almoço pediu aquela feijoada esperta… “compreta“. Me sentia muito estranho com a situação. Ela era muito bonita, mas era errada demais.

Quando estava pra partir de volta pra minha terra, ela veio se despedir. Vi um “O” bordado na blusa dela, e percebi que não tinha perguntado nem o nome da moça. Olhei a letra e pensei “é agora”. Perguntei seu nome. Ela disse: “é Orora”. E completou: “E sou filha do Arineu”.

O azar, definitivamente, é todo meu.

A história original é essa
A foto veio do Astrid Cilla’s Flickr

Vitrolix: Touradas em Madri

Quando eu disse que essa série Vitrolix priorizaria músicas não tão atuais, eu não estava brincando… Dessa vez vou ressuscitar uma das maiores cantoras que esse país já viu. Maiores no sentido figurado, já que a “Pequena Notável” media apenas 1,53m. Isso mesmo… falo da pizza meia portuguesa, meia brasileira Carmem Miranda.
Nascida em 9 de fevereiro de 1909 em Beira Mar, Portugal, perdeu seu primeiro emprego como vendedora de gravatas porque os colegas paravam de trabalhar para ouvi-la cantar. O sucesso era questão de tempo.

“Tenho pena dos gagos, mas não resisto: morro de rir quando ouço algum! E também não tenho saco para levar um papo muito longo com eles” – Carmem Miranda

Carmem Miranda gravou músicas dos mais célebres compositores desse país. Assis Valente, Ary Barroso, Dorival Caymmi, Braguinha… Os shows estavam sempre lotados e, numa dessas apresentações, Lee Schubert levou-a para a Brodway. Não tardou para que estrelasse em Hollywoody – foram 20 filmes na carreira - e deixase suas marcas na “calçada da fama”. Sucesso meteórico e eterno.

Todo mundo me pergunta como venci na minha carreira. Acho que foi pura sorte adotar um estilo diferente de sambista e depois Hollywoody. Meu Deus… que loucura pensar estar no plano de estrelismo de Betty Grable, Alice Faye e todas essas estrelas que eu admirava na tela!

Ganhou o mundo com a imagem da brasileira que equilibrava frutas na cabeça e dançava de um jeito que yakee nenhum estava acostumado. A vida frenética, regada a remédios estimulantes, levou-a a um enfarto fulminante, na madrugada de 5 de agosto de 1955, com somente 46 anos.

O legado da cantora é um dos mais conhecidos desse país. Seu nome está intimamente ligado à músicas como “O que é que a baiana tem?“, “…E o mundo não se acabou“, “Alô… alô” e o foco do texto hoje: Touradas em Madri. Veja a letra:

Eu fui as touradas em Madri
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum

E quase não volto mais aqui
Para ver Peri beijar Ceci
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum

Eu conheci uma espanhola natural da Catalunha
Queria que eu tocasse castanhola
E pegasse o touro à unha
Caramba, caracoles, sou do samba
Não me amoles
Pro Brasil eu vou fugir
Que é isso é conversa mole para boi dormir
Para tim bum, bum, bum
Para tim bum, bum, bum

Para ouvir, clique aqui

Úma parte que achei interessantíssima nessa música é o ritmo, já que, originalmente, ela é uma marchinha de carnaval.
Quanto a letra, Carmem Miranda é pressionada a “mudar” de cultura, aderir aos costumes espanhóis, contudo, reafirma seu coração verde-amarelo para aqueles que duvidavam que a “Pequena Notável” abandonaria a pátria que a acolheu e a tornou estrela.

Mas informações sobre Carmem Miranda? Você pode ler aqui na Wikipédia, no site oficial da cantora e nesse texto da MPBnet
Prtonto… agora você já pode sair rebolando por aí…

Vitrolix: Eduardo Dussek em “Nostradamus”

Em comemoração ao estupendo (ha!) resultado obtido com o funcionamento do acelerador de hádrons – o tão comentado LHC – resolvi estrear mais uma seção aqui no Idéia Fix. Ela juntar-se-á (uhhhh… mesóclese) com o Opinix, o Grandes Quadros, Ídolos do Brasil e outras séries que eu já inicie.

Vitrolix vai relembrar músicas que, se não fizeram grande sucesso, pelo menos tenham alguma mensagem irônica, curiosa ou que tenham a ver com algum tema em debate na mídia, mesas de bar e até em blogs….
Como a seção chama-se Vitrolix e não MP3mix, darei prioridade para músicas antigas…. e nacionais (antes que algum fã de RBD me venha com chorumelas….).

Hoje, tiro do baú uma música do grande Eduardo Dussek, que fala justamente do fim do mundo. A letra é um misto de sonho com ironia e foi escrita na época do brega-rock. É interessante imaginar um clip para essa música com base nas informações que ele dá.
Note também que ele usa palavras pouco comuns: fumê, carcomer, vodoo, Carlota….
Queria também dar um destaque para as estrofes 2 e 4.

Sem mais enrolação, Eduardo Dusek, cantando Nostradamus no Rock in Rio (no Rio!), lá no longínquo ano de 1985:

A letra está aqui, para cantar e encantar (urgh):

“Naquela manhã
Eu acordei tarde, de bode
Com tudo que sei
Acendi uma vela
Abri a janela
E pasmei

Alguns edifícios explodiam
Pessoas corriam
Eu disse bom dia
E ignorei

Telefonei
Pr’um toque tenha qualquer
E não tinha
Ninguém respondeu
Eu disse: “Deus, Nostradamus
Forças do bem e da maldade
Vudoo, calamidade, juízo final
Então és tu?”

De repente na minha frente
A esquadria de alumínio caiu
Junto com vidro fumê
O que fazer? Tudo ruiu
Começou tudo a carcomer
Gritei, ninguém ouviu
E olha que eu ainda fiz psiu!

O dia ficou noite
O sol foi pro além
Eu preciso de alguém
Vou até a cozinha
Encontro Carlota, a cozinheira, morta
Diante do meu pé, Zé
Eu falei, eu gritei, eu implorei:
“Levanta e serve um café
Que o mundo acabou!”

Dussek também tem site oficial. Lá você encontra links para o MySpace, o perfil dele no Orkut (pode acreditar, é o verdadeiro…) e ainda pode baixar algumas músicas…. Bem bacana.

Opinix: Roupa Nova

Se você minha cara se acha… TÍMIDA e um pouco SENSUAL, com a FELICIDADE de fazer A VIAGEM SEGUINDO NO TREM AZUL, numa CANÇÃO DE VERÃO, sentindo o SAL DA TERRA que é LINDA DEMAIS, esperando CLAREAR para ver o BEM MAIOR dizendo DEIXA O AMOR ACONTECER, usando um lindo SAPATO VELHO fazendo TUDO BEM SIMPLES como um ANJO com um sorriso aberto e uma ROUPA NOVA.

Eu sou o COMEÇO MEIO E FIM, que sempre está DE VOLTA PRO FUTURO em UM LUGAR NO MUNDO, sonhando um VÔO LIVRE pra entender que OS CORAÇÕES NÃO SÃO IGUAIS; querendo viver UM SONHO A DOIS pra ser A METADE DA MAÇÃ, com um CORAÇÃO PIRATA pedindo VOLTA PRA MIM porque ANDO MEIO DESLIGADO.

Clique na foto para acessar o site oficial

A banda é formada por Kiko, Feghali, Serginho, Paulinho, Nando e Cleberson com mais de 30 anos de estrada. Com certeza uma das maiores bandas vocais “terráqueas” de todos os tempos… (Sim, porque os “Beatles” são de outro planeta).

PS: Texto adaptado por mim e feito pela amiga Talita (hiperfã dos caras).

PS 2: Tudo que está com letras maiúsculas são títulos de músicas compostas e regravadas pelo grupo

Opinix: Kleiton e Kledir

Hoje volto com um assunto musical.

Vocês conhecem a dupla isso a dupla de MPB, Kleiton e Kledir?

NÃO???? Então eu vou tentar apresentá-los…

Nascidos em Pelotas/RS, os irmãos Kleiton e Kledir Ramil sempre viveram em um ambiente musical, mas a carreira deles começou mesmo quando se mudaram para Porto Alegre, onde foram para vida universitária.

Na década de 70, com mais 3 amigos, formaram o grupo “Almôndegas” na qual começaram a mostrar o que a música popular gaúcha tinha. A banda lançou 4 discos e depois de muito sucesso em seu estado natal se mudaram para o Rio de Janeiro.

No início da década de 80 os dois se lançaram como uma dupla, e ai o sucesso foi total.

Com letras bem humoradas que retratavam (e ainda retratam) o folclore gaúcho, sem esquecer da temática amorosa – utilizando para isso muitos termos regionais -  eles se firmaram no cenário musical nacional.

Suas composições foram gravadas por Simone, Fafá de Belém e muitos outros. Fora do Brasil elas estão presentes no repertório dos argentinos Fito Paez e Mercedes Sosa.
Alguns sucessos são “Paixão” e ” Vira Virou“.
Veja um pedacinho da “Deu pra Ti“, um outro sucesso da dupla:

Quando eu ando assim meio down
Vou pra Porto e…bah! Tri legal
Coisas de magia, sei lá

Paralelo 30

Quer saber mais??

http://kleitonekledir.uol.com.br/

http://letras.terra.com.br/kleiton-e-kledir/

Até Sexta que vem!!

(Nota do Frank:  Para os imundos que só leram as palavras “gaúcho”, “Pelotas, “almôndegas” ,”vira virou” e depois viram a foto, um aviso: Ambos são casados e têm filhas que justificam a fama gaúcha das belas mulheres. Mais um detalhe: a expressão “Deu pra Ti” significa basta, chega…. E que não fiquem mal entendidos!)

Opinix: Rock in Rio capitalista

Tem certos momentos que o capitalismo passa dos limites.

Vejam, o caso do Rock In Rio (importante festival de música que começou na década de 80) tendo shows como a antológica apresentação do Barão Vermelho – com Cazuza no vocal – em 85( em um momento de começo de abertura política no Brasil, após a ditadura).

Hoje, o evento perdeu seu sentido e suas raízes. O que o americano sabe sobre música brasileira, a não ser Bossa Nova e alguns poucos compositores/cantores?. O que sabe o espanhol?

O Lenny Kravitz conhece música brasileira a fundo? Duvido… americano (em geral, pois há exceções) não gosta de se misturar culturalmente. Pensam que só a cultura deles basta.

O festival deveria ser um instrumento de divulgação da cultura musical brasileira, e não mais um produto capitalista, se não é melhor mudar o nome para “Rock in World”.

(Nota do Frank: Resolvi me intrometer no texto para dar um pitaco: Se o nome dado ao festival é “Rock in Rio“, deveria, no mínimo, ser realizado no Rio de Janeiro, caso contrário, o nome não faz sentido. Algum gringo capitalista resolveu esquecer a lógica geográfica e chamou o evento sediado em Portugal de “Rock in Rio Lisboa“. Palmas… muitas palmas…)

Opinix: O clube da esquina

Olá! Voltei hoje com uma curiosidade. Uma curiosidade musical…

Você sabe o que é o Clube da Esquina?? Não?? Eu vou, nas minhas humildes palavras, tentar explicar.

O clube foi – e ainda é – um dos movimentos musicais mais influentes da história da MPB.

Nascido nos bares de Belo Horizonte nas décadas de 70 e 80, conta com cantores e compositores como Milton Nascimento, Beto Guedes, Lô Borges e compositores como Fernando Brant, Ronaldo Bastos e Wagner Tizo. Eles começaram a tocar, além dos bares tradicionais, em bailes nos clubes da capital mineira – isso antes da fama.

Com letras que vão da temática amorosa, passando pelo orgulho de ser mineiro, pelas belas paisagens de Minas, até letras com cunho de contestação política, o movimento ainda se renovou com a presença de bandas como, por exemplo, o “14 bis”.

Destacam-se canções como Amor de índio, Caçador de mim e “Trem azul” – todas com um profundo que prosaico e intelectual.

Vale a pena conferir essas e muitas outras canções!!

Até sexta que vem!!

Obs: O “Bituca“, na foto, é justamente o Milton Nascimento.

Vicente Amar profetizava: “Tudo perna de pau!”

A música abaixo faz parte do folclore do futebol brasileiro. Foi escrita já há algum tempo, mas mantém-se atual, de um jeito assustador…

O que mais me chama a atenção é que é possível sentir o povo falando. Sentir o clamor popular por um futebol melhor, mais bem jogado, sem tantos pernas de pau e melhor organizado. A realidade descrita nua e crua, mas com uma pitada de bom humor que Vicente Amar colocou na letra e que os Demônios da Garoa imortalizaram.
Fiz questão de manter a letra como é cantada, para dar mais veracidade.

Bônus Track: Antes da música começar, pelo menos na versão que tenho, há um pequeno diálogo que fiz questão de reproduzir…. Vamo à ele e logo depois à música em si:
Obsvervação: As falas em itálico são ditas pelo cantor da música.

“Vai sair aí da frente rapaiz?! Cê num tá vendo que tá perturbando a passagem dos outros aí? Os outros também tem diiiiireeeeeeiiiiito, né? Chega aqui devagarinho. Molhe aí a pimenta! Vamo entrá agora?”
“Olha aí pititico…. Eu tô aqui só pra fazê uma fofocas. Num vô entra não!
“Como Nããão?!”
“Tá loco? Esses caras são muito grosso de bola!
“Hoje nóis ganha?”
“Num ganha.”
Gaaaaaanha!”
Já rasguei a carteira do clube, eu não vô entrá não. A gente chega aqui, pede uma entrada de numerada e os caboclo lá de dentro do buraquinho do guichê, chega de dá “tique” pra gente. Se quisé só no gaio. Ou no gaio ou lá no morrinho. E a gente gasta todo o salário da gente em fuguetório, fica rouco, rouco, rouco e esses caras num fazem nem gol…”

Time perna-de-pau

Assim nosso time de futebor vai mal.
Nosso jogadores são tudo, são tudos perna-de-pau.
Só contratemos quem não sabe nem chutá.
Parecemos muié de malandro, só sabemo é apanhá.
Mas os curpados são os nossos diretô
Que não dão ao jogadô
Assistência, morá nem materiá
Se nóis tirá em úrtimo lugá
A culpa é do “ténico” que não sabe orientá

Bola vai, bola vem
Nosso time entra bem
Não se sarva ninguém, da derrota
Será possíve?
Como é que pode, desse jeito eu morro!
Nóis grita, grita, grita e nossos jogadô
Não fazem nenhum gol

“Aí meu cumpadi… desse jeito num dá não”

Profético, não?

Creio que esse devia ser um dos coros entoados nos estádios, em vez do popular “Burro! Burro!” ou ainda do “Ô, Ô, Ô, queremos jogadô”…

Em tempo: Achei a música no Youtube. Apesar do site estar em chinês/corano/japonês (e o caro leitor e a querida leitora vão me fazer o favor de não perguntar por que raios está em chinês/coreano/japonês) é a música original.
Quem é anti-corintiano com certeza gostará das imagens do vídeo. Isso prova mais uma vez que esse é um blog isento e imparcial e que com certeza vai encher de porrada a pessoa que editou as imagens.

O link é esse aqui: http://hk.youtube.com/watch?v=VjXjoRxJcLM

Post dedicado às torcidas que sofrem com seus pernas de pau (não é mesmo Perdigão?)

Alceu Valença: o rei das vogais

O Idéia Fix partiu para a sua primeira matéria de campo. Mas o fracasso foi tão grande que é melhor nem chamar de matéria de campo.
Sim meus leitores e minhas leitoras… o fracasso faz parte da vida, e não tenho vergonha de dizer que falhei, mas não é por isso que abaixarei a cabeça!

Um sujeito engraçado....

A matéria de campo consistia em entrevistar Alceu Valença, um mito da música popular brasileira. Eu teria uma oportunidade, uma única oportunidade durante a apresentação dele na hiper-super-mega-popular Festa do Caqui, em Itatiba-SP (coincidentemente, cidade onde moro).
Esperei um bom tempo Alceu Valença adentrar as dependências do Parque da Juventude (obra do prefeito para ganhar votos cuidar do bem estar dos itatibenses). Quem disse que ele aparecia?
Perguntei à um segurança e ele me informou que o Valença já se encontrava no parque. “Droga… agora é ver se dá pra chegar perto“.

Mas não deu.

A segurança era muito boa e eu não queria me arriscar a ser preso à toa.
O jeito foi aproveitar o show, que aliás, foi muito divertido.
Não vou descreve-lo, afinal, isso é muito sem graça. Quero apenas comentar apenas 2 passagens do show que achei muito interessante:

Numa pausa entre uma música e outra, Alceu Valença comenta:
Quem tá gostando do shooooooooow?”
AAAAAEEEEEEHHHEEEEEEEEEEE” (onomatopéia para delírio do público)
Agora eu quero ver: Quem tem meu DVD????

Se cinqüenta levantaram a mão, foi muito… Mas isso não abateu o “rei dos palcos” que retrucou:
Tudo pirata né? Mas não tem problema… eu peço a vocês… copiem meus Cd’s e passem adiante… Isso não será pirataria porque eu tô autorizando. Pode copiar que eu deixo. Temos que valorizar a cultura brasileira. Esses americanos cantando aqui não tão com nada. Vão à merda esses americanos!”

Falou e disse.

Num outro momento do show, uma mulher invade o palco e agarra Alceu Valença. A segurança age rápido e tanta tirar a mulher de lá. Tenta. Ela incorpora um carrapato estrela e não larga o cantor pernambucano, que, logicamente, não consegue exercer sua profissão (em outra palavras… não consegue cantar).

Então… não mais que de repente, surge um homem de verde e arranca o microfone das mãos de Alceu Valença e continua cantando a música (de forma desafinada, diga-se). A segurança finalmente consegue tirar a mulher do palco. E o inusitado acontece: Alceu não consegue retomar o microfone! O maluco continuou cantando, sem se importar se o convidado da noite queria ou não voltar a cantar.
Alceu, rindo, foi tomar uma água enquanto o “robert” continuava o show. Alceu ainda teve que esperar a música acabar para poder continuar… Ainda sim, pediu os aplausos do público.

Ahhhh esse povo que não sabe se comportar!

Viva Alceu Valença!

Leva’s Polka: O hit do Loituma

Juro que pensei em alguma coisa pra descrever o vídeo abaixo, mas não consegui. O máximo que pude fazer é achar a letra dessa maravilha poética da música finlandesa (!).

Divirtam-se com Loituma e sua Polka…

Viciante, não?

Quando consegui parar de ouvir a música, procurei com mais calma outras informações. Segundo o que consegui na Wikipédia, a música chama-se Levan Polkka e é uma antiga canção finlandesa da década de 30. É também conhecida como “Ievan Polkka“, com I no lugar do L. Ainda pode ser encontrada com Leva’s Polka.

Eles cantam num dialeto típico da Finlândia, o Savo.

Se alguém quiser (tentar) cantar, a letra está nessa página do Terra. Boa sorte!