Sobrevivi à tempestade das bruxas

Hoje é dia 31 de outubro e, sem trocadilhos, a bruxa estava solta…

O dia corria sem problemas. Ou quase. Tinha que ir ao CNA.

Quando a hora de sair para pegar o ônibus chegou, uma leve chuva começou a cair. Não dei importância, afinal, era normal. O que não foi normal, foi o que aconteceu a seguir:

À medida que ia me aproximando da cidade, a chuva aumentou de intensidade. Um vento forte soprava e comecei a ficar apreensivo.

Ao chegar no terminal, a catástrofe. Raios, trovões, vento, chuva ( e lógico, eu sem proteção). Ao sair do ônibus fui atingido pela chuva. Um verdadeira ducha, que me deixou encharcado e com frio. Não havia como escapar. Me abriguei no terminal de ônibus, mas era inútil, a chuva vinha carregada pela vento, molhando quem estivesse pela frente. Numa rápida presença de espírito, atravessei o terminal (pisando numa poça d’água). Atravessei a rua (felizmente vazia) e me abriguei em um salão de beleza. Tremia de frio.

E, pela primeira vez em minha vida eu vi o vento. Sim, eu vi o vento. A chuva formava a corrente com tal perfeição, que era possível ver as várias direções que o vento tomava. As ávores balançavam. Um galho grande e seco voou por cima da praça. Me senti em um tornado.

Um barulho metálico assustou a todos. Para meu total espanto, eram as chapas de metal que cobrem o terminal de ônibus levantando. O vento estava tão forte que as chapas levantavam e caiam, fazendo um barulho estrondoso. Achei que iam voar, atingindo quem estivesse no caminho. E isso quase aconteceu. Após uma corrente mais forte ainda, as chapas levantaram e não voltaram. Procurei avidamente por elas, mas nada. Até que elas caíram. Percebi que se não fossem os grandes pergos chumbados na chapa, ela teria voado. Respirei aliviado.

A chuva parecia diminuir. Parecia. Quando ameacei sair, uma nova onda de chuva, mais forte ainda, assolou Itatiba. O corredor de ônibus estava tão alagado que as pessoas que arriscavam atravessar, se molhavam quase na altura do joelho. A poça ao final desse corredor era tão grande, que quando o ônibus passava, muita água escorrida, invadindo a quitanda do outro lado. A escada que desce da praça até o terminal, não existia mais. Era água. Virou literalmente uma cachoeira. E eu preso no salão.

Uma cliente que acabara de chegar disse que uma árvore foi arrancada com raiz e tudo (não pude confirmar essa informação). A dona retrucou dizendo que o salão já foi alagado uma vez, e que a água inundou a confecção que fica no andar de baixo.

Novamente ameacei sair. E novamente fui impedido. Levei uma pedrada na cabeça. Pedrada? Sim. Começou a cair granizo. Voltei correndo, mas levei uma na perna. O barulho era infernal. As pedras batiam no telhado de metal do terminal. A dona lembrou quando o gelo formou uma crosta de 1 cm no salão dela (eu acho exagero, maaas…)

Agora a chuva diminuia. Não ameacei sair. Mas o sol aparecia lentamente. Resolvi que essa era a hora… e finalmente cheguei no inglês.

Depois da aula, quando voltava para casa, percebi os estrados. Vários outdoors destruídos, muita coisa onde não devia estar. Tinha até uma tampa de caixa d’água no ribeirão Jacaré.

Dessa eu escapei…

Um pensamento sobre “Sobrevivi à tempestade das bruxas

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