Minha iniciação no teatro

Não sei porque, mas esse blog anda muito pessoal ultimamente… Ou eu estou sem inspiração para escrever algo minimamente atraente a vocês leitores e leitoras, ou minha vida era interessante e eu não sabia.

Então, continuando com uma biografia regida a conta gotas, vou contar minha primeira experiência com teatro. Sim! Sou um atormentado!

Tudo começa em 1994. Meu primeiro personagem foi em um musical, por assim dizer, de final de ano da minha escola, o Santa Amália. Durante alguns meses daquele ano, ensaiamos uma coreografia muito complexa para garotos de 4 anos. Basicamente era correr, balançar os braços em forma de garra, pular fazendo um movimento circular com os braços. Tudo isso na ordem e tempos certos. Pra mim foi extremamente complexo. Principalmente quando este que vos fala já naquela época, demonstrava total falta de coordenação motora e memória. Talvez por esse motivo minha professora, a Crizeide (!) tenha me colocado para dançar sozinho. Ou quem sabe foi porque éramos em número ímpar. Nunca vou saber.

Não preciso dizer que a minha participação foi a melhor da tarde. Como eu sei? É só olhar o DVD com a prova do crime da dança.

Antes, imaginem a cena. 5 crianças vestidas de leões, sendo, um o dobro dos demais. Um leão japonês miúdo que usava óculos. Um com cara de tonto e outro que mal sabia o que estava fazendo ali e por fim, um leão negão. Quer cena mais bizarra? Continue lendo.

Começa que minha peruca-juba era maior que minha cabeça. No primeiro movimento, que era ajoelhar e colocar a cabeça entre os joelhos, minha peruca caiu. Risos da platéia.

Mas isso não tirou minha concentração. Instintivamente, a Crizeide, momentos antes de entrarmos no palco, orientou-nos a não parar com a dança mesmo que a peruca caísse (como ela sabia?). Recoloquei a peruca e continuei.

Mas o desastre estava anunciado. A cada movimento que fazia a peruca-juba escorregava para frente ou para trás. A platéia gargalhava. Sabe como é… pimenta no ANGU dos outros é refresco.

Não fui só eu que tive problemas. O macacão de leão do meu amigo simplesmente ficou com o zíper estourado a dança toda.. As costas eram visíveis a cada movimento giratório que ele fazia. Outro esqueceu por completo o que tinha fazer (é.. o perdidão lá da descrição) e resolveu copiar o que eu estava fazendo. Logo eu!

Pra completar o King Kong, o último movimento era um trenzinho, com todos os leões sentados no chão, balançando para frente e para tras.

Mas no final, saímos ilesos. Pena que esse não foi o último mico que passamos nesses festivais de final de ano. Nos anos seguintes fui abelha (bela metamorfose, não?) e soldado. Mas esses não interessam, porque não estão gravados.

Cada vez que vou atuar (como se fosse muitas!) lembro dessa passagem. E o que já era cagaço ansiedade, piora. Mas no final tudo dá certo. Ainda bem.

Ah… manterei os nomes dos meu colegas em sigilo, pois talvez eles não queiram que uma barbaridade dessas seja disseminada pela internet, tendo os nomes associados. Se algum deles ler esse blog e me autorizar a colocar os nomes, farei um update. Mas duvido que algum deles leia este humilde blog. Não custa perguntar.

Update: Toda a história contada acima se passou no palco abaixo. É embasbacante voltar lá mais de 10 anos após a façanha da peruca.

palco

Um pensamento sobre “Minha iniciação no teatro

  1. ÉÉEÉÉÉ

    LEMBREI DO SOLDADO
    É IMPORTANTE SIM
    NA VERDADE É A UNICA QUE EU LEMBRO…=]
    AHUHAUHAHAU
    LEMBRA KI ERA PRA EU JOGAR A GRANADA E ELA CAIU NAS MINHAS COSTAS???
    DESDE CRIANCINHA EU JA ERA UM EXCELENTE SOLDADO
    AHUAHUHUAHUAU
    ABRAÇO FRANK

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