Freeganismo – Loucura ou estilo de vida?

Um mundo no qual a natureza seja respeitada. No qual não haja diferenças entre homens, mulheres e crianças. Sem desperdícios, sem fome, sem ricos nem pobres. Um mundo no qual homem e natureza vivam em harmonia. No qual não haja trabalho e a comunidade ajude-se, mutuamente. Esse é o mundo que os freegans pretendem conquistar. Mas como?

Andei pesquisando (e pensando) sobre o tema. É complexo, mas muito curioso.

Os freegans não são vegetarianos, como o próprio nome supõe (free + vegan). São pessoas que enxergam o que há por trás dos produtos. Desde a retirada da matéria prima, até seu transporte e venda. Diz-se que não há almoço grátis. Os freegans provam que isso é verdade. Um simples pé de alface, que para um vegetariano comum é ótimo, para os freegans significa poluição do meio ambiente quando transportado, a possível utilização de crianças e agrotóxicos em seu plantio e demais implicações. Em outras palavras: Utilizamos o termo freegan para definir uma pessoa que, baseada em uma objeção ao capitalismo e a exploração que ele cria, encontra modos de viver fora da economia monetária, utilizando-se de recursos desperdiçados – bens descartados (para comida, roupas, literatura, etc.), casas abandonadas (para squats), lotes vagos (para jardins), etc.

Foi isso mesmo que você leu (você leu?). Se eles tiverem que comer do lixo, eles comem (não muito diferente do que fazem milhões de famílias para sobreviver, infelizmente). E não importa se é carne ou vegetal. Eles comem. Tudo para não compactuar com o desperdício.

Na minha opinião o objetivo está certo, mas o meio de atingí-lo não é o melhor. É saudável lutar contra a maré, mas há formas e formar de se fazer isso. Não creio que viver como “um caçador de restos” seja a mais adequada, todavia, é a mais impressionante.

Cada qual com sua crença. Se eles acham que viver assim, sem trabalhar, sem uma meta atingível e comendo restos dos outros é o certo a se fazer, que façam e vivam assim…

Só mais uma coisa… há uma richa interessante entre vegans e freegan. Digamos que uns não compactuam com os outros. Para os freegans O movimento vegan tem se mostrado estéril, contraditório e até mesmo hipócrita . Já para alguns vegans, os free “são apenas vagabundos que se acham a vanguarda do veganismo”. Melhor não cutucar muito essa richa.

Ei, você! O que acha? Ser freegan é loucura ou um estilo de vida? Responda aí nos comentários!

Caso você queira saber mais sobre o tema:

Freegan.info

Bônus do Idéia Fix – Como sou boa gente, disponibilizo o vídeo que a revista Super Interessante indica sobre o tema freeganismo. Eu não vi, mas dizem que tem uma matéria muito interessante lá.

10 pensamentos sobre “Freeganismo – Loucura ou estilo de vida?

  1. loucura é seguir o rítmo da casa para o trabalho,
    do trabalho para o progresso
    e do progresso para a casa.

    acredito
    que a maioria das pessoas
    que acabam de conhecer o freeganismo se espantam
    e criticam justamente o fato de
    conseguirmos coisas através de restos e sobras.

    é claro que nossas alternativas exigem certos
    tipos de despreendimentos e desencanamentos:
    para começar,
    normalmente estamos ligados à valores, como o
    que as coisas fruto de nosso trabalho são
    mais importantes. que o trabalho é importante.

    desde criança, somos obrigados a pensar
    em trabalho. em função. função de troca de esforço
    por dinheiro.
    os pais sempre perguntam: o que quer ser
    quando crescer?
    esses valores vêm desde a infancia e sim
    é dificil deixar esse valor de lado.
    por isso, comparam freeganismo com loucura.

    e uma coisa que é bem relevante. comecei a
    usar o freeganismo na minha vida
    porque ví q

    • Eu sou vegano e estou começando a garimpar(e pretendo ser um freegan vegano).
      Não é loucura, é pura lógica! Enquanto muitos veganos colaboram com o corporativismo fascista, que só visa o lucro nessa sociedade capitalista, o freeganismo é uma forma de protestar contra esse sistema(além do que é um trabalho social, pois freegans compartilham, independente da situação e ideologia do individuo que queira interagir).
      É fundamentado na sociedade o conceito da meritocracia, mas isso tudo é imposto, por pessoas que se aproveitam de um sistema que beneficia quem já está em altas camadas sócio-econômicas.
      Além de todos os princípios igualitários…..
      Se alguém quiser montar um grupo, sou todo ouvidos!

  2. loucura é seguir o rítmo da casa para o trabalho,
    do trabalho para o progresso
    e do progresso para a casa.

    acredito
    que a maioria das pessoas
    que acabam de conhecer o freeganismo se espantam
    e criticam justamente o fato de
    conseguirmos coisas através de restos e sobras.

    é claro que nossas alternativas exigem certos
    tipos de despreendimentos e desencanamentos:
    para começar,
    normalmente estamos ligados à valores, como o
    que as coisas fruto de nosso trabalho são
    mais importantes. que o trabalho é importante.

    desde criança, somos obrigados a pensar
    em trabalho. em função. função de troca de esforço
    por dinheiro.
    os pais sempre perguntam: o que quer ser
    quando crescer?
    esses valores vêm desde a infancia e sim
    é dificil deixar isso de lado.
    por isso, comparam freeganismo com loucura.

    e uma coisa que é bem relevante: comecei a
    usar o freeganismo na minha vida
    depois de ter vivenciado experiencias
    que realmente me fizeram uma pessoa mais
    feliz e livre.
    e não apenas prática de leitura.

  3. Só penso o seguinte, essa história de pegar lixo por aí vc compactua com tudo, vc depende de pessoas trabalhando para vender comida e que, não conseguindo, joga-as fora. Você compactua com o trabalho. Plantar é mais correto.

  4. É, não cheguei a ver os comentários lá.
    \\\
    Eu não conhecia esse estilo(?) de vida dos freegans, nem nunca tinha ouvido falar sobre freegans. E preferia não ter conhecido. Pra mim é só um bando que não tem nada melhor pra fazer (e pelo jeito nem quer ter) e perde o tempo catando restos dos capitalistas por aí…

  5. Bem…
    O que dizer?
    Acho que iniciarei o movimento freelher (free+mulher)…
    Não dissertarei muito aqui, para não arrumar confusão com Priscilinha e Vanessa!!

    Abraços,

    Gustavo

  6. O meu nome é Tânia Lobo e sou jornalista na TVI.

    Estou a fazer uma reportagem sobre o freeganismo em Portugal e gostaria de saber se conhecem alguém que pratique este modo de vida e se tâm o contacto.

    Muito obrigada.

    Tânia Lobo

  7. Pingback: Mendigo no shopping? Não. « Ideia Fix

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