O casamento, o câmera e a garrafa

Estava quase tudo pronto para o casamento civil. Os convidados comiam salgadinho e bebiam refrigerante no grande toldo montado para a festa. O noivo, todo de branco (inclusive o cravo na lapela) zanzava de ou lado para o outro em frente a mesa cheia de flores que serviria como altar.

A noiva terminava de se arrumar no quarto. Podia ver o toldo da janela. A cada minuto que passava, ficava mais nervosa. Suas mãos começaram a suar e ela, com medo de estragar a maquiagem, resolveu se distrair com algo. Ligou a TV, mas não conseguia manter a atenção no programa. Olhou para os lados e viu uma garrafa de Fogo Paulista. “Um gole não fará mal. Me ajudará a relaxar”. Tomou um gole. Dois goles. Três goles. Acabou entornando a garrafa. Adormeceu na cama…

Lá embaixo, o juiz anunciava: “Já são 7 horas. Tenho outro casamento as 8. É melhor vocês se apressarem!
” Calma, senhor juiz – disse o noivo – O câmera que vai filmar o casamento ainda não chegou.”
“É bom que venha logo…”

19:30 e nada do câmera. O casamento já estava atrasado em meia hora. O juiz estava prestes a ir embora. O noivo teve que intervir: “O senhor vai realizar o outro casamento, mas volta mais tarde, né?”.
O juiz garantiu que voltaria.

E nada do câmera…

21:00 e o juiz volta: “Mas será o Benedito que esse câmera ainda não chegou? Vocês estão brincando com a minha cara. Ou eu realizo esse casamento agora ou só amanhã”.
O noivo olhou em volta e viu a cara de desânimo dos convidados. A comida tinha acabado e as bebidas estavam no fim. As senhoras mais idosas dormiam e a noiva devia estar parindo de raiva. “Ok. Vamos realizar esse casamento sem câmera mesmo!”

E assim foi feito. Entra a noiva, um pouco cambaleante e com a cara amassada. O noivo cansado de esperar e o juiz, aborrecido, tentava fazer a cerimônia o mais rápido que podia.

Ao final do casamento, o juiz dirigiu-se para a saída e, ao abrir o portão, acenou para um táxi. O carro parou e dele desceu um cara todo atrapalhado segurando uma câmera na mão e na outra um sanduíche mordido pela metade.

“E aí pessoal? Atrasei?”.
“Imagina! Só estávamos esperando um certo câmera para pode matá-lo!”

O juiz tinha ido embora, mas os convidados permaneciam no local. O noivo, que nessas alturas do campeonato já era marido, olhou em volta e cruzou olhares com o padrinho da sua esposa. “Sabe que você é muito parecido com o juiz?”. Fez-se silêncio geral….

E aconteceu exatamente isso que você está pensando caro leitor… O casamento foi repetido, com o juiz de mentira, só para poder ser filmado. Os convidados, entrado na brincadeira, tentaram reproduzir o mais fielmente que puderam a cerimônia oficial. Mesmas posições, mesmas falas, quase tudo igual. Inclusive a noiva cambaleante… Quem olha o vídeo do “casamento” em momento algum desconfia que na verdade foi tudo encenado…. Tudo por causa do câmera…

Baseado em fatos reais, por incrível que pareça.

Um pensamento sobre “O casamento, o câmera e a garrafa

  1. Taí um casamento em que seria divertido estar!
    Geralmente casamentos são muito bonitos, e todo mundo chora, e tal, mas nada como uma noiva bêbada, um padre apressado, um câmera atrasado, e um noivo nervoso.
    Acho que eu quero que o meu seja assim 😀

    Beijos!!

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