A verdade sobre os Piratas – I

Os piratas são figuras conhecidas por todas as idades. A imagem mais caricata desse personagem é a de um homem barbudo, com uma perna de pau, tapa olho e um papagaio como melhor amigo (isso sem falar na espada e na mão com o gancho). Faz parte do nicho do pirata enterrar tesouros e fazer mapas que serão achados séculos depois por pessoas boas (que invariavelmente serão roubadas pelos vilões).

Mas o Idéia Fix, num colossal trabalho investigativo, vai destrinchar, vai esmiuçar o que era ser pirata. Um autêntico pirata de alto mar (sem essa coisa de pirata da internet.. isso é para os fracos).

Ultimamente, a figura do pirata tem sido amplamente divulgada em função da trilogia “Piratas do Caribe”. O que foi mostrado no filme é apenas uma das vertentes da pirataria. Agora você vai saber a verdade sobre eles.

Por definição, pirata era aquele que roubava e pilhava por conta própria. Ou seja, bandidos especializados em navegar para abordar outros navios e saquear tudo o que estivesse ao alcance da mão. Alguns aproveitavam a oportunidade e queimavam cidades costeiras.

A vida de pirata não era fácil.
Os primeiros foram os gregos e fenícios. Naquela época não existia tecnologia suficiente para tornar a vida a bordo minimamente confortável. Conviver com as doenças, o mau cheiro, a escuridão e a escassez de alimentos fazia parte do cotidiano.
Quando havia comida, pode ter certeza: estava dura e cheia de gorgulho (gorgulho: insetos que perfuram sobretudo madeira, cereais e feijão armazenado, reduzindo-os a pó)

A bebida era usada para amenizar a dura vida, que não permita erros. Definitivamente, erros eram letais para os piratas.

Mas afinal de contas: Quem eram os piratas?
As tripulações eram ecléticas. Variavam desde escravos fugitivos até pessoas que buscavam a liberdade utópica de viver fora da lei.

Pode-se dizer que os piratas eram aventureiros que não prezavam a própria existência, vivendo intensamente. O método mais utilizado para pilhar era o mais suicida possível: invadir o navio inimigo e fazer luta corporal. Obviamente muitos deles morriam nessas lutas ou eram feitos reféns, mas o fato é: O que eles tinham a perder? A maior satisfação de um pirata era poder beber contemplando o fruto do roubo. Quem sabe se escaparia vivo do próximo? Definitivamente eles gostavam da sensação de perigo, sentir a adrenalina correr nas veias e lutar pra sair vivo dali (do navio saqueado).

Mas do que adiantava ter a riqueza se eles não podiam gastar? Aí é que está o X da questão. Eles gastavam. Faziam acordos com mercadores de cidades portuárias. O tratado era o seguinte: os piratas eram livres para gastar o dinheiro roubado nas cidades, sem que fossem, de maneira nenhuma, perturbados (leia-se interferência da polícia). Em troca, os navios e comércios desses mercadores não eram atacados pelos piratas (qualquer semelhança com a relação traficante/polícia favelas NÃO é mera coincidência).

A pirataria cresceu conforme o valor dos produtos transportados via navios aumentavam. Desde a expansão comercial dos fenícios, até a decadência com portugueses e espanhóis, diferentes tipos de mercadorias foram transportadas entre cidades e continentes, através do mar. Quem entende um pouco de História percebe que foi um longo período no qual os piratas foram temidos e admirados por aqueles que gostariam de viver livre tal qual um deles. Pode-se compreender o período do auge da pirataria entre os séculos XVII e XVIII (época do açúcar, conhecido como “ouro branco”, escravos e especiarias)

Agora você já sabe quem eram os piratas, como faziam e porque faziam.

No próximo episódio da série, você entenderá porque os piratas são admirados e ainda hoje têm muitos fãs. Como alguém pode gostar de pessoas que matavam e roubavam por prazer? Você entenderá…

Não perca!

* A imagem mostra a Captura do Pirata Barba Negra retratada, em 1718, por Jean Leon Gerome Ferris (imagem cedida por ® Bettmann/CORBIS e capturada no How Stuff Works)

20 comentários sobre “A verdade sobre os Piratas – I

  1. Igor:

    O que os Piratas buscavam está subentendido no texto. Além de aventura, perigo, adrenalina, eles buscavam riquezas diversas: ouro, mercadorias, especiarias… Tudo o que eles conseguissem levar, afinal, feio é roubar e não conseguir levar…

    Imagine que um ladrão entre numa casa. O que ele vai pegar primeiro? Então.. o raciocínio é o mesmo.

    Abraço e volte sempre

    • eh eu concordo tambem.
      kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk.
      piratas do carinbe.
      kk..

  2. Pingback: A verdade sobre os piratas II « Ideia Fix

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