II Divagação de Busão

Na última vez que falei de ônibus, divaguei sobre aspectos gerais, passageiros, rotina e etc. No final, prometi que relataria alguns casos bizarros ou inusitados. Pois bem, pasmando no circular, dia desses, lembrei dessa promessa e acessei o arquivo (quase) morto da minha memória para resgatar essas passagens. Consegui recuperar dois casos. O da velhinha e o do bebum.

Alfenas, aí vou eu!
Voltando da escola, lá pelas 12 horas, parei no ponto de ônibus para esperar o carinhosamente apelidado “latão”. Sentado na porta (ou no solaio da porta) de uma lanchonete pensava na vida e na quantidade de lição de casa que tinha pela frente (sim, eu sofria por antecedência…). Eis que um homem, do alto (e bota alto nisso) dos seus 40 anos, resolveu prosear comigo:
Eeeeeeu vou gaxxxxta esse 1 real – mostrou a moeda – cumpinga (com pinga). Queéq (o que é que) voxeee acha?
Resolvi ajudar o homem: “Porque o senhor não compra um pingado? Tá cedo ainda!”
Eu queré (quero é) piiiiinga!”
Compra um pão na chapa então… é melhor pra você
Tááá bom volá e depois vo me jogar no rio
Isso.. vá lá e depois se jog… hei! Não! Tá maluco? Quer morrer?” (pergunta óbvia detected)
Então eu vou pra Alfenasxxx… a pé! Cunhece Alfenas?”
Claaaaaaaaaro! – na maior cara de pau – Inclusive a praça central é muito bonita (de onde eu tirei isso?)
Onde que você morava” – Perguntinha capciosa… requer uma resposta genérica
Morava perto da Avenida da Saudade, na esq… ih… olha lá meu ônibus!”(salvo pelo latão, hein…)

Não sei se ele voltou pra Alfenas a pé ou se jogou no rio. Se ele estiver lendo esse… ah.. esquece…

Velhinha New-Age
O ônibus parou em frente ao Extra. Eu, para variar, distraído, pensando no que escrever no blog, pasmava olhando pela janela. A porta abre e uma mulher com uma criança de colo desembarcam. Logo atrás vem uma velhinha que também desce. A porta fecha e…
Ai! Ai! Fiquei pr… MOTORISTA!

Acho que foi algo instintivo. Levantei de sopetão e puxei a cordinha da campainha (aqui ainda é assim…). Bati na porta para fazer barulho e outros passageiros gritaram.
O motorista abriu a porta e a velhinha, enfim, desceu. Observei pela janela para ver se estava tudo OK. Com esse negócio de osteoporose, nunca se sabe quando veremos uma fratura exposta… A velhinha arrumou o vestido, virou-se para o espelho retrovisor do motorista e gritou tão alto quanto pôde:
VIADO!

Eu não pude deixar de rir. Era, definitivamente, a última coisa que esperava ouvir da velhinha que agora estava calmamente andando para entrar no supermercado.

Devo ter passado por outros causos, situações, mas agora não me recordo de mais nenhum. O importante, actually, é saber que busões, cata-loucos, circulares e afins são ótimos lugares acontecer histórias, bizarras ou não.

E voc~e, tem alguma história?

Um pensamento sobre “II Divagação de Busão

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