Salve a pátria! Ela precisa….

Como todos sabem, hoje é dia 7 de setembro, Independência do Brasil. Dia de festejar quando Dom Pedro I – hoje no ramo de rodovias e shoppings – tomou a decisão de se rebelar contra Portugal e, num ato de heroísmo, declarou o indefectível “Independência ou Morte!” do alto de seu cavalo marrom, cercado por militares elegantemente fardados. Pedro Américo não estava lá, mas retratou direitinho.

Ok… não foi bem assim… Na verdade, essa história de declarar a Independência às margens plácidas do Ipiranga não passa de uma grande prosopopéia flácida para acalentar bovino (a.k.a conversa mole pra boi dormir). O ato de separação da colônia brasileira da metrópole portuguesa foi, de fato, declarado indiretamente por Dom João VI (aquele gordinho das coxas de frango, único a engabelar Napoleão) quando fugiu de Portugal e acabou abrindo os portos brasileiros para as nações amigas (leia Inglaterra).

Depois disso foi impossível Portugal retomar o controle das terras Tupiniquins.

De lá para cá algumas coisas mudaram e, obviamente, outras não. Não sou eu, um humilde blogueiro, quem vai fazer uma análise precisa da situação política-econômica-social do país nesses 200 anos. Entretanto é possível perceber no hino da Independêcia (aquele do Evaristo da Veiga e música do próprio Pedrão)  algumas passagens da história brasileira. Todas ligadas, realmente, ao “ideal de liberdade”.

Veja só:

Os grilhões que nos forjava
Da perfídia astuto ardil…
Houve mão mais poderosa:
Zombou deles o Brasil.

Começamos com os próprios portugueses, que eram a mão mais poderosa… Decisões políticas, administrativas e explorativas (neologismo detected) era tomadas por portugueses. Afinal a terra era dele, né? Os brasileiros não só acabaram com o “estratagema inteligente recheado de maldade” dos gajos como também “zombaram” dos antigos colonizadores. Vai dizer que alguém aqui NUNCA ouviu uma piadinha sequer de português?

Brava gente brasileira!
Longe vá… temor servil:
Ou ficar a pátria livre
Ou morrer pelo Brasil.

O refrão é mais claro do que o um farol alto no seu espelho retrovisor.  Na época da ditadura, muitos morreram/desapareceram tentando livrar o Brasil de um regime autoritário e cruel. Dessa vez é melhor não levar em conta o lado bom da época de 64 em diante. Brava gente brasileira, que lutou, as vezes de armas em punho, para ver a pátria livre e morreu pelo Brasil…
Os que não morreram, foram mais espertos lutaram com seus próprios meios. Mesmo longe, compuseram músicas, poemas, cartas, para lembrar e alertar os mais desavisados. Cada qual usa suas armas, mesmo que exilado…

Não temais ímpias falanges
Que apresentam face hostil;
Vossos peitos, vossos braços
São muralhas do Brasil;

Essa já é uma parte mais complicada e que ainda não conseguimos realizar. As muralhas brasileiras não foram capazes de conter a invasão das  tropas estrangeiras com caras malvadas. Não é de todo ruim. Seria de uma hipocrisia sem tamanho dizer que sou contrário à estrangeirismos – tanto que admiro a festa que os americanos fazem no July 4th e que deveríamos imitar aqui.

Acho que deveria haver uma mescla maior entre cultura nacional e internacional… Precisamos valorizar mais o que é nosso, o fruto do nosso trabalho, da nossa criatividade. O Brasil não tem só bunda, carnaval, futebol (apesar de parecer). Temos cantores (sim, temos!), pintores, compositores, fotógrafos, arquitetos (não só o Niemeyer)…. uma infinidade de talentos escondidos e ofuscados…

Parabéns, ó brasileiros!
Já, com garbo varonil,
Do universo entre as nações
Resplandece a do Brasil;

Essa é a parte que temos que tornar verdade. Fazer o Brasil resplandecer entre as nações não é difícil – basta ver o parágrafo anterior. Depende da consciência coletiva de mais de uma geração. Sair da zona de conforto é fundamental. Votar melhor, saber cobrar e participar da vida política idem… Todas as condições são favoráveis. Só falta a força motriz interna, aquela que vem do fundo da alma.

Salve a pátria! Ela precisa…

Mais chavão que terminar o post da Independência com uma bandeira brasileira, eu não consigo

Um pensamento sobre “Salve a pátria! Ela precisa….

  1. Muito bom…Precisamos mesmo dar mais valor ao nosso país. Antigamente, aqui no Rio, no dia 7 de setembro tinha festa, desfile militar, muita gente saía para assistir. As cidades do interior também faziam suas paradas. Na cidade onde moro hoje, há anos não há comemoração do dia da Independência, eles transferem a festa para o dia do aniversário da cidade. Como se a cidade fosse independente do país…

    P.S. Só um toque (de amiga): faltou revisar antes de postar.
    Beijo!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s