História sem palavras

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Uma imagem vale mais que mil palavras”. A velha e surrada frase é a que melhor descreve as pinturas de Norman Rockwell. A G.I.F.A. rende-se à genialidade desse artista americano que conseguiu transformar pinturas em verdadeiras histórias de vida. A de acima é só um exemplo do poder de fogo de Rockwell.

A princípio a imagem não chama muito a atenção. Contudo, vamos analisar passo-a-passo toda a história que envolve o quadro:

1. O próprio nome começa a elucidar alguns atos: Homecoming Soldier. Sim… trata-se de um jovem soldado que acaba de retornar da guerra para o lar e encontra a família. Isso pode ser provado por aquela bandeira quadrada com uma estrela azul colocada acima da cabeça da senhora feliz. Ter uma dessas significava que pelo menos um membro da família estava serviço da pátria, em combate 

2. Repare na felicidade da mãe. Não dá a impressão que ela derramava algumas lágrimas de saudade enquanto lavava roupa? Ao perceber a chegada do filho, ela enxugou as mãos no avental e, literalmente, correu pro abraço.

3. O pai desconfiou que o filho tivesse voltado e apareceu por último, lá na porta. Sua cara é um misto de surpresa, alegria e orgulho. Sem largar o cachimbinho, claro.
É impressão minha ou ele estava lendo o jornal sentado na “poltrona do papai”?

4. Veja que beleza o cachorro, o irmão mais novo e a irmã mais nova correndo ao encontro do jovem. O irmão do meio (ou mais velho?), apesar de feliz, não larga os afazeres que, no caso, é consertar o telhado.

5. Não é só a família que está feliz. Os vizinhos ouvem a gritaria – provavelmente da matriarca – e saem às janelas para ver o que está acontecendo. Até o vizinho da direita – que também tem um parente na guerra (veja a bandeira) – aparece curioso.

6. O toque refinado do quadro vem agora. Repare, bem ali na esquerda, uma garota (bem bonitinha, por sinal) encostada no muro. Tudo leva a crer que ela é a namorada do rapaz. Também é possível perceber que a família não sabe do romance, do contrário, ela já teria abraçado e beijado o ruivinho. Sabe-se lá o que vai rolar depois que o jovem matar a saudades da família… 

Confesso que foi muito difícil escolher uma imagem para apresentar esse pintor a vocês. Norman Rockwell tem diversos quadros tão bons quanto esse, cada um com uma história mais impressionante que a outra. 
Em geral, Rockwell – que nasceu em New York no dia 3 de fevereiro de 1894 – retratava o cotidiano de famílias norte americanas. Tinha especial admiração pelas crianças, figuras frequentes nos quadros. Também não perdia a oportunidade de colocar o patriotismo em cena. Retratou também a Primeira e da Segunda Guerra Mundial. Em função disso foi o responsável por 321 capas da revista “The Saturday Evening Post“, durante mais de 40 anos.

Posso destacar alguns quadros, entre eles Gossip, Happy Birthday Miss Jones, The Roadblock, Soda Jerk, Knuckles Down (um dos meus preferidos), Freedom of Speech, No Swimming (atenção especial na cara do gordinho!), Missing Tooth, The Rookie

No começo do blog eu já tinha feito uma série – A Série Rockwell – mostrando o artista e seus quadros. Clique para ver a primeira parte, a segunda, a terceira, a quarta e a quinta.

Se você quiser ver mais quadros, acesse a Rockwell Galery Collection, vá até Collectibles e divirta-se.
Para saber sobre a vida do ilustrador, não deixe de ler o artigo na Wikipédia. E chega de links por hoje.

Como não podia deixar de ser, aqui vai uma galeria com mais quadros:

Agora é sua vez! Tente descobrir a história de cada gravura. Tenho absoluta certeza que você se surpreenderá com a quantidade de detalhes que podem aparecer numa rápida reflexão sobre o quadro.

16 pensamentos sobre “História sem palavras

  1. Nossaaaa lindasss essas obras todas .. confesso que ainda nao conhecia esse artista ou pelo menos nao me lembro (O.O) + gostei mt ^^

    vamos ver se eu descubro a historia de algum quadro hehehe

    e a analise ficou otimaa parabens Frank xD

    • Eu também vi! Pena que O Criador não colocou o link do blog (que, aliás, era a minha intenção ao mandar a sugestão…. hehehe).
      Mas mesmo assim eu gostei. Primiero o Dr. Pepper. Depois o mundo. E depois o Piauí… necessariamente nessa ordem.

  2. Pingback: Links da semana | Haznos - Do Jeito que o Diabo gosta

    • “Não sou um completo inútil… ao menos sirvo de mau exemplo!”. Se é que arte pode ser considerado algo ruim..

      Que bom que eu servi para despertar esse espírito maligno das artes. Agora espero vê-lo em leilões de Monet.. hahah

      Abraço e volte sempre

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