O estranho mundo das coincidências: a mão de bridge perfeita

Olá, nobres leitores e leitoras do Ideia Fix. Eu sou Henderson Bariani, do Depokafé. Estarei postando por aqui nos próximos meses, atendendo a decisão judicial do Meritíssimo Juiz de Direito Faustão dos Santos, que determinou que eu prestasse serviços a esse blog pelo dobro de tempo que o sr. Frank Toogood escreveu em meu blog sem receber pagamento.

A minha intenção era escrever um post ofendendo a meritíssima família do juiz que deu essa inaudita decisão e amaldiçoando seus não menos meritíssimos descendentes até a terceira geração, mas um texto assim dificilmente seria aprovado. Então vou escrever sobre coincidências mesmo.

Pode parecer estranho, mas há quem estude as coincidências (considerando que o sexo dos anjos já foi tema até de um Concílio da Igreja Católica isso não deveria nos causar estranheza). Geralmente são estudantes de Psicologia ou Sociologia que precisam de um bom tema para a monografia ou em busca de uma bolsa de mestrado. O fato é que as coincidências foram divididas em dois tipos: as triviais, como séries de números ou divisões surpreendentes de cartas e as significativas que envolvem pessoas, eventos, espaço e tempo. As significativas por sua vez são divididas em subgrupos como as coincidências literárias, as de aviso, as úteis, as de “o-mundo-é-pequeno” e as encantadas. Há bons exemplos de todos os tipos. Vamos começar hoje pelas coincidências triviais.

Uma coincidência trivial pode não ser tão trivial assim, como vamos ver agora. Num jogo de bridge, uma “mão perfeita” seria receber as 13 cartas do mesmo naipe. Isso é muito difícil de acontecer – as chances são de 170 milhões por um. Mais difícil ainda seria os quatro jogadores receberem as cartas do mesmo naipe. As chances disso acontecer foram calculadas em 2.235.197.406.895.366.368.301.559.999 por uma. Ou seja, é mais provável que alguém ganhe na loteria duas vezes na mesma semana do que participar de um “jogo perfeito” de bridge.

Impossível de acontecer ? Não, porque aconteceu. Em janeiro de 1998 em Bucklesham, na Inglaterra, Hilda Golding recebeu as 13 cartas de paus, Hazel Huffles recebeu as de ouro e Alison Clivers as de copas. As 13 cartas de espadas ficaram no morto. Estás duvidando, leitor de pouca fé ? Então aqui está o link para a matéria original da BBC (em inglês, off course).

Foi sorte ? Ou será que foi azar ? Acho que a sra. Hilda e seus pares prefeririam ter ganhado na loteria duas vezes na mesma semana…o que vocês acham ?

E semana que vem eu volto para dar mais exemplos desse estranho mundo de coincidências.

Até lá.

4 pensamentos sobre “O estranho mundo das coincidências: a mão de bridge perfeita

  1. Adoro coincidências! E elas também gostam muito de mim…hehehe
    Levando em consideração os tipos que você informou, eu prefiro as significativas. São mais interessantes. Estou curiosa (pra variar) em saber o que seriam as coincidências significativas encantadas…

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