Conhecendo o Sogrão – 2a parte

Na primeira parte da epopéia de Conhecendo o Sogrão, o Gustavo passou poucas e boas dentro da Marinete que o levaria até a casa dos progenitores de sua amada. O pior problema, no entanto, é que no meio do caminho tinha uma laranja. O companheiro de viagem – um caipira em péssimas condições higiênicas – tinha acabado de comprar uma coxinha, mas coisas horrendas ainda estavam por vir…

Moço, quanto é a mixirica?” (mixirica = a laranja cravo =  LARANJA) – perguntou a moça que estava praticamente sentada no braço da minha cadeira. Nesta hora, três pensamentos passaram pela minha cabeça:
1º – “Pobre vive se queixando que não tem dinheiro… porque esta esbanjadora vai gastar dinheiro chupando laranja, quando pode colher em algum pomar?“;
2º – “De um sarro para um beijo, de um beijo para nada, de nada para viajar ao lado de um fedido, de viajar ao lado de um fedido diretamente para o ME FUDI…
3 º – “nessas horas, que tenho certeza que Deus existe e que ele é o maior SACANA que já existiu… por que este infeliz não entrou vendendo algo mais simples, como uma jaca ou melancia por exemplo? Por que ele me deixou ter a falsa esperança de que a laranja iria embora?

Pensei com todo o meu ardor, na minha namorada… já até imaginava: “seu guarda, quando o ônibus capotou por excesso de lotação esta avantajada senhora caiu por cima dela… tentamos usar esta chave de roda como alavanca, mas infelizmente o crânio da minha namorada não suportou a pressão e cedeu…”

Quando eu pensava que não tinha mais jeito de piorar, algum infeliz que comeu um X-Urubu com Fanta Lixo, resolveu expelir de seu corpo (analmente falando) tudo o que consumira. Lá estava eu… praticamente no colo do catinguento, sendo atacando por uma tempestade de respingos de laranja e com o agradável aroma de MERDA. Confesso que cheguei a chorar.

Enfim, chegamos. Desci correndo de ônibus, constatei que minha namorada havia sobrevivido e inclusive se tornara amiga da senhora tridimensional. Fui o mais depressa que pude e tentei me banhar com um copinho de água, na pia do banheiro. Saí do banheiro e lá estava eu: fedendo a laranja do lado direito, fedendo ao catinguento do lado esquerdo e com cheiro de merda no nariz. Achei interessante que só tinha visto isto com bode. Se um bode um dia encostar na sua calça jeans, o cheiro nunca mais sairá. O mesmo ocorreu com o catinguento.

Estava suado, fedido, com o pior humor que poderia estar, quando chega a comitiva: já viram algum vídeo de arrastão? Pois é, parecia um Carrastão. Chegou tanto carro para buscar Carol e o namorado dela, que cheguei a temer ser esquecido lá. Me senti uma estréia de cinema: aquela fila enorme de pessoas me abraçando, apertando minha mão e se apresentando: “oi, eu sou o fulano, primo do irmão do sobrinho do vizinho do cachorro do papagaio do vereador que concunhado da avó de primo do patrão de zelador de seu beltrano“.
Cara! O que as pessoas têm contra: Sou Gustavo. Simples. Prático. Vejo seu rosto, ouço seu nome e tento criar um link cerebral. Com muito favor, crio um link com outra característica, como o catinguento por exemplo. Mas não! A pessoa começa a se apresentar… daí, diz o primeiro grau de parentesco, depois o segundo, daí conta a história de como conheceu a tia madalena… porrrrrrrrrrrraaaaaaaaaaaaaaa! O primeiro link, com o primeiro nome, para visualização do rosto ainda não carregou e ele já está 37 links lá na frente!

Apresentações feitas, conheci o pai, a mãe a mais umas 22 senhoras que são praticamente a mãe de criação da minha namorada. Porra, e eu pensando que tinha dado trabalho para a minha mãe. Também, só tenho uma. Entrei no carro e quando o pai dela entra, pergunta:hummmm, que cheiro é este?
Respondi imediatamente: “é o cheiro de teimosia de mulher“. Carol começou a rir e disse que depois explicava.”

Este é o fim da segunda parte. Agora Gustavo, são e salvo da Marinete, vai encarar a casa grande. Quais serão os apuros que ele passou por lá? Coisas inacreditáveis estão por vir.

Mate sua curiosidade clicando aqui e refestele-se com a 3a parte!

3 pensamentos sobre “Conhecendo o Sogrão – 2a parte

  1. Vanessinha,

    Isto se passou há mais ou menos 13 anos.

    O parque aquático, foi agora, no final de outubro passado.

    Priscilinha,

    Já eu digo diferente:
    Ou sou a reencarnação de Murphy, ou pior… a reencarnação do próprio Jó.
    Se ainda tem mais coisa?

    Eu diria o seguinte:

    Isto que vocês leram até o momento, não deve dar 1/8 das coisas que eu passei (e narrei).
    Aguarde e confira.

    beijos a todas.

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