Uri Geller e as chaves que entortam

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Geller (à esq.) e Randi (à dir.). Fight!

Desde o final dos anos 60,  o austro-húngaro (sempre eles) mas nascido israelense Uri Geller vem assombrando milhões com seu poder místico de entortar chaves e colheres.  Esse poder parece ter vindo de uma “esfera voadora de luz”. Quase um hadouken 😛
Uri, literalmente, fazia peregrinações pelos programas de televisão ingleses e americanos,  mostrando do que era capaz. Foi capa de diversas revistas. Em função disso ficou famoso nos EUA e no mundo. Veio ao Brasil em 94 e apresentou-se no Jô Soares 11 e meia, na época de SBT. Veja o gringo em ação:

Além de destruir talheres e chaves, Uri Geller também consertava relógios quebrados, adivinhava conteúdo de envelopes, materializava dinheiro (!) e mais outros truques que impressionavam a sociedade. Tinha fã clubes que mais pareciam seitas. Uri Geller era o cara.

Mas como você deve imaginar, havia uma pedra no meio do feliz, promissor e lucrativo futuro do israelense. E a pedra tinha nome: James Randi.

Randi é canadense e foi mágico profissional. Ao assistir algumas apresentações de Geller, percebeu que a paranormalidade do sujeito era muito parecida com um truque de mágica. Definitivamente, parecida até demais. Dedicou boa parte do seu tempo à desmascarar Geller e, quando foi proibído de assistir as apresentações, treinou jornalistas para servirem de testemunhas. Já mencionei que ele chegou a se disfarçar para entrar nos estúdios de televisão e ficar observando, da platéia?

Para tornar oficial, escreveu um livro intitulado “A verdade sobre Uri Geller“. O israelense até tentou processar e impedir a venda da obra de seu carrasco (assim como a veiculação dos vídeos no Youtube), mas perdeu feio (nos dois casos) e ainda teve que gastar uma boa grana com indenizações (só no primeiro caso). Em um vídeo com pouco mais de 9 minutos, Randi demonstra como usar cadeiras e a mão dos apresentadores como alavanca para entortar as chaves. Ou seja, desmascara o amigão em rede mundial.

Atualmente cada um segue sua carreira. Randi criou um instituto que promete dar 1 milhão de reais para quem consiga provar a paranormalidade. O Fantástico tentou achar algum brasileiro, mas o máximo que conseguiram foram alguns quadros que chamaram a atenção e alguns charlatõe expostos ao julgamento popular.
Randi participa de programa céticos, como os da dupla Penn & Teller e é quase um Mythbuster quando o assunto é coisas do além.

Já Uri Geller mudou de tática. Agora é “consultor psíquico” – seja lá o que isso signifique – vende kits “seja um paranormal” e tem um site oficial. Já escreveu livros e é jurado num programa de TV que escolherá seu sucessor.

Como? Jurado? Programa de TV? Isso mesmo. Estréia hoje com o nome de  “Fenômeno” e será transmitido pela A&E. Uri Geller divide os julgamentos com Criss Angel e ainda tem a ajuda de Carmem Electra para pôr à prova os aspirantes a paranormais.

Um belo duelo de intelecto, charlatanismo, mistério e mídia. Só faltou o Padre Quevedo e seu indefectível (sempre quis usar essa palavra aqui) “Iso non ecziste!”

Para saber mais:

Sociedade da Terra Redonda (site muito estranho. O Google dá alerta de página suspeita, mas comigo não aconteceu nada. Ainda.)
Sobre Uri Geller
Página Oficial da Fundação James Randi
James Randi MySpace (!)
Página Oficial do Uri Geller
Uri Geller na Wikipédia

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