Magíster, grande magíster

O Philip escreveu um artigo sobre professores inesquecíveis, aqueles que mais marcaram a vida dele, seja pelo lado positivo ou negativo. Num subto acesso de criatividade e originalidade, resolvi fazer o mesmo. Já tive professores malucos, irritantes, songos,  maternalistas, paternalistas, sogrístas… Essa classe contém discrepâncias muito acentuadas! Vejamos alguns exemplos da minha infância/adolescência:

Professor Eduardo
O Dudu – como era carinhosamente chamado – foi (ou ainda é) um professor de Geografia com características de cursinho. Tive aulas com ele ainda na 6ª série e, naquele tempo, foi uma mudança enorme de paradigma suas aulas com lasers que apontavam mapas e slides no PowerPoint. Nas provas, ele usava óculos escuros e ficava imóvel, no centro da lousa. Era impossível saber se ele estava olhando para a direita, para a esquerda ou se estava simplesmente dormindo. Apesar de apostar na terceira opção, eu e nem ninguém ousávamos tentar colar. Um método bem eficaz, eu diria.

Uma vez ele explicava sobre alguma coisa que eu não me recordo no momento (vou usar “placas tectônicas” para fins explanativos) quando quase matou meia classe de susto. A cena foi mais ou menos a seguinte: “… e as placas tectônicas, de certo modo são (tapa forte na mesa) GOOOOOOOOOOOOOLLLLLLL DO PELÉÉÉÉÉÉÉÉ!!!!!”. Nessa hora, todo mundo deu aquele pulinho característico e involuntário, resultado de um impulso nervoso inconsciente. As meninas gritaram e teve um lá que entregou a paçoca. Enquanto alguns riam, ouviu-se no fundo da sala um “filha da pu…”. O Dudu, rindo, perguntou: “E ai? Acordaram”. Ele fez esse tipo de coisa mais uma duas vezes naquele ano, sempre com os mesmos resultados…

Professora Sabina
A Professora Sabina era uma velhota muito simpática. Velhota já naquela época, imaginem agora (sim, ela está viva ainda). Não há uma pessoa que tenha tido aula com ela que não tenha sido carinhosamente (?) chamado de “coraçãozinho de abóbora”. Nas primeiras 3 vezes até que era engraçado, mas depois começava a ficar perturbador. Imagine você, caro leitor, levantar a mão para fazer uma pergunta e a professora exortá-lo com um “Pode falar meu coraçãozinho de abóbora!“.

Ela era (é?) professora de artes. Atribuo à  Professora Sabina minha letra miscelaniosa. Consigo misturar, numa só frase, letras de forma, cursiva e caligrafia técnica. Sim… é um samba do afrodescendente fora de suas faculdades mentais adequadas. Agradeça ao fato de que esse blog é digitado e não manuscrito. Veja você mesmo:

img607-01

Professor Dide
Um professor linha dura, mas de bom coração. Luis Carlos, o popular Dide – e não ouse chamá-lo de Didi – pode parecer assustador quando está comandando a equipe à beira da quadra. Ele é uma versão menos famosa e consequentemente menos rica do Bernardinho. Mas não se engane. Ele só quer tirar de você o seu melhor, no grito, para derrotar os “cheirosinhos almofadinhas”.
Como professor de Educação Física, supõe-se que suas aulas eram na quadra. Errado. Nem sempre tínhamos o privilégio de esticar as canelas (no bom sentido) e sair da sala de aula para jogar um futebol, um basquete. Ele gostava de dar aulas teóricas e falava basicamente sobre psicologia motivacional, fazia críticas severas à administração esportiva municipal (com toda a razão, diga-se) e ainda dava explicações sobre a fisiologia do corpo.

Não serei hipócrita a ponto de dizer que apreciava esse tipo de aula. Nos dias de chuvas até que era aceitável, mas quando o tempo estava firme e propício para a prática esportiva era simplesmente um terror. As aulas eram muito mais de perseverança e autocontrole do que sobre o que ele falava.
Pra arrematar, era de praxe falar “bom dia” na hora da chamada, ao invés do característico “presente” ou “aqui”. Quer dizer… era mais obrigatório do que praxe propriamente dito.

Tive pelo menos mais um 3 professores inesquecíveis, pelo lado macabro da coisa, mas prefiro não mencioná-los aqui. Afinal de contas mentir, ser injusto PROPOSITALMENTE e ainda negligenciar aulas muito bem pagas estão entre as qualidades que um professor NÃO deve ter.

E esses trio aí do último parágrafo – carinhosamente apelidado de RMN – tinha de sobra.

Um pensamento sobre “Magíster, grande magíster

  1. Pingback: A coragem do professor « Ideia Fix

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s