Políticos de todos os sabores

Numa época em que vivemos o escândalo das passagens, CPI da Petrobras, reforma política – que visa dar mais flexibilidade aos “traidores” e ainda camuflar alguns políticos menos honestos – e, pra completar, a possível contratação de Gilberto Barros pela Record, fica fácil colocar em dúvida o patriotismo e o senso de justiça do brasileiro, que não se revolta claramente contra essas situações. Principalmente com a última. Também coloca-se em dúvida o brio e a hombridade dos políticos que elegemos. Vejamos então outros políticos que tiveram esse brio testado e que resistiram bravamente. Ou não.

Na Inglaterra, o Presidente da Câmara dos Comuns – que seria o Michel Temer daqui – pediu demissão após um escândalo envolvendo seus pupilos “subordinados”. O escândalo? Reembolso de gastos. Os deputados estavam recebendo uma grana a mais do que deveriam, sem deixar isso muito claro. Nada muito diferente daqui. A grande mudança foi o discurso. “desde que entrei nesta casa, há 30 anos, senti sempre que a Câmara funciona no seu melhor quando está unida. Para que essa união seja mantida, decidi que deixarei a minha posição como presidente.” 30 anos? E tem gente que reclama do José Sarney!
Só para constar, a saída não-voluntária de um Presidente dos Comuns não ocorria desde o ano 1695. Bem que o Henderson poderia fazer um Hoje na História sobre o caso.

Mudando o lado do Oceano, Rod Blagojevich (que tem um baita nome russo) foi acusado de tentar vender a cadeira de Obama no Senado. As gravações telefônicas (a.k.a. grampos) revelaram que ele buscava um cargo de alto salário numa… ONG? Seja como for, ele teria dito que “QUER FAZER DINEHIRO”. Bom… querer eu também quero. Na época o governador foi preso. Ok, admitamos que até o Maluf passou mais dias preso (foram 40 a 3).

E já que estamos em 2009, nada mais justo do que relembrar a até recente renúncia do líder político mais famoso… de Cuba. Há exatos 50 anos, o já barbudo Fidel depôs o líder Fugêncio que acabou fugindo da raia e deixou o caminho livre para a escolha socialista em no quintal americano.

Uma vez com o poder nas mãos, Castro & Castro conduziram Cuba por caminhos pouco recomendados, mas que acabaram dando resultados… na área do esporte. E na da paciência. É preciso estar bem preparado para aguentar 8 horas de discurso. Lido.

Após mandar e desmandar durante meio século, Fidel cansou do bastão – é verdade que está doente – e o passou para o irmão, que agora comanda uma certa abertura, com direito até a Internet. El Comandante teve dias de herói. E de vilão também. Principalmente pra quem ouvia os discursos.

Portanto, da próxima vez que for reclamar dos político brasileiros pense: “POR QUE RAIOS EU ESTOU RECLAMADO SÓ AGORA, QUANDO DEVERIA TER PENSADO NISSO NA HORA DE VOTAR?” Afinal, você não está na Inglaterra e nem nos Estados Unidos.

E muito menos em Cuba.

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