Decifrando os conflitos políticos

A Gripe A adiou a volta às escolas de milhões de estudantes. As autoridades acreditaram que seria melhor manter as crianças em casa para evitar o aglomeramento de pessoas num mesmo lugar, o que poderia facilitar a circulação do vírus H1N1. (Até aí tudo bem, mas seria interessante evitar também o aglomeramento nos ônibus e Metrô)

Fato é que, em agosto, as instituições de ensino voltarão com suas atividades normais e os professores pedirão uma série de trabalhos. Como parte da cota de prestação de serviço que esse blog oferece, escrevo um resumo dos conflitos políticos da atualidade. Aqui você encontrará as peripércias de Chavez, os sonhos de Zelaya e outras disputas por poder.

Honduras
Zelaya foi eleito presidente. Gostou do cargo e resolveu ficar mais tempo. Para isso, organizou uma consulta pública para que o povo dissesse que se quisese, poderia tentar se reeleger. Não deu tempo. Os militares e a opisição trataram de depor Zelaya antes que a consulta começasse. O presidente foi expulso do país e impedido de voltar. Aeroportos foram fechados, assim como as fronteiras. Parte da população saiu às ruas para protestar. Infelizmente a parte que apoiava a medida também saiu as ruas e o conflito aconteceu.
A medida de exilar o presidente foi exagerada. Para mim, foi apenas uma desculpa para deflagar um golpe pretendido ha muito tempo.

Claro que Zelaya também tem culpa, já que preferiu ter primeiro o respaldo do povo – ou pelo menos do que apresentaria como sendo do povo e isso é a questão fundamental –  para depois tentar mudar a Constituição. Foi esperto o suficiente para tentar pegar dois pássaros voando, mas acabou sem aquele que estava na mão. Ainda não pode ser considerado um ditador, e nem se pode dizer que ele pretenda ser um. Ao que tudo indica, ele tentou seguir os passos de FHC e Lula.

Venezuela X EUA
Hugo Chavez não gostava de Bush. Aliás, ninguem gostava do Bush. Aproveitando-se disso, o presidente venezuelano iniciou uma verdadeira cruzada contra o american way. Obama foi eleito e agora já não há tanto Golias para o pequeno Davi da América. Mesmo assim, Chavez (prometo não fazer qualquer referência ao personagem de Bolaños) insiste em lutar para acabar com o império yakee. Puro jogo político. Marketing. Muita farofa para pouco peru frango. No fim, posa como defensor do socialismo do século XXI, acaba conseguindo o apoio popular para ficar 10 anos no poder, mas depende do dinheiro dos porcos capitalistas para manter o país. Ou vai dizier que a venda de barris e mais barris de petróleo é pura caridade?

Coréia do Norte X Mundo
Sabe aquele seu amigo que não tem muito senso do perigo e vive se arriscando com manobras ousadas ou mesmo comendo aquele salgadinho suspeito no bar da esquina? Essa é a Coreia do Norte. O ditador (mais um) Kin-Jong-il parece divertir-se lançando mísseis atômicos por cima do Japão. Pena que, para a maior parte da população, passar fome não tem a mínima graça.
A comunidade internacional promete mais bloqueios e sanções, mas parace que isso só aumenta a vontade de provocação. Ao que se sabe, a Coréia do Norte tem armas nucleares e uma guerra só não foi iniciada – ainda –  por causa do temor que se tem de que elas sejam usadas.
* Ok… os foguetes podem não ser atômicos. Obrigado leitor “Mau” pelo aviso.

Venezuela X Colômbia
Imagine que você convide um amigo, ou algum conhecido para entrar em sua casa. Agora imagine que seu vizinho fique extremamente incomodado com isso, com medo que ele comece a espionar ou mesmo usar o banheiro que ele, vizinho, mantém  – nem tão limpo quanto gosta de dizer por aí. É mais ou menos isso que acontece entre Colômbia e Venezuela. Álvaro Uribe permitiu que os EUA armassem bases militares em pontos estratégicos do país. Isso incomodou profundamente o presidente venezuelano, que vê a (sua) “soberania” , no mínimo sendo intimidada. O Brasil acredita que as bases sejam positivas, desde que o controle sobre elas seja dos próprios colombianos.
Nesse ínterin, outro presidente tentar ser “dealer“, numa mesa na qual o cacife é o poder. Evo Morales tenta dar as cartas, mas essa mesa ainda é comandada por Hugo Chavez. Sorte que o montante maior é do Brasil, que decide se quer ou não jogar. Chavez aposta num all-in, por enquanto sem sucesso.

Autorizo, com todo o prazer, a utilização desse texto, com ou sem modificações, para a sua pesquisa escolar. Depois conte aí nos comentários qual a nota que você recebeu e a reação dos seus professores.

10 pensamentos sobre “Decifrando os conflitos políticos

  1. Er… não é que eu queira bancar a chata CDF, mas do jeito que você descreveu o conflito Coréia X Mundo (mais na parte relativa ao Japão mesmo) ficou parecendo que os japoneses são os santos da história e os coreanos os vilões, quando toda essa intolerância com os caboclos do zóio rasgado começou quando o exército japonês – sim eles tiveram um exército, haha – praticamente varreu a Coréia masculina do mapa.

    Milhares de mulheres coreanas foram estupradas pelos japoneses (e muitos dos coreanos – já idosos/adultos – de hoje são filhos/descendentes dos soldados japoneses desse conflito) sem falar nas crianças coreanas que foram massacradas junto.

    Analisando, a guerra Coréia X Japão é meio que semelhante a guerra do Paraguai aqui na América do Sul.
    Ambos são um bando de herdeiros de fdp, generalizando a coisa toda.

    Só isso que me incomodou mesmo xD
    Bons posts o/

    • Bom, o dia que os japoneses forem santos, eu me mudo pra lá 😛

      Nesse trecho, Amberson, eu quis focar na questão “junina” da coisa, se é que me entende. Não é nada normal ficar lançando foguetes atômicos a torto e a direito, como diria minha vó. No fim, não há mocinhos ou bandidos. Quanto mais vivo, mas percebo que todos somos vilões…

      Muito obrigado pelas informações…. Quanto maior a participação dos leitores, mais enriqueço o texto!

      Volte sempre!

  2. Só que tá errada a noção que você passa ao escrever ‘foguetes atômicos’, nenhum foguete lançado pela Coréia do Norte possuia ogivas nucleares. Forem testes e mais testes de foguetes comuns, sem qualquer carga explosiva.

  3. Você esqueceu de dizer que a Constituição de Honduras determina que o presidente e/ou autoridade que tentar mudá-la para se reeleger perde o mandato. Ou seja Zelaya tentou fazer um golpe e perdeu.

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