Entrevista para o Diário da Manhã

Em 28 de novembro de 2008, fui convidado a dar uma entrevista para o Jornal da Tarde, de São Paulo. Como escrevi no texto que vocês podem ler clicando no link acima, tudo não passou de um sádico engano, já que a jornalista procurava alguém que fosse Freegan. Coisas da vida…

Muitos Alguns meses passaram e eu novamente fui abordado para concender uma entrevista para um jornal. Aceitei a participação e respondia as perguntas enviadas. Para a minha alegria, ontem, dia 11 de outubro, foi publicada uma matéria na qual havia trechos de uma entrevista comigo para o Diário da Manhã de Goiânia, de autoria da jornalista Mayara Jordana. O tema foi aquele manual de como mentir, que publiquei aqui dia 17 de agosto de 2008. Ficou bem bacana. O desenvolvimento do texto está culturalmente rico, com referências à literatura e a palavras de profissionais do ramo. Refiro-me à psicólogos, naturalmente. A matéria –  de página inteira – pode ser lida clicando na imagem abaixo. Eu apareço na segunda coluna, mas recomendo a leitura completa do artigo.

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Que fique registrado aqui meu agradecimento à jornalista Mayara Jordana pela gentleza e fidelidade com que minhas palavras foram colocadas na matéria. É muito bom ter um reconhecimento desse porte aos textos que escrevo há mais de 2 anos. O box com os 7 passos ficou show! Meu ego, devidamente massageado, agradece também.

Aproveitando a ocasião, publico, logo abaixo, a entrevista completa.

1) Quem você acha que mente melhor o homem ou a mulher? Por quê?
Essa questão é interessante, pois a habilidade de mentir pode ser desenvolvida em ambos os sexos. Depende bastante de quem ouve a mentira. Homem tende a acreditar e aceitar as desculpas dadas por mulheres para evitar conflitos, principalmente se eles são domésticos. Mas não vou ficar em cima do muro: Homem mente melhor, pelo fato de, estatisticamente, as mulheres serem mais passionais, portanto, levadas pela emoção. Homem costuma ser mais racional, o que claro, não significa que não possa haver variações.

2) Como você criou o Manual do Mentiroso. Foi a partir de observação dos outros ou você mesmo coloca em prática os sete passos?
O manual foi criado a partir de observações do comportamento das pessoas, mais precisamente dos erros que essas pessoas cometem ao tentar mentir. É incrível a quantidade de rastros que as pessoas deixam, sem perceber, quando tentar enganar as outras pessoas. Passos razoalvelmente fáceis de evitar.

Não vai adiantar muito eu dizer que não uso as minhas próprias dicas, já que ninguem vai acreditar e vão me chamar de mentiroso (risos). Mas fico tranquilo quanto a isso. Quem me conhecem sabe que sou íntegro.

3) Qual foi a finalidade ao criar o Manual?
Eu queria compartilhar com meus leitores essas minhas observações. Tenho certeza que muitos já se depararam com situações em que precisavam mentir, mas não conseguiram. Claro que eu não espero que as pessoas que sigam o manual consigam escapar de julgamentos ou coisas mais sérias. Mas para conseguir um tempo a mais para entregar um trabalho escolar, ou escapar da mãe que mandou lavar a louça e a criatura não obedeçeu, acho válido.


4) Para você, a mentira é necessária quando?

A mentira é necessária para se livrar de situações que só dizem respeito a quem mente. Ou seja, a partir do momento que a sua mentira prejudicar outras pessoas, ela deixa de ser válida e passa a ser considerada desvio de caráter. Alguns exemplos: Conseguir tempo para realizar trabalhos escolares, justificar faltas, adiar compromissos, escpar de broncas dos pais, da namorada (namorado)…


5) Você considera que há mentirosos profissionais por aí? Ou isso, já beira a doença, tipo, a psicopatia?

Sim, com certeza há mentirosos profissionais. O caso do Marcelo Rocha é bastante didático nessa questão. Para você ter uma idéia, ele se passou por filho do dono de uma compania aérea (a Gol), dando entrevistas para artistas consagrados. Além disso, encarnou os papéis de fiscal da receita, fazendeiro, repórter da MTV, olheiro da seleção brasileira e guitarrista da banda Engenheiros do Havaí. Sempre com sucesso. A psicopatia acontece quando essa linha é ultrapassada, ou seja, quando a brincadeira perde a graça.

6) Queria que deixasse um recado para o leitor da matéria: compensa ficar buscando o tempo todo quem está mentindo e, desse mesmo modo, vale a pena inventar estratégias mirabolantes para mentir bem?
Ao leitor dessa matéria: Só mintam em caso realmente necessário. Não vale a pena ficar tentando descobrir se a pessoa está mentindo, já que, teoricamente, ela tem um bom motivo para isso. O melhor mesmo é tomar cuidado em quem se confia. Medidas profiláticas são a melhor saída. Quanto a inventar estratégias mirabolantes, acho válido. Cada um pode desenvolver sua técnica, respeitando os limites do bom senso. E lembre-se: a mentira não é a primeira nem a melhor solução… Ela só é a mais divertida e arriscada, portanto, cuidado.

Valeu Diário da Manhã!

PS: E vem uma bomba por aí. Algo inacreditável está para acontecer. Aguarde.

2 pensamentos sobre “Entrevista para o Diário da Manhã

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