Pequenos prazeres da cozinha

Muitos dos que leem esse blog regularmente (os quais eu gostaria que se apresentassem) podem não saber que tenho aptidão para a culinária. Não falo da parte da degustação e da comilança desenfreada, embora me considere expert nessa área , mas sim da parte prática, do gênesis daquele prato que te faz salivar só de sentir o aroma. O que para alguns é obrigação diária, para mim não passa de um hobby offline: cozinhar. O velho machismo diz que lugar de mulher é na cozinha. Eu e todos aqueles que fazem Gastronomia discordam: cozinha também é lugar de homem, não apenas para pegar a cerveja na geladeira e o amendoin no armário

Culinária não é só fazer miojo, ovo frito e aquele hamburger empastelado de óleo. Culinária é escolher os ingredientes, ainda na feira, sacolão (ainda existe sacolão?) ou supermercado. Culinária é também lavar a louça, repetindo o gesto do artista que esfrega o chão depois de terminar um quadro. É um processo que sofre picos de agitação – se você estiver acompanhado – e de absoluto relaxamento, quando se está sozinho, ouvindo música.

Certa vez a energia elétrica resolveu não aparecer para trabalhar aqui em casa. Sem poder usar computador e televisão, considerei a temperatura ambiente que faria com que Lúcifer estivesse se abandando, e decidi fazer um suco. De melancia. Cortei a fruta, separei o gelo, coloquei no liquidificador e… nada né? Não tinha força para fazer o maldito liquidificador funcionar. Me senti um completo tapado, já que decido fazer o suco EXATAMENTE porque não tinha eletricidade. Como já estava tudo pronto, tive que me virar e adaptei o socador de fazer caipirinha para tornar a melancia bebível. Tive sorte. Se fosse um melão eu teria problemas…

Minha última experiência foi uma pizza de carne moída, isso é, em vez de massa de farinha de trigo, a base é boi ralado. Como o modo de preparado era simples, resolvi fazer. Coloquei a carne moída numa… cumbuca? Refratário? Tigela? Enfim… não importa o nome. Misturei um pacote de sopa de cebola e um pouco de orégano. Ajeitei tudo numa forma e pus para assar. Depois de uns 15 minutos, aquilo foi ficando branco e aguado e por algum momento temi pela qualidade e, por que não, salubridade do meu almoço. Tenso.
Deixei assar por mais um tempo e a cor que eu esperava começou a aparecer. Respirei aliviado. Depois de pronto, coloquei queijo e o assado ficou assim.

E o que dizer da parte decorativa dos pratos? Um kibe assado transforma-se em outro prato quando adicionamos algumas folhas de hortelã depois de pronto. O mesmo pode-se dizer de uma xícara de cappuccino, que fica muito mais bonita com um pouco de achocolatado por cima. Ou na borda das xícaras…
Decoração de pratos, aliás, é parte fundamental da culinária. É a mais absoluta verdade dizer que comemos primeiro com os olhos e depois com a boca. O visual é sempre um dos quesitos de avaliação de concursos culinários. O contraste de cores sempre me agrada.

Mas os grande prazer da cozinha são, paradoxalmente, os pequenos prazeres: lamber a calda de chocolate da colher, o cheiro de cebola fritando, ver o fogo subindo na primeira flambada (eu disse flambada, ok?), jogar a panqueca para cima com a frigideira e pegar novamente, ver o queijo borbulhando dentro fogão…

Você pode acompanhar minhas peripércias culinárias pelo meu Twitter. Mas agora eu quero saber quais são os gostos de vocês. O que te deixa feliz na cozinha?

Um pensamento sobre “Pequenos prazeres da cozinha

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