Sustentabilidade também é política

Sustentabilidade é um termo tão amplo quanto “amor”. Ok, não sejamos exagerados, mas a palavra tem um sentido muito maior do que uma lida a primeira vista sugere. É quase instantâneo pensar em alternativas para preservar o meio ambiente. E apenas nisso. A reciclagem, sem dúvidas, dispara no quesito Top of Mind.

O que poucos sabem ou não tiveram tempo para refletir é que a política tem papel fundamental no processo de sustentabilização de um bairro, cidade, país ou mesmo planetas habitáveis. Vamos tomar por exemplo o Planeta Terra. É só um exemplo, ok? Aumentaremos o foco e voltaremos nossas atenções para uma cidade pequena, como São Paulo. Em 22 de janeiro de 2008 foi publicada no Diário Oficial a lei que obriga as novas construções da cidade a contarem com aquecedores solar de água. A lei vale para hotéis, edificios residenciais de 4 banheiros ou mais (para que tanto banheiro, meu Deus?), qualquer construção nova ou antiga que deseje possuir uma psicna aquecida e, claro, Conjuntos Habitacionais Populares (a famosa Cohab).

Esses prédios populares são os mesmos que são sorteados em cerimônia pública, na qual sempre há uma tia que ganha e dá um beijo no Vereador/Prefeito/Governador. Se a platéia do Gugu estivesse presente, certamente gritaria em uníssino “Ela merece! Ela merece! Ela merece!

Considerando que essas pessoas não são abastadas o suficiente para comprar um imóvel, é de se supor que quanto menos Energia Elétrica gastar, melhor. Daí a importância da Lei. Além de colaborar com a Natureza, aproveitando toda a força do raios fornecidos pelo Astro-Rei, os mais humildes podem ter uma agradável surpresa no fim do mês.

placas_solares_prédio

Além disso, porque não estender à cemitérios e universidades públicas?

Não sei dizer se a lei está sendo cumprida. Cá entre nós, não seria nenhuma surpresa notar que estão burlando mais essa iniciativa. O que nos leva à segunda obrigação da política com a sustentabilidade: fiscalização.

Tudo muito bem, tudo muito bonito. Lei no papel timbrado, assinatura impecável, propaganda feita, selo de político sustentável alcançado. E é aqui que a propaganda eleitoral deixa de ser a da televisão e NÃO se transforma na que gostaríamos de ver aplicada nas ruas. Quem garante que todas as construções abraçadas pela Lei estão sendo efetivamente eregidas (mas que bela palavra, hein?) com as placas solares? A Secretaria de Obras está mesmo validando projetos que contenham o equipamento ou está deixando passar qualquer um? É notório que um aquecedor de água que utiliza os raios solares encarece significativamente a construção. Pode não ser bom negócio para as grandes construtoras e aí nós sabemos como funciona… rola um por baixo do pano, uma mão lava a outra e pimba. Prédios sem Energia Solar. Adiantou sancionar lei?

Adiantar, adiantou. Falta agora o terceiro compromisso da política com a sustentabilidade: politicar. O verbo aqui é usado no sentido de balancear, trabalhar com idéias, mas, principalmente, com interesses bem diferentes. No caso, construtoras superpoderosas versus orçamento das construções. A política é o meio e instrumento pelo qual hão de se convencer a todos que a sustentabilidade é de fato sustentável. Se dão incentivos fiscais para empresas que resolvem espirrar em determinado município em vez de espirrar no outro, por que não baixar o custo desses aquecedores? E as empresas que fabricam, vão ganhar menos? Dá-se mais incentivo. E o Governo, não ganha nada? Ganha… ganha cortando gastos supérfulos e investindo no bem estar da população. Mas o osso é gostoso e difícil de ser largado, não é nobres Deputados e Senadores?

Mas de quanto é esse incentivo tio Frank? Eu, infelizmente sou blogueiro e não dono de cabine de pedágio ou político (duas profissões que dão bastante lucro atualmente). Isso é lá com os engravatados elegidos por nós (2010 tem eleição, hein!). Mas a solução, ou pelo menos parte dela é essa.

Recaptulando. No texto de hoje você viu que a política é tão importante para sustentabilidade quanto o arroz é para o feijão (seja ele com linguiça ou folha de louro). Viu também que o Governo deve Legislar, Fiscalizar e Politicar em prol da Sustentabilidade.

Texto especilamente elaborado para a EcoBlogs, que procura um novo colaborador. Espero que eles tenham encontrado ao ler esse texto :D.
A EcoBlogs reúne 5 blogueiros dispostos a falar sobre ecologia de uma forma dinâmica e diferente. Vale uma visitinha.

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