O Diário do Kinho: Revellion

Quinta feira, 31 de dezembro de 2009

Olha eu aqui de novo, o Kinho. Fazia o maior tempão que eu não escrevia aqui. É que dá a maior preguiça escrever nas férias. Pô… a gente já escreve o ano todo naquelas lições chatas que a professora passa, aí tem que escrever nas férias também? As férias são legais porque dá pra acordar tarde, almoçar de pijama, jogar bola até escurecer, ver filme e comer pipoca até as 11 horas. Dá até pra ficar sem tomar banho que a mãe da gente não briga. Férias é o maior legal.

Mas eu to escrevendo aqui porque me disseram que hoje é o ultimo dia do ano. Eu perguntei pro meu pai pra onde o ano vai quando termina. Meu pai deu risada e disse que ele não vai pra lugar nenhum e que todo mundo esquece dele. Mó triste isso. O ano passa o ano inteiro com a  gente e chega no final e a gente joga ele fora? Eu acho que o ano também tira férias… aí ele volta no no ano seguinte, fantasiado de outro ano e todo mundo acredita que é um ano novo. Todo mundo é o maior bobo.

O ano passa o maior rapidão. Num dia é Carnaval e no outro já é Páscoa, quando a tia da gente dá um montão de ovos de chocolate. Na Páscoa passada fiquei até com dor de barriga de tanto comer chocolate. Mas o que doeu mais foi o “bem feito” da minha mãe. Mãe sempre tem essa mania de falar “bem feito”. Ainda bem que ela dá remédio – que é mó amargo – pra passar a dor. Depois da Páscoa vem a Festa Junina. Festa Junina é mó chato. Dá mó vergonha ficar dançando pra todo mundo ver, ainda mais vestido daquele jeito esquisitão. Parece até um amigo mue que mora no interiorrrr (é, lá eles falam assim, com o erre grandão. Eu dou muita risada quando vou pro interior). Aí vem o dia das Crianças, o dia mais legal do ano (é, tem também o aniversário) e depois tem o Natal. E aí acabou.

Hoje minha mãe falou que vamos numa Festa de Revellion. Não sei bem o que é isso, mas se é festa deve ter doce, refrigeirante e bexiga. Festa sem bexiga não é festa. Quando tem festa aqui no salão do prédio, a primeira coisa que eu faço é estourar uma bexiga. Só depois eu dou o presente pro meu amigo. Aí quando não tem ninguem olhando eu vou lá e estouro outra bexiga.
Mas sobre a festa de Revellion, eu acho que é uma festa a fantasia. Toda a minha família vai vestido de médico. É que tá todo mundo de branco. Tá mó engraçado. Parece um monte de fantasma andando pela casa. E eu não tenho medo de fantasma. Só criança tem medo de fantasma. Eu tenho é medo de bicho papão. Esse sim dá mó medão.

Eu vou acabar por aqui porque minha mãe tá me chamando. Nem escovei o dente ainda. Até qualquer dia!

PS: O Diário do Kinho é uma obra ficcional inspirada 100% no personagem criado por José Roberto Torero – o Leocádio. Acesse o Blog do Lelê para ver o “original”.

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