Eu também cometo gafes

Apesar da desconfiaça do público em geral, eu também sou humano. Tenho carne, ossos (com uma proporção maior para o tecido conjuntivo ósseo), coragem, vergonha e também sou feito de gafes. Quem não é? Todo ser humano que se preze já falou ou fez o que não devia, na pior hora possível. É uma atração quase magnética, bastante parecida como a do joelho pelo asfalto. É irresistível.

Há alguns anos fui até o Mercadão Municipal aqui de Itatiba para comprar cocadas de maracujá. Parece estranho, mas são aqueles doces feitos não só de coco, mas com bastante calda de maracujá. Tanto é que o doce fica amarelo. Com direito a semente por cima, de enfeite. Era uma Segunda feira (fato importante, grave isso). Chegando na Casa do Norte, cacei na vitrine a tão desejada guloseima e finalmente a encontrei, ao lado da cocada de coco queimado. Chamei a vendedora e pedi duas. Enquanto ela colocava os doces num saquinho, fui tentar ser engraçadinho e perguntei:

E essa cocada aí? É de ontem ou de anteontem?“. E ela, sincera, respondeu: “Não, não. É de sexta-feira“. Vai tonto… quem manda perguntar… Pelo menos as cocadas estavam (ainda) saborosas.

Numa outra oportunidade, num bar/pizzaria chamado Casarão, estava tendo problemas com o tempo de espera. Só a pizza doce, por exemplo, demorou 1 hora para chegar. Eu até perdia a fome de tanta demora para as pizzas serem servidas. E olha que era rodízio. Eu percebi que no local que estávamos só havia uma garçonete para várias mesas. A coitada estava surtanto. Era reclamação de pizza na mesa 4, pedido de guaraná na 10, outro tantando fechar a conta na 25… uma loucura.

Quando ela chegou na nossa mesa, eu, tentando criar um vínculo de amizade que sempre facilita na hora de receber os pedidos, fui ser solidário e pergunte: “É impressão minha ou você está sozinha hoje“. Não sei o que deu na menina, mas ela respondeu, num tom extremamente irônico: “Ah.. você percebeu!” e foi embora. Meus amigos começaram a rir e então eu me toquei. A garçonete achou que eu a estava chamando pra sair e, bem… me deu um fora…

Obviamente, meus amigos não perderam a chance de me sacanear. “Tá querendo catar a garçonete pra não pagar a conta, né?“. Quanto mais eu tentava explicar, mais gozação recaia sobre meu castigado lombo. Bacana foi aquele climão que pairava cada vez que a garçonete se aproximava da mesa.

Isso sem falar naquela clássica, na qual rachei um coco num supermercado.

As Quick Gafes também não podem faltar. Já chamei professora de “vó”. Ainda bem que ela não ouviu. Ou fingiu que não ouviu. Em contrapartida, a professora Ângelajá teve a pachorra (?) de invocar meu nome no diminutivo de maneira desnecessariamente audível. Para meus nobres 40 colegas ouvirem. Um abraço para Dona Ângela. Isso sem contar os inúmeros estabacos em público…

Acho que é o suficiente de vergonha alheia para um só texto.

E não…. não vou ser sacana ao ponto de pedir que vocês contem suas situações vexatórias. Mas, bem… sinta-se a vontade, ok?

2 pensamentos sobre “Eu também cometo gafes

  1. Essas mais rapidas acontecem sempre, mas eu já dei uma gafe num debate que pqp, queria morrer. O professor perguntou o que nós achariamos caso nosso marido, namorado, qualquer coisa, fosse um gigolô. Eu, na minha infinita sabedoria, falei: Eu teria inveja. Meu professor me encarou, “espera, você quis dizer ciúmes, né ? “…isso ae…” Agora imagina a zueira da galera .

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