Morra Odete Roitman, sua vagabunda!!!

Tenho um certo asco, para não dizer um desprezo absoluto, de quem usa a internet para defecar seus produções mentais envoltas em uma diarréia monumental. Em outras palavras, fico revoltado quando alguem despeja em blogs, Orkuts e Twitter, toda a ignorância ostentada como troféu. Em março de 2008 (nossa… faz tempo hein?) dissequei um texto do blog da Gyselle, mais uma ex-BBB que ninguém lembra (nem a RedeTV).

Agora, em 2010, vejo que a situação, claro, não mudou nem um pouco. A maior prova disso foi o link oferecido pela @dehcapella no Twitter. A ideia era criar um diário virtual da personagem de Alinne Moraes, na novela Viver a Vida. Uma ideia, no meu ponto de vista, simpática. O futuro das novelas é cada vez mais aproximar ficcção e realidade, atráves da internet e verossimilhança de tempo e datas. Um dia chegaremos ao ponto de uma novela em tempo real, aos moldes de 24 horas.

A parte tocante é, sem dúvidas, a área de comentários. Será que a Vida acreditou na Arte?

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O que leva uma pessoa a acreditar que o texto tenha sido escrito pela personagem? Ok… posso estar sendo MUITO ingênuo e não entendi que todo mundo lá pegou o espírito da coisa e resolveu participar da brincadeira. Se esse for o caso, nunca mais leia esse blog #PauloMalufFeelings

No caso do comentário acima, a moça deu aquele conselho de pia de banheiro feminino, fazendo questão de não revelar o segredo. Manja aquela provocada irônica, pra deixar o interlocutar pensando? Foi o que ela fez… para a personagem. Ficcional.

Parte disso pode ser explicado pelo fato de que o autor faz com que a personagem – muito sabiamente, diga-se de passagem – leia alguns comentários durante uma cena, dando mais veracidade e credibilidade pro blog. Portanto, há um certo desespero para ter o nome lido na novela mais assistida no momento, fazer parte da trama…

Mas por outro lado, entra em cena (com trocadilho) a ignorância já citada no primeiro parágrafo. Dessa vez ela se manifesta na interpretação do conceito. Veja mais um exemplo:

Neste comentário, a leitora faz uma análise da personalidade em mutação da personagem. Filosoficamente tocante.

Vendo esses exemplos, não é difícil perceber porque os atores e atrizes que interpretam vilões adoram falar no TV Fama (ou mesmo no Faustão) que são hostilizados e até correm risco de apanhar dos populares insandecidos. Eu achava que isso era puro marketing, um exagero sem tamanho. Mas pensando bem, é perfeitamente possível. O povo acredita em tudo.

E falando em acreditar em tudo, taí a explicação para Collor e outros políticos envolvidos en escândalos voltarem triunfalmente para seus púlpitos. Um exemplo bastante atual é o Governador Arruda. Ele esteve envolvido no escândalo da violação do painel do Senado, confessou publicamente, pediu nova chance e foi atendido. Além de Deputado, agora é Governador.

Se para um político, que não é ator profissional, não ganha a vida atuando funcionário da Globo é fácil enganar o povo, imagina um programa em que toda a atmosfera volta-se para ludibirar o espectador a acreditar que aquilo é real? O Vídeo-Show faz exatamente a mesma coisa que esses leitores do blog, mas em escala empresarial e menos estúpida.

Talvez seja o espírito de Carnaval afetando minha imparcialidade, mas quer saber… sejam felizes. Nessa tribo em que vivemos, nem todo mundo pode ser cacique. Os índios, por outro lado, adoram escutar uma história de terror e pensam duas vezes antes de entrar na mata desacompanhados…

Caraca… como essa tendência a acreditar na ficção é antiga!

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