Vida longa ao Big Brother Brasil…

O Big Brother Brasil estreou em 2000. Já estamos na décima edição do programa. Muita gente já ficou rica. Muita gente já ficou famosa. Muita gente já ficou pelada. Muita gente já ficou empregada. Muita gente já foi esquecida. Nesse texto vou declarar de uma vez por todas porque torço pela manutenção do Big Brother Brasil na grade da Rede Globo de Televisão quanto tempo seja possível. E o fato é um só: é um programa importante para a economia do nicho do entretenimento.

Partiremos do básico, do núcleo: o próprio programa: o objetivo é simples:  A pessoa que resistir mais tempo dentro da casa, sem ser expulsa pelo público ganha um prêmio. Para isso, o público precisa ver o programa. Alguns preferem ficar só com a versão diária editada. Outros, mais abastados, assinam o pacote de Pay-per-View para ter acesso 24 horas ao que acontece no terreno do Projac.

O prêmio é a bagatela (Tv Fama feelings) de 1 milhão de reais (já foi de 500 mil e na atual edição é de 1,5 milhão). Esse cidadão, portanto, tem 1 milhão de possibilidades de gastar a bufunfa, seja comprando inutilidades ou investindo em algo produtivo. Um negócio que estava indo à bancarrota pode reerguer-se ou mesmo um estabelecimento modesto ganhar status de cult. Fatalmente vai gerar empregos diretos e indiretos.

Para pagar o prêmio, a emissora conta com fortes patrocinadores: uma multinacional do ramo de automóveis e outra do ramo de bebidas, só pra citar as maiores. Elas tem seus produtos expostos e com isso as vendas aumentam. Ponto para essas organizações que aumentam seu lucro. Conclusão: as pessoas assistem o BBB e são influenciadas por ele.

Se as pessoas assistem o BBB e são influenciadas por ele, nada mais óbvio que tentar faturar indiretamente em cima do nome do programa. As mulheres mais fisicamente atraentes (ou gostosas, como queiram), são convidadas a mostrar ao Brasil/Mundo tudo aquilo que se esforçaram para cobrir durante sua estadia na casa. Todos curiosos? Ótimo… a revista vende.

Opa… espera aí. A revista vende? Então chegamos num outro fator: o mercado de informação em torno do BBB. Todos os portais de notícia/entretenimento contam em sua homepage as manchetes mais atuais sobre o programa. Revistas de fofoca fazem matérias especiais revelando o passado de cada um. Programas de TV fazem análises sobre a personalidade e ficam especulando quem sairá no próximo “paredão”. Enfim… as pessoas comentam sobre isso, seja em casa, na escola, no trabalho, sóbrios ou com níveis etílicos elevados.

Quando mais comentários surgem sobre o programa, maior a curiosidade em vê-lo. Assim, a audiência aumenta, chamando a atenção dos patrocinadores e reiniciando o ciclo. Isso sem contar a grana que se angaria com ligações nas noites de eliminação, portais de voz e o patrocínio aos veículos que noticiam ou faturam em cima do BBB. Viram como esse efeito dominó pode ser MUITO mais abrangente?

Aqueles que criticam a qualidade e/ou moralidade do programa de certa forma estão corretos. Não é um entretenimento culto ou que vá agregar algum tipo de conteúdo a quem assiste. Alguns questionam a credibilidade. É tudo forjado e a edição sempre favorece alguém. Outros preferem dizer que a balança pende mais para o lado do show do que propriamente para o reality. São argumentos válidos sim, mas que nada contribuem para minar a importância econômica do BBB dentro de seu próprio nicho.

Por fim, existe o grupo que critica a alienação que o programa causa na sociedade. Esse assunto, por ser mais delicado, será abordado mais dignamente no texto de amanhã.

Espero, portanto, que o Big Brother Brasil tenha quantas edições sejam possíveis até que a fórmula se esgote naturalmente. Acreditem… isso vai acontecer cedo ou tarde. Quanto as críticas, não há o que fazer: Só se vende alguma coisa quando há alguém disposto a comprar.

4 pensamentos sobre “Vida longa ao Big Brother Brasil…

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