História da Praça

Dedico esse texto a um personagem da tão famosa Praça da Bandeira, em Itatiba. Tá, ok… famosa para quem mora ou já passou por aqui. Se você não tem ideia de onde fica essa cidade, bem… você não é o único. Aliás… sinta-se parte da maioria. Mesmo assim vale a pena prestar a atenção.

O tio tarado da praça

Toda cidade do interior que se preze tem uma praça central na qual as crianças correm atrás das pombas, os vendedores de algodão doce ficam azucriando todo mundo com aquelas malditas buzinas e os velhinhos.. bem.. esses não fazem absolutamente nada, além de ficar proseando sobre as coisas de antigamente, quem morreu, que família casou com que família… essas trivialidades.

Mas/contudo/porém/todavia/entretanto, um desses aposentados destaca-se. Não faço a menor ideia do nome dele, mas é facilmente reconhecido por seus óculos presos a um cordãozinho preto, sua barriga saliente, sua barba por fazer e, principalmente, pelo tipo absolutamente bizarro de conversa. Não importa o que você está fazendo, com quem você está ou o que vai comer no almoço: ele VAI falar de sexo e/ou escatologias. Não necessariamente nessa ordem e não necessariamente em tempos distintos.

A impressão que tenho é que SÓ isso passa pela mente perturbada desse cidadão. Não pude ler algumas páginas do Tempo e o Vento na praça (achei que seria bucólico e relaxante, oras) que o dito cujo já veio puxando papo: “Você sabia que a vagina da mulher abre em forma de borboleta?”. Minha cara de “Do que raios você tá falando?” foi maior que a sua, já que ele não usou termos tão educados.
Acredite caro leitor… a conversa o monólogo baixou de nível: “Quando você vai fazer coco, o orifício anal abre somente no diâmetro do toroço, e depois volta ao normal. E não importa a grossura do torpedo… teu esfíncter anal vai moldar perfeitamente o cagalhão“.

Depois dessa eu não poderia ter outra atitude senão enfiar um murro no nariz daquele infeliz ir embora dizendo que estava quase na hora de embarcar no busão. Você pode argumentar que foi em apenas uma situação. Não… outro dia ele me abordou – detalhe, eu estava caminhando (ou melhor… fugindo do inevitável encontro que procuro a todo custo evitar) e MESMO ASSIM a criatura insistiu – para comentar que a antena dele “não pegava o Sexy Hot que tem cada filme que vou te contar, viu?”.

É certo que ele passa todas – ou pelo menos a maioria – das manhãs e tardes sentado no banco próximo a Igreja Matriz, bem perto do tio da pipoca e do tio do churros. A ociosidade talvez esteja afetando aquela mente que tanto deve ter contribuindo quando ainda tinha seus trinta e poucos anos. Se bem que ele pode ter nascido assim, afetado.

Ele precisa de tratamento. Ou de uma boneca inflável… parece mais eficaz.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s