Tem coisa que só acontece com a Portuguesa…

A sabedoria popular não cansa de inventar frases e bordões para o futebol. O mais verdadeiro deles – além do “só acaba quando termina” – refere-se ao clube da capital paulista que preserva as tradições dos nossos colonizadores. TEM COISA QUE SÓ ACONTECE COM A PORTUGUESA DE DESPORTOS.

A motivação para escrever esse texto surgiu após a inacreditável virada que os rubro-verdes sofreram do quase rebaixado Ituano. Jogando dentro do seu estádio, a Lusa abriu 2 a 0 e conseguiu a proeza de tomar 3 gols, sendo 1 de Juninho Paulista (que na oportunidade encerrava a carreira como jogador) e outro de… Roque Júnior (!), que ninguém entende como ainda não encerrou a carreira. Isso porque a Portuguesa PRECISAVA ganhar para sonhar com um vaga no mata-mata do Paulistão 2010.

Esse foi apenas o exemplo mais recente. O caso mais clássico já foi retratado nesse blog, ainda em seu primeiro MÊS de existência. A Agada famosa de Armando Marques foi, em resumo, errar na contagem das cobranças de penaltis, justo na final do campeonato paulista de 1973. Armando Marques acabou beneficiando o Santos de Pelé e, intencionalmente ou não, sacaneando.. a Portuguesa, claro. Não deixe de ler o texto para entender como aconteceu e como o imbróglio foi resolvido.

Entre os ilustres e adorados torcedores da Portuguesa NÃO se encontra o árbitro argentino Javier Castrilli. Todo mundo, independente do time que torce, concorda que ele foi o responsável por tirar a Lusa das finais do Paulistão de 1998. Tudo porque o Corinthians dependia de um empate para passar de fase. Até os 47 do segundo tempo os Leões venciam por 2 a 1. Eis que a bola é cruzada na área. César, bom e experiente zagueiro, corta a bola com o peito e o juizão – precisando de um oftalmologista – marca penalti. César é expulso e sai às lágrimas.

Veja você mesmo se a bola bateu no braço ou no tórax do defensor:

Se você acha que acabou, está enganado. O mau agouro da Portuguesa estendeu-se também ao campeonato Brasileiro de 1996. O começo até que foi promissor. Último classificado para disputar as 8as de final, derrotaram o Cruzeiro – que havia terminado a 1a fase em 1º lugar – por 3 a 0. Nas semi-finais o adversário derrotado foi o Atlético Mineiro (5º colocado).

O primeiro jogo da final foi no Canindé, contra o Grêmio. Dentro de casa, a vantagem mais do que confortável foi aberta: 2 a 0. A volta, no Estádio Olímpico, foi típica da Portuguesa. O tricolor gaúcho abriu o placar aos 3 minutos de jogo. Os rubro-verdes seguraram o placar que lhes daria o título inédito até os 39 minutos de segundo tempo, quando tomaram o fatídico gol. Os resultados invertidos favoreciam o Grêmio, que teve melhor campanha na 1ª fase. Melhor campanha por apenas 2 pontos, diga-se de passagem.

A meia dúzia de Os torcedores da Portuguesa certamente sabem que seu time tem um karma estranho. Mesmo assim são corajosos fiéis o suficiente para se manter ao lado da equipe, nos momentos bons e ruins. Não é fácil torcer para Portuguesa. Talvez por isso cada vitória seja saboreada de forma especial. E quem torce para outras equipes acaba tendo uma simpatia diferente, quase como um segundo time.

Eu mesmo tenho uma camisa da Portuguesa. Linda mesmo.

Mas todos, sem exceção, nunca esquecem a regra: TEM COISA QUE SÓ ACONTECE COM A PORTUGUESA.

3 pensamentos sobre “Tem coisa que só acontece com a Portuguesa…

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