Tabu Sexo

Tabu é uma palavra que vem do aborígene austral e que não tem significado semântico (calma… este não é um artigo enciclopédico. Foi apenas para dar uma noção de onde vem a palavra). Novos e velhos, os tabus pautam a sociedade, guiando o comportamento e pensamento das pessoas, de acordo com a região, época e idade, mesmo que, por definição, eles não sejam discutidos abertamente entre os indivíduos (a não ser em mesas de bar, com o nível etílico dando um alô lá pra ISS).  Tabus não são sésseis, ao contrário, são tão vivos quanto a língua de cada nação. E não adianta correr, porque ninguém escapa dos tabus, seja na defesa deles ou ofensiva contra. Mesmo que você não seja militante, não pode se eximir de ter uma opinião, ainda que profunda e inconsciente.

Um exemplo de tabu é a sexualidade. Em séculos passados, jovens donzelas que se prezem casavam, com homens distintos e respeitáveis, antes dos 25 anos. Isso quando não eram prometidas desde a terna idade. As famílias entravam num grande acordão, acertando todos os detalhes – principalmente aquele que realmente importava: o dote. O dote era uma grana que o marido recebia como compensação por ter casado e, consequentemente, ficar moralmente impedido de copular com outras espécies do sexo feminino. Quer dizer, não era bem isso, mas acaba servindo como. Dependendo da origem da noiva, o dote era grande ou pequeno.
Ah sim… naquela época os casamentos eram, necessariamente, formados por um elemento masculino e um elemento feminino.

E onde o tabu entra nessa história? Era impensável dançar homem com homem e mulher com mulher. Resolver acabar com o casamento? Nunca! Desquite era pior que aborto, sem exageros. Além das sérias restrições que as jovens sofriam ao sair nas ruas: sempre acompanhadas, com o mínimo de partes do corpo descobertas – tornozelos eram avidamente procurados e comemorados quando achados.

Hoje não funciona assim. Continua sendo tabu a união de pessoas do mesmo sexo, apesar do preconceito em torno disso ter diminuído. Hoje as pessoas são livres para casar com qualquer idade, quantas vezes achar necessário (Alô Fábio Júnior! Aquele abraço irmão!) e com quantas pessoas quiser (desde de que uma por vez (isso, aliás, não deixa de ser um novo tabu)). Quanto as roupas… esqueçam isso. Só não vale sair pelado.
Como eu disse no primeiro parágrafo, há quem defenda um tabu – no caso, a união de dois XY ou dois XX. Entretanto, como é tabu, não sai gritando para a Praça da Sé inteira ouvir.

Uma outra face desse tabu foi abordada numa matéria para a FACAMP pelo Carlão, comandante da Opinix e meu parceiro aqui no blog. Veja o que ele tem a dizer sobre a sexualidade e deficientes:

“Sexualidade, ainda no século 21 é um grande tabu para se discutir e explorar. Imagine, então, quando o assunto é a sexualidade e como ela se manifesta nas pessoas deficientes.

Independente da deficiência, seja ela física, auditiva, visual ou cognitiva, as pessoas não-deficientes vêem os deficientes como “coitadinhos” e proibidas de sentirem prazer com o seu parceiro ou parceira.

Um exemplo na tentativa de quebrar esse tabu é o jornalista da Folha de S.Paulo, Jairo Marques, deficiente físico desde que nasceu. Em seu blog Assim como Você, o jornalista diz que  “as melhores transas, garanto, não é aquela em que se coloca aquilo naquilo e manda ver. As melhores são aquelas em que a gente explora todos os nossos sentidos, emoções, pele, cheiro”. E segundo, o jornalista “falando bobagens”, a pessoa também chega ao orgasmo.

Ele ainda dá uma dica aos deficientes. “Acho que o deficiente precisa ter consciência que é ele o “diferente” da história e, assim, tem de guiar o parceiro na hora H”.

O mito cresce a medida em que a áurea de mistério em torno dele cresce. É proporcional. O melhor modo de detonar tabus é falar sobre eles, justamente o que fizemos nesse texto. Mas não adianta tornar todo esse exposto em monólogo. Andorinha sozinha não faz verão. Agora é sua vez de juntar sua voz à minha e a do Carlão. Hora de detornar mais mitos.

O que você pensa sobre sexo?

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