F1 2010: GP da Italia

Conjunção de fatores: Monza é, além de um carrão que mudou o conceito brasileiro de que “carro quatro portas é táxi“, uma pequena cidade na velha bota. A escuderia italiana, Ferrari, acabou não sendo punida administrativamente pelo jogo de equipe no GP da Alemanha . A comissão era compostas por ao menos 1 ex-membro graúdo de Maranello.  Em casa, fez seu piloto espanhol Fernandinho Alonso largar na pole position, com o brasileiro Felipe Massa em terceiro. Quem disse que o Dia da Pizza já aconteceu?

A corrida: Os dois pilotos ferraristas protagonizaram uma disputa de prender a respiração, logo na primeira volta. Andaram lado a lado durante metade do circuito, até Alonso tomar a frente e Massa engatar logo atrás. Hamilton, líder do campeonato, foi quem se deu MUITO mal – empolgado, tocou na roda traseira de Felipe, quebrou a suspensão e foi pra brita. Se pudesse tirar as mãos do volante, Webber bateria palminhas. Jason Button também. Nada como assumir a liderança logo na primeira curva, né?

A carroça de Bruno Senna empacou logo na volta 14. Sem mais.

Um pouco mais atrás, Webber em 8º e Vettel em 7º ensaiavam uma disputa de posição. A Red Bull torcia para que não fosse tão desastrada como na Turquia e a McLaren, em especial Hamilton, queria mais é que os dois fossem pra brita. Não aconteceu nem uma coisa nem outra. Vettel, na volta 21, comunicou a equipe que seu carro sofria de perda de potência no motor. Frustração geral. O australiano passa, agradece e parte pra cima de Hulkenberg. Nosso Ejaculação Precoce broxou.

E quando eu terminava de escrever o parágrafo acima, Vettel cruzava a linha de chegada, cravando sua melhor volta. A tendência de quem tem problema de perda de potência no motor não é fazer volta mais rápida, certo? Logo depois, Vettel bateu o tempo de Webber. Hummmmm… Estão sentindo esse cheiro? Familiar, né? Bom, não dá pra acusar ninguém. Se foi jogo de equipe, foi bem feito. Bastante sutil. Talvez a telemetria aponte uma falha momentânea e cale a minha boca. Mas que é estranho, é.

Os especialistas em F1 dão certeza que foi jogo de equipe. Trapaça na casa do adversário é muito ousado. Já Luciano Burti atribui o problema a um ajuste de motor equivocado. Essa ajuste pode ser alterada no volante do carro, a qualquer hora. Segundo o comentarista da Globo, Vettel mudou “o mapa” e corrigiu a falha. Aguardemos os desdobramentos, que, creio eu, vão dar em NADA.

Momento crucial: No pit stop a McLaren foi cagagésimos mais lenta que a Ferrari. Button e Alonso voltaram lado a lado, disputando cada centímetro de pista. Fernandinho foi um pouco mais ousado e tomou a frente. Mesmo com pneus frios, o espanhol abriu em relação a inglês, o suficiente para respirar. Com o pneu quente, fez volta mais rápida atrás de volta mais rápida. “Possuído”, nas palavras de Téo José.

Lembra que eu disse que o Webber tinha partido pra cima do Hulkenberg? Pois é… partiu pra cima, mas passou o resto da prova colado na traseira do alemão parceiro de Rubinho. Tentou bravamente, mas só foi ultrapassar a 4 voltas do final. Não foi por falta de tentativas. Em uma delas, inclusive, esbravejou impropérios contra o adversário. Coisas da F1.

Enquanto isso, Vettel se mantinha na pista, sem fazer sua parada. Pelo regulamento, ele é obrigado a fazer os mecânicos trabalhem ao menos uma vez em seu carro. Escolheu o momento justamente para a última volta e acabou se dando muito bem. Manteve-se em 4º colocado, voltando na frente de toda a tropa que tinha ultrapassado durante a prova.

Isso é que eu chamo de estratégia bem feita: fez o jogo de equipe de forma bem disfarçada, agradou a escuderia e ainda terminou a frente do companheiro. Se não fizesse tanta barbeiragem, estaria lutando pelo título.

No fim da prova, Alonso passou reto na chicane. Nada que atrapalhasse sua liderança, já que a distância era Geraldo Alckimínstica. Venceu na ponta dos dedos e voltou a brigar pelo título! Que pizza saborosa, hein?

Os brazucas: Massa, como eu havia previsto no GP da Bélgica, beliscou seu pódio. Terceiro lugar merecido. Barrichello em 10º fez uma corrida normal. Di Grassi completou a prova, sendo o último dos que receberam a bandeira quadriculada. Estou querendo inicar a campanha Um carro pra Di Grassi. Seria interessnate vê-lo correr com um Fórmula 1.

O campeonato ficou assim:

1 Mark Webber 187

2 Lewis Hamilton 182

3 Fernando Alonso 166

4 Jenson Button 165

5 Sebastian Vettel 163

6 Felipe Massa 124

7 Nico Rosberg 112

8 Robert Kubica 108

9 Michael Schumacher 46

10 Adrian Sutil 45

11 Rubens Barrichello 31

12 Kamui Kobayashi 21

13 Vitaly Petrov 19

14 Nico Hulkenberg 16

15 Vitantonio Liuzzi 13

Próxima corrida é em 26 de setembro, em Singapura. Será que eu acordo na hora da prova?

Fotos: UOL Esporte

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