F1 2010: GP dos Emirados Árabes Unidos

Nesse Domingo chegou ao fim mais uma excelente temporada de Fórmula 1. Uma temporada cheia de significados, afinal, comemoramos os 60 anos da categoria no GP da Inglaterra, bem como o aniversário de Ayrton Senna e uma justa homenagem a Emerson “Rato” Fittipaldi e sua Lotus 72. Uma temporada marcada por um título decidido na última corrida. Marcada pelo jogo de equipe da Ferrari – quando não poderia – e o NÃO jogo de equipe da Red Bull – quando também não poderia, mas ninguém reclamaria. Com tudo isso, só dá pra dizer que o grande campeão é SEBASTIAN VETTEL.


Obrigado a todos que acompanharam os textos nesse blog. Ano que vem tem mais!

Hã? A corrida? Teve uma corrida? Siiiiiiiimmmm! Já ia quase esquecendo!

A largada prometia ser emocionante. Não foi tanto assim. Button passou Alonso, que preferiu um traçado mais seguro. Bom é que  ficamos com uma interessante sequência de Massa, Webber, Alonso e Button. Qualquer ultrapassagem aí mudaria os rumos do campeonato. Pra complicar, Schummacher foi tocado, rodou e por uns 5 centímetros não beijou a roda de Liuzzi, pra não ser sensacionalista. Poderia sair gravemente ferido.

Vettel, lá na frente, não fazia outra coisa senão avançar como se não houvesse amanhã (acho que eu já usei essa expressão na corrida passada). Pra quem foi apelidado de Ejaculação Precoce, até que ele vem controlando bem a pressão. Deixou o abacaxi com os outros pilotos. O safety-car atrapalhou toda a organização e, na dança dos boxes, Fernandinho voltou atrás de Petrov e Kubica, os russos da Renault, alem de Rosbife, digo, Rosberg. A Ferrari pedia, desesperadamente, para Alonso passar. Nada acontecia.

Na volta 24, El Choron Fodão das Astúrias fez mais um ataque incisivo e foi passear fora da pista. Sorte dele que não era grama nem areia e, portanto, foi possível voltar a frente de Webber. Dramático. Na volta 30, outra escapada. E o campeonato ia escapulindo das mãos do 1º piloto de Maranello.

Tentei ultrapassá-lo uma vez e ele se protegeu como se estivesse disputando o título comigo na última volta da última prova do campeonato. – Alonso, Fernando.

Hamilton fazia aquilo que dele se espera: para o alto e avante. Não importa se o cidadão a frente é Kubica ou Kobayashi. Jason Button economizava pneus e, depois da parada de Vettel, se mantinha a frente. O famoso estilo de pilotagem do inglês evita que os pneus se desgastam facilmente. Mas uma hora ele teria que parar e Vettel reassumiria a ponta.

Vitaly is faster than you” – Entendeu Ferrari?

Webber não fazia o menor esforço para encostar em Alonso. Empolgante também era a garra de Massa em passar Alguersuari e encostar no australiano. Os segundos pilotos resolveram agir tal qual suas funções: não estavam ajudando e muito menos atrapalhando. Pela cabeça deles devia passar um “se vira aí malandro, porque e vou ficar na minha“. Na volta 51 o engenheiro até tentou animar Webber, pedindo a ultrapassagem. Se eu fosse o piloto, respondi dando uma bela risada.

Kubica abriu mais de 20” de vantagem para Alonso e fez seu pit com precisão. Voltou muito a frente de Petrov. Entretanto, verdade seja dita, queimou de leva a faixa branca na volta dos boxes e deveria ter sido punido. Os fiscais ignoraram. Os defensores da moral no esporte agradecem.

E na ponta dos dedos SEBASTIAN VETTEL VENCE O GP DE ABU DHABI! NÃO PERDE MAIS A CORRIDA E O CAMPEONATO!

Ao final, Alonso mandou Petrov plantar chuchu e outras coisas bastante delicadas. “Petrov ha sido demasiado agresivo“. Chorão. Tinha que ter passado na pista. Isso só prova, para quem ainda não estava convencido, de que o título está em boas mãos. Não nas melhores (ainda acho que o Webber, por toda a temporada, merecia mais), mas nas de quem foi mais rápido nas corridas decisivas e na maioria dos Q3.

Hoje um sentimento soa uníssono: capacete horrível do Vettel mais do que Vettel ou a Red Bull, venceu o esporte.

Ao incrédulos, as batatas!

PS: Semana que vem pretendo fazer uma análise mais fria da temporada. Vai ter pitacos sobre Massa, Kobayashi, Barrichello, Di Grassi, Senna, Petrov e todo mundo que, de alguma maneira, foi importante nessa temporada. Imperdível

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