Obrigado dedos!

Como fazer o agradecimento na abertura de um livro? José Roberto Torero foi pouco ortodoxo em Terra Papagalli e resolveu prestar uma homenagem aos dentes – a meia dúzia de marfins amarelados que ainda se prendem à gengiva – que, dentre outras coisas, servem para “sorrir às senhoras, arrancar as rolhas das garrafas, morder os inimigos, rasgar a carne“. Pensando nisso, se eu fosse escrever um agradecimento, o faria aos meus dedos. Vocês já pensaram na importância deles? Como vocês tem coisas mais importantes para se ocupar, fiz o favor de pensar nisso. Aqui está o esboço das minhas reflexões sobre as unidades que fazem o todo.

O dedo mindinho, também chamado de salário mínimo, a priori não tem função alguma. Mas engana-se quem pensa que ele é simplesmente dispensável. Não! Longe disso! Orelhas não seriam tão limpas sem tão anatomicamente perfeito cotonete. Além do que, o equilíbrio estético do todo, ou seja, da mão, seria fatalmente comprometido. Um mamão Uma mão sem dedos mindinho fica incompleta. O Lula que o diga.

O dedo anelar é quase auto-explicativo. É o lugar certo para apoiar as pequenas algemas, depois de lerem o seus deveres em frente ao padre (ou pastor. Ou juiz. Ou…). Mas não só de desgraçadas vive esse dedo. Ele serve também para fazer a famosa brincadeira da obediência. Funciona assim: junte a ponta de todos os seus dedos com seus respectivos pares de outra mão. Não, assim não! Isso… Mindinho com mindinho, anelar com anelar… Agora você baixa os dedos médios, mantendo os outros na mesma posição. Assim:

Sim. A cobaia fui eu.

Tente desgrudar seus polegares sem desgrudar os outros dedos. Deu certo? Ótimo. Faça o mesmo com o indicador e médio. Também funcionou, né? Agora tente o anelar. Vamos! Mais força! Nada ainda? Mas que coisa!

Basicamente, a única função do dedo médio é mandar aquele infeliz tomar bem no meio do olho do…. bem, vocês sabem. Mendo sendo o maior dedo, pelo menos na altura, o pai-de-todos tem a mais suja das existências. Não consigo pensar em mais nada que só ele possa fazer. Pãtza dedo inútil!

E agora abram alas para o executivo. Para o verdadeiro mestre. O guia dos guias. Ele… o incomparável. O único… ooooooooooo dedo indicador! O dedo mais importante que poderíamos ter. Ele é responsável por 86% das coisas que fazemos no nosso dia a dia. Desde a tarefa mais simples como apontar até as mais complexas como equilibrar uma bola de boliche giratória. Ele é incansável. Ele é indispensável. O indicador é pop.

Por último e não menos importante, o dedo polegar. Ele é o culpado por nos dedurar no RG. É também o dedo usado para os analfabetos… hã… assinarem por extenso. Mas é inegável que é ele e somente ele que nos diferencia dos animais. Ninguem mais tem o polegar opositor. Só através dele é possível pegar com firmeza objetos para disseminar a paz e o bem estar, como vemos largamanete nos noticiários. Viva o polegar!

E sim.. é claro que eu esqueci de alguma coisa. Como diria a @lunaomi, grite aí nos comentários que eu completo!

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