Eu não ligo para música

Todos nós temos manias e gostos estranhos. Alguns conseguem ver cenas de filmes ou jogos em momentos do cotidiano. Outros tem compulsão por arrancar o próprio cabelo. E há aqueles que não conseguem viver sem ouvir música. Já este humilde editor de blog tem o orgulho de informar, a quem interessar possa, que NÃO LIGA PARA MÚSICA.

É sério. Devo ser uma espécie de alienígena, pois além de ser verde, ter uma gosma na sola dos pés e torcer pro Corinthians, não tenho a menor necessidade de ouvir música. Atente ao fato que eu não disse NÃO GOSTO de música. Eu disse NÃO PRECISO de música para trabalhar, estudar, defecar, dormir ou abrir a janela num dia de sol. Se o ambiente está sonorizado, por mim tudo bem. Se não está, tudo bem também.

Imagem meramente ilustrativa

Quantas músicas você tem em seu iPod, celular, MP3, walkman ou whatever? Meu iTunes denuncia 160, das quais não devo escutar nem metade. Isto é… quando resolvo escutar alguma coisa. O número de horas também é ínfimo: se passei mais de 2 horas escutando ininterruptamente, já considero um exagero. Se tenho uma viagem um pouco mais longa, dispenso os fones de ouvido. Prefiro dormir.

Após refletir bastante sobre o tema (o que deu cerca de 15 minutos), cheguei a conclusão que a esmagadora maioria das músicas NO MUNDO não tem o menor significado para mim. Todas aquelas que entraram no seleto grupo das 160 me dizem algo, de alguma forma. Sinceramente, não importa o artista, o gênero, a duração, o ano… nada. O que me interessa verdadeiramente é que ela signifique algo para mim, recorde algum momento, tenha algum significado histórico. E acho que é só.

Esse significado não precisa ser profundo ou filosófico. “New York, New York“, por exemplo. Acredito que vez ou outra escuto porque a) eu e o cantor temos o mesmo nome e b) ela é o tema da virada do ano na Time Square. Parece besteira (e realmente é), mas o critério é exatamente esse. Outro exemplo: “Orora Analfabeta“. Motivo? A letra é engraçada. Só. Punto e basta. E virou até inspiração para um texto aqui no blog.

O que as duas músicas tem em comum? NADA. Absolutamente nada. Entretanto, estão lado a lado entre as 160 porcamente eleitas.

Agora vem a parte que eu peço a vocês para que escrevam nos comentários dizendo que TAMBÉM SOFREM DESSE MAL. Poxa… não é nada agradável não ter como responder convincentemente a pergunta fatídica: “Que tipo de música você gosta?“. As pessoas me olham com uma cara muito estranha. Exatamente ssa que você está fazendo agora.

Em tempo: Tenho uma teoria 100% falível para que uma música faça sucesso. O truque é encaixar na letra alguma palavra diferente, pouco usada em outras músicas. Vou citar alguns vocábulos desse tipo e tenho (quase) certeza que você identificará: meteoro, avassalador e ponderar, leilão, borboletas, táuba, laranja.

Um pensamento sobre “Eu não ligo para música

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