André Rieu Live in Maastricht III

A bela praça de Vrijthof (vogais, please), no coração de Masstricht (da série “não fale com a boca cheia de farofa”), recebe todo ano a super produção do maestro André Rieu. Nesse texto vou colocar as minhas impressões sobre o terceiro DVD gravado naquele mágico lugar. Por uma incrível coincidência, o mágico lugar é também, justamente, a cidade natal do maestro. Creio que esse detalhe faça toda diferença para que o show tenha um toque especial. O que ele talvez não tenha coragem de fazer pelo mundo, acabe realizando no quintal de casa, por assim dizer.

Digo isso porque o maestro parece mais solto, mais leve, mais feliz. O fato de ter se tornado avô contribui para o estado de espírito, mas é visível que nesse show ele está diferente. Ainda bem. Assim, esse é disparadamente o melhor show que eu já vi. Não que eu tenha visto muitos, mas, enfim…

Comentário aleatório: É importante salientar as ilustres presenças de Juvenal Juvêncio, Glenda Koslovski, Ana Paula Arósio, Fábio Porchat (participando da orquestra).

Em determinado momento, um dos câmeras concentrou suas atenções numa loirinha, que só pode ser da monarquia holandesa (se não é, tem príncipe por aí perdendo tempo). O cidadão simplesmente enquadrou a sorridente moçoila e acompanhou todos os seus movimentos. Se bobear ela aparece tanto quanto uma das coristas. Ao referido câmera, só uma palavra: obrigado.

O ponto alto do espetáculo é a música So ein schöner Tag, que deve ser uma espécie de Balão Mágico holandês. Isso porque os adultos ficam completamente alucinados cantando e fazendo a coreografia. Normalmente a platéia participa entusiasmada, mas nessa música eles se superaram. E é aí que você percebe todo o estilo holandês. Desde dos jovens vestidos de maneira, hã… moderna, até as velhinhas que não largam a bolsa nem para dançar. E, claro, a moça do parágrafo acima deixa todo mundo no chileno. Alguém tem o telefone dela E sabe falar holandês? Ô Vampeta! Dá uma mão aí, faz favor…

André Rieu gosta de receber convidados. Dessa vez o escolhido foi Heino. O senhor alemão é um dos poucos que tem culhão para usar um terno/blazer vermelho, gravata laranja, óculos escuros em plena noite de Masstricht. E tem lábio roxo. Acho que só vi o Agnaldo Timóteo utilizar tal combinação. Esquecendo um pouco o vestuário, o tiozinho bota o povo pra dançar e fazer trenzinho em Blau Blüht der Enzian. Que beleza…

A loirinha ainda era uma imagem melhor

A parte política não poderia faltar. Ele começa um discurso e é interrompido por um inesperado (a-hã) “Parabéns a você”. Sem escolha, ele começa a reger, como se não soubesse de nada. É um fanfarrão, mesmo. Enfim… o homenageado era o prefeito da cidade, um tal de Mr. Burns Mr. Leers que estava na platéia. Depois de fazer uma piada com a idade do cara (o que deve ser equivalente a dizer que o José Serra tem 45 anos), vem o presente: o número da Boneca (Song From Olympia).

Esse número já tinha sido apresentado em Live in Dublin, mas foi aprimorado, em todos os sentidos. A parte teatral está mais engraçada e a cantora parece em melhor forma. E vale a pena mencionar que a voz é de, nada mais nada menos, que Carla Maffioletti, nossa compatriota. Brasil-sil-sil-sil!

Não posso terminar esse texto sem citar o que ocorreu durante a faixa Strauss & Co. Até onde eu entendi, essa é a parte do show em que a orquestra mostra quais as maluquices que é capaz de fazer enquanto toca. Posso estar enganado, mas em outros show os caras beberam cerveja e comeram bifes, além de trocar afagos. No caso de Masstricht, um dos músicos – que ainda quero descobrir o nome – resolve equilibrar o trompete no queixo. Momento WTF. A manobra é bem sucedida e uma das violinistas (a mais bonita, por sinal) oferece um flor como… premiação. O cidadão agradece, cheira e abocanha a flor. Opa, como é? O cara come a flor? Acredite se quiser…

Não sou exatamente um crítico musical, mas já que me aventuro a escrever nesse blog, tenho a obrigação de recomendar a compra desse DVD. Live in Maastricht III é uma excelente oportunidade de conhecer o trabalho de André Rieu, em mais de 2 horas de músicas clássicas. Em todos os sentidos.

Até o Mr. Macaroni aprova.

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